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	<title>mdc . revista de arquitetura e urbanismo</title>
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		<title>mdc . revista de arquitetura e urbanismo</title>
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		<title>Especialização &#8211; Escola da Cidade &#8211; Civilização América</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2010/01/23/especializacao-escola-da-cidade-civilizacao-america/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 18:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Alberto Maciel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura Latino-americana]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização América]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de especialização]]></category>
		<category><![CDATA[Escola da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especialização Lato sensu]]></category>

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		<description><![CDATA[Um olhar através da arquitetura Habitação e Cidade [inscrições até 22.02.2010] Ambiente construído [inscrições até 31.03.2010] Geografia, cidade e arquitetura [inscrições até 22.02.2010] “Pues si estas dificultades nos entorpecen a nosotros, que somos de su esencia, no es difícil entender que los talentos racionales de este lado del mundo, extasiados en la contemplación de sus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3778&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:200px;">
<h3 style="text-align:right;"><strong><a href="http://www.escoladacidade.edu.br/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=179:civilizacao-america-um-olhar-atraves-da-arquitetura&amp;catid=18:escola-da-cidade&amp;Itemid=260" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-3779" style="border:0 none;" title="Visite o site da Escola da Cidade" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/america_divulgacaob.jpg?w=300&#038;h=190" alt="" width="300" height="190" /></a>Um olhar através da arquitetura</strong></h3>
<p style="text-align:right;"><strong>Habitação e Cidade</strong><br />
[inscrições até 22.02.2010]<strong> </strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Ambiente construído</strong><br />
[inscrições até 31.03.2010]</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Geografia, cidade e arquitetura</strong><br />
[inscrições até 22.02.2010]</p>
</div>
<p><span id="more-3778"></span></p>
<blockquote style="text-align:justify;"><p>“Pues si estas dificultades nos entorpecen a nosotros, que somos de su esencia, no es difícil entender que los talentos racionales de este lado del mundo, extasiados en la contemplación de sus propias culturas, se hayan quedado sin un método válido para interpretarnos. Es comprensible que insistan en medirnos con la misma vara con que se miden a sí mismos, sin recordar que los estragos de la vida no son iguales para todos, y que la búsqueda de la identidad propia es tan ardua y sangrienta para nosotros como lo fué para ellos. La interpretación de nuestra realidad con esquemas ajenos sólo contribuye a hacernos cada vez más desconocidos, cada vez menos libres, cada vez más solitarios.”.</p></blockquote>
<p style="text-align:right;">Gabriel Garcia Marques</p>
<p style="text-align:justify;">A América é uma massa continental formada por três placas tectônicas que definem suas porções norte, centro e sul. Uma unidade territorial natural formada somente há 1,5 milhões de anos quando a pequena placa centro-americana se soergueu juntando os dois antigos fragmentos. No entanto, só foi reconhecida como tal no século XVI, se tornando fato histórico. Sua descoberta transforma o mundo inexoravelmente. Ao mesmo tempo em que se inaugurava no plano do conhecimento essa unidade, a colonização dessas terras impôs um desmembramento geopolítico do território e sua ocupação, por meio da predação e do horror, dizimou uma população local de 80 milhões de pessoas em menos de um século. O maior massacre da história da humanidade. Como conseqüência, a escravidão e um território cindido. Por outro lado, vincula toda nossa história pós-colombiana à África.</p>
<p style="text-align:justify;">O enfrentamento crítico desse fracionamento, tão evidente na linha vertical do Tratado de Tordesilhas, como na horizontal que divide atualmente a América Latina da America Anglo-Saxônica, se revela como fulcro de um raciocínio projetual contemporâneo, tendo em vista um futuro mais esperançoso das relações entre as nações das Américas e a transformação da natureza.</p>
<p style="text-align:justify;">Com essa perspectiva, deveríamos imaginar a ocupação de um território onde a natureza não representasse mais uma ameaça, um obstáculo ao empreendimento, como foi vista pelo colonizador. A idéia de sustentação do planeta depende desse equilíbrio entre os recursos naturais e as cidades, cada vez mais eleitas como o habitat, por excelência, do homem. Lugar de permanência e flexibilidade. Como fato novo, a população mundial vive hoje predominantemente nas cidades, e as grandes metrópoles precisam ser estudadas com a urgência correspondente a esse fenômeno. Concentram, assim, as riquezas e mazelas.</p>
<p style="text-align:justify;">Poderíamos ensaiar cidades que não dessem as costas a seus rios e que esses pudessem formar redes infra-estruturais de conexões associadas a ferrovias, rodovias, aeroportos. Ou seja, uma unidade territorial americana, pensada de dentro para fora, que respeite a história específica de cada país e seu povo, construída culturalmente, com todas as contradições e conflitos inerentes desse processo. Sabemos que são realidades muito diversas, fisicamente, culturalmente, materialmente. As desigualdades sociais de nossos povos (a riqueza de uns e pobreza de outros) refletem no âmbito continental, o que ocorre na maioria das grandes cidades das Américas. É nesse ambiente que devemos depositar nossos esforços, uma atitude crítica em face dessa realidade e nossa possível contribuição. O distinto como uma expressão includente, e não segregadora.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Ante esta realidad sobrecogedora que a través de todo el tiempo humano debió de parecer una utopía, los inventores de fábulas que todo lo creemos nos sentimos con el derecho de creer que todavía no es demasiado tarde para emprender la creación de la utopía contraria. Una nueva y arrasadora utopía de la vida, donde nadie pueda decidir por otros hasta la forma de morir, donde de veras sea cierto el amor y sea posible la felicidad, y donde las estirpes condenadas a cien años de soledad tengan por fin y para siempre una segunda oportunidad sobre la tierra.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align:right;">Gabriel Garcia Marques</p>
<p style="text-align:justify;">O curso de especialização da Escola da Cidade oferecerá em 2010 três ciclos:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Habitação e Cidade</li>
<li>Ambiente construído</li>
<li>Geografia, cidade e arquitetura</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>GEOGRAFIA, CIDADE E ARQUITETURA</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O curso se propõe apresentar um panorama crítico da construção das cidades no território americano.</p>
<p style="text-align:justify;">Sua materialização através da arquitetura, como uma forma peculiar de conhecimento, onde se funde história, geografia, artes e técnica. Permite-nos raciocinar sobre as necessidades próprias de nossas realidades, relacionando-as às esferas culturais, sócio-econômicas e ambientais. Um esforço de compreensão de escalas diversas, locais a globais.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, toma-se a produção científica, arquitetônica, literária, visual, musical, ou seja, cultural em sentido amplo, para se aprofundar o conhecimento sobre nossas aproximações e diversidades americanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Será dividido em quatro módulos que organizam, para os estudantes, reflexões projetuais em distintas escalas: território, cidade, espaços públicos e equipamentos. A infra-estrutura será o programa condutor dessas intervenções, que associadas às escalas de projeto irão discutir, respectivamente, as conexões, os vazios urbanos, os espaços de convivência e os nós.</p>
<p style="text-align:justify;">Os módulos, bimestrais, definem as quatro regiões que serão discutidas como tema de trabalho, com a intenção de contínua rotatividade. O corpo de faculdades conveniadas à Escola da Cidade passa a ser colaboradora deste curso permanente: Canadá, EUA, México, Costa Rica, Cuba, Panamá, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Estrutura Geral do curso</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os módulos bimestrais serão organizados em três ciclos que abrangerão os seguintes conteúdos programados.</p>
<p style="text-align:justify;">Historia e Cultura Americana – apresentação e discussão das questões históricas e geopolíticas do país, além de um panorama geral da historia do continente americano (da America pré-colombiana ao momento atual)</p>
<p style="text-align:justify;">Arte e Arquitetura Americana – apresentação e discussão acerca da arquitetura histórica e contemporânea do país, somado a um panorama geral da arte americana.</p>
<p style="text-align:justify;">Ateliê de Projeto – dedicado ao desenvolvimento de um projeto no país em estudo a partir do tema estrutural do módulo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Programa 2010-2012</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Cada região/pais terá um professor colaborador co-responsável pelo curso. O aluno poderia se matricular a qualquer momento em qualquer modulo [desde que respeite o numero máximo de alunos], devendo cumprir no mínimo as 368 horas previstas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Informações e Inscrições:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Secretaria da Escola da Cidade (www.escoladacidade.edu.br)</p>
<p style="text-align:justify;">Telefone 55 11 32588108</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Coordenadores:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Alvaro Puntoni [doutor FAUUSP, 2005]</p>
<p style="text-align:justify;">Fernando Viégas [mestre FAUUSP, 2004]</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Numero máximo de alunos [por módulo]:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">60 alunos</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Duração:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">368 horas aula</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Horário das aulas:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Segundas e terças-feiras, das 18:00hs às 22:00hs</p>
<p style="text-align:justify;">Sábados (agendados conforme calendário), das 9:00hs às 13:00hs</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Custo:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">R$ 8.000,00 [800x10] por 4 módulos</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Bolsas:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Até 20 mensalidades com 25% de desconto</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Professores Externos:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">12 professores externos [3 por módulo]</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Professores confirmados:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Historia e Cultura Americana</p>
<p style="text-align:justify;">Tereza Spyer, José Miguel Wisnik, Tales Ab’ Saber, Pedro Puntoni, Lorenzo Mammì, Paulo Mendes da Rocha, Rodrigo Naves, Elisa Bracher, Cristiano Mascaro, Juan Carlos Chamorro [Chile], Fernando Aliata [Argentina], Humberto Ricalde [México]</p>
<p style="text-align:justify;">Arte e Arquitetura Americana</p>
<p style="text-align:justify;">Cauê Aves, Alexandre Delijaicov, Guilherme Wisnik, Pedro Sales, Regina Meyer, Marcos Acayaba, Pablo Saric [Chile], Graciela Silvestre [Argentina], Paloma Vero [México], Arcádio Vero [México],</p>
<p style="text-align:justify;">Ateliê de Projeto</p>
<p style="text-align:justify;">Milton Braga, Mario Figueroa, Antonio C Barossi, André Vainer, Angelo Bucci, Francisco Fanucci, Luciano Margotto, Marcelo Morettin, Fernando Viégas, Alvaro Puntoni, Paulo Henrique Paranhos, Ignácio Volante [Chile], Andrea Tapia [Argentina], Alberto Kalach [México].</p>
<p style="text-align:justify;">Mais informações no <a href="http://www.escoladacidade.edu.br" target="_blank">site da Escola da Cidade</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3778/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3778/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3778/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3778/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3778/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3778/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3778/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3778/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3778/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3778/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3778&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Carlos Alberto Maciel</media:title>
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			<media:title type="html">Visite o site da Escola da Cidade</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional – Requalificação e ampliação do Complexo Teatro Castro Alves – Salvador – BA &#8211; resultado</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2010/01/18/concurso-nacional-%e2%80%93-requalificacao-e-ampliacao-do-complexo-teatro-castro-alves-%e2%80%93-salvador-%e2%80%93-ba-resultado/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Teatro Castro Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

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		<description><![CDATA[Equipe paulista vence o concurso Anunciado o resultado do Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves, em Salvador. O concurso teve como objeto a requalificação e redistribuição dos espaços existentes, assim como a ampliação da estrutura física atual.  A área construída prevista será de 25.667,90 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3771&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:127px;">
<h4 style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/tca-01-a.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3772" style="border:0 none;" title="TCA-01-a" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/tca-01-a.jpg?w=150&#038;h=117" alt="" width="150" height="117" /></a>Equipe paulista vence o concurso</h4>
</div>
<p><span id="more-3771"></span><br />
Anunciado o resultado do <a href="http://mdc.arq.br/2009/11/12/concurso-nacional-requalificacao-e-ampliacao-do-complexo-teatro-castro-alves-salvador-ba/" target="_self"><strong>Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves</strong></a>, em Salvador. O concurso teve como objeto a requalificação e redistribuição dos espaços existentes, assim como a ampliação da estrutura física atual.  A área construída prevista será de 25.667,90 m2, sendo 17.451,90 m2  de áreas existentes a serem requalificadas ou redistribuídas e 8.216,00 m2 de áreas a serem construídas.</p>
<p>Houve 67 pré-inscrições e 40 inscritos, dos quais 18 entregaram os trabalhos. Os 18 trabalhos recebido foram provenientes da Bahia (6 trabalhos), São Paulo (8 trabalhos), Paraná (1), Minas Gerais (1), Santa Catarina (1) e Distrito Federal (1).</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/ata_comissao_julgadora.pdf" target="_blank">Clique aqui</a> para acesso à <strong>“Ata dos trabalhos da Comissão Julgadora”</strong>.</p>
<p><strong>Veja abaixo os premiados:</strong></p>
<p>Clique nos <em>links</em> e imagens abaixo para acesso aos <strong>projetos completos</strong>.</p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-01/" target="_blank"><strong>1° lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-01/" target="_blank">Autores: Arq. Lucas Fehr, Arq. Mario Figueroa, Arq. Guilherme Motta, Arq. Carlos Eduardo Garcia e Arq. Marcus Vinícius Damon</a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-01/" target="_blank"><img title="1° lugar - TCA" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/lucas_fehr_im1_imagem-vencedora.jpg?w=420&amp;h=323&#038;h=323" alt="" width="420" height="323" /></a></p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-02/" target="_blank"><strong>2° lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-02/" target="_blank">Autores: Arq. Emerson José Vidigal, Arq. Dario Corrêa Durce, Arq. Eron Danilo Costin e Arq. Rodrigo V. Martins</a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-02/" target="_blank"><img title="2° lugar - TCA" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/externa-principal.jpg?w=420&amp;h=261&#038;h=261" alt="" width="420" height="261" /></a></p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-03/" target="_blank"><strong>3° lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-03/" target="_blank">Autores: Arq. César Shundi Iwamizu, Arq. Acácia Furuya, Arq. Anderson Fabiano Freitas, Arq. Anita Rodrigues Freire, Arq. Carlos Augusto Ferrata, Arq. Elisa Sayaka Ito, Arq. Gleuson Pinheiro Silva, Arq. Júlio Cecchini, Arq. Luan Carone Martinelli, Arq. Mário Tavares Moura Filho, Arq. Pedro Armando de Barros, Arq. Pedro Ivo Freire</a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-03/" target="_blank"><img title="3° lugar - TCA" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/021.jpg?w=420&amp;h=315&#038;h=315" alt="" width="420" height="315" /></a></p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-04/" target="_blank"><strong>4° lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-04/" target="_blank">Autores: Arq. Fernanda M. Palmieri, Arq. Eduardo Rocha Ferroni, Arq. Pablo Hereñú e Arq. José Paulo Gouveia</a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-salvador-04/" target="_blank"><img title="4° lugar - TCA" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/tca-3.jpg?w=420&amp;h=279&#038;h=279" alt="" width="420" height="279" /></a></p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-05/" target="_blank"><strong>5° lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-05/" target="_blank">Autores: Arq. Luciano Margotto Soares, Arq. Álvaro Puntoni, Arq. João Sodré, Arq. Jonathan Davies, Arq. Luís Cláudio Marques Dias e Arq. Flávio Castro</a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/24/concurso-teatro-castro-alves-05/" target="_blank"><img title="5° lugar - TCA" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/aerea.jpg?w=420&amp;h=301&#038;h=301" alt="" width="420" height="301" /></a></p>
<p>________________________________________________________________________________________________</p>
