Um vade-mécum da Arquitetura no Brasil no século 20 : Arquiteturas no Brasil 1900-1990

Hugo Segawa

Arquiteturas no Brasil 1900-1990 1 é um livro que se enquadra na categoria dos compêndios. Em inglês, seria um textbook ou handbook; em francês, um manuel ou précis; pode ser um enchiridion. Esses termos identificam uma obra cuja natureza é a da informação abrangente de forma concisa, um sumário de um conjunto de conhecimentos complexos – cujo tratamento da matéria merece a desconfiança de scholars.

A origem de Arquiteturas no Brasil 1900-1990 remonta aos anos 1980. Do maior significado foi a oportunidade concedida por Vicente Wissenbach, fundador e editor da revista de arquitetura Projeto, para eu ser um colaborador do periódico – de muitos modos –, a partir de 1979. Era um recém-formado. Como resenhista, ensaísta e editor de arquitetura em diferentes momentos ao longo de dezesseis anos de militância na imprensa especializada, pude viajar, conhecer realidades distantes, arquitetos e pessoas relacionadas ao campo da arte, da construção, da indústria e um universo expandido para além da vida acadêmica tradicional, que se iniciou formalmente em 1982, na Universidade Católica de Santos. Encerrei minha colaboração com a revista em 1996, um ano após Wissenbach deixar o comando da revista. Para a Projeto organizei em 1988 o livro Arquiteturas no Brasil/Anos 80, 2 um mapeamento nacional da produção contemporânea brasileira. Nas inúmeras viagens que realizei em busca dessas arquiteturas, mantive um olhar atento para as edificações e espaços dos muitos quadrantes do país e de todas as épocas.

Em artigo publcado no jornal Clarín, de Buenos Aires, em 1989, o arquiteto Tomás Dagnino comentou:

A revista Projeto, de São Paulo, acaba de editar um interessante volume dedicado a compendiar o vasto labor construtivo levado a cabo na última década em seu país.

Arquiteturas no Brasil/Anos 80 concreta, com bons comentários e reproduções fotográficas todas a cor, “um trabalho pioneiro […] que procura identificar as tendências da arquitetura brasileira dos anos 80 a partir de levantamentos realizados a nível regional”.

E é essa força das regiões que, em diversos escritos de Hugo Segawa, estão refletidas nas análises que começam com o reconhecimento dos “arquitetos peregrinos”, nômades [refere-se ao capítulo Arquitetos, peregrinos, nômades e migrantes] que cruzam em todos os sentidos o país com obras que cada vez mais foram alcançando maiores dimensões. 3

O Prof. José-Augusto França, de Lisboa, teceu alguns comentários em resenha publicada na revista Colóquio Artes de dezembro de 1989:

Trata-se, em suma, de fazer rever o conhecimento moderno-clássico que tem norteado as classificações históricas do fenómeno arquitetónico no Brasil contemporâneo, evitando uma pretensão “totalizante”, a favor de uma mais real “fragmentação” que a “condição pós-moderna” proporciona.

O Professor França observou mais ao final da resenha:

Este texto de H. Segawa [refere-se ao capítulo De Brasília a Itá] é fundamental no volume, tal como o outro que escreveu sobre os materiais, reflectindo sobre tecnologia, ecologismo e tradição – e fazendo o elogio da madeira e do tijolo [refere-se ao capitulo Os materiais da natureza e a natureza dos materiais]. Estes são materiais, no Brasil, do “homem real”, numa “modernidade não programática mas pragmática” – “uma perspectiva ainda que utópica, subvertedora, mas sensível ao saber tradicional”. Outro texto inicial, de H. Segawa, põe, por seu lado, o problema da transumância dos arquitetos nacionais (e estrangeiros) [refere-se ao capítulo Arquitetos peregrinos, nômades e migrantes] através dos espaços brasileiros desde a década de 50 dominada pelo ensino da F.N.A.U.B., no Rio. 4

Pessoalmente, organizar Arquiteturas no Brasil/Anos 80 foi uma descoberta do Brasil: de suas arquiteturas, de seus arquitetos, das paisagens tão distintas e extraordinárias que tive o privilégio de conhecer efetivamente.

