Brasília: Oscar Niemeyer projeta nova praça na Esplanada dos Ministérios

Praça da Soberania - 2009

Toda capital tem que ter uma praça aonde o povo chega e se espanta. (…) Será um grande monumento em triângulo para mostrar o progresso de nosso país. É para causar perplexidade em quem vê.

Oscar Niemeyer

Praça da Soberania - PerspectivaO arquiteto Oscar Niemeyer apresentou ontem ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o Estudo Preliminar para um novo conjunto de edifícios aninhados no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O projeto teria surgido a partir de quatro demandas: a necessidade de estacionamento para veículos na região, um pedido do atual Presidente da República por um Memorial dos Presidentes, um pedido do governador do DF por um Monumento ao Cinquentenário de Brasília (que será comemorado em abril de 2010), e a necessidade de um espaço de convívio na Esplanada.

A resposta do arquiteto foi um estacionamento subterrâneo para três mil automóveis, um edifício curvo abrigando o Memorial dos Presidentes, oposto a uma torre de mais de cem metros de altura – correspondente ao Monumento ao Cinquentenário. A área pavimentada entre as edificações – à semelhança do Complexo Cultural adjacente – foi batizada de Praça da Soberania, e destina-se ao convívio da população.

O Secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, – ainda no escritório de Niemeyer no Rio de Janeiro – concluiu: “Monumental!” . O governador Arruda, também presente, assegurou: “Vamos fazer!”.

Com informações da Folha Online e do Correioweb

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Sobre Danilo Matoso

Arquiteto e Urbanista Brasília - DF
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34 respostas para Brasília: Oscar Niemeyer projeta nova praça na Esplanada dos Ministérios

  1. Pingback: Oscar Niemeyer e Brasília: criador versus criatura « mdc . revista de arquitetura

  2. Aí não! Assim já é demais!
    Lembro-me agora do artigo de Gabriela Izar que causou polêmica: Niemeyer, o autofágico. Leia-o em http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc129/mc129.asp

    Batalhar contra essa obra não é conservadorismo nem medo diante do novo. É o objeto proposto que, sendo pura desproporção e despropósito, impõe-nos esta tarefa.
    O bom e velho ON anda endossando as correrias oportunistas dos governantes para realizar seus monumentos assinados. Espanta isso ocorrer em Brasília onde sua obra magistral vem desaparecendo por obra do próprio autor.
    É isso que a ausência de massa crítica ao redor de um artista ocasiona em arquitetura, talvez diferentemente de outras artes.

  3. Pingback: aqui tem coisa » Arquivo » ficher x niemeyer

  4. Eduardo Pierrotti Rossetti disse:

    Olá!

    Também fui surpreendido pela capa do Correio
    e me lembrei da frase do Lucio Costa imediatamente!

    O custo, os prazos, a escala, o esquema “praça seca-com bloco de 4 andares-elemento vertical” + argumento de acessibilidade do pedestre, tudo é inacreditável!!

    As conexões entre os 2 lados da Esplanada podem ter uma solução elegantíssima e invisível, conectando-se inclusive com o metrô e articulando novos tecidos urbanos, inclusive com um estacionamento igualmente elegantíssimo e invisível (…vide MMBB no Trianon em SP!)

    Se o programa do bloquinho curvo é tão imperioso assim por sua função cívica, então porque não implantá-lo com a devida importância e escala de um centro de pesquisa num lugar mais oportuno no eixo monumental, mas depois do Memorial JK?! (…mas sem estragar tb a vista da Pça. do Cruzeiro!!)

    O gramado contínuo promove inúmeras dinamizações da percepção da escala da Esplanada, revigorando sua especificidade urbana, destacando ad eternun o Congresso Nacional! Ainda que ultimamente o gramado venha sendo acampamento para toda sorte de manifestação, num monta-desmonta de lonas brancas sem fim, ele permanece como vazio estruturador da monumentalidade!

    Ademais, “espanto” é tudo que o povo não quer na cidade!
    Que tal: bancos para sentar, lixeiras, jardins bem cuidados, banheiros públicos limpos, iluminação, sinalização, rampas e calçadas decentes e sem poças, limpeza urbana, um sistema de transporte coletivo com linhas e trajetos mais estratégicos, além da manutenção constante daquilo que já é tombado como patrimônio da Humanidade…
    Tudo isso é que seria espantoso!!!