<p>Agradecemos aos autores dos projetos e à Coordenação do Concurso (IAB-BA) pela disponibilização das informações.</p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/17/premiados-concurso-teatro-castro-alves-salvador/" target="_blank"><strong>portal concursosdeprojeto.org</strong></a>]</p>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
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			<media:title type="html">TCA-01-a</media:title>
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			<media:title type="html">1° lugar - TCA</media:title>
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			<media:title type="html">2° lugar - TCA</media:title>
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			<media:title type="html">3° lugar - TCA</media:title>
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			<media:title type="html">4° lugar - TCA</media:title>
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			<media:title type="html">5° lugar - TCA</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>1º seminário docomomo-mg</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2010/01/15/1%c2%ba-seminario-docomomo-mg/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 05:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[1º seminário docomomo-mg]]></category>
		<category><![CDATA[docomomo]]></category>
		<category><![CDATA[docomomo mg]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo prazo para envio dos resumos [com novo formato]: 1 de março de 2010 1º. SEMINÁRIO DO.CO.MO.MO-MG Arquitetura e Urbanismo Modernos em Minas Gerais: novas fronteiras, novos cenários Uberlândia, 21 a 24 de abril de 2010 Apresentação A busca pelo ouro levou portugueses, em tempos coloniais, a seguir pelo interior afora, na ânsia de encontrar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3759&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:80px;">
<p style="text-align:right;"><img class="size-full wp-image-441 alignleft" style="border:0 none;" title="docomomo-mg" src="http://docomomobsb.files.wordpress.com/2010/01/docomomo-mg.jpg?w=276&#038;h=76" alt="" width="276" height="76" />Novo prazo para envio dos resumos [com  novo formato]:<br />
1 de março de  2010</p>
</div>
<p style="text-align:right;"><strong>1º. SEMINÁRIO DO.CO.MO.MO-MG</strong><br />
<span style="color:#008000;"><strong>Arquitetura e Urbanismo Modernos em Minas Gerais:<br />
novas fronteiras, novos cenários</strong></span><br />
Uberlândia, 21 a 24 de abril de 2010</p>
<p><span id="more-3759"></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apresentação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A busca pelo ouro levou portugueses, em tempos coloniais, a seguir pelo interior afora, na ânsia de encontrar férteis jazidas e enriquecimento rápido. O enriquecimento não se tornou realidade para a grande maioria. Esta riqueza logo mostrou sua volatilidade no território da Colônia. Pouco dela, ou pouquíssimo, ficou para os povoados aí situados. No entanto, a participação na formação tardia de uma nacionalidade nessa extensa região dependeu basicamente dos laços culturais resultantes destas ações. Segundo García Canclini:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Aquilo que se entende por cultura nacional muda de acordo com as épocas. Isto demonstra que, mesmo existindo suportes concretos e contínuos do que se concebe como nação (o território, a população e seus costumes etc.), em boa parte o que se considera como tal é uma construção imaginária.” (GARCÍA CANCLINI. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. <strong>Revista do PHAN</strong>, n. 23, p. 98, 1994)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Embora naquele remoto século XVIII, a formação de uma nacionalidade não fizesse parte dos objetivos daqueles obstinados bandeirantes ou daqueles aventureiros em busca de riqueza, a expansão do território nacional já estava sendo delineada. Partindo das capitanias do Rio de Janeiro ou de São Vicente, as bandeiras foram se embrenhando pelo interior desconhecido, deixando em seu rastro uma urbanização rarefeita, mas fixa por vários motivos. Inicialmente, a busca do ouro na região central do estado e mesmo na direção norte e oeste que lançou um rastro permanente; depois, a boa adaptação do café fez com que novas rotas auxiliadas pelos novos meios de transporte renovassem a área de ocupação. Com a industrialização, veio o apogeu de diversas regiões no estado. A própria República foi aí saudada com novos espaços, novas construções que modernizaram o Estado, deixando para trás o aspecto de Província.</p>
<p style="text-align:justify;">Em tempos de modernidade, seja sob a ótica do governo de Getúlio Vargas ou aquela de Juscelino Kubitschek, estas distâncias passaram a ser diminuídas pela disseminação e divulgação de ideais modernos. A Rádio Nacional teve papel fundamental nesta difusão. Mais tarde, com o telefone e a televisão mais democratizados, além de outros aparatos, as ‘minas gerais’ deixaram de ser uma referência ao passado e uma região importante no pensamento político nacional transformando-se em mais uma área no mapa mental de brasileiros como parte de sua nação. Contrapondo-se ao passado colonial, a modernidade de Pampulha fez com que essas comunidades antes consideradas isoladas passassem a fazer parte do corpo integrante da nação. A abertura para a atuação de jovens arquitetos cariocas em um território embora no interior mas totalmente promissor possibilitou a inclusão do estado de Minas Gerais na história da arquitetura moderna no Brasil, desde o seu alvorecer. Vale mencionar que, a partir dos anos 30, acrescida à intensa discussão dos problemas urbanos, a busca de uma linguagem moderna impõe-se à moderna Capital Mineira e se difunde pelas cidades do interior.</p>
<p style="text-align:justify;">A esta altura, fazer parte da nação brasileira significava fazer parte também de uma modernidade artística, arquitetônica, literária, musical. O imaginário moderno não admitia barreiras geográficas. Aliás, há aí quase que um contra-senso: ser moderno pode ser visto como ser parte do mundo – industrializado, cosmopolitizado, universalizado – mesmo que características regionais sejam evidentes aqui e ali. A inclusão e a diversidade deveriam ser itens de um mesmo discurso. Primeiro no Conjunto da Pampulha – uma área construída exclusivamente para a elite mineira que marcou com distinção a penetração do ideário moderno no âmbito da Arquitetura e do Urbanismo em Minas Gerais – inclusive tendo servido como importante referencial para a população local que queria fazer parte, mesmo que no plano das idéias e das imagens, do mundo moderno: os telhados-borboleta já com o uso de lajes planas inclinadas, o uso de azulejos modernizados nas fachadas, as platibandas escondendo um telhado com materiais industrializados da produção nacional, as colunas mais esbeltas próprias da tecnologia do concreto, etc. Como cariátides do Mundo Moderno, o uso destas colunas é representativo da vontade comum de um pertencimento ao Brasil moderno.</p>
<p style="text-align:justify;">E entre as cidades do século XX temos Brasília, cidade moderna que completa cinquenta anos em 2010 e que em 1989 teve seu Plano Piloto reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade preservando assim seu caráter moderno. A construção dessa cidade moderna iria influenciar e contribuir com o desenvolvimento das cidades do Triangulo Mineiro que se encontrava em posição geográfica privilegiada em relação a Brasília. A interiorização da capital da república foi um projeto que teve o apoio da cidade de Uberlândia e sua região, que serviram de posto de passagem para a nova capital, na época da construção há cinqüenta anos atrás, e se constituiu em fator fundamental para o crescimento local e regional.</p>
<p style="text-align:justify;">A distância do litoral, a ocupação esparsa e tardia fruto de uma economia local, uma urbanização planejada em pontos estratégicos e a ocupação sistemática do território fizeram de Minas um projeto-piloto de uma possível e bem sucedida ocupação continental. Talvez compartilhe mesmo de certo caráter desenvolvimentista na configuração das cidades do século XX.</p>
<p style="text-align:justify;">Teria este caráter auxiliado no desenvolvimento de uma arquitetura própria ou da arquitetura em si? À ocupação do território teria se irmanado a construção de um território da arquitetura e do urbanismo próprios dessas regiões? Que pesquisas vêm sendo feitas no sentido de se mapear esses novos territórios, ou de identificar os possíveis desenvolvimentos autóctones ocorridos nas cidades do estado mineiro?</p>
<p style="text-align:justify;">Não só García Canclini acredita que a formação de uma nação depende de laços imaginários. Só uma língua materna e/ou oficial em comum não basta. É preciso ter algo mais e as várias formas de expressão são partes imprescindíveis do conjunto de elementos que formam uma cultura. E a arquitetura como expressão de um povo e de uma época pode ter um papel fundamental na formação destes laços.</p>
<p style="text-align:justify;">Para tanto é que propomos o 1º. Seminário Docomomo Minas Gerais. As suas raízes históricas, fundadas em um mesmo propósito, suas semelhanças territoriais e geográficas na distância dos grandes centros do litoral do sudeste brasileiro, são motivos suficientes para esta proposta. Apresentamos assim a oportunidade de reunir profissionais arquitetos, engenheiros, historiadores, restauradores e pesquisadores para a discussão desse amplo acervo, ainda pouco conhecido e com tanto para ser divulgado e debatido.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Objetivo principal:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Apresentar e debater as ações de documentação e conservação do Patrimônio Cultural Moderno de Minas Gerais. A partir da apresentação de pesquisas e ações concluídas ou em andamento, avaliar o conjunto de medidas que vêm sendo feitas e propor novas providências no sentido de promover um debate regional, contínuo e ativo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sessões temáticas</strong></p>
<p style="text-align:justify;">1. Documentação – inventário e análise histórica das obras</p>
<p style="text-align:justify;">2. Conservação e Preservação – intervenções de restauração; recuperação de documentação e abordagens sobre a conservação da arquitetura moderna nos cursos de Arquitetura e Urbanismo</p>
<p style="text-align:justify;">3. Mestres e disseminadores do Modernismo – trajetórias profissionais e acadêmicas</p>
<p style="text-align:justify;">4. Ideário urbanístico – propostas, realizações e intervenções</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Público alvo:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Pretende-se reunir, com este evento, profissionais, pesquisadores, professores, estudantes de arquitetura e áreas afins, que vêem estudando a produção arquitetônica e o urbanismo de Minas Gerais. Em princípio, prevê-se um número em torno de 200 participantes, entre as várias categorias. Além de pessoas do meio acadêmico, o evento será aberto à participação de todos os profissionais da área de proteção do patrimônio histórico e artístico, sejam eles técnicos de instituições governamentais como o IPHAN e o IEPHA, mas também as secretarias e departamentos de prefeituras, de arquivos públicos e fundações privadas ou organizações não-governamentais com atuação comprovada na área.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local: </strong><em>Campus</em> da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, Minas Gerais<strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Período: </strong>de 21 a 24 de abril de 2010</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Atividades:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Palestras, mesas-redondas, sessões de comunicação de trabalhos, exposições, vídeos e lançamento de livros, visitas técnicas (obras de Lina Bo Bardi, Oswaldo Arthur Bratke e Jorge Coury em Uberlândia; Luís Signorelli, Francisco Bolonha, Roberto Burle Marx e Raphael Hardy Filho em Araxá, dentre outros).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Propostas de Mesas-Redondas:</strong></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Os arquitetos modernos mineiros – a primeira geração (Sylvio de Vasconcellos, Eduardo Guimarães e João Jorge Coury)</li>
<li>O Urbanismo Moderno em MG – principais interlocutores</li>
<li>Desafios da Preservação e da Conservação do acervo moderno mineiro – os arquivos públicos e privados</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>Inscrições e taxas de pagamento:</strong></p>
<table style="text-align:justify;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="192"><strong>Categorias e prazos</strong></td>
<td width="132" valign="top"><strong>até 01/03/2010</strong><strong> </strong></td>
<td width="180" valign="top"><strong>após 01/03/2010</strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">Estudante de Graduação</td>
<td width="132" valign="top">R$ 50,00</td>
<td width="180" valign="top">R$ 80,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">Estudante de Pós-Graduação</td>
<td width="132" valign="top">R$ 150,00</td>
<td width="180" valign="top">R$ 180,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">Membro Docomomo</td>
<td width="132" valign="top">R$ 150,00</td>
<td width="180" valign="top">R$ 180,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">Profissional</td>
<td width="132" valign="top">R$ 200,00</td>
<td width="180" valign="top">R$ 250,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="192" valign="top">Momo   <em>tour</em> (Uberlândia e Araxá)</td>
<td colspan="2" width="312" valign="top">os   valores serão anunciados em um futuro breve</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">Brevemente estaremos informando a página do evento com mais detalhes sobre a programação e as formas de pagamento das inscrições.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Chamada de Trabalhos:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Comitê Científico do 1º. Seminário DOCOMOMO Minas fará a seleção de trabalhos para comunicação oral e para painel. A seleção será feita em duas etapas. A primeira seleção deverá ser feita através do resumo expandido (máximo de 3.000 palavras, incluindo-se a bibliografia e as notas de pé-de-página) que deverá ser enviado até o dia 07 de fevereiro de 2010 (prazo adiado para 01 de março de 2010, ver calendário abaixo). A segunda etapa da seleção definirá a categoria de apresentação do trabalho (comunicação oral ou painel) e será feita por meio da análise do texto completo. Cada autor só poderá submeter um trabalho, como seu primeiro autor. O texto completo deverá ser organizado com a seguinte apresentação e conteúdo:</p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ARQUIVO 1:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Identificação<a href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a> na primeira página</em></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>título      principal do trabalho, fonte Arial 12 negrito, centralizado;</li>
<li>nome(s)      do(s) autor (es), fonte Arial 11 normal, centralizado;</li>
<li>formação e      filiação do(s) autor(es), Arial 10 normal, centralizado;</li>
<li>endereço      para correspondência, incluindo telefone, fax e e-mail, Arial 10,      centralizado;</li>
<li>endereço do      Currículo Lattes.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>Proposta de Trabalho nas páginas subseqüentes:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Segunda página:</em></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li><em>Abstract</em> (máximo de 300 palavras), fonte Arial      10 normal, espaçamento simples, e</li>
<li>Palavras-chave/<em>keywords</em> (máximo 3).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>Terceira página em diante</em>:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Resumo      expandido (máximo de 3000 palavras, incluindo-se a bibliografia e notas de      pé-de-página), fonte Arial 10 normal, espaçamento simples.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ARQUIVO 2:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Na primeira página:</em></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Título do      trabalho, fonte Arial 12 negrito.</li>
<li><em>Abstract</em> (máximo de 300 palavras), fonte Arial      10 normal, espaçamento simples.</li>
<li>Palavras-chave/<em>keywords</em> (máximo 3).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>Nas páginas subseqüentes:</em></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Resumo      expandido (máximo de 3000 palavras, incluindo-se a bibliografia e notas de      pé-de-página), fonte Arial 10 normal, espaçamento simples.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>Na segunda página e páginas subseqüentes (texto)</em></p>
<p style="text-align:justify;">O corpo do texto deverá ser iniciado a partir da segunda página, obedecendo ao seguinte formato:</p>
<p style="text-align:justify;">• Os trabalhos deverão ser apresentados em formato A4, Programa MSWord (versão 7 ou posterior);</p>
<p style="text-align:justify;">• Todas as margens deverão ter 2 cm; parágrafo justificado, salvo quando indicado centralizado nas páginas iniciais;</p>
<p style="text-align:justify;">• Título principal Arial 14 negrito, subtítulos Arial 12 negrito, corpo do texto Arial 11 normal, espaço entre linhas 1,5;</p>
<p style="text-align:justify;">• O espaço entre parágrafos 6 pts depois, sem afastamento na primeira linha;</p>
<p style="text-align:justify;">• O trabalho completo deverá ter até 6.000 (seis mil) palavras;</p>
<p style="text-align:justify;">• As páginas deverão ser numeradas a partir da segunda página;</p>
<p style="text-align:justify;">• As ilustrações deverão ser salvas em JPG e inseridas no texto próximas ao trecho a que se referem. Para não sobrecarregar o arquivo, recomenda-se que gráficos, figuras, fotos e qualquer arquivo gráfico, estejam inseridos no texto em padrão.JPG, resolução até 96 dpi. e que não excedam a 3Mb no total.</p>
<p style="text-align:justify;">• Notas e referências em rodapé, fonte Arial 8 normal, parágrafo justificado;</p>
<p style="text-align:justify;">• As citações que excederem 3 linhas deverão ser em itálico, Arial 11 com recuo esquerdo de 1cm;</p>
<p style="text-align:justify;">• A numeração das figuras (Figura 1, por exemplo), seguida da legenda em corpo 10 normal, deve aparecer logo abaixo das mesmas, centralizado. Separar do texto as tabelas e figuras com 1 linha antes e depois;</p>
<p style="text-align:justify;">• As referências bibliográficas deverão ser reunidas no final do artigo em uma relação única em ordem alfabética, de acordo com a NBR 6023:2002, com entre linhas simples, espaço de 6  pts antes e depois.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Exemplos:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">BASTOS, Maria Alice Junqueira. <strong>Pós-Brasília: Rumos da arquitetura brasileira</strong>. São Paulo: Perspectiva/Fapesp, 2003.</p>