Para além das descobertas pessoais, posso avaliar que Arquiteturas no Brasil/Anos 80 foi a ponta do iceberg de um trabalho que foi mais amplo e complexo, realizado na militância de um grupo de pessoas na revista Projeto. Refiro-me a um coletivo de arquitetos e jornalistas que trabalharam na redação da Projeto entre 1979 e 1996, com intermitências e revezamentos. Serei indelicado ao não nomear a todos, mas destacaria como profissionais fundamentais para a revista nesse período: Nildo Carlos de Oliveira (editor executivo), Denise Yamashiro (jornalista), Ruth Verde Zein (editora, ensaísta), Cecília Rodrigues dos Santos (colaboradora, ensaísta), Guilherme Mazza Dourado (articulista, ensaísta) e Anita Regina Di Marco (articulista, ensaísta).

Fernando Lara comentou sobre a revista num artigo comemorativo dos 25 anos do periódico:

Nos anos 1980, PROJETODESIGN (sic) 5 firma-se como a principal revista brasileira de arquitetura e vai gradualmente acompanhando as transformações por que passavam o país e os arquitetos. Diversifica-se a participação regional na revista, com mais espaço para arquiteturas do Sul e do Nordeste, em detrimento do Rio de Janeiro, já que São Paulo sempre contribuiu com cerca de metade do total de obras publicadas. Consolida-se a crítica, capitaneada por Hugo Segawa, Ruth Verde Zein e Cecília Rodrigues dos Santos, e o debate sobre a pós-modernidade (em sua versão mineira ou internacional) torna-se o tema principal. Diminui o espaço dedicado à habitação popular e aos edifícios administrativos (públicos ou privados) e percebe-se, a partir de então, um aumento da presença de edifícios culturais, que será crescente até os dias de hoje. 6

Clevio Rabelo, doutorando da FAU USP, escreveu um ‘drops’ no portal Vitruvius em 2005, “Sobre revistas e revisões: o que aconteceu com as revistas brasileiras de arquitetura?”, do qual extrai o primeiro parágrafo:

Os anos 1980 foram pródigos para a crítica de arquitetura nacional, em especial em face à abertura política que já se vislumbrava. Naquele momento, o debate era animado pela circulação de revistas de arquitetura cujo espaço crítico era valorizado e incentivado. Fizeram carreira no chamado “jornalismo de arquitetura”, personagens de importância singular, como Hugo Segawa, José Wolf, Sérgio Teperman, Anna Regina di Marco e Ruth Verde Zein. 7

O significado da revista Projeto (dirigida por Vicente Wissenbach entre 1977 e 1995) ainda está para ser avaliado.

Uma trajetória em resenhas

Sintomaticamente, a primeira resenha publicada sobre o livro foi escrita por Vicente Wissenbach, na revista Finestra/Brasil (que então dirigia, já afastado da Projeto) de outubro-dezembro de 1998:

Mais uma vez, Hugo Segawa nos brinda com uma contribuição de inestimável valor para o conhecimento, análise e compreensão da arquitetura brasileira. Nos oferece uma obra que abre novos horizontes para o estudo de nossas arquiteturas, sem tentar ser um intérprete oficial de nossa produção.

E é exatamente essa postura, de profunda honestidade, transparência e rigor intelectual – que, aliás, sempre caracterizaram sua produção – que deverá servir de estímulo para que outros pesquisadores se debrucem sobre muitos dos temas levantados nesta obra e os vejam sob enfoques particulares. 8

A segunda resenha foi feita para o Boletim Óculum, da PUC-Campinas (então dirigida por Abílio Guerra), de dezembro de 1998, pela Profª Maria Beatriz de Camargo Aranha:

Uma história da arquitetura brasileira do séc. 20: ousadia bem-vinda. Não deixa de ser um ato de coragem semelhante tarefa. Por sua extensão e complexidade, mas – principalmente – por enfrentar o esforço de síntese nestes nossos tempos tão avessos a elas. […]. Nesse sentido, a iniciativa tem êxito: Segawa consegue equilibrar exames mais localizados e, por isso mesmo mais profundos, com análises de caráter mais panorâmico. Com isso evita o retrato definitivo da arquitetura brasileira do período, sem se restringir à narrativa fragmentada. 9

O Prof. Carlos A. C. Lemos escreveu a primeira resenha publicada na grande imprensa, na Folha de S. Paulo, em janeiro de 1999:

Na verdade, os arquitetos escrevem muito pouco e aqueles que se entregam à crítica e à história são bastante raros. Daí as lacunas e o esgarçamento de nosso acervo memorialístico alusivo à arte de construir no Brasil – sendo mais pobre ainda na historiografia a respeito. Por isso, se reveste da maior importância este ensaio do arquiteto Hugo Segawa, profissional interessado desde os tempos acadêmicos nessas questões teóricas, críticas e históricas de nossa arquitetura – e sua atuação permanente na imprensa especializada tornou-o grande conhecedor do panorama de nossas construções, sobretudo das obras contemporâneas. Seu trânsito entre colegas em congressos, bienais, cursos e seminários também tornou-o atualizadíssimo.

Com o livro “Arquiteturas no Brasil – 1900-1990”, Hugo Segawa, com o seu aludido cabedal de conhecimentos, enfrentou a história da arquitetura moderna brasileira e se saiu muito bem. Historiar fatos, procedimentos e realizações recentes com imparcialidade, quando não se tem uma distância ampla necessária à isenção de ânimos, é bastante difícil. Compreender e relatar o que está se passando é tão penoso como resgatar de documentos velhos a verdade dos fatos históricos. Esse é o grande mérito da obra: chegar até o fim do século concatenando e criticando as etapas de nossa arquitetura erudita moderna, estabelecendo as relações havidas com a política e a economia do país sem tomar partido e fazendo juízos de valores extremamente corretos.

Trata-se de um livro eminentemente didático, que prende desde as primeiras linhas. […].

São 224 páginas que completam com maestria alguns textos esparsos já existentes sobre o assunto, tornando-se um livro imperdível. 10

A Profª Ruth Verde Zein, que partilhou comigo da experiência da revista Projeto em sua época de consolidação, resenhou o livro no Jornal da Tarde em maio de 1999:

O livro de Hugo Segawa é histórico – mas é também crítico. Não lhe faltam informações, pesquisas, dados relevantes organizados de maneira a dar ao leitor uma visão ampla e genérica da arquitetura brasileira de quase todo este século – tarefa hercúlea que o autor não pretende esgotar. É crítico, porém, na medida em que recorta e seleciona, analisa e valoriza, dando maior ou menor destaque a alguns eventos, obras ou tendências que o autor considera – e por isso as seleciona – como de relevância e transcendência maior. E, principalmente, porque se recusa a uma visão totalizadora, unívoca e triunfal desse panorama da arquitetura brasileira. Não tem, como o autor afirma, “a pretensão acadêmica do amplo esforço de Yves Bruand” autor do clássico “Arquitetura Contemporânea no Brasil”. Não privilegia arquitetos, com honrosas exceções a poucos mestres como Gregori Warchavchik, Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Vilanova Artigas. E o faz porque deseja operar não com produtos mas com processos, qualificados em alguns temas que, se bem sejam organizados a partir de certa contigüidade temporal, não são meramente seqüenciais mas se superpõem parcialmente, deixando claro que, em cada momento, muitas e diferentes tendências buscam caminhos distintos, divergentes ou convergentes, algumas vezes apenas paralelos.

E Ruth Verde Zein enfatizava o caráter controverso do livro:

Publicar um livro com essa amplitude temporal num panorama da cultura arquitetônica brasileira onde se exibem raríssimos exemplos de outros trabalhos do mesmo porte – o mais conhecido sendo o já citado Bruand, que atinge apenas até os anos 1960, sendo os demais apenas manuais pontuais de muito menor abrangência – é tarefa das mais polêmicas, pois irá enfrentar, da parte de alguns leitores, toda a expectativa prévia que inevitavelmente nasce da ausência de outras fontes. O livro de Hugo Segawa se sai com galhardia desse desafio configurando-se, desde o seu lançamento, como um clássico que se tornará cada vez mais indispensável, tanto ao arquiteto formado ou em formação, como a qualquer interessado em compreender as questões mais relevantes da arquitetura brasileira deste século. 11

O Prof. Abílio Guerra, então em transição para a construção de seu portal Vitruvius, escreveu uma resenha contemplando dois livros, um deles Arquiteturas no Brasil 1900-1990, no Jornal de Resenhas – então um suplemento veiculado pelo jornal Folha de S. Paulo:

A semântica adotada por Hugo Segawa – “a busca de alguma modernidade”, “modernidade pragmática”, “modernidade corrente”, “episódios de um Brasil grande e moderno” – confirma a prevalência de uma visão de história apoiada nos vetores gerais da evolução social. Conseqüentemente, onde a narrativa segue à risca tal estrutura, ganha mais peso e densidade. […]. Ao priorizar a coordenada externa da evolução socioeconômica, Segawa acaba por esvaziar […] a faceta transgressora e engajada do modernismo. 12

Guerra observou o caráter de análise por processos, que é um dos esquemas estruturadores do livro, e o critica por um outro viés que não foi o pretendido pelo autor. Na primeira resenha internacional sobre Arquiteturas no Brasil 1900-1990, publicada no Docomomo Journal de junho de 1999, o Prof. Paul Meurs, hoje da Delft University of Technology (TU Delft) também enfatiza o enfoque por processos. Cito alguns trechos:

Segawa propôs-se a uma tarefa ambiciosa: buscar os processos que constituíram a arquitetura moderna no Brasil. Como o século 20 produziu vários ramos, escolas e trajetórias individuais, Segawa fala de “arquiteturas” no Brasil. Mais que em outros livros anteriores sobre o assunto, ele logra inserir o desenvolvimento da arquitetura moderna em um contexto largo, fundo e variado. […].

Paul Meurs segue discorrendo sobre os capítulos e as abordagens que desenvolvi, e ao concluir, afirmou:

O fato de que seu livro se esgotou em poucos meses mostra que sua reflexão sobre a arquitetura moderna no Brasil encontrou base sólida. Este livro é também significativo para estrangeiros com interesse no Brasil. Ele merece uma tradução para o inglês, e possivelmente isto poderá se realizar antes do congresso do Docomomo em Brasília em 2000. 13

Infelizmente, o livro não conhece uma versão em inglês.

Outra resenha internacional foi feita pelo Prof. Alfonso Corona Martínez, professor da Universidad de Belgrano de Buenos Aires, para a revista Summa+ de agosto-setembro de 1999, e reflete uma postura latino-americanista:

Nosso conhecimento da arquitetura dos outros países da América Latina é bastante esquemático. […]. Para a arquitetura moderna do continente nossa visão é também bastante estereotipada. Aceitamos as maneiras de vê-la de quem escreveu do hemisfério norte, e quase sempre como um derivado de “sua” arquitetura moderna. […]. Somente em anos recentes se supera essa limitação logrando-se perceber os desenvolvimentos de cada país (países até pouco tempo muito isolados entre si e conectados de modo admirativo com outros lugares) como fatos com realidade própria, e não simplesmente como a espera da boa influência que nos trará, finalmente, a modernidade.

Esta nova forma de fazer história se inscreve no livro de Hugo Segawa, “Arquiteturas no Brasil, 1900-1990”. É ambicioso o propósito de abarcar este lapso, mas muito correta a maneira de enfocá-lo.

Corona Martínez segue descrevendo partes do livro, e estranha o capítulo final, sobre os anos recentes, observando:

Quiçá seja exageradamente breve o tratamento das décadas que se seguem, em especial os anos 1980-90, que tem apenas dez páginas. Mas é possível fazer história do que é quase o presente? Segawa, cujo prestígio como articulista está cimentando por muitos anos nas revistas de São Paulo, pode ter se cansado ante este período que já havia tratado como atualidade. Ou bem sua probidade acadêmica o leva a manter seu papel de historiador dos processos concluídos e não se apresentar no papel dos historiadores do presente, aos quais Manfredo Tafuri chamou ironicamente de “sugeridores”.

“Arquiteturas no Brasil” é um aporte interessante para conhecer, de maneira mais crítica e menos simplesmente informativa, o processo brasileiro do século que se conclui. 14

Paul Meurs e Alfonso Corona Martinez em suas resenhas utilizaram uma palavra em comum: “ambicioso”. A polêmica “amplitude temporal” que Ruth Verde Zein aponta também está na raiz dos dois observadores internacionais. Foi o desafio que apontei na introdução de Arquiteturas no Brasil 1900-1990:

O risco de escrever um estudo sobre a arquitetura brasileira do século 20 é reproduzir inadvertidamente aquilo que se critica: uma visão totalizadora que apaga as diferenças, exalta as formas dominadoras e dissimula a diversidade. A história e a historiografia recentes ainda se refazem do impacto epistemológico provocado, por exemplo, pelas idéias de um Michel Foucault – escritos tecidos com a microtrama de uma complexa urdidura. Nesse caminho, a viabilidade de dar formas a problemas, de articular perguntas é muito mais intensa que nossa capacidade individual de formular respostas. Respostas que tendem cada vez mais a exames localizados, talvez profundos (contemplando minorias, “vencidos”, movimentos populares, etc.). Uma postura que se avizinha às tendências da fragmentação “regulamentada” do conhecimento, como que uma reação às grandes leituras totalizadoras.