    Eduardo Rossetti

  5. Enaile Lourenço disse:

    Pra QUE?

    Eu moro em brasília e digo, esse monte de concreto armado torna a cidade um FORNO!
    Daqui a dez anos a temperatura vai ser insuportável, se já não é!

    As pessas não vão passar ai, porque um lugar completamente sem arvores branco de concreto armado a céu aberto , FRITA as pessoas….

    Brasília está ficando cada vez pior… Já é impossível andar da catedral até a rodoviária durante o dia por conta do maldito museu iglu sem nenhuma rvore em volta e aquele monte de concreto no chão….

    desisto dessa cidade

  6. Demian Moura disse:

    Isso vai ser o maior relógio solar do mundo.

  7. marcos antony disse:

    É todo artista tem seus arroubos possesivos, apesar de sua obra incontestavél colocar a culura do Brasil na alma da civilização ocidental.Brasília foi e é sua obra mais primorosa onde houve uma emolduração do fabuloso céu da cidade o que da direitos ao arquiteto de terminar sua obra.o problema não é arquiteto e sim o inchaço da cidade as políticas traçada para a cidade onde tem a elite no conforto e na margem pessoas fumando crack a pouco metros do palácio nesse ponto o arquiteto tem razão: arte como consolo a tudo isso que “ninguém” que ver.

  8. Paula La disse:

    É de dar medo. Medonho.

  9. Humberto M. disse:

    Chega de esculturas e monumentos. Vamos pensar no transporte público

  10. Lutero disse:

    Mais uma do Niemeyer!
    Por que será que em países desenvolvidos o governo não investe nesses delírios arquitetônicos. Quando vamos deixar nossas manias de terceiro mundo.

    Lutero

  11. Lilian M Mansur disse:

    Prezado Jornalista

    Brasília continua com a política dos monumentos. Incrível construírem uma praça na explanada e com garagem subterrânea para 3 mil carros. Mas a política do GDf não é retirar o máximo possível de carros das nossas ruas que já beira a mais de um milhão e assim desafogar um trânsito caótico? O bom senso deveria prevalecer e o ideal seria estender o metrô até a esse local e assim desestimularíamos o uso individual de tantos automóveis. Quiçá, liberando o espaço para o uso de bicicletas, com a construção de uma ciclovia. Será que somente as idéias megalomaníacas do Sr Niemeyer (que se acha dono desta cidade) são boas? Muito melhor, mais prática e bonita seria a extensão do metrô subterrâneo , porque de feiúra e aridez asfáltica já chega o Museu da República. Será que os ex presidentes da república merecem tantas homenagens? Quem vai pagar essa conta? Mais um para ficar em condições precárias de conservação……….Não compreendo a euforia do Governador Arruda diante dessa sugestão inoportuna quando temos muitas coisas a serem feitas nessa cidade em benefício da população, graves e sérias, como saúde, educação, segurança e transporte público. Que eu saiba praça é sinônimo de árvores frondosas, sombra, água…flores, gramado e não cimento armado!! Quem vai ir lá? Se aos finais de semana nem transporte público passa na esplanada?? “A praça seca” vai se encher de farofeiros aos finais de semana e que sujeira não vão deixar, lá não existe barzinho, restaurante, posto de gasolina, nada que refresque ou mate a fome do visitante e, assim várias carrocinhas de camelôs vão deixar um rastro de sujeira pela explanada toda…………
    Lílian M Mansur

    DF 150 Km 3,5
    Brasília / Sobradinho Df

  12. Pingback: A praça do espanto « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  13. Theo disse:

    Não sou nem arquiteto nem urbanista. Mas concordo com o que diz a maioria: um absurdo!!! Brasília, cidade que adotei meio a contragosto, merece coisa melhor: edifícios que não sejam enterrados, aproveitem a iluminação natural que presenteia a cidade o ano todo, sistema de transporte que nos faça deixar o carro em casa, árvores e mais árvores em todos os cantos, calçadas… Em BSB existem monumentos em excesso. Mas o pior é que o público não consegue vê-los, porque só passa de carro. A caminhada aprazível, debaixo de sombra, com o apoio de banheiros públicos limpos, lanchonetes, banquinhos, etc, inexiste! Esse senhor, considerado gênio da arte pelos especialistas, que nunca trabalharam ou moraram num edifício por ele projetado (o próprio ON mora em casa projetada por outrem, não aguentou 5 anos numa desenhada por ele), está senil. Chega de monumentos em BSB. Basta de Niemayer em BSB!

