Casa e estúdio na Vila Romana – São Paulo – SP

vista sudoeste do pilotis varanda sombreadoMMBB

Fernando de Mello Franco | Marta Moreira | Milton Braga

Esse projeto foi desenvolvido para um artista plástico com um duplo programa: casa e estúdio, a serem resolvidos espacialmente juntos e funcionalmente separados.

Foi construído num terreno de esquina extremamente inclinado, com 10 metros medidos entre os pontos mais alto e baixo de sua testada e que se confronta nas divisas com construções vizinhas sem recuos. O terreno conta, no entanto, com frentes privilegiadas: ruas calmas e arborizadas, um largo na esquina e uma ampla vista do vale do Rio Tietê, o principal rio da cidade de São Paulo.

O partido adotado procurou aproveitar estas condições.

A implantação alinhada com a grande empena cega vizinha e a volumetria regular e não destacada adotada procuraram fazer da nova construção um arremate do maciço construído da quadra, conferindo assim ao conjunto um sentido de unidade.

vista sul do edifício e de seus arredores

vista noroeste mostrando os dois blocos – residência e estúdio

Para proporcionar simplicidade e conforto à vida doméstica, a casa teve todo seu reduzido programa resolvido num único nível. Independente do chão, este nível foi suspenso e envidraçado para desfrutar da atraente paisagem circundante.

O estúdio, ao contrário, foi acomodado em um volume cego semi-enterrado, próprio para o trabalho concentrado, com uma grande porta que permite, contudo, a integração espacial com o jardim fronteiro.

No topo desta “pedra”, no nível da entrada, entre a casa e o estúdio e no meio do terreno, tratado como um único jardim, foi previsto um pilotis para vários usos. Acolhimento, abrigo de carro e varanda protegida do sol e da chuva.

Para completar o conjunto dos espaços foi previsto um solário na cobertura, um “quintal” resguardado por parapeitos altos.

vista geral do estar e cozinha da residência

escritório do estúdio

vista da vizinhança através do pilotis varanda

vista panorâmica do vale do Tietê – principal vale de São Paulo

A estrutura é de concreto aparente moldado “in loco”. Os muros do perímetro do estúdio apóiam a laje da cobertura deste e contém, ao mesmo tempo, o terreno arrimado. O volume superior da casa, de 12 metros de lado, é apoiado sobre quatro pilares, com balanços pronunciados. É constituído por duas lajes “cogumelo” de concreto protendido e por vedações não estruturais de concreto leve aparente, que foram executadas independentemente.

A edificação assim projetada resulta essencialmente simples, bruta, na sua constituição. É, porém, adoçada pelos elementos delicados de ajuste da construção – quebra-sóis, guarda corpos, caixilhos.

fachada sudeste

[texto fornecido pelos autores do projeto]


projeto executivo

download do projeto executivoDownload do projeto executivo completo em formato PDF

5.5Mb . 50 pranchas

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galeria


em quinas vivas

por Danilo Matoso Macedo

Quando comentamos com Álvaro Puntoni, em outubro de 2008, do desejo de iniciar a publicação de projetos executivos de arquitetura em nossa revista, a sugestão da casa na Vila Romana do grupo MMBB foi imediata. Não sabíamos como fazer o convite à distância sem correr o risco de sermos mal-interpretados. Afinal, publicar projetos executivos de arquitetura ainda é tabu, e não é por acaso que carecemos de normas regulamentando esta etapa de projeto. No Brasil, as metodologias de desenvolvimento e compatibilização de projetos são considerados segredos profissionais por diversos arquitetos e escritórios – que proíbem expressamente seus estagiários de reproduzir seus manuais internos de padronização (evidentemente uma histeria vã). O anedotário sobre o tema é variado. Éolo Maia costumava contar que, na década de 1960, quando um arquiteto visitava o escritório do outro, este cobria o desenho que estava em sua prancheta com uma folha em branco. É fato porém que o direito autoral em arquitetura é um universo de limites pouco definidos. Estamos seguros, entretanto, que com o progressivo surgimento de padrões e convenções amplamente divulgados para o desenvolvimento de desenhos, ao menos esta metodologia passará definitivamente ao lugar que lhe é cabido, na esfera do domínio público. Devido à cautela ensejada por este contexto, o convite só foi possível em março, quando Milton Braga veio a Brasília e o contato pessoal com ele tornou possível o pedido, prontamente aceito. Mantivemos nossa política de publicar integralmente o texto do arquiteto – considerado parte da obra – mas por se tratar de ocasião tão especial – o primeiro projeto executivo publicado na revista – propusemo-nos a tratar brevemente, nas linhas que seguem, do excelente projeto executivo apresentado pelo escritório.