<p style="text-align:justify;">LOUREIRO, Cláudia, AMORIM, Luiz. Por uma arquitetura social: a influência de Richard Neutra em prédios escolares no Brasil. São Paulo: Vitruvius, 2002. Disponível em <a href="http://www.vitruvius.com.br/">www.vitruvius.com.br</a>; acesso em 07 mai. 2005, 20:46:30.</p>
<p style="text-align:justify;">REZENDE, Vera. Planos e regulação urbanística: a dimensão normativa das intervenções na cidade do Rio de Janeiro. In: Oliveira, Lúcia Lippi (Org.). <strong>Cidade: História e desafios</strong>. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. p. 256-281.</p>
<p style="text-align:justify;">RYKWERT, Joseph. Gêneros das colunas gregas: Origens míticas e históricas. <strong>Desígnio</strong>, São Paulo, n.2, p.55-66, setembro, 2004.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prazos e Endereços para envio</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Toda a comunicação deverá ser feita por e-mail. Dúvidas deverão ser encaminhadas para <a href="mailto:organizacaodocomomomg@gmail.com">organizacaodocomomomg@gmail.com</a> e as propostas de trabalhos deverão ser encaminhadas para <a href="mailto:1seminariodocomomomg@gmail.com">1seminariodocomomomg@gmail.com</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">A seleção final dos trabalhos, conforme as categorias comunicação oral ou painel, será divulgada até o dia 15 de abril de 2010. O <em>site</em> do seminário será divulgado dentro em breve.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Novo Calendário</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>01 de março de 2010</em></p>
<p style="text-align:justify;">Último prazo para envio de resumos expandidos (ver informações acima em <strong>ARQUIVO 1 </strong>e<strong> ARQUIVO 2</strong>, já modificadas).</p>
<p style="text-align:justify;"><em>01 de março de 2010</em></p>
<p style="text-align:justify;">Último dia para inscrições com preços reduzidos</p>
<p style="text-align:justify;"><em>15 de março de 2010</em></p>
<p style="text-align:justify;">Informe dos resumos aprovados.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>31 de março de 2010</em></p>
<p style="text-align:justify;">Prazo para envio de textos completos.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>15 de abril de 2010</em></p>
<p style="text-align:justify;">Informe da seleção final dos trabalhos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>21 de abril de 2010</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Abertura do evento.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Comissão Organizadora</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Maria Marta dos Santos Camisassa (UFV)</p>
<p style="text-align:justify;">Maria Beatriz Camargo Cappello (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Fábio José Martins de Lima (UFJF)</p>
<p style="text-align:justify;">Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro(UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Maria Eliza Alves Guerra (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Luiz Carlos (Lu) de Laurentiz (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Luis Eduardo dos Santos Borda (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Denise Marques Bahia (PUC-Minas)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Comitê Científico (a confirmar)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Carlos Eduardo Dias Comas (UFRGS)</p>
<p style="text-align:justify;">Danilo Matoso Macedo (Assembléia dos Deputados, Brasília)</p>
<p style="text-align:justify;">Fábio José Martins de Lima (UFJF)</p>
<p style="text-align:justify;">Fernando Lara (Universidade do Texas)</p>
<p style="text-align:justify;">Maria Beatriz Camargo Cappello (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Maria Marta dos Santos Camisassa (UFV)</p>
<p style="text-align:justify;">Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;">Patrícia Pimenta Azevedo Ribeiro (UFU)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Promoção:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Docomomo-Brasil</p>
<p style="text-align:justify;">Docomomo-MG</p>
<p style="text-align:justify;">Universidade Federal de Uberlândia</p>
<p style="text-align:justify;">Universidade Federal de Juiz de Fora</p>
<p style="text-align:justify;">Universidade Federal de Viçosa</p>
<p style="text-align:justify;">Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apoio:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Portal Vitruvius</p>
<p style="text-align:justify;">Revista MDC</p>
<p style="text-align:justify;">Casa do Baile/Museu Histórico Abílio Barreto</p>
<p style="text-align:justify;">IAB-MG; e IAB-MG/núcleo Uberlândia</p>
<p style="text-align:justify;">Escola de Arquitetura/Universidade Federal de Minas Gerais</p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> Observação: a primeira página terá um arquivo à parte, para que seja de conhecimento apenas da Comissão Organizadora do evento, e não do Comitê Científico, preservando-se assim a autoria dos trabalhos.</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3759/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3759&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Casa em Carapicuíba &#8211; SP</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 01:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editores mdc</dc:creator>
				<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[Carapicuíba]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos e obras]]></category>
		<category><![CDATA[SP]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Puntoni]]></category>
		<category><![CDATA[Ângelo Bucci]]></category>

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		<description><![CDATA[Angelo Bucci &#124; Alvaro Puntoni SPBR arquitetos A característica a mais notável do local onde a casa esta implantada é um desnível de seis metros que separa a rua de um plano inferior do terreno junto a um pequeno bosque na vertente oposta. Da rua não se vê claramente o nível inferior do terreno porque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3707&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:120px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-a.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3710 alignleft" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-a" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-a.jpg?w=150&#038;h=109" alt="" width="150" height="109" /></a>Angelo Bucci | Alvaro Puntoni<br />
SPBR arquitetos</p>
</div>
<p><span id="more-3707"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3711" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-b" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-b.jpg?w=300&#038;h=222" alt="" width="300" height="222" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-e.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3714" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-e" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-e.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A característica a mais notável do local onde a casa esta implantada é um desnível de seis metros que separa a rua de um plano inferior do terreno junto a um pequeno bosque na vertente oposta. Da rua não se vê claramente o nível inferior do terreno porque o plano cai abruptamente. Mas destaca-se a massa arbórea posterior como um pano de fundo desta paisagem inusitada, fruto da implantação da rua neste loteamento.</p>
<p style="text-align:justify;">O programa junta duas finalidades diferentes: uma casa e um escritório, um lugar onde se vive e trabalha. Embora estas duas funções compartilhem o mesmo espaço, são  tão separadas quanto possível.</p>
<p style="text-align:justify;">A casa foi implantada em dois níveis compreendidos na distância que separa a rua do plano inferior, sua estrutura vai aos limites do terreno e define o espaço inferior onde está a habitação aberta para os pátios junto ao bosque e ao córrego.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3720" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-k" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-k.jpg?w=300&#038;h=223" alt="" width="300" height="223" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-g.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3716" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-g" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-g.jpg?w=300&#038;h=218" alt="" width="300" height="218" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O nível da rua foi inteiramente preservado e ampliado através da pequena praça de acesso, na mesma cota, que se estende sobre a cobertura da casa através de uma ponte de aço &#8211; a única entrada do edifício. Daí se vai à casa ou ao escritório por percursos que exploram as possibilidades espaciais daquela situação topográfica particular.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma escada de concreto conduz à varanda que remete o olhar à situação peculiar da casa no terreno, abaixo do nível da rua, e dali se entra  na sala ou cozinha. Seus espaços são integrados com as arvores, o pequeno vale, jardins, e a piscina linear situada no nível do chão. A casa incorpora a natureza exterior dentro: uma porta de vidro deslizante abre completamente o estar para o terraço, criando um único espaço. Os dormitórios e o pátio inferior também se ligam no nível inferior. A cozinha esta atirantada na estrutura principal e libera os espaços inferiores para os seus usos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-j.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3719" style="border:0 none;" title="carapicuiba-ext-j" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-j.jpg?w=300&#038;h=217" alt="" width="300" height="217" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-int-a.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3722" style="border:0 none;" title="carapicuiba-int-a" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-int-a.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O escritório, constituído por duas lajes estruturadas por uma grande viga superior apoiada em dois pilares, é o único volume visível da rua. Suas dimensões de 3 metros de largura e 25 metros de extensão remetem à idéia de um tubo aberto em ambas as extremidades. Conseqüentemente, as janelas oferecem outras vistas: mais longínquas que próximas, mais paisagem do que um espaço intimo.</p>
<p style="text-align:justify;">A estrutura é em concreto armado. Além de seus materiais principais, concreto e de vidro, esta casa é projetada essencialmente baseada na geografia e na paisagem do local.  Os acabamentos são simples: pisos monolíticos em concreto branco e mosaico português também branco. Assim poucos elementos significam mais concentração no trabalho solicitado durante seu processo de construção. Faz mais fácil de controlar o orçamento e propicia-nos focalizar nas etapas necessárias para construir a casa.</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#808080;">[texto fornecido pelos autores do projeto]</span></p>
<hr size="1" />
<div style="height:270px;">
<h3>projeto executivo</h3>
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-executivo.pdf" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-3709 alignleft" style="border:0 none;" title="Projeto Executivo" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-exe-icon.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a>Download do projeto executivo completo em formato PDF</p>
<p style="text-align:right;">2,5Mb . 23pranchas</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;"> </span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#999999;">De modo a evitar conflitos com seu browser, clique sobre o link com o botão da direita de seu mouse e salve o arquivo em seu computador para em seguida abri-lo. </span></p>
</div>
<hr size="1" />
<h3>galeria</h3>

<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/corte-c_solid/' title='Corte C_SOLID'><img width="150" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/corte-c_solid.jpg?w=150&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="Corte C" title="Corte C_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/planta-dormitorios_solid-2/' title='Planta Dormitorios_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/planta-dormitorios_solid1.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Planta Dormitórios" title="Planta Dormitorios_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/planta-sala_solid/' title='Planta Sala_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/planta-sala_solid.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Planta Sala" title="Planta Sala_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/planta-acesso_solid/' title='Planta Acesso_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/planta-acesso_solid.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Planta Acesso" title="Planta Acesso_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/planta-escritorio_solid/' title='Planta Escritorio_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/planta-escritorio_solid1.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Planta Escritório" title="Planta Escritorio_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/cortea-a_solid/' title='Cortea A_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/cortea-a_solid.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Cortea A" title="Cortea A_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/corte-b_solid/' title='Corte B_SOLID'><img width="150" height="70" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/corte-b_solid.jpg?w=150&#038;h=70" class="attachment-thumbnail" alt="Corte B" title="Corte B_SOLID" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-a/' title='carapicuiba-ext-a'><img width="150" height="109" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-a.jpg?w=150&#038;h=109" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-a" title="carapicuiba-ext-a" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-b/' title='carapicuiba-ext-b'><img width="150" height="111" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-b.jpg?w=150&#038;h=111" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-b" title="carapicuiba-ext-b" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-c/' title='carapicuiba-ext-c'><img width="105" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-c.jpg?w=105&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-c" title="carapicuiba-ext-c" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-d/' title='carapicuiba-ext-d'><img width="141" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-d.jpg?w=141&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-d" title="carapicuiba-ext-d" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-e/' title='carapicuiba-ext-e'><img width="150" height="112" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-e.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-e" title="carapicuiba-ext-e" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-f/' title='carapicuiba-ext-f'><img width="150" height="111" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-f.jpg?w=150&#038;h=111" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-f" title="carapicuiba-ext-f" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-g/' title='carapicuiba-ext-g'><img width="150" height="109" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-g.jpg?w=150&#038;h=109" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-g" title="carapicuiba-ext-g" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-h/' title='carapicuiba-ext-h'><img width="109" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-h.jpg?w=109&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-h" title="carapicuiba-ext-h" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-i/' title='carapicuiba-ext-i'><img width="97" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-i.jpg?w=97&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-i" title="carapicuiba-ext-i" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-j/' title='carapicuiba-ext-j'><img width="150" height="108" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-j.jpg?w=150&#038;h=108" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-j" title="carapicuiba-ext-j" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-k/' title='carapicuiba-ext-k'><img width="150" height="111" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-k.jpg?w=150&#038;h=111" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-k" title="carapicuiba-ext-k" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-ext-l/' title='carapicuiba-ext-l'><img width="150" height="99" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-l.jpg?w=150&#038;h=99" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-ext-l" title="carapicuiba-ext-l" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/carapicuiba-int-a/' title='carapicuiba-int-a'><img width="150" height="99" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-int-a.jpg?w=150&#038;h=99" class="attachment-thumbnail" alt="carapicuiba-int-a" title="carapicuiba-int-a" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2010/01/13/casa-em-carapicuiba-sp/micro-02trabalho-espbrpro301-liu301-pe301_2005301/' title='Projeto Executivo'><img width="150" height="99" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-exe-icon.jpg?w=150&#038;h=99" class="attachment-thumbnail" alt="Projeto Executivo" title="Projeto Executivo" /></a>

<hr size="1" />
<p style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="10" bgcolor="#ebebeb">
<tbody>
<tr>
<td style="font-size:x-small;"><strong>Local:</strong> Carapicuíba &#8211; SP<strong><br />
Ano do projeto:</strong> 200<strong>3<br />
Obra:</strong> 2008<strong><br />
Área do terreno: </strong>450m²<br />
<strong>Área construída:</strong> 415m²<br />
<strong>Arquitetura:</strong>Angelo Bucci e Alvaro Puntoni [SPBR arquitetos]<br />
<strong>Colaboração: </strong>Ciro Miguel, Fernando Bizarri e Juliana Braga<strong><br />
Estrutura: </strong>Ibsen Pulleo Uvo e Ruy Bentes<strong><br />
</strong><strong>Instalações: </strong>Mauro Rodrigues Pinto<strong><br />
Paisagismo: </strong>Klara Kaiser<strong><br />
Construção:</strong> Alexsandro Bremenkamp<strong><br />
Fotos: </strong>Nelson Kon<br />
<strong>Website/contato: </strong><a href="http://www.spbr.arq.br" target="_blank">www.spbr.arq.br</a> | <a href="http://www.gruposp.arq.br" target="_blank">www.gruposp.arq.br</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<br />Publicado em2003, Álvaro Puntoni, Ângelo Bucci, Carapicuíba, Projetos e obras, SP  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3707/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3707&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">editores mdc</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">carapicuiba-ext-a</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">carapicuiba-ext-b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-e.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">carapicuiba-ext-e</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-k.jpg?w=300" medium="image">