  14. Pingback: Pela soberania do vazio « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  15. Débora disse:

    Como se já não bastasse aquele medonho espelho de concreto em volta do museu da república, que nos tirou uma das mais simples, porém bela, referência da esplanada dos ministérios, que é o seu gramado verde,agora teremos um monumento para servir a vaidade de um arquiteto, será que o arquiteto quer construir o seu próprio colosso na capital do Brasil?

  16. Pingback: A nova praça para Brasília « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  17. Vicente disse:

    Ainda tem o lance da simbologia que tem o gramado, que é para o povo que pega o ônibus na rodoviária observar o congresso. Agora, qual a simbologia de um chifre impedir que o povo olhe para o congresso? Será que é para ninguém saber o que se passa lá?

  18. Frank A. E. Svensson disse:

    Para mim a preocupação de fundo de Oscar Niemeyer, arquiteto politicamente engajado é como afirmar arquitetônicamente a atualissima questão da soberania nacional! Para quem não se preocupa com isso os valores e critérios de julgamento naturalmente sâo outros.
    Frank Svensson, Prof. Titular aposentado, FAU UnB

  19. Alberto Rieiro disse:

    Li hoje no Correio que vocês estão peneirando os comentários contrários ao projeto de Oscar N., a mal falada praça da soberania, assim, minúscula mesmo. Fiquei mais indignado, pois não estamos desrespeitando ser humano nenhum e sim as idéias medíocres do arquiteto que pode tudo, pois ninguém se atreve em contraditá-lo. Ele é quem está desrespeitando Brasília, Lúcio Costa e sua própria obra. Esse projeto é um completo absurdo! Quanto de cimento e dinheiro para empreiteiras vai nisso? Pra que? A praça do povo é o gramado da esplanada, pronto. Não precisamos de monuemtno algum alí.
    A.R.

  20. Alberto Rieiro disse:

    Para memorial dos presidentes foi criado o Museu da República, no Rio de Janeiro. Não precisamos de outro.

    a.r.

  21. Pingback: Mensagem ao arquiteto Oscar Niemeyer « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  22. Pingback: Praça da Soberania « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  23. Anton Webber disse:

    Prezados,
    a ignorância sempre será ruidosa; seu ruído é visceral.
    O projeto é lógico, ético e estético.
    No Rio de Janeiro, que façam o monumento à Bala Perdida.
    Parabéns pela iniciativa, ainada que a pedido, do jovem centenário Oscar.
    A. W.

  24. Luis Gustavo disse:

    Sempre fui ferrenho defensor da obra do grande mestre da arquitetura brasileira, encontrando a razao do partido escolhido e a beleza do projeto, a fim de usar como argumentos nos debates de fim-de-semana, travados com amigos, que se limitam a achar que arquitetura se resume a funcionalidade do predio e que, bonito mesmo, sao os arranha-ceus espelhados de Nova York ou as casas em neo-classico de South Beach, em Miami.
    Tenho garimpado argumentos para tentar ampliar a estreita visao subdesenvolvida, destes que atacam Brasilia, armados da “velha – e comoda – opiniao foramada sobre tudo”, erigida e ja sedimentada pelos criticos de plantao.
    O fato eh: as pessoas nao entendem Brasilia, a epopeia de sua construcao, o contexto historico e artistico em que ela esta inserida.
    Nao percebem que o que faz uma cidade ser interessante eh justamente a sua singularidade, a sua inovacao, a sua beleza impar, aliada (claro!) a cultura de sua gente e a sua historia. Que graca teria se fossemos iguais a Paris??? ou Londres? ou Washington?
    Porem, dessa vez, Niemeyer me venceu…
    Nao ha argumentos que justifiquem a aberracao dessa praca. O predio curvo sem inovacao e a torre bizarra.
    Percebo, agora, porque dizem que Niemeyer esta numa fase autofagica, destruindo o que ele mesmo elaborou. Em tempos de terrorismo, entendo a praca da soberania como um atentado a Brasilia!
    Ou, quem sabe, nao passe de uma grande piada do arquiteto, a fim de fomentar o debate, e ver se – finalmente – sua obra foi compreendida.