A prática de projeto do escritório MMBB está inserida numa tradição bastante específica, digna de menção. Um mapeamento preliminar indica que se trata de uma corrente de desenho talvez iniciada nas pranchetas de Mies van der Rohe, ganhando sua versão cabocla nas pranchas executivas das obras de Oscar Niemeyer em Brasília – a cargo de Nauro Esteves. Em seguida, ela pode ser vista nas pranchas sumárias da fase brutalista de João Batista Vilanova Artigas, na década de 1960 , ganhando continuidade nos desenhos e na obra de seu discípulo mais célebre ainda em atividade: Paulo Mendes da Rocha. Alguns dos projetos deste arquiteto foram desenvolvidos pelos jovens profissionais que hoje formam o MMBB.

Essa escola de desenho, por assim dizer, caracteriza-se por sua concisão: o máximo de informação com o mínimo de elementos gráficos, à semelhança da arquitetura que representam e em oposição à escola norte-americana de desenho, afeita às pranchas cheias. No projeto aqui publicado, as linhas correspondem quase que exclusivamente aos elementos construtivos representados e a suas cotas. Os símbolos gráficos são, tanto quanto possível, substituídos por siglas e textos sumários. Todas as linhas são finas, inclusive as que representam elementos seccionados – condição sinalizada pelo seu preenchimento com cores chapadas: cinza claro nas paredes e cinza escuro nos elementos estruturais. Nos detalhes, as chapas e perfis metálicos cortados são preenchidos com a cor preta, formando verdadeiros sólidos. O contraste destas cores escuras e das quinas vivas – proporcionadas pelas linhas finas – com o fundo branco do papel conota visualmente uma maior precisão de medidas, bem como a segurança e clareza de pensamento próprias de seus autores. São belos desenhos, como xilogravuras, cortadas em sulcos profundos nas suas matrizes. O tratamento de cores se limita a uma hachura de linhas verdes diagonais nos locais com vegetação e à pintura azul dos elementos com água – no caso desta residência, apenas a caixa d’água. Nas plantas superiores, o verde é complementado com uma tonalidade clara de cinza nos pisos de concreto, com o fundo branco trazendo para o primeiro plano o pavimento cortado.

As cores auxiliam a diferenciar os eixos estruturais – grafados em finas linhas vermelhas –, e os pontos elétricos e suas cotas – grafados em azul – de modo a não se confundirem com a arquitetura. A idéia de precisão das quinas vivas reflete-se ainda na cotagem milimétrica nas casas decimais, sobre linhas de cota agrupadas e, tanto quanto possível, fora do perímetro edificado.

O conjunto de desenhos apresentados divide-se em quatro grupos numerados independentemente: quinze formatos A0 com plantas, cortes e fachadas em escala de 1:25; sete formatos A0 com detalhes construtivos diversos; sete formatos A0 exclusivos para detalhes de caixilharia e vinte e uma pequenas pranchas A4 correspondentes aos detalhes complementares ou substitutivos de obra.