O historiador britânico Eric Hobsbawn, comentando a respeito de algumas tendências da historiografia no final dos anos 1970, escrevia: “Não há nada de novo em olhar o mundo com um microscópio ou com um telescópio. Desde que concordemos de que estamos estudando o mesmo cosmos, a escolha entre o microcosmo e o macrocosmo é uma questão de selecionar a técnica apropriada. É significativo que atualmente mais historiadores julguem o microscópio mais útil. Mas isso não significa necessariamente que eles rejeitem o telescópio, como instrumento superado.”

Este livro teve uma gênese peculiar: convidado pela Universidade Autônoma Metropolitana do México para integrar uma coleção de monografias sobre arquitetura latino-americana, seu formato original circunstanciava-se a um compêndio de arquitetura brasileira no século 20 para o público latino-americano. A oportunidade de uma edição brasileira não descaracterizou esse perfil. O difícil e sutil equilíbrio a se atingir no conteúdo deste trabalho é uma tarefa que deve respeitar as características da iniciativa editorial, exigindo uma compostura que se expressa num jargão arquitetônico, no termo francês bienséance. As circunstâncias apontam mais para o manejo do telescópio; todavia, o microscópio às vezes foi útil, mesmo com prejuízo de alguma coerência totalizadora (que não constitui, propriamente, uma preocupação central). A manutenção das lentes e as direções que elas apontam são de minha inteira responsabilidade; a razão dessas direções, espero que os leitores a percebam percorrendo as páginas deste trabalho. 15

Como já dito, minha atuação na revista Projeto e a organização de Arquiteturas no Brasil/Anos 80 construíram o repertório básico para a escrita do livro Arquiteturas no Brasil 1900-1990. Um trabalho originalmente encomendado pela editora da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), universidade pública sediada na Cidade do México. Os originais foram entregues em 1992. Com a crise econômica do México em 1995, e a inviabilização da iniciativa editorial naquele país, em 1997 o submeti a um concurso aberto de originais promovidos pela EDUSP para publicação de livros de natureza didática na coleção Acadêmica da editora. Meu trabalho foi aprovado. A primeira edição (1998), de 1 500 exemplares, esgotou-se em sete meses; a segunda edição (1999), de 3 000 exemplares, esgotou-se em cerca de 15 meses. A EDUSP fez uma nova tiragem no final de 2002 com 3 000 exemplares. Em 2010 edita-se a terceira edição, com 1 500 exemplares. Ao todo, Arquiteturas no Brasil 1900-1990 teve uma tiragem total de 9 000 exemplares entre 1998 e 2010.

Outros campos

Arquiteturas no Brasil 1900-1990 é citado em boa parte das teses e dissertações sobre arquitetura moderna brasileira. É utilizado como bibliografia básica nas disciplinas de História da Arquitetura do Brasil nos cursos de graduação em todo o país. Pesquisadores de outras disciplinas se valem do livro. A socióloga Lúcia Lippi Oliveira, do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro foi uma autora que encontrei casualmente, citando o meu trabalho, 16 e que depois cheguei a conhecê-la pessoalmente. Pedi uma dedicatória no livro que ela organizou, em que me cita. Gentilmente, escreveu: “Fico feliz por encontrar meu mestre na história da arquitetura. Com um abraço.” Arquiteturas no Brasil 1900-1990 consta da bibliografia do portentoso História do Brasil: uma Interpretação, dos historiadores Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. 17 Tenho a presunção que o meu livro circula em faixas para além dos leitores arquitetos.