  25. ISRAEL HIGINO disse:

    Apoio totalmente o projeto do Oscar, pois confio em sua arte assim como lhe confiaram a construção desta capital, ele provou ao mundo o que é um gênio e ainda assim milhares de arquitetos sem obras insistem em se esconder atrás de suas montanhas de papel criticando aquilo que não podem ser. Acho também que ninguém além dele deve intervir no plano piloto. A noção de tombamento defendida pelos arquitetos historiadores do Brasil é a mesma que faz os centros históricos se degradarem, as fortalezas militares se desintegrarem, e milhares de edifícios simplesmente estarem abandonados. Quem for capaz de entender mais que o próprio Oscar sobre a arquitetura brasileira que torne-se também o arquiteto do século.

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  28. Dizem que governar é administrar conflitos. Entretanto, neste caso do renomado arquiteto Oscar Niemeyer, considero que o caso é simples e não devíamos desistir e sim avaliar o que fica melhor. Vejo que as pessoas não eram contra a obra e sim contra a localização. E ainda há o problema da legislação do tombamento da cidade que não permitia a construção no canteiro central. Se o problema era este, por que não fazer em outro lugar ? A obra principal seria o estacionamento subterrâneo e isto seria legal. Então, por que não encontrar um local mais adequado ? Próximo ao Touring, há um lugar que a pouco tempo servia de lugar para camelôs, barbearias clandestinas, butiquins irregulares e outros informais. Por que não fazer lá ? O fluxo de gente é muito grande e este projeto ajudaria os pedestres na travessia para a rodoviária. Poderia se fazer uma passagem subterrânea que serviria para o estacionamento, e também para uma galeria comercial subterrânea ou quem sabe até uma um monumento no lado externo como a pirâmide de vidro nos moldes do museu do Louvre, que tem a sua parte de cima uma pirâmide de vidro, porém a passagem de acesso ao museu é pelo subsolo. Teríamos um corredor cultural que ligaria o Teatro Nacional ao Touring e com acesso à rodoviária. Com isto não precisaria construir este obelisco no meio da esplanada que está causando tanta celeuma. E o povo ganharia uma solução para a travessia perigosa da rodoviária. Creio que a função primaz de um arquiteto é proporcionar soluções arquitetônicos para as pessoas viverem melhor. A arquitetura é a arte de fazer uma cidade melhor, feliz e harmoniosa.

  29. Luiz Antônio disse:

    Eu acho que essa praça não é de mau gosto, se não fosse o local aonde seria construido! Já que o GDF quer fazer a orla de Brasília eles poderiam sim construir essa praça lá, a beira do lago,e quem sabe esse obelisco não poderia ser construido dentro do lago e o memorial fora ficaria bonito e também seria frequentado , já que as praças de bsb não tem ninguém,vai saber pq não tem um banquinho , uma água nenhum conforto aos visitantes…Brasília tem outras prioridades!!

  30. Pingback: A Praça da Soberania: assertivas « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  31. Celso disse:

    Com todo este aço e concreto e dinheiro daria para fazer uma ponte em um dos inumeros rios da amazonia, que seria um belo momumento a nossa soberania.

  32. Pingback: Niemeyer não dorme nos louros… « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

  33. Olha eu sou completamente de acordo quanto o assunto é embelezamento e monumentalidade sobre Brasília. Entendo que nossa Capital tem que demonstrar a grandeza do nosso povo. Nós não somos um País qualquer, somos o Brasil de JK, de Getúlio Vargas e Fernando Henrique.
    Acho que dá praça dos três poderes em diante deveria ser continuado a avenida com prédios monumentais de um lado e de outro, ou seja prédios de instituições do governo, orgãos da República, museu do império, um monumento aos imigrantes do mundo inteiro que fizeram do Brasil sua Pátria e que aqui constituiram famílias e outros e por ultimo a praça da soberania… isso daria uma nova fisionomia a toda aquela área. Se não pensar-mos nisso meus amigos daqui a algum tempo a VILA PLANALTO VAI ESTÁ GRUDADA COM O PALACIO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA , VC JÁ PENSOU NISSO….
    Acho que dever fazer construções depois do palacio do planalto, mas obedecendo a arquitetura que existe naquela área e as distãncia de um prédio a outro….

  34. Pingback: Praça da Soberania: crônica de uma polêmica « mdc . revista de arquitetura e urbanismo

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