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		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-g.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">carapicuiba-ext-g</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-ext-j.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">carapicuiba-ext-j</media:title>
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			<media:title type="html">carapicuiba-int-a</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/carapicuiba-exe-icon.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Projeto Executivo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional de Idéias – Plano de reordenamento da Av. Beira-Mar – Fortaleza – CE &#8211; resultado</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2010/01/12/concurso-nacional-de-ideias-%e2%80%93-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-%e2%80%93-fortaleza-%e2%80%93-ce-resultado/</link>
		<comments>http://mdc.arq.br/2010/01/12/concurso-nacional-de-ideias-%e2%80%93-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-%e2%80%93-fortaleza-%e2%80%93-ce-resultado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Beira-Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[concursos de idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de reordenamento da Av. Beira-Mar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3698</guid>
		<description><![CDATA[Concurso é vencido por equipe de Fortaleza Anunciados os vencedores do Concurso para o Reordenamento da Av. Beira-Mar em Fortaleza, Ceará.  As propostas, segundo o edital, deveriam “valorizar o aproveitamento geral do espaço e o redirecionamento das soluções arquitetônicas, que deveriam estar voltadas ao bem-estar humano, preservação ambiental e também para o desenvolvimento das atividades turísticas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3698&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;">
<h4 style="text-align:right;"><a href="http://www.iabce.org.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3615 alignleft" style="border:0 none;" title="beira-mar-ce" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/beira-mar-ce.jpg?w=264&#038;h=100" alt="beira-mar-ce" width="264" height="100" /></a>Concurso é vencido por equipe de Fortaleza</h4>
</div>
<p><span id="more-3698"></span></p>
<p><img title="1º lugar - Concurso - Beira-Mar - Fortaleza" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/beiramar-fortaleza-01b.jpg?w=420&amp;h=185&#038;h=185" alt="" width="420" height="185" /></p>
<p>Anunciados os vencedores do <a href="http://mdc.arq.br/2009/10/15/concurso-nacional-de-ideias-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-fortaleza-ce/">Concurso para o Reordenamento da Av. Beira-Mar em Fortaleza, Ceará</a>.  As propostas, segundo o edital, deveriam “valorizar o aproveitamento geral do espaço e o redirecionamento das soluções arquitetônicas, que deveriam estar voltadas ao bem-estar humano, preservação ambiental e também para o desenvolvimento das atividades turísticas, culturais, de esporte e lazer situadas na orla”. Houve 78 pré-inscrições e 22 projetos entregues. Veja abaixo imagens dos projetos premiados (os projetos completos serão publicados à medida em que forem disponibilizados pelos autores).</p>
<p>_____________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>1º lugar</strong></p>
<p><strong>Ricardo Henrique Muratori de Menezes e equipe – CE</strong></p>
<p><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/beiramar-fortaleza-01a.jpg?w=420&amp;h=212&#038;h=212" alt="" width="420" height="212" /></p>
<p>_____________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>2º lugar</strong></p>
<p><strong>Alexandre Lacerda Landin/Architectus – CE</strong></p>
<p><img title="beiramar-fortaleza-02a" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/beiramar-fortaleza-02a.jpg?w=420&amp;h=225&#038;h=225" alt="" width="420" height="225" /></p>
<p>_____________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>3º lugar</strong></p>
<p><strong>Baldonero Navarro Gomes/Nachtergaele Navarro Arquitetos Associados – SP</strong></p>
<p><strong></strong> <img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/beiramar-fortaleza-03a.jpg?w=420&amp;h=198&#038;h=198" alt="" width="420" height="198" /></p>
<p>_____________________________________________________________________________________________</p>
<p>Fonte: IAB-CE</p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/09/resultado-beiramar/" target="_blank"><strong>portal concursosdeprojeto.org</strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3698/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3698&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mdc.arq.br/2010/01/12/concurso-nacional-de-ideias-%e2%80%93-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-%e2%80%93-fortaleza-%e2%80%93-ce-resultado/feed/</wfw:commentRss>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/beira-mar-ce.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">beira-mar-ce</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2010/01/beiramar-fortaleza-01b.jpg?w=420&#38;h=185" medium="image">
			<media:title type="html">1º lugar - Concurso - Beira-Mar - Fortaleza</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional – Revitalização do calçadão de Canoas – RS &#8211; resultado</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:08:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Canoas]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Mader]]></category>
		<category><![CDATA[Revitalização do calçadão de Canoas]]></category>

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		<description><![CDATA[Concurso foi vencido por Leonardo Mader Em julho de 2009 foi anunciado o lançamento do Concurso para a Revitalização do Calçadão de Canoas, no Rio Grande do Sul, que teve como objeto – segundo o edital – a renovação do ambiente urbano, a recuperação da qualidade do acervo construído e a requalificação dos espaços públicos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3694&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:90px;">
<h4 style="text-align:right;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/12/22/resultado-concurso-canoas-rs/" target="_blank"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3695" style="border:0 none;" title="Canoas-LM" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2010/01/canoas-lm.jpg?w=150&#038;h=79" alt="" width="150" height="79" /></a>Concurso foi vencido por Leonardo Mader</h4>
</div>
<p><span id="more-3694"></span></p>
<p><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-01.jpg?w=420&amp;h=249&#038;h=249" alt="" width="420" height="249" /></p>
<p>Em julho de 2009 foi anunciado o lançamento do <strong><a href="http://mdc.arq.br/2009/08/01/concurso-nacional-revitalizacao-do-calcadao-de-canoas-rs/" target="_self">Concurso para a Revitalização do Calçadão de Canoas</a></strong>, no Rio Grande do Sul, que teve como objeto – segundo o edital – a renovação do ambiente urbano, a recuperação da qualidade do acervo construído e a requalificação dos espaços públicos livres. O projeto deveria valorizar, em quantidade e qualidade, os espaços públicos destinados à circulação, acessibilidade, estar, lazer, cultura, especialmente em função dos fluxos de pedestres, incluindo tratamento paisagístico, bicicletários e sanitários, entre outros elementos do programa.</p>
<p><strong>Veja abaixo os vencedores do concurso:</strong></p>
<p>(os projetos serão publicados à medida em que forem disponibilizados pelos autores)<strong><br />
</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-01/" target="_blank"><strong>1º Lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-01/" target="_blank"><strong>Leonardo Arnold Mader</strong></a></p>
<p><strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-01/" target="_blank"><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-01-1.jpg?w=420&amp;h=223&#038;h=223" alt="" width="420" height="223" /></a><br />
</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>2º Lugar</strong></p>
<p><strong>Luciana Sudbrack Born</strong></p>
<p><strong><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-02.jpg?w=420&amp;h=200&#038;h=200" alt="" width="420" height="200" /><br />
</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-03/" target="_blank"><strong>3º Lugar</strong></a></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-03/" target="_blank"><strong>Eduardo Cavasotto</strong></a></p>
<p><strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2010/01/07/calcadao-canoas-03/" target="_blank"><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-03.jpg?w=420&amp;h=223&#038;h=223" alt="" width="420" height="223" /></a><br />
</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>4º Lugar</strong></p>
<p><strong>Ilka Maria Paraíso e Patrícia Santana</strong></p>
<p><strong><img src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-04.jpg?w=420&amp;h=224&#038;h=224" alt="" width="420" height="224" /><br />
</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p>Fontes: PiniWeb e Prefeitura de Canoas</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/12/22/resultado-concurso-canoas-rs/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#808080;">de</span>projeto.org</strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3694/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3694/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3694/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3694/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3694/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3694/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3694/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3694/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3694/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3694/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3694&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">Canoas-LM</media:title>
		</media:content>

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		<media:content url="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/12/canoas-04.jpg?w=420&#38;h=224" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional &#8211; Requalificação e ampliação do Complexo Teatro Castro Alves &#8211; Salvador &#8211; BA</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/11/12/concurso-nacional-requalificacao-e-ampliacao-do-complexo-teatro-castro-alves-salvador-ba/</link>
		<comments>http://mdc.arq.br/2009/11/12/concurso-nacional-requalificacao-e-ampliacao-do-complexo-teatro-castro-alves-salvador-ba/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 06:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Teatro Castro Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: editais]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3679</guid>
		<description><![CDATA[Inscrições até 7.12.2009 Entrega dos trabalhos até: 21.12.2009 Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves Objeto: Conf. Edital – Item 1.2: O OBJETO do Concurso é o Anteprojeto de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3679&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;text-align:right;"><a title="Ir para a página do concurso" href="http://www.iab-ba.org.br/concursotca/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3680 alignleft" style="border:0 none;" title="Ir diretamente para a página do concurso" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/11/novotca.jpg?w=433&#038;h=100" alt="Ir diretamente para a página do concurso" width="433" height="100" /></a>Inscrições até 7.12.2009<br />
Entrega dos trabalhos até: 21.12.2009</div>
<p><span id="more-3679"></span></p>
<p><strong>Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves</strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p><strong>Objeto: </strong></p>
<p>Conf. Edital – Item 1.2:</p>
<p><em>O OBJETO do Concurso é o Anteprojeto de Arquitetura e Complementares para a Requalificação e Ampliação do Complexo Teatro Castro Alves, que abrange:</em></p>
<p><em>1. A REQUALIFICAÇÃO de diversos espaços existentes, que receberão intervenções como modificação de revestimentos e atualizações técnicas e/ou equipamentos; os espaços requalificados serão repensados, preservando ou não o layout atual, porém sempre respeitando ao máximo os limites físicos espaciais preexistentes.</em></p>
<p><em>2. A REDISTRIBUIÇÃO de outros espaços preexistentes, cujos usos atuais deverão ser redistribuídos e/ou redimensionados, mudando ou não sua localização atual, de acordo com as necessidades indicadas.</em></p>
<p><em>3. A AMPLIAÇÃO da estrutura física atual do Complexo Teatro Castro Alves, através da criação de novos espaços que abrigarão novos usos e usos atualmente abrigados no edifício existente.</em></p>
<p><strong> Área de construção:</strong></p>
<p>A área construída máxima do projeto deve ser de até 25.667,90 m2 (vinte e cinco mil, seiscentos e sessenta e sete vírgula noventa metros quadrados), sendo 17.451,90 m2 (dezessete mil, quatrocentos e cinqüenta e um vírgula noventa metros quadrados) de áreas existentes a serem requalificadas ou redistribuídas e 8.216,00 m2 (oito mil, duzentos e dezesseis metros quadrados) de áreas a serem construídas.</p>
<p><strong>Local:</strong> Salvador – Bahia<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Tipo de Concurso: </strong>aberto, nacional, de anteprojetos, em uma etapa.<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Promoção: </strong>Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB<strong> </strong></p>
<p><strong> Organização:</strong> Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia – IAB-BA</p>
<p><strong>Quem pode participar:</strong></p>
<p>Arquitetos, registrados no CREA, residentes e domiciliados no Brasil.<em><br />
</em></p>
<p><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Divulgação e inscrições: de 03/11/2009 a 07/12/2009</p>
<p>Consultas e esclarecimentos: de 04/11/2009 a 07/12/2009</p>
<p><strong>Entrega dos trabalhos: até 21/12/2009</strong></p>
<p>Julgamento dos trabalhos: de 04/01/2010 a 09/01/2010</p>
<p><strong>Divulgação do resultado: em 11/01/2010</strong></p>
<p>Prazo para interposição de recursos: de 12/01/2010 a 18/01/2010</p>
<p>Julgamento dos recursos: de 19/01/2010 a 25/01/2010</p>
<p>Homologação do resultado: em 26/01/2010</p>
<p><strong>Prêmios:</strong></p>
<p>Primeiro classificado: R$ 60.000,00 (sessenta mil reais)</p>
<p>Segundo classificado: R$ 30.000,00 (trinta mil reais)</p>
<p>Terceiro classificado: R$ 20.000,00 (vinte mil reais)</p>
<p>Quarto classificado: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)</p>
<p>Quinto classificado: R$ 10.000,00 (dez mil reais)</p>
<p><strong>Para mais informações <a href="http://www.iab-ba.org.br/concursotca/" target="_blank">acesse aqui a página oficial do concurso</a>.</strong></p>
<p>_________________________________________________________________________________</p>
<p>Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.</p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/11/07/concurso-novo-tca-ba/" target="_blank"><strong>portal concursosdeprojeto.org</strong></a>]</p>
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		<title>Praça da Soberania: crônica de uma polêmica</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/24/praca-da-soberania-cronica-de-uma-polemica/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 04:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editores mdc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Danilo Matoso]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio e pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Niemeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Esplanada dos Ministérios]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Praça da Soberania]]></category>
		<category><![CDATA[Monumento ao Cinquentenário de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Memorial dos Presidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da República]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Piloto]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o projeto da Praça da Soberania, de Oscar Niemeyer. Danilo Matoso Macedo [1] Em 9 de janeiro de 2009, em seu escritório de Copacabana, Oscar Niemeyer apresentou o estudo preliminar do projeto para a Praça da Soberania, em Brasília, ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e a seu Secretário de Cultura, Silvestre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3607&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><em>Sobre o projeto da <a title="Ver a Noticia em MDC" href="http://mdc.arq.br/2009/01/10/brasilia-oscar-niemeyer-projeta-nova-praca-na-esplanada-dos-ministerios/" target="_self">Praça da Soberania</a>, de Oscar Niemeyer.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em> </em>Danilo Matoso Macedo</p>
<p><span id="more-3607"></span></p>
<p align="justify"><a name="_ftnref1_9037" href="#_ftn1_9037">[1]</a></p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva.jpg"><img class="size-medium wp-image-1602 alignright" style="border:0 none;margin:0 10px;" title="soberania-perspectiva" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva.jpg?w=300&#038;h=150" alt="soberania-perspectiva" width="300" height="150" /></a>Em 9 de janeiro de 2009, em seu escritório de Copacabana<em>,</em> Oscar Niemeyer apresentou o estudo preliminar do projeto para a Praça da Soberania, em Brasília, ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e a seu Secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho. À semelhança de outros projetos recentes de Niemeyer, o projeto era marcado pela simplicidade de formas, materializadas em grandes superfícies brancas e aberturas fechadas por vidro preto. Próximo à Plataforma Rodoviária, uma praça cimentada no canteiro central da Esplanada dos Ministérios correspondia ao estacionamento subterrâneo abaixo, destinado a abrigar três mil veículos. Sobre o concreto, um edifício curvo elevado em <em>pilotis</em> – o <em>Memorial dos Presidentes</em>, encomenda do presidente Lula – contraposto por um obelisco inclinado – o <em>Monumento ao Cinqüentenário</em> – de altura comparável aos noventa e dois metros das torres do Congresso Nacional mais adiante.</p>