Minha surpresa foi quando localizei pelo Google situações impensadas. Arquiteturas no Brasil 1900-1990 foi e é parte das recomendações bibliográficas de processos seletivos de funcionários de órgãos públicos. Encontrei-o nas bibliografias da Seleção Pública para arquitetos do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Edital 01/2002; 18 do Concurso público – administração direta, autárquica e fundacional da Prefeitura de Goiânia – função Arquiteto, Edital n.º 001/2006, 19 na bibliografia do concurso público para provimento de cargos de servidores técnico-administrativos (arquiteto urbanista) da Universidade Federal de Juiz de Fora, Edital nº 029/2008; 20 e Universidade Federal de Uberlândia, Edital 019/2008 21 – observando que nas duas universidades federais não se trata de concursos para docentes, mas para arquitetos urbanistas para o quadro de servidores.

O livro recebeu o Prêmio Olga Verjovski do Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento Rio de Janeiro, na 26ª Premiação Anual do IAB/RJ em 1998, na categoria Pesquisa, Ensaio e Crítica.

Em 2000 a historiadora e Profª Maria Margarida Cavalcanti Limena, da PUC-SP, iniciava sua resenha sobre meu livro Prelúdio da Metrópole com a sentença: “depois de vários livros, dentre os quais Arquiteturas no Brasil 1900-1990, sua publicação anterior e já constituindo referência obrigatória…” 22

Objeto de estudo

Arquiteturas no Brasil 1900-1990 tornou-se também objeto de discussão historiográfica em fóruns científicos. Coletei três comunicações ocupando-se do livro.

O primeiro deles foi apresentado no 3º Seminário DOCOMOMO Brasil em São Paulo, em 1999, pela Profª Sônia Marques (atualmente na Universidade Federal da Paraíba) e Profª Guilah Naslavsky (atualmente na Universidade Federal do Pernambuco). A comunicação “Estilo ou Causa? Como, Quando e Onde? Os conceitos e limites da historiografia nacional sobre o Movimento Moderno” discutia os conteúdos de três livros editados em 1998: Origens da Habitação Social no Brasil, de Nabil Bonduki, Urbanismo em Fim de Linha e Outros Estudos sobre o Colapso da Modernização Arquitetônica, de Otília Arantes, e o meu livro.

Marques e Naslavsky compreenderam uma das chaves conceituais do meu trabalho, no trecho abaixo tomando como base a questão das várias modernidades:

Na verdade modernidade e modernismos são, em Segawa, resultantes de processos paralelos. Modernidade e modernismos se justapõem, no tempo: A “modernidade pragmática” começa durante a “programática”, a “modernidade corrente” durante a “pragmática” formas de modernidade a que refere-se o autor. De todo modo, a questão da periodização supõe uma ruptura: está implícito de que houve um tempo em que a arquitetura não era moderna e que depois, através de um processopara utilizar a categoria reivindicada pelo autor – o movimento moderno, ou melhor ainda, modernismos e modernidade se consolidaram. Esta visão não fica de todo imune à discussão da genealogia. Ela consegue, no entanto, pela metodologia do acréscimo, combinar a genealogia tradicionalmente indicada pela historiografia tradicional com outras fontes, outros “processos”. Mas a estratégia de acréscimo está longe de desfazer-se de uma hierarquização e de um juízo de valor para os quais a adjetivação utilizada pelo autor, para a distinção dos diversos processos, nos antecipa algumas pistas.

Marques e Naslavsky avaliaram as três obras resenhadas:

Assim sendo, obras como as de Segawa e Bonduki, ao resgatarem exemplares omitidos pela historiografia tradicional oferecem, sem dúvida uma contribuição, devendo tornar-se leitura obrigatória. Também o é, por razões outras, o livro de Otília Arantes, o qual, ao assumir uma postura claramente contrária às anunciadas por Habermas e Anatole Kopp, convida a um aprofundamento da reflexão em termos amplos. 23

As duas comunicações científicas mais recentes trazem uma abordagem mais evidente: comparar Arquiteturas no Brasil 1900-1990 com Arquitetura Contemporânea no Brasil, de Yves Bruand.