A escala de 1:25 do primeiro grupo, aliada à estratégia gráfica das linhas finas, permite a condensação de muita informação nos desenhos preservando a clareza da figuração da arquitetura. Foram dispensadas assim as plantas de piso e plantas de teto refletivo, cujos componentes foram incluídos nas plantas gerais e nos cortes. As especificações de materiais são bastante sumárias aqui – como de resto em todo o projeto. No que tange aos revestimentos, elas limitam-se a três ícones por ambiente: quadrado (piso), triângulo (paredes, de modo a apontar com o vértice para a parede específica) e círculo (teto) – única contradição com a filosofia geral de ausência de símbolos gráficos não figurativos. Esta síntese gerou alguns detalhes em seção vertical ampliada nas mesmas pranchas, como é o caso do detalhe de piso dentro da planta da garagem/estúdio.

O segundo grupo aparentemente foi organizado em ordem de execução. A primeira prancha dedica-se exclusivamente aos detalhes atinentes à concretagem. Em seguida, trata-se da cozinha, dos muros do térreo, do desenho em verdadeira grandeza das tubulações de esgoto aparentes no teto do pilotis, dos guarda-corpos, do piso elevado em madeira no terraço (em substituição ao piso elevado de concreto especificado e representado no primeiro grupo), das bancadas, prateleiras e balcões. Chama a atenção aqui a ausência dos tradicionais detalhamentos de sanitários – suficientemente representados no primeiro grupo.

O terceiro grupo, da caixilharia, é composto quase que integralmente por desenhos cotados e hachurados com cores sólidas, sem textos ou especificações, provavelmente devido a um elevado grau de consenso com o fabricante. A caixilharia seria a protagonista do quarto grupo – igualmente desenhada sem especificações – com pranchas de reformulações de encaixes e complementação de pequenos componentes, como puxadores. Seriam ainda revistos e complementados o balcão e prateleiras do escritório, bem como a clarabóia de vidro que o ilumina – passível ainda de duas versões.

Vejamos agora algumas peculiaridades e curiosidades construtivas representadas nesses desenhos.

A residência de esquina caracteriza-se pela separação radical entre trabalho – no térreo/subsolo – e habitação – elevada sobre quatro pilares com generosos balanços de 3.75m, permitidos pela protensão das lajes. De modo a ocultar os aparelhos de apoio dos tirantes protendido nos topos das lajes, os panos verticais perimetrais foram executados num segundo momento (cf. prancha DET.02), garantindo ainda sua tonalidade uniforme em uma concretagem apenas, desejável para o seu acabamento aparente natural. Embora a estrutura tenha sido modelada em múltiplos de 1.25m (4.5m entre apoios e 3.75m de balanço), as paredes de alvenaria não foram alinhadas a partir da malha modular em princípio sugerida (62,5cm de medida modular). Ao contrário, parecem ter sido ajustadas de modo a ocultar a estrutura nos ambientes internos (faceando os pilares), adequando-se melhor aos seus usos.

As espessas lajes lisas de 25cm de espessura trabalhadas em concreto aparente nos tetos internos tornaram possível o embutimento de luminárias no pilotis, mas inviabilizariam a ocultação da tubulação de esgoto. A resposta da arquitetura foi radical: toda a tubulação dos sanitários foi executada em tubos de ferro fundido aparentes no teto do pilotis, pintados de preto (cf. prancha DET.04). As colunas de água fria e de esgotamento sanitário também foram deixadas aparentes, agrupadas junto aos pilares. As águas pluviais do terraço foram encaminhadas para uma gárgula única na fachada sudeste – voltada para o vizinho (Cf. Prancha 12)., cujo comparecimento nos detalhamentos limitou-se à caixa de drenagem, desenhada durante a obra. A estratégia de pisos elevados no terraço garantiu o bom escoamento das águas pluviais por contrapisos com boa inclinação, mantendo a integridade da manta de impermeabilização e isolamento térmico das áreas inferiores.