<p align="justify">Antes mesmo de qualquer consulta aos arquitetos que trabalham no GDF, ou de qualquer estimativa de preço da obra, o governador declarou aos presentes: <em>Vamos fazer! </em>No dia seguinte,<a title="Ler a notícia" href="http://mdc.arq.br/2009/01/10/brasilia-oscar-niemeyer-projeta-nova-praca-na-esplanada-dos-ministerios/"> a reunião foi relatada</a> na capa do <em>Correio Braziliense</em>, <a name="_ftnref2_9037" href="#_ftn2_9037">[2]</a> com a manchete: <em>Para se espantar e curtir</em>. Imediatamente, os arquitetos brasilienses <em>se espantaram</em> e voltaram a <em>curtir</em> a dor de feridas antigas e novas, todas ainda abertas. O <em>espanto</em> ficou por conta do obelisco de mais de cem metros de altura e do edifício curvo, numa área originalmente destinada ao vazio – disposição presente desde o Plano Piloto, e expressamente assim mantida quando do tombamento da cidade pela Unesco em 1987. Já as penas <em>curtidas</em> tinham um duplo viés.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1603" style="border:0 none;margin:0 10px;" title="soberania-perspectiva-2" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva-2.jpg?w=300&#038;h=150" alt="soberania-perspectiva-2" width="300" height="150" /></a>De um lado, a iconoclastia tradicional de arquitetos inconformados com as feições recentes das obras de Niemeyer. Para estes colegas – e também para alguns apreciadores das obras complexas, multicoloridas e multiformes das obras anteriores a Brasília, como a Pampulha – a simplicidade recente parece simplismo apenas. E o que os admiradores da nova produção de Niemeyer ainda consideram síntese, os críticos já consideram descuido.</p>
<p align="justify">De outro lado, o descontentamento geral da comunidade de arquitetos projetistas brasilienses devido à realização de mais uma grande obra pública, com contratação de projetos por escritórios privados, sem a realização de concurso de arquitetura. A lista recente não é pequena, e o privilégio da contratação sem concurso não é exclusivo de Oscar Niemeyer: desde a encomenda do projeto urbanístico para o bairro <em>Setor Noroeste</em>,<a name="_ftnref3_9037" href="#_ftn3_9037">[3]</a> bem como para o Parque Burle-Marx<a name="_ftnref4_9037" href="#_ftn4_9037">[4]</a> e a via interbairros, passando pela nova Estação Rodoviária,<a name="_ftnref5_9037" href="#_ftn5_9037">[5]</a> pela sede do Governo do Distrito Federal na Cidade Satélite de Taguatinga,<a name="_ftnref6_9037" href="#_ftn6_9037">[6]</a> pela reforma do Estádio <em>Bezerrão</em>, no Gama,<a name="_ftnref7_9037" href="#_ftn7_9037">[7]</a> e culminando no projeto para o Estádio Mané Garrincha,<a name="_ftnref8_9037" href="#_ftn8_9037">[8]</a> em Brasília, com vistas à Copa do Mundo de Futebol. O monopólio de Niemeyer, de fato, se restringe à Esplanada dos Ministérios e adjacências. É sabido que, eticamente, o arquiteto evitou a contratação particular para a elaboração dos projetos arquitetônicos iniciais quando da construção da capital. Num gesto nobre, Oscar preferiu ser contratado como funcionário da Novacap, recebendo apenas seu salário à época.<a name="_ftnref9_9037" href="#_ftn9_9037">[9]</a></p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-planta.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1604" style="border:0 none;margin:0 10px;" title="soberania-planta" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-planta.jpg?w=300&#038;h=150" alt="soberania-planta" width="300" height="150" /></a>O mesmo não ocorreu quando do retorno do arquiteto do exílio na década de 1970. Sobretudo após o tombamento da cidade, o escritório de Niemeyer passou a ser diretamente contratado para toda e qualquer grande obra pública do Governo Federal, pelo sistema de <em>notória especialização</em>. É um tipo de prática que ocorre em maior ou menor escala em diversas cidades brasileiras, com <em>notórios especialistas </em>locais, nacionais e, mais recentemente, internacionais. No caso do escritório de Niemeyer, o privilégio foi reforçado e garantido por uma portaria do IPHAN, estabelecendo que <em>excepcionalmente, e como disposição naturalmente temporária, serão permitidas, quando aprovadas pelas instâncias legalmente competentes, as propostas para novas edificações encaminhadas pelos autores de Brasília – arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer – com complementações necessárias ao Plano Piloto original.</em><a name="_ftnref10_9037" href="#_ftn10_9037">[10]</a></p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090110-soberania-cb.jpg"><img class="size-medium wp-image-3631 alignright" style="border:0 none;margin-left:0;margin-right:0;" title="Para se espantar e curtir" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090110-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=300" alt="Para se espantar e curtir" width="300" height="300" /></a>O projeto da Praça da Soberania, entretanto, parece ter dado impulso a algum tipo de questionamento destes processos. O Governo do Distrito Federal contratou Oscar Niemeyer para realizar o projeto sem licitação e sem concurso público. O governador aprovou a proposta publicamente, levando a imprensa a uma reunião de trabalho com o arquiteto, em lugar de cercar-se de seus técnicos, e antes mesmo de submeter o projeto ao IPHAN. E a proposta era no coração da cidade, num local importante para a população e sabidamente <em>non-aedificandi</em>. E causou a todos espanto, como queria seu autor.</p>
<p align="justify">A partir da matéria no <em>Correio Braziliense</em>, manifestações de repúdio começaram a circular por telefonemas e e-mails exaltados entre arquitetos ainda durante o final-de-semana. Na segunda-feira, dia 12 de janeiro, foi publicado na <em>revista mdc</em> um texto de Sylvia Ficher – <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/"><em>Oscar Niemeyer e Brasília : criador versus criatura</em></a>.<a name="_ftnref11_9037" href="#_ftn11_9037">[11]</a> Tratava-se de um pequeno desabafo passional da historiadora e professora da UnB, que tocava em diversos pontos nevrálgicos do debate em torno às obras recentes de Niemeyer desde o Panteão da Pátria (1985), passando por um sumário juízo negativo de valor sobre a praça para concentrar seu fogo no ataque ao monopólio de Oscar Niemeyer em Brasília. O texto circulou em diversas rodas por e-mail na internet, tendo sido novamente publicado na <em>Revista da Semana </em>da Editora Abril, no<a title="Ler o artigo" href="http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc244/mc244.asp" target="_blank"> Portal Vitruvius</a><a name="_ftnref12_9037" href="#_ftn12_9037">[12]</a> – o mais popular <em>site</em> de arquitetura do país –, no portal da Universidade de Brasília e em diversos blogs. Em que pese o extenso passado de rigorosas pesquisas de Sylvia Ficher, tratava-se aqui de um artigo de opinião, e não um arrazoado científico. O tom pessoal do artigo causou indignação aos admiradores e colaboradores mais próximos de Oscar Niemeyer. Por outro lado, fosse o texto uma extensa e embasada argumentação técnica, não teria tido o alcance e a popularidade que teve.</p>
<p align="justify">No domingo seguinte, dia 18 de janeiro, o jornalista Elio Gaspari dedicou sua coluna na <em>Folha de S.Paulo</em><a name="_ftnref13_9037" href="#_ftn13_9037">[13]</a> a uma associação entre a condenação de Sylvia Ficher à Praça da Soberania e a sua própria condenação a um texto que Niemeyer publicara naquele mesmo jornal reabilitando historicamente a figura de Joseph Stálin.<a name="_ftnref14_9037" href="#_ftn14_9037">[14]</a> Com a repercussão do ataque de Sylvia à obra de Niemeyer, o desabafo local da pesquisadora começou a ganhar contornos de polêmica nacional.</p>
<p align="justify">No dia 20 de janeiro, o pesquisador e professor da UnB Frederico Holanda enviou à <em>revista mdc</em> um curto artigo também pessoal – <em><a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/20/a-praca-do-espanto/">A praça do espanto</a> -</em>,<a name="_ftnref15_9037" href="#_ftn15_9037">[15]</a> condenando diretamente o projeto para a Praça da Soberania e associando sua aridez à já existente no adjacente Complexo Cultural da República – última grande obra de Niemeyer inaugurada na Capital. A publicação do texto de Holanda na <em>revista mdc</em> foi acompanhada por outro texto do jovem arquiteto e pesquisador Carlos Henrique Magalhães<a name="_ftnref16_9037" href="#_ftn16_9037">[16]</a> intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/20/pela-soberania-do-vazio/" target="_self"><em>Pela soberania do vazio</em></a>.<a name="_ftnref17_9037" href="#_ftn17_9037">[17]</a> Argumentação mais arrazoada que as anteriores, o texto de Carlos evocava a obra pregressa de Oscar Niemeyer e os princípios norteadores do Plano Piloto de Brasília como base para defender a preservação do vazio acima do gramado da Esplanada – onde Niemeyer pretendia implantar o obelisco e o <em>Memorial dos Presidentes</em>. Ao mesmo tempo, Conceição Freitas publicava em sua coluna no <em>Correio Braziliense</em> o texto <em>Niemeyer versus Niemeyer</em>.<a name="_ftnref18_9037" href="#_ftn18_9037">[18]</a> A jornalista reforçava os argumentos de Sylvia e recuperava – a partir de um comentário na <em>revista mdc</em><a name="_ftnref19_9037" href="#_ftn19_9037">[19]</a> – um <a title="Ler o artigo" href="http://www.nytimes.com/2007/12/26/arts/design/26niem.html?_r=1" target="_blank">texto de Nicolai Ouroussoff</a>,<a name="_ftnref20_9037" href="#_ftn20_9037">[20]</a> escrito em 2007, em que do crítico de arquitetura do New York Times questionava a pertinência da contratação de Niemeyer para reforma e ampliação de suas próprias obras construídas há mais de cinquenta anos.</p>
<p align="justify">No dia seguinte, Sylvia Ficher voltava a se manifestar no texto <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-106" target="_self"><em>Verso e reverso em Niemeyer</em></a>,<a name="_ftnref21_9037" href="#_ftn21_9037">[21]</a> agora acompanhada do arquiteto Jorge Guilherme Francisconi, ambos membros do Conselho de Planejamento Territorial do DF – Conplan. O artigo, publicado no <em>Correio Braziliense,</em> manifestava que aquele órgão colegiado vinha sendo obrigado a aprovar a execução de projetos de Niemeyer em áreas de impacto, por força dos precedentes estabelecidos e do já mencionado artigo personalista da Portaria 314 do IPHAN. E o Conplan, <em>unanimemente constrangido</em>, enviara ao IPHAN um questionamento sobre a legitimidade do dispositivo legal. Era uma denúncia explícita de uma espécie de <em>venda do direito de construir</em>, que seria operada pelo escritório do arquiteto em Brasília.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090122-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3634" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="A nova praça para Brasília" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090122-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=120" alt="A nova praça para Brasília" width="300" height="120" /></a>Surpreendentemente, foi o próprio Oscar Niemeyer que se encarregou de elaborar sua primeira defesa, com artigo de sua lavra publicado na quinta-feira, dia 22 de janeiro, no <em>Correio Braziliense</em>. No texto, intitulado simplesmente <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/22/a-nova-praca-para-brasilia/"><em>A nova praça para Brasília</em></a>,<a name="_ftnref22_9037" href="#_ftn22_9037">[22]</a> Oscar Niemeyer justificava sua proposta com base nas grandes reformas urbanas de Paris e Barcelona ocorridas no século XIX, argumentando que mesmo os centros históricos precisam ser alterados. E se Brasília precisava ser modificada, ele possuía o <em>direito e a obrigação </em>de conceber e propor a praça. O texto ainda revelava oposição ao projeto de ninguém menos que a filha de Lucio Costa – a também urbanista Maria Elisa Costa –, por ocupar o vazio da Esplanada dos Ministérios. Por fim, o arquiteto desqualificava seus críticos, ao tratá-los por <em>pessoas até então</em> <em>desconhecidas</em> que <em>se permitiam falar sobre o assunto. </em></p>
<p align="justify">O tom confrontativo – ainda que contraditório – do texto de Niemeyer visava a anular os argumentos seus novos críticos arquitetos, mas acabou por reavivar antigos questionamentos da corporação às suas obras, despertando ainda o antagonismo em especialistas e pesquisadores de outras áreas. A pecha de <em>desconhecidos </em>gerou reações raivosas de moradores da cidade, que passaram a reivindicar em blogs e cartas aos jornais – muitas vezes de modo deselegante – o direito dos <em>desconhecidos</em> a opinar sobre o local em que habitam. Com efeito, no dia seguinte, o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB-DF – enviava uma <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/25/mensagem-ao-arquiteto-oscar-niemeyer/"><em>Mensagem ao arquiteto Oscar Niemeyer</em></a><a name="_ftnref23_9037" href="#_ftn23_9037">[23]</a> cujo tom reverente e introdução elogiosa não impediram a conclusão solicitando o estudo de nova localização para o monumento.</p>
<p align="justify">Em 24 de janeiro, o <em>Correio Braziliense </em>estampou, na mesma página, a carta do IAB e a <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/25/praca-da-soberania/">segunda defesa</a> do projeto da praça,<a name="_ftnref24_9037" href="#_ftn24_9037">[24]</a> desta vez feita pelo arquiteto Glauco Campello – antigo colaborador de Niemeyer, pioneiro da construção de Brasília e ex-presidente do IPHAN. Prudente, Glauco se limitava a uma apologia dos valores plásticos e simbólicos da Praça da Soberania e suas edificações em si, sem mencionar a relação com o entorno urbano ou o processo de contratação do arquiteto. Até então, o <em>Correio Braziliense</em> vinha dando voz ao debate de maneira esparsa. No dia seguinte o jornal iniciaria uma verdadeira campanha em torno do tema, envolvendo definitivamente no debate a população da Capital Federal.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090125-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3635" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Praça na Esplanada inflama Brasília" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090125-soberania-cb.jpg?w=240&#038;h=240" alt="Praça na Esplanada inflama Brasília" width="240" height="240" /></a>Com a manchete <em>Praça na esplanada inflama Brasília</em>,<a name="_ftnref25_9037" href="#_ftn25_9037">[25]</a> a polêmica em torno ao projeto foi capa do <em>Correio</em> em sua edição de domingo. Três páginas de matérias, conduzidas por Conceição Freitas, deixavam de lado definitivamente as questões envolvidas em torno à contratação de Oscar Niemeyer e colocavam foco na relação entre a praça e a cidade Patrimônio da Humanidade. As reportagens faziam um apanhado da polêmica,<a name="_ftnref26_9037" href="#_ftn26_9037">[26]</a> um histórico das obras de Niemeyer em Brasília (sessenta e seis ao todo)<a name="_ftnref27_9037" href="#_ftn27_9037">[27]</a> e colhiam declarações de outros dois professores da UnB: Cláudio Queiroz e Frederico Flósculo.<a name="_ftnref28_9037" href="#_ftn28_9037">[28]</a> Enquanto um – ex-colaborador de Oscar Niemeyer na Argélia – assumia a defesa do projeto em todos os sentidos, o outro limitava-se a expressar certa perplexidade em relação ao gesto que ele classifica de <em>contraditório</em> em relação à propostas originais da cidade.</p>
<p align="justify">Também era publicada na íntegra a carta de Maria Elisa Costa mencionada por Niemeyer, manifestando, antes de ser apresentado o projeto,<a name="_ftnref29_9037" href="#_ftn29_9037">[29]</a> sua opinião contrária à localização da praça na Esplanada. Tratava-se de um documento pessoal, em que ela expunha suas preocupações quanto às edificações: o obelisco poderia competir com as torres do Congresso Nacional, e <em>o Memorial dos Presidentes</em> poderia obstruir a visão da rodoviária. A urbanista sugeria ainda ao amigo a alteração da proposta, com o atendimento ao programa do Memorial subsolo e a localização do obelisco no trecho oeste do Eixo Monumental, fora da Esplanada dos Ministérios.</p>
<p align="justify">A guinada do debate para o campo exclusivo do patrimônio histórico e artístico parecia, em princípio, favorecer Oscar Niemeyer. Afinal, o tema da contratação por <em>notória especialização</em> e o monopólio de projetos monumentais caia para segundo plano, e era a própria portaria do IPHAN de regulamentação do tombamento que garantia a exclusividade do arquiteto. Sintomaticamente, dentro no campo do patrimônio, a discussão ganhava contornos personalistas. Tratava-se agora de um <em>projeto de Niemeyer</em> oposto ao <em>projeto de Lucio Costa</em> – como a filha deste encaminha apreensiva. E neste ponto fica exposto o tombamento de Brasília como a preservação de uma idéia<a name="_ftnref30_9037" href="#_ftn30_9037">[30]</a> exclusiva dos dois arquitetos, e não de um construto social concreto – obra coletiva. Aqui, entretanto, a relação entre a produção de Oscar Niemeyer em Brasília e os órgãos de preservação do patrimônio ganharia contornos diferentes. De fato, na reportagem de Conceição Freitas, o superintendente do IPHAN em Brasília, Alfredo Gastal, e a representante da Unesco, Jurema Machado, manifestavam-se contrários ao projeto de Niemeyer argumentando conflito deste com os valores tombados.</p>
<p align="justify">A declaração dos representantes dos órgãos máximos de preservação do patrimônio no Brasil e no mundo alavanca, no dia seguinte, o início de uma investigação do Ministério Público sobre a legalidade do projeto da praça – sob o ponto de vista do tombamento, e não da contratação do projeto sem licitação ou concurso.<a name="_ftnref31_9037" href="#_ftn31_9037">[31]</a> O caráter aparentemente oficial da oposição desses órgãos ao projeto leva à repercussão do caso na imprensa nacional como um problema administrativo. Quando, em 27 de janeiro, a <em>Folha de São Paulo</em> publica sua primeira matéria jornalística sobre o tema, o faz opondo exclusivamente Oscar Niemeyer a Alfredo Gastal.<a name="_ftnref32_9037" href="#_ftn32_9037">[32]</a> Mais uma vez uma discussão que se iniciara como um levante público a um ato do governo local ganha contornos personalistas. A posição de Gastal, em todo caso, apoia-se na mesma portaria 314 do IPHAN, que estabelece: <em>nos terrenos do canteiro central verde são vedadas quaisquer edificações acima do nível do solo existente, garantindo a plena visibilidade ao conjunto monumental.</em><a name="_ftnref33_9037" href="#_ftn33_9037">[33]</a></p>