A comunicação “Sobre a Historiografia da Arquitetura Moderna Brasileira: os Livros ‘Arquitetura Contemporânea no Brasil’ de Yves Bruand e ‘Arquiteturas no Brasil 1900-1990’ de Hugo Segawa” foi apresentada no I Encontro de História da Arte do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas em dezembro de 2004. Sua autora, Marília Santana Borges, era então mestranda do Programa de Pós-graduação da FAU USP (concluído em 2006) e doutorou-se em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2008. Em parte baseia-se nos argumentos de Marques e Naslavsky, e traz uma conclusão recorrente, mas com uma observação:

O livro contribui ao ampliar e reconhecer diferentes facetas da arquitetura brasileira pré- e pós-Brasília, expandindo também o território de trabalho e análise. É fato que essa postura acarretou em algumas abordagens mais superficiais, incorrendo também em algumas insuficiências discursivas e conceituais nas diversas modernidades e na ausência de um maior rigor metodológico. Mas o texto de Segawa destaca-se pelo seu caráter didático e por fornecer um amplo panorama da arquitetura brasileira do século XX, ao tentar romper com uma linha de abordagens historiográficas totalizadoras. 24

A autora enuncia mas não discorre a respeito das “insuficiências discursivas e conceituais” e sobre a “ausência de um maior rigor metodológico” do livro. Teria muita curiosidade em saber mais sobre essas limitações.

A terceira comunicação a respeito do meu livro, com igual abordagem da comunicação em Campinas, comparando Bruand e Segawa, apega-se à mesma crítica e reproduz trecho acima de Borges, como citação – mas evitando argumentar. Ricardo A. Paiva, doutorando da FAU USP, apresentou no Seminário Latino-americano Arquitetura & Documentação, realizado em Belo Horizonte em setembro de 2008, o trabalho “A Escrita da História da Arquitetura Moderna Brasileira: um Palimpsesto”. Recolho um comentário de Paiva:

As obras constituem publicações imprescindíveis acerca do quadro geral da arquitetura e urbanismo modernos no Brasil ante o estreito panorama de referências historiográficas sobre um tema tão abrangente. Apesar dos esforços recentes empreendidos por pesquisadores de diversos lugares do país, que redundaram em significativa contribuição para o entendimento do processo de introdução e desenvolvimento da arquitetura moderna em todo o Brasil, é importante destacar que tais contribuições historiográficas se limitam a estudos da produção arquitetônica de arquitetos em contextos específicos – o que evidentemente não deixa de ser relevante – não possuindo um caráter mais amplo de manual.

Como “nota conclusiva” acerca da comparação que estabeleceu entre os livros de Bruand e Segawa, Ricardo Paiva escreveu:

A importância desta discussão consiste nem tanto em julgar o quanto certas ou erradas estão as abordagens dos autores, pelo contrário, pretende despertar como a partir delas se pode evoluir na compreensão da arquitetura moderna brasileira, principalmente no que se refere às suas conseqüências na arquitetura contemporânea.

A tensão entre as abordagens suscita outras questões, entre elas:

– novos critérios classificatórios de objetos a serem preservados pelo patrimônio histórico e cultural, como a valorização da arquitetura eclética e os movimentos “protomodernos”;

– ampliação do debate acadêmico e pedagógico no quadro das disciplinas de teoria e história da arquitetura, com base em múltiplas e divergentes referências bibliográficas;

– e, sobretudo, a desmistificação das visões unívocas, evitando o obscurecimento dos fatos e abrindo espaço para releituras e interpretações que resgatem o sentido de continuidade com a produção contemporânea. […].

A diversidade de caminhos é necessária, porque urgente e comprometida com o estado de coisas, para retificar e ratificar rupturas ou continuidades entre a arquitetura moderna e contemporânea no Brasil. Segawa aponta um caminho ao concluir que “a atual contestação à arquitetura moderna brasileira atinge seus mitos, não seus princípios” (Segawa, 1997:198). O caminho da diversidade contempla o acréscimo, posto que uma nova camada do palimpsesto pode ser sempre escrita. 25

Quando examinamos estudos alinhando-os, percebemos as cadeias de referências: Marques e Naslavsky apresentaram a primeira apreciação sobre Arquiteturas no Brasil 1900-1990 em um evento científico em 1999; no trabalho de Marília Santana Borges de 2004, Marques e Naslavsky, como as resenhas de Carlos A. C. Lemos e Ruth Verde Zein são parte da bibliografia; Ricardo A. Paiva, em 2008, cita Marques e Naslavsky, Marília Santana Borges e inclui a resenha de Ruth Verde Zein nas referências bibliográficas. São as resenhas que conheço, e devo agradecer aos seus autores pelas apreciações.