As fachadas noroeste e sudeste do prisma superior foram abertas em panos de vidro de 1.96m de altura, com generosos de panos vidro temperado laminado transparente com até 2.56m de largura, encaixilhados em quadros de tubos de inox 40mmX40mm. Os trilhos e quadros fixos foram afixados à estrutura por meio de insertos posicionados durante a concretagem (e por isso constantes também na prancha DET.01). Defronte à cozinha, na fachada sudoeste, a abertura limitou-se a uma fita de 75cm de altura a 1.21cm do piso, de modo a permitir a instalação de um armário sobre ela. As aberturas da fachada nordeste limitaram-se a panos de vidro serigrafado nos sanitários, com pequenos basculantes superiores. Os panos de vidro receberam painéis de proteção solar externos defronte aos quartos, em quadros com pequenas lâminas horizontais. O painel de brises correspondente à cozinha (BR 03) – na verdade uma caixa de 70cm de profundidade, estruturada por chapas metálicas verticais perpendiculares e diagonais – não foi executado. O pavimento do estúdio foi quase que integralmente iluminado pelo generoso portão de entrada, executado com vidro temperado, e complementado por uma clarabóia de vidro de 1.5mX1.5m ao fundo, permitindo a circulação de ar cruzada e a iluminação desta área mais distante do portão. Este elemento teve dois detalhamentos distintos apresentados somente durante a execução da obra. O primeiro, integrado no corte do primeiro conjunto, limitava-se a um vidro fixo temperado e laminado e=16mm elevado – de modo a permitir ventilação – com duas aberturas circulares não detalhadas no tambor. O segundo detalhamento apresenta um engenhoso mecanismo de abertura por dentro, feito com uma manivela e uma barra rosqueada – à semelhança dos mecanismos da maison de verre de Pierre Chareau.

Povoando toda a residência, do pilotis ao terraço, estão os guarda-corpos de aço pintado (DET-05), com corrimãos de 1” de diâmetro fechando quadros de quinas arredondadas com uma barra de apoio para o pé a 20cm do chão. Este quadro está deslocado em 10cm para dentro em relação aos montantes verticais de barras chatas, de modo a realizar com os tubos de 1/2” o pescoço destinado à empunhadura do corrimão. É um detalhe elegante, provavelmente evoluído dos engenhosos corrimãos de Paulo Mendes da Rocha – e certamente com lógica concisa análoga à deles. A estrutura da casa, as grandes chapas dos panos de vidro, as barras-chatas verticais dos guarda-corpos, comungam da mesma estratégia de adoção de elementos estruturais robustos de grande resistência de modo a vencer vãos incomuns com pouca matéria. O mesmo princípio orientou até mesmo a bancada do escritório do estúdio, detalhada em chapa metálica dobrada de 5mm de espessura (DET-07), chumbada à alvenaria por meio de perfis “T” e solta da parede de modo a permitir a passagem de fios.

O modo como diversos conceitos construtivos complementam-se num conjunto coeso nas mais diversas escalas, bem como a harmonia entre arquitetura e técnicas de representação conferem uma qualidade excepcional ao projeto desta residência. É uma obra feita em quinas vivas, que delimitam formas e conceitos claros, claramente legíveis em suas intenções e desenvolvimento. Há, evidentemente, muito mais texto nas entrelinhas – a cujo desvendamento convidamos o leitor.

Danilo Matoso Macedo
Arquiteto e um dos editores da revista mdc

Leia também o artigo: Sobre projetos executivos e detalhes


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Local: São Paulo – SP
Ano do projeto: 2004/2005
Obra:
2005/2006
Área do terreno:
500m²
Área Construída:
290 m2 de área coberta fechada, 145 m2 de pilotis e 145 m2 de solário.
Arquitetura:
Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga
Colaboração:
Ana Carina Costa, Márcia Terazaki, Marina Sabino, Marina Acayaba, Thiago Rolemberg e Rodrigo Brancher
Estruturas:
Kurkdjian & Fruchtengarten Engenheiros Associados.
Fundações:
Ceppolina Engenheiros Consultores
Instalações:
Procion Engenharia
Paisagismo:
Iran do Espírito Santo e Ana Cintra
Construção:
Bremenkamp Engenharia e Construção Ltda
Fotos:
Nelson Kon
Website/contato:
www.mmbb.com.br

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Sobre Danilo Matoso

Arquiteto e Urbanista Brasília - DF
Esse post foi publicado em 2004, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga, MMBB, Projetos e obras, São Paulo, SP e marcado , . Guardar link permanente.