<p align="justify">O enfoque incompleto da <em>Folha</em> foi reproduzido em diversos jornais no país inteiro, incluindo <em>O Globo</em> – fenômeno passível de aferição pela grafia errada (<em>Gaspal</em>) que a matéria do jornal paulista trazia, e que foi reproduzida nas reportagens em outros veículos. Cabe lembrar, em todo caso, que não se tratava de uma disputa administrativa, mas política. Todas as autoridades em questão haviam se manifestado exclusivamente à imprensa, e não oficialmente. Não havia sido iniciado qualquer projeto de aprovação e nenhuma equipe de técnicos havia sido convocada para emitir parecer arrazoado. E como não existia processo de aprovação do projeto ou ato administrativo motivador, não poderia haver ilegalidade. A discussão entre as autoridades e arquitetos era pautada pelos jornalistas, e não pelos fatos.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090127-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3636" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Gastal e Lelé" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090127-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=203" alt="Gastal e Lelé" width="300" height="203" /></a>Se para o restante do Brasil a imprensa pintava o retrato de um querela burocrática, em Brasília, a campanha do <em>Correio </em>ganhava cada vez mais apelo político e popular. O jornal passou a cobrir diariamente o debate, abrindo uma enquete online sobre o projeto, que se manteve sempre com cerca de 75% de reprovação pelos internautas – chegando a mais de quatro mil votos. Pode-se dizer, inclusive, que foi a fome de matérias do <em>Correio</em> – em pleno marasmo de janeiro – que deu novo impulso à discussão. O jornal passou a contatar sistematicamente Oscar Niemeyer, bem como todos os especialistas e autoridades relacionadas ao patrimônio histórico em Brasília, cobrando manifestações e respostas de todos. Pressionado, o arquiteto recorreria ao auxílio de seus ex-colaboradores e amigos, como foi o caso de Cláudio Queiroz e Glauco Campello, e como seria o caso, em seguida, de João Filgueiras Lima – o <em>Lelé</em> – e de Ítalo Campofiorito.</p>
<p align="justify">Lelé publicaria sua defesa na terça-feira seguinte. Seu texto se chamava <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/29/mais-uma-obra-prima/"><em>Mais uma obra prima</em></a>,<a name="_ftnref34_9037" href="#_ftn34_9037">[34]</a> e também refletia cautela por parte do autor ao evitar uma análise da praça e sua relação com a cidade. Lelé se limitava a resumir o currículo profissional de Oscar Niemeyer e as características reconhecidas de sua arquitetura. Ao cerne da questão o arquiteto dedica poucas palavras: “<em>Vemos no projeto dessa praça uma composição ousada e singela de beleza indiscutível, em que predomina seu monumento central triangular ancorado no solo e com sua aresta superior levemente curva, que lhe confere uma surpreendente elegância e leveza.</em>”</p>
<p align="justify">A reação de Lelé dava voz a um grupo numeroso de arquitetos próximos a Niemeyer a quem o caráter passional e pouco argumentativo de textos como o de Sylvia Ficher e Frederico Holanda havia soado simplesmente como <em>falta de respeito</em> ao mestre, que tanto já fizera pela arquitetura brasileira. Agravavam esta impressão negativa os inúmeros comentários de leitores &#8211; a maioria desqualificações sumárias – feitos abaixo dos textos em sites de notícias. Não fosse o histórico cinquentenario<a name="_ftnref35_9037" href="#_ftn35_9037">[35]</a> de Oscar Niemeyer de desqualificação sistemática de qualquer crítico de sua obra, poder-se ia imaginar que também era esta a impressão causada a ele mesmo, e que motivara o adjetivo de <em>desconhecidos</em> aos opositores do projeto.</p>
<p align="justify">Os defensores de Oscar aparentemente não haviam tomado conhecimento de artigos como os de Carlos Henrique Magalhães e de Andrey Schlee. Este último, arquiteto, historiador e diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília – FAU-UnB, publicaria seu primeiro texto sobre o tema – <em><a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/28/de-obeliscos-e-espetos/" target="_self">De obeliscos e espetos</a> – </em>na <em>revista mdc</em> no dia 28 de janeiro.<a name="_ftnref36_9037" href="#_ftn36_9037">[36]</a> Talvez pressentindo que poderia ser enquadrado como <em>desconhecido</em>, o experiente pesquisador e admirador confesso de Oscar Niemeyer precedia sua argumentação propriamente dita por um breve histórico e uma genealogia dos obeliscos na arquitetura universal e na obra do arquiteto. O arrazoado, como o de Magalhães, relembrava os princípios fundamentais do urbanismo da cidade, que nortearam sua construção e motivaram seu tombamento. Para Schlee, definitivamente não poderia ser adotado o argumento de <em>complementação</em> para áreas expressamente <em>non-aedificandi </em>do Plano Piloto tombado.</p>
<p align="justify">Coincidentemente, o também diretor da UnB – do Instituto de Ciências Sociais, Gustavo Lins Ribeiro, se manifestou por escrito no <em>Correio Braziliense</em> no mesmo dia, no ponderado e imparcial texto <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/01/30/cavalos-de-troia/"><em>Cavalos de Tróia</em></a>,<a name="_ftnref37_9037" href="#_ftn37_9037">[37]</a> em que igualmente reforçava os valores originais do Plano Piloto e da Esplanada, a serem preservados.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090128-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3637" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Niemeyer na trincheira" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090128-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=300" alt="Niemeyer na trincheira" width="300" height="300" /></a>Esta edição do <em>Correio</em>, por outro lado, parecia dar a entender que Niemeyer não apenas se sentia pessoalmente agredido, como também protegido pelas muralhas de sua história, de sua competência e sobretudo de seus amigos, mas não necessariamente com as armas da razão: <em>Niemeyer na trincheira: “não abro mão”</em>,<a name="_ftnref38_9037" href="#_ftn38_9037">[38]</a> estampava a capa do jornal em letras garrafais. O arquiteto afirmava: <em>Eu me sinto muito apoiado pelos meus amigos, de modo que vou continuar. Estou numa trincheira e não abro mão. Sou um arquiteto, com um trabalho feito.</em><a name="_ftnref39_9037" href="#_ftn39_9037">[39]</a> Realmente, na mesma reportagem, assinada pelo jornalista Raphael Veleda, Cláudio Queiroz vinha mais uma vez em defesa do projeto, agora articulando um discurso sobre a obra propriamente dita. Para Queiroz, a inclinação do obelisco seria suficiente para torná-lo menor que o Congresso Nacional quando visto a partir da Plataforma Rodoviária. Seria um <em>truque arquitetônico, um toque só alcançado por gênios como o Oscar</em>.</p>
<p align="justify">Ironicamente, é nesta matéria que um dos amigos de Niemeyer se manifesta contra o projeto da praça. A crítica vinha do arquiteto Carlos Magalhães,<a name="_ftnref40_9037" href="#_ftn40_9037">[40]</a> representante oficial de Niemeyer em Brasília e, juntamente com Fernando Andrade, um dos responsáveis pelo seu escritório local. Magalhães, talvez justificadamente desejoso de que a polêmica tivesse fim, disparava: <em>O Oscar é muito grande para se submeter a essa bobagem. Ele tem que compreender que Brasília não é mais dele e está se defendendo sozinha. </em>O desenrolar dos fatos nos dias seguintes demonstraria que a apreensão de Magalhães procedia.</p>
<p align="justify">A esta altura do debate, os diversos envolvidos já davam entrevistas a emissoras de rádio e televisão, reforçando seus pontos de vista. Enquanto a professora Sylvia Ficher insistia no telenoticiário local que as obras públicas deveriam ser realizadas por meio de concurso público, Cláudio Queiroz seguia tentando explicar o <em>truque arquitetônico</em> de Oscar. Entretanto, o foco do debate havia sido definitivamente deslocado para a questão do patrimônio histórico e artístico, e a próxima rodada se concentraria no detalhamento deste tema. Os tradicionais defensores e detratores do projeto de Brasília eram unânimes em concordar que a praça não estava de acordo com os princípios fundadores da cidade, conforme tombada pela Unesco em 1987, a divergência passaria a ser agora acerca da propriedade ou não da alteração por um de seus supostos autores.</p>
<p align="justify">A campanha do <em>Correio</em> prosseguia, e no dia seguinte o assunto novamente seria manchete: <em>Debate sobre praça chega ao Planalto.</em><a name="_ftnref41_9037" href="#_ftn41_9037">[41]</a><em> </em>Segundo o jornal, o governador levaria o assunto ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, em reunião entre os dois agendada para o dia 6 de fevereiro – duas semanas em seguida. A discussão político-ideológica esteve sempre margeando o debate sobre a Praça da Soberania. Não apenas o <em>fato político</em> em si de uma obra de vulto como esta junto ao centro de decisões do país, mas também o engajamento político do comunista Niemeyer e sua relação pessoal com dirigentes de ideologia diversa. De fato, conhecedor do <em>capital simbólico</em> de seu afeto, Niemeyer sempre retribuiu com amizade a generosidade dos gestores em convidá-lo a projetar – pelo menos em entrevistas a jornais. Assim, não apenas Juscelino Kubitschek foi seu <em>amigo</em>, mas também o foram o governador de São Paulo, Orestes Quércia – que lhe encomendou o Memorial da América Latina –, e o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz – responsável pela encomenda do Setor Cultural Sul. Agora o governador José Roberto Arruda e o Secretário de Cultura Silvestre Gorgulho eram tratados por <em>amigos </em>nas entrevistas ao <em>Correio. </em>O <em>amigo</em> Arruda entretanto parecia não retribuir a confiança do arquiteto, deixando-o sozinho no debate sobre a Praça.</p>
<p align="justify">Questionado sobre a <em>aprovação instantânea </em>do projeto de Niemeyer no escritório de Copacabana, José Roberto Arruda já declarara em entrevista à Secretaria de Comunicação da UnB, na segunda-feira,<a name="_ftnref42_9037" href="#_ftn42_9037">[42]</a> que o GDF não dispunha de previsão orçamentária para a execução do projeto da Praça da Soberania. Agora desejava compartilhar o ônus político pela obra grandiosa com o presidente Lula – que, segundo Niemeyer, havia encomendado o <em>Memorial dos Presidentes. </em>No dia seguinte, entretanto, o Palácio do Planalto negaria a presença do assunto na pauta da reunião.</p>
<p align="justify">Outro aspecto de fundo político dizia respeito à ideologia do próprio arquiteto, considerado <em>figura histórica</em> do PCB. Niemeyer é de uma geração antiga do <em>Partidão </em>de defesa do comunismo do sentido <em>lato</em>, cujos valores hoje talvez soem ingênuos. Para alguns dessa geração, a construção de monumentos públicos de acesso livre à população é um ato de socialização da construção civil, é a construção de edifícios para o povo.<a name="_ftnref43_9037" href="#_ftn43_9037">[43]</a></p>
<p align="justify">Talvez esta lente seja a única pela qual seja possível compreender não apenas os argumentos vindouros de Niemeyer para justificar a Praça da Soberania, mas também a posição de outros defensores de mesma estirpe, como Frank Svensson, que assim <a title="Ler o comentário" href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-158">comentou o texto</a> de Sylvia Ficher na <em>revista mdc</em>: <em>Para mim a preocupação de fundo de Oscar Niemeyer, arquiteto engajado politicamente, é de como afirmar arquitetonicamente a atualíssima questão da soberania nacional! Para quem não desposa desse engajamento é compreensivel que os valores e critérios de julgamento sejam outros.</em><a name="_ftnref44_9037" href="#_ftn44_9037">[44]</a> Esta <em>afirmação de Soberania</em>, entretanto, manifestada logo após a já mencionada publicação de um texto indulgente a Joseph Stálin, não foi vista com bons olhos não apenas por arquitetos, mas pela população em geral e por jornalistas como Elio Gaspari.</p>
<p align="justify">Para estas pessoas, especialmente sensibilizadas pela força do <em>chavismo</em> na América Latina, a Praça da Soberania era mais uma expressão de totalitarismo – acusação frequentemente feita à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes – que um espaço para o povo. Com esse cenário político de fundo compreendem-se os motivos da grande abrangência de uma polêmica, em princípio, arquitetônica: tratava-se tanto de um ato de revolta contra as arbitrariedades do governo populista local, quanto um ato de repúdio político à recente defesa de Stálin feita pelo arquiteto.</p>
<p align="justify">Se nesse dia o viés político da reportagem do <em>Correio</em> parecia desviar o debate para este campo, na mesma página constava um artigo de outro ex-colaborador de Oscar Niemeyer que também frequentara as esferas do patrimônio brasiliense. Nada menos que o redator do decreto de tombamento do Plano Piloto: Ítalo Campofiorito.</p>
<p align="justify">Num breve texto intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/01/quando-o-novo-nao-desfigura-o-moderno/"><em>Quando o novo não desfigura o moderno</em></a>,<a name="_ftnref45_9037" href="#_ftn45_9037">[45]</a> Ítalo fazia uma repreensão às autoridades do patrimônio que haviam se manifestado a respeito do assunto, argumentando que somente a decisão do Conselho Consultivo do IPHAN – órgão máximo do Instituto – poderia constituir parecer definitivo do mesmo sobre o assunto. Ítalo, entretanto, não se furtava a apresentar um argumento de autoridade no texto – sintonizando-se assim com as demais argumentações em favor da Praça. O arquiteto explicava que na legislação de preservação de Brasília <em>se vedam construções no “canteiro central verde”, na intenção óbvia de evitar futuras edificações espúrias que prejudicassem a integridade visual e artística da Sede do Congresso. Posso testemunhar da intenção, já que a redação em pauta copia a do decreto, que é de minha lavra.</em></p>
<p align="justify">Houvesse sido concluída neste ponto, a polêmica em torno à Praça da Soberania talvez não houvesse afetado a visão que os brasilienses e arquitetos guardavam de Oscar Niemeyer e de seus projetos. O arquiteto se notabiliza há tempos tanto pelo hábito de interferir em espaços cívicos com ousadia quanto pelo absoluto descaso pela preservação de sua própria obra. Ele ainda é Oscar Niemeyer: <em>o mais fecundo inventor de formas de nossa arquitetura, o inesgotável improvisador de soluções, o ‘playboy’ endiabrado</em><a name="_ftnref46_9037" href="#_ftn46_9037">[46]</a><em> </em>com uma experiência profissional inigualável no mundo<em>. </em>Levar o tema da Praça para a discussão nas altas esferas de órgãos de preservação possivelmente implicaria em sua aprovação – se nela se empenhasse o arquiteto tão influente no IPHAN. E com o tempo a população certamente se acostumaria à nova leitura que a Praça da Soberania ofereceria da Esplanada.</p>
<p align="justify">A campanha do <em>Correio Braziliense</em>, entretanto, demandava novas manchetes e mais combustível para a polêmica. No dia seguinte, a manchete do jornal estampava uma frase de Niemeyer: <em>“A briga está boa”</em>.<a name="_ftnref47_9037" href="#_ftn47_9037">[47]</a> O texto publicado nesta edição de 30 de janeiro seria o primeiro de uma série de declarações do arquiteto que refletiam ou uma profunda desarticulação de idéias ou uma intenção clara de alteração no modo de se pensar o patrimônio arquitetônico e urbanístico de Brasília.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090130-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3641" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="A briga está boa" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090130-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=300" alt="A briga está boa" width="300" height="300" /></a>O título – <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/uma-explicacao-necessaria/"><em>Uma explicação necessária</em></a><a name="_ftnref48_9037" href="#_ftn48_9037">[48]</a>- dá a entender que se trata do tradicional texto arrazoado homônimo que acompanhava os projetos de arquitetos da geração de Niemeyer. O arquiteto pouco explica de seu projeto, no entanto. Primeiramente, deixa claro que se trata de uma encomenda do <em>Correio</em>, que insiste para que ele <em>escreva alguma coisa sobre essa celeuma que está ocupando este jornal. </em>Logo, Niemeyer evoca as defesas que solicitara a Ítalo Campofiorito, Lelé e Glauco Campello, e estabelece um <em>diálogo socrático – </em>recurso caro ao arquiteto desde a década de 1970 – como se um amigo lhe pedisse para comentar o Plano Piloto, <em>dividido entre pobres e ricos. Os primeiros em seus apartamentos confortáveis ligados às escolas, ao comércio local, como convém; os outros, mais de três milhões de brasileiros, esquecidos pelas cidades-satélites sem escolas, postos de saúdes e as áreas de recreio indispensáveis.</em></p>
<p align="justify">Era o discurso do comunista que voltava à tona. À primeira vista, a colocação parecia fora de lugar – afinal, Oscar não deixara claro em que a Praça da Soberania contribuiria para a redução das desigualdades. A já mencionada visão<em> popular </em>que Niemeyer tem da construção de monumentos, entretanto, torna coerente o discurso. Em seguida, Oscar se lançava ao auto-elogio ao falar da importância e visibilidade que suas obras têm no exterior. Por fim, Niemeyer afirma ter sugerido ao <em>amigo </em>Silvestre Gorgulho a criação de uma <em>comissão de arquitetos da melhor categoria que se incumbisse dos problemas da arquitetura e do urbanismo desta cidade, encaminhando as soluções que lhes pareçam mais justas e necessárias. </em></p>
<p align="justify">Neste momento, o arquiteto parecia não tomar conhecimento da existência do já mencionado Conplan, órgão encarregado de tratar das questões urbanísticas do Distrito Federal. Embora Sylvia Ficher e Jorge Guilherme Fancisconi dele fizessem parte, era público e notório que se tratava de um colegiado formado majoritariamente de membros do governo, e por <em>representantes da sociedade civil</em> indicados pelo próprio governador, que submetiam suas decisões ao Secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio-Ambiente, a quem cabia acatá-las ou não. Niemeyer parecia ignorar também a sugestão de seu amigo Ítalo Campofiorito, de tratar da querela no Conselho Consultivo do IPHAN. A sugestão de Niemeyer desqualificava não apenas a competência de seus críticos, mas também os órgãos que poderiam jogar a seu favor.</p>
<p align="justify">A mesma página do jornal trazia uma reportagem introduzindo o tema e mencionando cautelosas declarações do ex-presidente do IAB-DF Otto Ribas, para quem o problema não seria a construção da praça, mas do obelisco. Trazia ainda um curto texto do Instituto Histórico e Geográfico do DF – assinado por ninguém menos que o ex-diretor da Novacap, Ernesto Silva. Juntamente a Affonso Heliodoro Santos, o pioneiro ressaltava a contrariedade da proposta de Niemeyer ao Plano Piloto original tombado, motivo pelo qual o IHG-DF era contrário a sua execução.<a name="_ftnref49_9037" href="#_ftn49_9037">[49]</a></p>
<p align="justify">No dia seguinte, sábado, o ritmo frenético do <em>Correio </em>parecia haver esgotado a produção recente de novas manifestações qualificadas sobre a questão da Praça da Soberania. Mas isso não significava o abandono do tema. Ao contrário, a jornalista Graça Ramos oportunamente usou-o para trazer à tona uma antiga proposta do paisagista Roberto Burle-Marx para a Esplanada.<a name="_ftnref50_9037" href="#_ftn50_9037">[50]</a> No projeto, em lugar do gramado constava uma espécie de parque, com lagos, pontes e árvores. Embora se tratasse de proposta evidentemente descabida no contexto atual, Graça Ramos aproveitava o ensejo para relembrar que no ano de 2009 seria celebrado o centenário do paisagista, e que diversos eventos e publicações marcariam a efeméride. A edição do jornal trazia ainda trechos de uma entrevista com Maria Elisa Costa,<a name="_ftnref51_9037" href="#_ftn51_9037">[51]</a> que reforçava os pontos de vista expressados na carta a Oscar, anteriormente publicada. Para a urbanista, o monumento poderia ser implantado em outro lugar, e não na Esplanada. A partir do diagnóstico social de Niemeyer no artigo anterior, ela sugeria Taguatinga – centro demográfico do Distrito Federal – como local apropriado.</p>