Venho recebendo ao longo dos anos, de maneira informal – isto é, mediante comentários verbais, e-mails – observações de toda natureza, sugestões e retificações. Graças a essas colaborações de boa vontade, posso repensar sobre o que escrevi dezesseis anos atrás.

Alguns aspectos inovadores de meu livro são registrados por jovens pesquisadores, como o fez Ricardo Paiva. Ele percebeu uma abordagem inédita que mesmo hoje, embora mais considerada, não é facilmente assimilável por setores da História da Arquitetura como dentro da categoria arquitetura moderna:

De modo diverso, a “Modernidade Pragmática (1922-1943)” se desenvolve “à margem do modernismo engajado”. A modernidade desta vertente da arquitetura não se sustentava em nenhum pressuposto teórico ou conteúdo programático específicos, pelo contrário, se valia de influências múltiplas e contraditórias – o repertório clássico de composição decorativa associado ao uso de materiais modernos – que se manifestavam de forma diversa nas tendências art déco, nos exemplares de influências perretianas e no “monumental clássico” de matriz fascista. É inédita esta preocupação de Segawa em abarcar manifestações consideradas até pouco tempo marginais e que a historiografia da arquitetura moderna omitiu e desprezou. A concessão deste espaço no livro corrobora para compreender a paisagem urbana que resultou de uma arquitetura que se consolidava na interseção entre o popular e o erudito e que obteve ampla aceitação no público leigo. 26

André Augusto Almeida Alves – um jovem Professor Adjunto da Universidade Estadual de Maringá – foi outro que percebeu uma dimensão inédita de uma parte do livro:

O capítulo intitulado “Episódios de um Brasil Grande e Moderno 1950-1980”, de Arquiteturas no Brasil, 1900-1990 (Segawa, 1999: 159-167), é a única ocasião em que o tema da infra-estrutura do território é abordado no âmbito da historiografia da arquitetura moderna. 27

Tinha consciência do alcance e das limitações do trabalho quando foi escrito. Hoje tenho avaliação melhor desse quadro, mas ainda e sempre incompleto. E uma idéia da vigência de uma pesquisa de abrangência inédita naquela ocasião. Com o avanço das pesquisas em História da Arquitetura no Brasil, com o desenvolvimento de tantos programas de pós-graduação no Brasil e teses realizadas no exterior, sei em que medida partes do livro estão superados enquanto informação. E como procuro acompanhar pari passu a pesquisa no Brasil (e também no exterior) em eventos na área, como os seminários do DOCOMOMO (nacionais e internacionais), tenho plena consciência que há ainda um grande campo inexplorado já insinuado em Arquiteturas no Brasil 1900-1990, à espera de desvendamento e aprofundamento.

Santa Fé, 29 de outubro de 2010


notas

1 Segawa, 1998.

2 Segawa, 1988.

3 Dagnino, 1989. Tradução minha do original em espanhol.

4 França, 1989.

5 A revista chamava-se apenas Projeto na fase Vicente Wissenbach.

6 Lara, 2003.

7 Rabelo, 2005.

8 Wissenbach, 1998, p. 114.

9 Aranha, 1998.

10 Lemos, 1999.

11 Zein, 1999.

12 Guerra, 1999.

13 Meurs, 1999. Tradução minha, do inglês.

14 Corona Martínez, 1999. Tradução minha do original em espanhol.

15 Segawa, 1998, p. 13-14.

16 Oliveira, 2002, p. 156-163.

17 Lopez, Mota, 2008.

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19 Disponível em: <http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/sicon/download/Administracao/001-2006/CON
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20 Disponível em: <http://www.ufjf.br/arquivos/editais/20080328024431anexoI0292008.pdf>. Acesso em 19 out. 2008.

21 Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/concurso/96134>. Acesso em 19 out. 2008.

22 Limena, 2000.

23 Marques, Naslasky, 1999.

24 Borges, 2005, p. 59.

25 Paiva, 2008.

26 Paiva, 2008.

27 Alves, 2005, p. 137.


referências bibliográficas

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Hugo Segawa

Arquiteto, Professor Associado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.


Colaboração editorial: Débora Andrade

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Sobre Danilo Matoso

Arquiteto e Urbanista Brasília - DF
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