9 respostas para Casa e estúdio na Vila Romana – São Paulo – SP

  1. arquifatus disse:

    Parabéns a revista pelo altíssimo nível em detalhamento do projeto no texto de Danilo Matoso. Com certeza na minha pequena experiência em leitura e conhecimento de revistas especializadas com projetos executivos. Esta é de longe a mais completa. Não soa somente como merchandising, e sim como reportagem. Aprendi bastante com esta publicação. Ótimo!

  2. Alice disse:

    Excelente iniciativa!

  3. Frederico Freitas disse:

    Muito boa a iniciativa!
    Nós, estudantes, agradecemos.

  4. Roberto Nehme disse:

    Parabéns pela iniciativa. Realmente o cenário brasileiro carece de normas de padronização de elementos construtivos e matérias como essa ajudam a configurar um padrão de qualidade no detalhamento.

  5. Oi Danilo,
    Parabéns pela iniciativa e pelo artigo!

    Entretanto, aqui na cidade do Rio de janeiro, dominada pelo ramo da decoração de interiores, a publicação de executivos e detalhes de projetos de resid~encias(das raras exceções) esbarrará na vontade do cliente em manter seu palácio oculto, da mídia, e é claro dos ladrões.

    Infelizmente, a máxima que vale aqui é, e sempre será esconder por trás dos muros o patrimônio que se possui.

  6. sergio hespanha disse:

    Excelente iniciativa.

    Muitas vezes já reclamei de nossas revistas (não em mesas de bar, que tb freqüento), diretamente às próprias, sobre a precariedade e impropriedade de como publicam projetos.
    Em vão. Não raro, pioram as coisas. Com desenhos sumários, minúsculos e até numa edição gráfica tenebrosa, para além destes problemas mais básicos.

    Ainda que não se possa publicar um executivo completo, ora, ao menos as partes mais fundamentais, para mostrar não somente os aspectos construtivos (não podemos cair, de outro modo, numa supervalorização desse aspecto), mas, em maior detalhe, características da forma mesmo.

    Estou sem tempo neste momento e mal passei os olhos no texto, mas digo que, em contrapartida à riqueza na apresentação gráfica, cabe o texto analítico-crítico.

    Nessa linha, digo que me incomoda este verdadeiro “mimetismo mendes da rochiano”. Feito com a maior competência, mas esta arquitetura tem autor e seus ‘manipuladores’ têm capacidade para serem autores de sua própria arquitetura. Por que não fazê-la?

    Parabéns ao MDC.

  7. fabiano sobreira disse:

    Esta iniciativa da revista MDC marca a história da cultura editorial da arquitetura no Brasil. A cultura da informação digital já domina o meio arquitetônico há muito tempo, mas ainda não havia sido devidamente assimilada pelo meio editorial. A revista MDC sai na frente com essa iniciativa, nos brindando ainda com o espírito crítico que caracteriza a revista desde seu início. Espero que este seja apenas o início de uma cultura a ser consolidada (já espero pela próxima publicação).

    Além disso, será importante como instrumento pedagógico, aos estudantes de arquitetura e urbanismo, que encontram nas revistas tradicionais pouco mais do que fotografias e desenhos esquemáticos, o que acaba influenciando na linguagem visual dos estudantes na prática projetual nas escolas, que tende a se limitar ao “minimalismo gráfico” das publicações usuais.

    Parabéns também aos autores do projeto, não apenas pela qualidade da arquitetura (e da obra) mas principalmente pela iniciativa de tornarem públicas informações e documentos usualmente restritos aos escritórios e canteiros.

  8. Muito boa a iniciativa, nós estudantes agradecemos, facilita no entendimento do projeto.
    Continuem com o excelente trabalho.
    Eder Santos

  9. Driely Sol disse:

    aqui tem mais fotos da residencia http://guigomes.com.br/arquitetura

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