<p align="justify">No dia seguinte, Niemeyer publicaria seu terceiro texto sobre a Praça, intitulado pelo jornal de <em><a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/contraste-incomodo/">Contraste incômodo</a>.</em><a name="_ftnref52_9037" href="#_ftn52_9037">[52]</a><em> </em>Nele, o arquiteto refutava a possibilidade de realizar o monumento ou a praça em outros lugares e insistia, evocando até mesmo a memória de Juscelino Kubitschek, que a demanda e a decisão de construir eram do governador. Com esta manobra, Niemeyer transferia para Arruda o ônus político e o bônus popular da realização do projeto e da obra. Reforçava ainda o pedido de criação de uma <em>comissão de notáveis</em> para avaliação do desenvolvimento urbano da cidade, com a qual ele daria<em> por bem-sucedida esta luta.</em> Mas Arruda já se havia entrincheirado ele mesmo na evasiva da questão orçamentária, deixando o arquiteto sozinho.<a name="_ftnref53_9037" href="#_ftn53_9037">[53]</a></p>
<p align="justify">O <em>Correio</em> começaria então a dar mostras de incapacidade de gerar matérias sobre o tema no mesmo ritmo que antes. Numa pequena reportagem,<a name="_ftnref54_9037" href="#_ftn54_9037">[54]</a> a jornalista Nahima Maciel extraia de Cláudio Queiroz a declaração talvez mais jocosa de todo o debate, ao sugerir que fosse, de fato, criada a comissão sugerida por Niemeyer, e que seus integrantes fossem Glauco Campello, Ítalo Campofiorito e Lelé. Na mesma página, o advogado Reginaldo de Castro apresentava argumentos jurídicos para demonstrar,<a name="_ftnref55_9037" href="#_ftn55_9037">[55]</a> citando como norma um texto de Glauco Campello, a viabilidade legal da execução da Praça da Soberania, conforme proposta por Niemeyer.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090202-fsp-soberania.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3638" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Tombamento de Brasília é uma besteira" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090202-fsp-soberania.jpg?w=300&#038;h=246" alt="Tombamento de Brasília é uma besteira" width="300" height="246" /></a>O elemento de choque desta segunda-feira, 2 de fevereiro, entretanto, não estaria no <em>Correio</em>, mas novamente na <em>Folha de S.Paulo</em>. O jornal paulista trazia uma entrevista exclusiva com Oscar Niemeyer, realizada no domingo por Denise Menchen.<a name="_ftnref56_9037" href="#_ftn56_9037">[56]</a> O título atribuía a Niemeyer uma frase não encontrada na entrevista:”<em>Tombamento de Brasília é uma besteira.” </em>O arquiteto colocaria em desfile vários dos temas e máximas recorrentes em seus textos ao longo de mais de setenta anos de carreira, mas sem conseguir concatená-los com a coerência de costume. E iniciaria seu discurso – antes de qualquer pergunta do jornalista – criticando a desigualdade social de Brasília, segundo seu entendimento refletida na exclusão dos pobres do Plano Piloto. Entretanto, quando perguntado sobre a relação da Praça da Soberania com a solução do problema da desigualdade, o arquiteto diria que a ela era <em>indispensável</em>, por faltar a Brasília <em>uma praça importante, como em todas as cidades do mundo existe</em>. Ao ser questionado sobre a alteração no Plano Piloto representada pela obra, o arquiteto afirmava que <em>ali é o lugar certo, não está perturbando nada.</em> Em dois momentos, Niemeyer se justifica pela sua própria importância e pela importância de seus defensores (Italo, Glauco, Lelé, Jayme Zettel). Se a defesa com evasivas e argumentos de autoridade decepcionava, os ataques do arquiteto na entrevista surpreenderiam. Inicialmente, Niemeyer atacava o tombamento da cidade (o mesmo tombamento que lhe garantia a contratação por <em>notória especialização</em>): <em>uma cidade não pode ser tombada porque sempre aparecem modificações.</em> Em seguida, atacaria a Plataforma Rodoviária, projeto de Lucio Costa constante já Plano Piloto original, que articula o cruzamento entre os Eixos Monumental e Rodoviário: <em>a rodoviária não é um prédio importante. O que caracteriza Brasília são os palácios. </em>É desnecessário assinalar que o ataque de Niemeyer à cidade e ao seu tombamento não contariam a seu favor perante a opinião pública. Mais que isso, afirmar que a cidade mais monumental do país carece de uma praça monumental soava no mínimo curioso. Afinal, apenas no Eixo Monumental, há a Praça do Buriti, a praça da Torre de Televisão, as praças elevadas da própria Plataforma Rodoviárias e, evidentemente, a Praça dos Três Poderes. Além disso, Brasília possui praças gigantescas projetadas por Burle-Marx praticamente em desuso, como a Praça de Portugal – junto ao Setor de Embaixadas – e a Praça Duque de Caxias – no Setor Militar Urbano. A entrevista havia, ao fim e ao cabo, encurralado o arquiteto contra seus próprios argumentos.</p>
<p align="justify">Enquanto isso, no mesmo dia, o arquiteto e ex-professor da FAU-UnB, Ricardo Farret, publicava na <em>revista mdc</em> o pequeno texto <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/02/espaco-publico-e-imaginario-social/"><em>Espaço público e imaginário social</em></a>,<a name="_ftnref57_9037" href="#_ftn57_9037">[57]</a> em que comentava o surpreendente desenrolar público do debate, relembrava polêmicas análogas que ele mesmo tivera a oportunidade de travar com Oscar Niemeyer (quando da reforma da Catedral Metropolitana de Brasília), e sobretudo apontava para o fato de que <em>o Governo do Distrito Federal está se especializando em apresentar propostas urbanísticas por meio da imprensa, sem que se saiba as suas razões e grau de prioridades. Estão aí o Plano Lerner, a retomada do Projeto Orla, para citar só dois exemplos.</em> A oportuna lembrança de Farret trazia à tona um dos problemas mais prementes na preservação do Plano Piloto de Brasília: a ausência de um Plano Diretor ou de um Plano de Preservação claro.<a name="_ftnref58_9037" href="#_ftn58_9037">[58]</a></p>
<p align="justify">As respostas à entrevista de Niemeyer começaram a vir à tona no dia 4 de fevereiro. A <em>revista mdc</em> publicou em sua seção <em>Ensaio e Pesquisa </em>o texto de Andrey Schlee <em><a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/a-praca-do-maquis/">A praça do ‘maquis’</a>.</em><a name="_ftnref59_9037" href="#_ftn59_9037">[59]</a><em> </em>Tratava-se de um trabalho escrito um ano e meio antes para apresentação em um seminário em que o pesquisador apresentava a Praça dos Três Poderes em seu desenho original de Lucio Costa – como platô construído frente à paisagem natural do cerrado –, bem como as origens deste desenho em fortificações e praças coloniais implantadas à beira do mar. Em seguida, demonstrava como as sucessivas adições de edifícios como o Panteão da Pátria, o anexo do STF e a Procuradoria-Geral da República vinham <em>liquidando com o cerrado e descaracterizando a praça</em>. A publicação do texto pela revista era claramente uma resposta à afirmativa de que a cidade necessitava de uma nova praça. Schlee publicou simultaneamente um novo texto de opinião, intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/nao-se-preocupe-em-entender/"><em>Não se preocupe em entender</em></a>,<a name="_ftnref60_9037" href="#_ftn60_9037">[60]</a> retornando a uma interpretação da Praça da Soberania e do Complexo Cultural da República como expressões de uma arquitetura concebida com <em>nada de detalhes, nada de filigranas</em> por razões puramente plásticas, artísticas. O pesquisador partia de um paralelo com as imagens dos quadros de De Chirico para evidenciar a aridez das plataformas de concreto carentes de paisagismo em Brasília, onde <em>as</em> <em>coisas estão dispensadas de lógica funcional e situadas no mágico sossego de seu isolamento</em>.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090204-cb-01.jpg"><img class="alignright size-large wp-image-3642" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Niemeyer desiste da praça na Esplanada" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090204-cb-01.jpg?w=291&#038;h=491" alt="Niemeyer desiste da praça na Esplanada" width="291" height="491" /></a>As refinadas críticas de Andrey Schlee infelizmente ficariam apenas como registro histórico. O debate propriamente dito havia sido concluído na edição do <em>Correio Braziliense</em> daquele mesmo dia, com a manchete – sobre uma foto do arquiteto – ocupando toda a primeira página do jornal: <em>Niemeyer desiste da praça na esplanada.</em><a name="_ftnref61_9037" href="#_ftn61_9037">[61]</a> A <em>capitulação</em> foi publicada dentro de uma reportagem de Nahima Maciel,<a name="_ftnref62_9037" href="#_ftn62_9037">[62]</a> com o pequeno texto de Niemeyer intitulado <em><a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/decisao/">Decisão</a>.</em><a name="_ftnref63_9037" href="#_ftn63_9037">[63]</a> Nele, o arquiteto reafirmava seus argumentos em favor do projeto e relembrava a <em>solidariedade</em> de seus amigos, como Lelé.<em> </em>Em que pesasse a segurança em suas propostas Niemeyer lera<em> nos jornais que o governador José Roberto Arruda, por falta de verba e de tempo, reconhecia ser agora impossível realizar a construção da praça que tanto desejava. </em>Daí a desistência do debate. Em todo caso, <em>o projeto continuaria a ser desenvolvido normalmente, na esperança, quem sabe, de um dia a sua realização tornar a ser cogitada.</em> Entretanto, as declarações do governador não eram fato novo. Tudo leva a crer que a desistência certamente ocorrera em função da repercussão negativa da entrevista na <em>Folha.</em> Além disso, era um <em>alívio</em> para Niemeyer poder voltar a seus afazeres cotidianos.</p>
<p align="justify">Nos dias que se seguiram, muitos dos que vinham debatendo compartilharam do alívio com o fim do debate, elogiando no <em>Correio</em> a decisão do arquiteto. No dia 5 o jornal fez um apanhado de declarações dos envolvidos na querela.<a name="_ftnref64_9037" href="#_ftn64_9037">[64]</a> No dia seguinte, Maria Elisa Costa ainda reforçaria uma defesa talvez preparada na segunda-feira, afirmando que <em>a Esplanada já tem sua praça:</em> a plataforma Rodoviária.<a name="_ftnref65_9037" href="#_ftn65_9037">[65]</a> Um toque final de humor ainda foi acrescentado com a divulgação,<a name="_ftnref66_9037" href="#_ftn66_9037">[66]</a> no sábado 7 de fevereiro, de que o carnavalesco Joãosinho Trinta havia proposto a Niemeyer a realização de um <a title="Ler a notícia" href="http://mdc.arq.br/2009/02/07/esplanada-em-transe/">carro alegórico da Praça da Soberania</a>, a ser colocado em evolução da Escola de Samba Beija-Flor em 2010. No carro, todos os ex-presidentes ainda vivos seriam convidados a desfilar como destaques.</p>
<p align="justify">No domingo, dia 8 de fevereiro, foram ainda publicados no caderno de cultura do jornal <em>Estado de São Paulo</em> um texto de Hugo Segawa – provavelmente escrito antes do fim da polêmica – intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/09/por-um-olhar-desimpedido/"><em>Por um olhar desimpedido</em></a>,<a name="_ftnref67_9037" href="#_ftn67_9037">[67]</a> acompanhado por uma <a title="Ler a matéria" href="http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup320118,0.htm">entrevista do diplomata André Corrêa do Lago</a>. O historiador Segawa fazia uma retrospectiva histórica da Esplanada e da Plataforma Rodoviária, retomando seus valores fundamentais, expressados na legislação vigente do patrimônio, concluindo que <em>se a Praça da Soberania viesse a soerguer-se no local originalmente planejado, o viajante não mais vislumbraria o eixo monumental. Veria a fachada envidraçada do Memorial dos Presidentes.</em> A entrevista do diplomata Corrêa do Lago,<a name="_ftnref68_9037" href="#_ftn68_9037">[68]</a> permeada pelo mesmo espírito encomiástico que vinha dominando as matérias realizadas após a <em>decisão</em> de Niemeyer, continha uma sentença premonitória: <em>os gênios jamais jogam a toalha.</em><strong> </strong></p>
<p align="justify">Salvo manifestações esporádicas já fora do calor da disputa, pouco se falaria da Praça da Soberania nos meses seguintes. A pedido dos editores da <em>revista mdc</em>, Cláudio Queiroz escreveria um arrazoado sobre a praça, intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/02/17/a-praca-da-soberania-assertivas/"><em>Praça da Soberania &#8211; assertivas</em></a>,<a name="_ftnref69_9037" href="#_ftn69_9037">[69]</a> explicando suas declarações feitas em entrevistas durante o debate. Para Queiroz, o projeto era um <em>gesto finalístico </em>destinado a promover <em>a restauração da própria Esplanada e de suas principais visuais</em>, em que a própria verticalidade das torres do Congresso estariam <em>intimidadas, em presença das principais edificações dos setores bancários e hoteleiros</em>. O obelisco cumpriria ainda a função de <em>restaurar</em>, por <em>contraste arquitetônico</em> a <em>volumetria do centro cívico face a linearidade elegante da Rodoviária </em>restabelecendo <em>a totalidade urbana, anteriormente marcante, pela ligação virtual com a Torre de TV, cuja expressão, valor e significado diluíram-se, após a evolução conclusiva dos setores hoteleiros e bancário.</em></p>
<p align="justify">Mas Niemeyer voltara a seus afazeres: realizava novos projetos, acompanhava as obras em andamento – sobretudo as de Niterói – e organizara mais um livro com uma coletânea de seus trabalhos recentes, a ser lançado na galeria de sua filha, Ana Maria, no final de maio. Um pouco antes do lançamento, o arquiteto gentilmente convidou os professores e estudantes da UnB para realizar uma visita às obras de Niterói, onde ele daria uma palestra sobre seu trabalho. O convite, feito por João Filgueiras Lima, foi aceito pelos acadêmicos, que no dia 29 de maio eram recebidos por Niemeyer no <em>Caminho </em>que leva o seu nome na cidade fluminense.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2673" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="Soberania-Perspectiva-1" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-1.jpg?w=300&#038;h=149" alt="Soberania-Perspectiva-1" width="300" height="149" /></a>No final da palestra, Niemeyer apresentou seu projeto para a Praça da Soberania, na verdade nada menos que <a title="Ver a notícia" href="http://mdc.arq.br/2009/05/29/oscar-niemeyer-propoe-segundo-projeto-para-a-praca-da-soberania/">uma nova proposta</a>, também era publicada na edição do Correio Braziliense daquele dia com a manchete <em>Niemeyer muda Praça da Soberania.</em><a name="_ftnref70_9037" href="#_ftn70_9037">[70]</a> No projeto, o obelisco, com a mesma forma mas com cinquenta metros a menos, ficava deslocado do eixo da Esplanada. O <em>Memorial do Cinquentenário</em> e o <em>Memorial dos Presidentes</em> eram deslocados para as laterais do canteiro central dois blocos longitudinais – um curvo, com uma marquise, e outro reto, elevado sobre pilotis. Na mesma semana ainda havia sido lançado o quarto número da revista <em>Nosso Caminho,</em> que Niemeyer e sua esposa vinham editando desde 2008, em que o arquiteto publicava a nova versão do projeto.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2675" style="border:0 none;" title="Soberania-Perspectiva-2" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-2.jpg?w=640&#038;h=132" alt="Soberania-Perspectiva-2" width="640" height="132" /></a></p>
<p align="justify">No dia seguinte, o <em>Correio Braziliense </em>publicava uma matéria de uma página sobre a visita do grupo da UnB ao Rio no dia da apresentação do projeto.<a name="_ftnref71_9037" href="#_ftn71_9037">[71]</a> Uma foto, de autoria do Secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, mostrava os estudantes e professores em volta do arquiteto, e o texto jornalístico de Diego Amorim e Gizella Rodrigues – com títulos como <em>A praça não interfere no Plano Piloto </em>e <em>Espaço a ser completado</em> – dava a entender que havia consenso sobre o a nova proposta. Aos olhos da opinião pública, o projeto teria obtido a aprovação de alguns de seus maiores críticos: os professores da UnB. Era uma verdadeira <em>ação coordenada</em> de Niemeyer para apresentar e aprovar publicamente seu projeto quatro meses após o fim da polêmica inicial.</p>
<p align="justify"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090530-soberania-cb.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3639" style="border:0 none;margin-left:10px;margin-right:10px;" title="A praça não interfere no Plano Piloto" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090530-soberania-cb.jpg?w=300&#038;h=300" alt="A praça não interfere no Plano Piloto" width="300" height="300" /></a>O texto explicativo que acompanhava o projeto não foi publicado no jornal, embora estivesse exposto na galeria de Ana Maria Niemeyer no Rio de Janeiro. Seu título, não menos afirmativo, era: <em>Uma modificação irrecusável.</em> Nele, o arquiteto explicava como havia alterado o projeto em função das críticas recebidas, conforme ele mesmo dava a entender em sua entrevista no <em>Correio: Encontrei uma forma de conduzir melhor o trabalho. Coincidentemente, alguns pontos correspondem à questão de visibilidade que eles (arquitetos que criticaram o projeto) tanto defenderam.</em>Tudo indicava que o debate seria reacendido, caso o próprio governador José Roberto Arruda não houvesse colocado uma pá de cal no assunto. No dia 31 de maio, domingo, na capa do <em>Correio </em>constava a nota<em>:</em> <em>governador diz que, por falta de recursos, obra não será construída na sua gestão.</em><a name="_ftnref72_9037" href="#_ftn72_9037">[72]</a></p>
<p align="justify">Não obstante, dez dias depois o presidente do IAB-BA, Paulo Ormindo Azevedo – referência nacional na área de patrimônio histórico – publicaria na <em>revista mdc</em> o texto intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/06/10/niemeyer-nao-dorme-nos-louros/"><em>Niemeyer não dorme nos louros&#8230;</em></a><a name="_ftnref73_9037" href="#_ftn73_9037">[73]</a> Para Azevedo, a reação crítica à proposta de Niemeyer fora<em> movida em grande parte por uma dissimulada “oscar-jeriza”</em>. O arquiteto fazia coro com Cláudio Queiroz, classificando a obra de <em>um </em><em>complemento e uma correção, </em>e traçando um paralelo entre o obelisco do cinqüentenário e o monumento a George Washington, no <em>mall </em>da capital norte-americana. Azevedo desloca ainda o problema da área do patrimônio histórico, afirmando que, <em>se nas décadas de 1940 a 1960 tivéssemos a burocracia preservacionista que temos hoje no plano federal e estadual, não seria construída a Pampulha.</em></p>
<p align="justify">Na semana seguinte, também na <em>revista mdc</em>, o arquiteto e pesquisador da FAU-UnB, Eduardo Rossetti, publicaria na <em>revista mdc</em> o último texto especializado de que temos notícia sobre o assunto, intitulado <a title="Ler o artigo" href="http://mdc.arq.br/2009/06/17/oscar-niemeyer-alem-da-cronica-de-uma-praca-anunciada/"><em>Oscar Niemeyer além da crônica de uma praça anunciada</em></a>.<a name="_ftnref74_9037" href="#_ftn74_9037">[74]</a> Rossetti parte de um breve histórico sobre a polêmica da praça, para concluir que, ao fazer uma nova proposta, o arquiteto simplesmente fizera questão de dar <em>a última palavra</em> sobre o assunto. A partir da praça, era feita então uma avaliação panorâmica da produção recente de Niemeyer, com programas cada vez maiores e mais complexos e soluções mais simples, em que <em>Niemeyer assinala a permanência de suas estratégias projetuais, especulando, depurando, reforçando e ampliando o seu reconhecido repertório formal.</em> Para Rossetti, entretanto, a ênfase na questão formal era um reducionismo em si mesma, concluindo que <em>em meio às decisões excludentes e às subordinações que regem o ato de projetar — ou seja, elaborar a invenção arquitetônica — a forma continua a ser a questão fundamental que Oscar Niemeyer propõe e deixa a todo o campo, para além da crônica de uma praça anunciada, efetivamente</em>.<em> </em></p>
<p align="justify">Os demais polemistas entretanto pareciam ter acompanhado a declaração de Sylvia Ficher sobre o assunto: <em>Não faz mais sentido eu ficar dando opinião, dizendo se o projeto é bom ou ruim, se melhorou ou piorou. Quem tem que decidir se vai ou não fazer é o Iphan e o GDF.</em><a name="_ftnref75_9037" href="#_ftn75_9037">[75]</a><em> </em>De fato, o debate aparentemente retornou para as esferas da arquitetura e da Administração Pública. Até o presente momento, em todo caso, não se tem notícia de qualquer encaminhamento do projeto para avaliação pelos órgãos de patrimônio.</p>
<p align="justify">A rigor, o debate sobre a Praça da Soberania evidenciou o longo caminho a ser percorrido pelo campo arquitetônico brasileiro até que se possa realizar um debate público efetivo sobre seus valores. O primeiro problema foi a dificuldade em definir o que deveria ser discutido. A questão das contratações de projetos de obras públicas sem licitação ou concurso – o cerne da crítica inicial de Sylvia Ficher – parece continuar sendo um tabu no campo da arquitetura.</p>
<p align="justify">Um segundo problema aparente é a incompreensão generalizada em nosso meio sobre os processos de contratação da Administração Pública, e frequentemente em debates sobre o tema os argumentos passam pelo viés do juízo de valor pessoal sobre a qualidade da obra do arquiteto ou dos arquitetos em questão. O personalismo, os privilégios e idolatrias herdados dos oligopólios coloniais parecem persistir entre nós mesmo no trato da coisa pública. E mesmo ao discutir valores que, até por uma questão de autonomia de campo, deveriam ser tratados de maneira sistemática, arrazoada e demorada, os arquitetos e gestores públicos preferem arriscar-se a declarar publicamente suas opiniões particulares imediatas sobre temas em que deveriam se manifestar como técnicos e como administradores do espaço público – mais que como políticos.</p>
<p align="justify">Em todo caso, é através da prática saudável do debate público, como o que teve início na Praça da Soberania – e não das negociatas a portas fechadas – que se pavimenta o caminho necessário para a construção de um campo arquitetônico mais republicano e de arquitetos mais envolvidos com sua própria cidadania que com questões endógenas. Esperamos todos que este tenha sido apenas o início de uma série de discussões que podem passar a ter lugar a cada grande obra pública. Os meios de comunicação estão abertos para isso e a população está desejosa de discutir a construção de suas cidades. Resta saber da disposição dos arquitetos para o debate.</p>
<div>
<hr size="1" /></div>
<h3><strong>notas</strong></h3>
<p align="justify"><a name="_ftn1_9037" href="#_ftnref1_9037">[1]</a> Texto apresentado em setembro de 2009 no 8º Seminário Docomomo Brasil, na mesa <em>Brasília: cidade real, cidade tombada, </em>objetivando realizar uma síntese da polêmica, dando a conhecer ao público nacional o seu desenrolar local.</p>
<p align="justify"><a name="_ftn2_9037" href="#_ftnref2_9037">[2]</a> Miranda, “Novo marco na esplanada.” e Macedo, “Brasília: Oscar Niemeyer projeta nova praça na Esplanada dos Ministérios.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn3_9037" href="#_ftnref3_9037">[3]</a> Mader, “Novo bairro aproveita lições do laboratório &#8211; Entrevista: Paulo Zimbres.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn4_9037" href="#_ftnref4_9037">[4]</a> Mader, “Presente verde.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn5_9037" href="#_ftnref5_9037">[5]</a> Toscano, “Começa em 15 dias obra da nova rodoviária.” e Reis, “Terminal Rodoviário de Brasília.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn6_9037" href="#_ftnref6_9037">[6]</a> Campos, “Complexo substituirá o Buritinga em 2009.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn7_9037" href="#_ftnref7_9037">[7]</a> Naves, “Sinal Verde.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn8_9037" href="#_ftnref8_9037">[8]</a> Correio Braziliense, “A capital do futebol.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn9_9037" href="#_ftnref9_9037">[9]</a> Niemeyer, <em>As curvas do tempo</em>, 111.</p>
<p align="justify"><a name="_ftn10_9037" href="#_ftnref10_9037">[10]</a> IPHAN, <em>Portaria n.314, de 08 de outubro de 1992</em> (Art.8º, §3º)</p>
<p align="justify"><a name="_ftn11_9037" href="#_ftnref11_9037">[11]</a> Ficher, “Oscar Niemeyer e Brasília : criador versus criatura.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn12_9037" href="#_ftnref12_9037">[12]</a> Ficher, “Oscar Niemeyer e Brasília : criador versus criatura.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn13_9037" href="#_ftnref13_9037">[13]</a> Gaspari, “A praça da soberania de Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn14_9037" href="#_ftnref14_9037">[14]</a> Niemeyer, “Quando a verdade se impõe.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn15_9037" href="#_ftnref15_9037">[15]</a> Holanda, “A praça do espanto.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn16_9037" href="#_ftnref16_9037">[16]</a> Magalhães acabara de concluir um mestrado sobre a obra de um dos colaboradores de Niemeyer: o arquiteto Milton Ramos.</p>
<p align="justify"><a name="_ftn17_9037" href="#_ftnref17_9037">[17]</a> Magalhães, “Pela soberania do vazio.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn18_9037" href="#_ftnref18_9037">[18]</a> Freitas, “Niemeyer versus Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn19_9037" href="#_ftnref19_9037">[19]</a> Cf. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-56">http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-56</a></p>
<p align="justify"><a name="_ftn20_9037" href="#_ftnref20_9037">[20]</a> Ouroussoff, “Even if his own work isn’t broken, a brazilian architect fixes it.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn21_9037" href="#_ftnref21_9037">[21]</a> Francisconi e Ficher, “Verso e reverso em Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn22_9037" href="#_ftnref22_9037">[22]</a> Niemeyer, “A nova praça para Brasília.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn23_9037" href="#_ftnref23_9037">[23]</a> Campos, “Mensagem ao arquiteto Oscar Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn24_9037" href="#_ftnref24_9037">[24]</a> Campello, “Praça da Soberania.” e Campello, “A Praça de Niemeyer em Brasília.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn25_9037" href="#_ftnref25_9037">[25]</a> Correio Braziliense, “Praça na Esplanada inflama Brasília.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn26_9037" href="#_ftnref26_9037">[26]</a> Freitas, “Soberana Brasília.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn27_9037" href="#_ftnref27_9037">[27]</a> Freitas, “Niemeyer, 101 anos, 66 obras.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn28_9037" href="#_ftnref28_9037">[28]</a> Freitas, “Concepções divergentes.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn29_9037" href="#_ftnref29_9037">[29]</a> Costa, “Carta de Maria Elisa Costa a Oscar Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn30_9037" href="#_ftnref30_9037">[30]</a> Para desenvolvimento deste tema, Cf. Pessoa, “Brasília e o tombamento de uma idéia.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn31_9037" href="#_ftnref31_9037">[31]</a> Macedo, “Projeto da Praça da Soberania será investigado pelo Ministério Público.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn32_9037" href="#_ftnref32_9037">[32]</a> Carvalho, “Projeto de praça de Niemeyer para Brasília é ilegal, diz Iphan.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn33_9037" href="#_ftnref33_9037">[33]</a> IPHAN, <em>Portaria n.314, de 08 de outubro de 1992</em> (art.3º, V)</p>
<p align="justify"><a name="_ftn34_9037" href="#_ftnref34_9037">[34]</a> Lima, “Mais uma obra-prima.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn35_9037" href="#_ftnref35_9037">[35]</a> Cf. Niemeyer, “Criticada a arquitetura brasileira : fala Oscar.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn36_9037" href="#_ftnref36_9037">[36]</a> Schlee, “De obeliscos e espetos ou &#8216;Para se espantar e curtir&#8217;.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn37_9037" href="#_ftnref37_9037">[37]</a> Ribeiro, “Cavalos de Tróia.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn38_9037" href="#_ftnref38_9037">[38]</a> Correio Braziliense, “Niemeyer na trincheira.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn39_9037" href="#_ftnref39_9037">[39]</a> Veleda, “Niemeyer assume a defesa do seu projeto.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn40_9037" href="#_ftnref40_9037">[40]</a> Não se confunda Carlos Magalhães, colaborador de Niemeyer desde a década de 1950 com Carlos Henrique Magalhães, o jovem pesquisador a escrever <em>Pela soberania do vazio.</em></p>
<p align="justify"><a name="_ftn41_9037" href="#_ftnref41_9037">[41]</a> Correio Braziliense, “Debate sobre praça chega ao Planalto.” e Veleda, “Arruda quer opinião de Lula sobre a praça.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn42_9037" href="#_ftnref42_9037">[42]</a> Notícia apagada dos arquivos do website.</p>
<p align="justify"><a name="_ftn43_9037" href="#_ftnref43_9037">[43]</a> Para um desenvolvimento desse tema, veja-se a seção <em>Teoria </em>em: Pereira, <em>Arquitetura, texto e contexto</em>, 148-153</p>
<p align="justify"><a name="_ftn44_9037" href="#_ftnref44_9037">[44]</a> Cf. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-158">http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/#comment-158</a></p>
<p align="justify"><a name="_ftn45_9037" href="#_ftnref45_9037">[45]</a> Campofiorito, “Quando o novo não desfigura o moderno.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn46_9037" href="#_ftnref46_9037">[46]</a> Expressão do crítico de arte Mario Pedrosa em: Pedrosa, “O depoimento de Oscar Niemeyer &#8211; II,” 294</p>
<p align="justify"><a name="_ftn47_9037" href="#_ftnref47_9037">[47]</a> Correio Braziliense, “A briga está boa.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn48_9037" href="#_ftnref48_9037">[48]</a> Niemeyer, “Uma explicação necessária.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn49_9037" href="#_ftnref49_9037">[49]</a> Tecles, “Niemeyer contra-ataca.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn50_9037" href="#_ftnref50_9037">[50]</a> Ramos, “Um parque na Esplanada.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn51_9037" href="#_ftnref51_9037">[51]</a> Tecles, “Obelisco em Taguatinga.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn52_9037" href="#_ftnref52_9037">[52]</a> Niemeyer, “Contraste incômodo.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn53_9037" href="#_ftnref53_9037">[53]</a> Arruda, “A boa polêmica.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn54_9037" href="#_ftnref54_9037">[54]</a> Maciel, “Proposta de comissão divide os arquitetos.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn55_9037" href="#_ftnref55_9037">[55]</a> Castro, “Breves notas sobre a Praça da Soberania.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn56_9037" href="#_ftnref56_9037">[56]</a> Menchen e Niemeyer, “Oscar Niemeyer: tombamento de Brasília é uma besteira.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn57_9037" href="#_ftnref57_9037">[57]</a> Farret, “Espaço público e imaginário social « mdc . revista de arquitetura e urbanismo.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn58_9037" href="#_ftnref58_9037">[58]</a> Produto atualmente em elaboração por um escritório gaúcho de planejamento contratado por licitação de técnica e preço pelo GDF.</p>
<p align="justify"><a name="_ftn59_9037" href="#_ftnref59_9037">[59]</a> Schlee, “A praça do maquis.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn60_9037" href="#_ftnref60_9037">[60]</a> Schlee, “Não se preocupe em entender.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn61_9037" href="#_ftnref61_9037">[61]</a> Correio Braziliense, “Niemeyer desiste da praça na Esplanada.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn62_9037" href="#_ftnref62_9037">[62]</a> Maciel, “Niemeyer abre mão da polêmica praça.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn63_9037" href="#_ftnref63_9037">[63]</a> Niemeyer, “Decisão.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn64_9037" href="#_ftnref64_9037">[64]</a> Sallum, “Elogios à decisão de Niemeyer.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn65_9037" href="#_ftnref65_9037">[65]</a> Freitas e Rebello, “A Esplanada já tem sua praça.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn66_9037" href="#_ftnref66_9037">[66]</a> Correio Braziliense, “E a praça de Niemeyer pode parar na Sapucaí&#8230;.” e Macedo, “Esplanada em transe : Praça da Soberania será carro alegórico no carnaval de 2010.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn67_9037" href="#_ftnref67_9037">[67]</a> Segawa, “Por um olhar desimpedido.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn68_9037" href="#_ftnref68_9037">[68]</a> Greenhalg, Gama, e Lago, “Os gênios jamais jogam a toalha &#8211; Estadao.com.br.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn69_9037" href="#_ftnref69_9037">[69]</a> Queiroz, “A Praça da Soberania : assertivas.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn70_9037" href="#_ftnref70_9037">[70]</a> Correio Braziliense, “Niemeyer muda Praça da Soberania.” e Dubeux e Niemeyer, “Uma nova praça &#8211; entrevista.” e Macedo, “Oscar Niemeyer propõe segundo projeto para a Praça da Soberania.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn71_9037" href="#_ftnref71_9037">[71]</a> Rodrigues, “Praça muda, polêmica não.” e Amorim e Rodrigues, “A praça não interfere no Plano Piloto.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn72_9037" href="#_ftnref72_9037">[72]</a> Mader e Borges, “Praça de Niemeyer sai dos planos.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn73_9037" href="#_ftnref73_9037">[73]</a> Azevedo, “Niemeyer não dorme nos louros… « mdc . revista de arquitetura e urbanismo.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn74_9037" href="#_ftnref74_9037">[74]</a> Rossetti, “Oscar Niemeyer além da crônica de uma praça anunciada.”</p>
<p align="justify"><a name="_ftn75_9037" href="#_ftnref75_9037">[75]</a> Rodrigues, “Praça muda, polêmica não.”</p>
<hr size="1" />
<h3><strong>referências bibliográficas</strong></h3>
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<p align="justify">Arruda, José Roberto. “A boa polêmica.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 1, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">Azevedo, Paulo Ormindo de. “Niemeyer não dorme nos louros… « mdc . revista de arquitetura e urbanismo.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Junho 10, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/02/espaco-publico-e-imaginario-social/">http://mdc.arq.br/2009/06/10/niemeyer-nao-dorme-nos-louros/</a>.</p>
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<p align="justify">———. “Quando o novo não desfigura o moderno.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 1, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/01/quando-o-novo-nao-desfigura-o-moderno/">http://mdc.arq.br/2009/02/01/quando-o-novo-nao-desfigura-o-moderno/</a>.</p>
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<p align="justify">Campos, Igor. “Mensagem ao arquiteto Oscar Niemeyer.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 24, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">———. “Mensagem ao arquiteto Oscar Niemeyer « mdc . revista de arquitetura e urbanismo.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 25, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/25/mensagem-ao-arquiteto-oscar-niemeyer/">http://mdc.arq.br/2009/01/25/mensagem-ao-arquiteto-oscar-niemeyer/</a>.</p>
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<p align="justify">Castro, Reginaldo de. “Breves notas sobre a Praça da Soberania.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 2, 2009, seç. Cidades.</p>
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<p align="justify">Correio Braziliense. “A briga está boa.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 30, 2009, seç. Capa.</p>
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<p align="justify">———. “E a praça de Niemeyer pode parar na Sapucaí&#8230;.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 7, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Niemeyer desiste da praça na Esplanada.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 4, 2009, seç. Capa.</p>
<p align="justify">———. “Niemeyer muda Praça da Soberania.” <em>Correio Braziliense</em>, Maio 29, 2009, seç. Capa.</p>
<p align="justify">———. “Niemeyer na trincheira : &#8220;não abro mão&#8221;.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 28, 2009, seç. Capa.</p>
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<p align="justify">Dubeux, Ana, e Oscar Niemeyer. “Uma nova praça &#8211; entrevista.” <em>Correio Braziliense</em>, Maio 29, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Farret, Ricardo. “Espaço público e imaginário social « mdc . revista de arquitetura e urbanismo.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 2, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/02/espaco-publico-e-imaginario-social/">http://mdc.arq.br/2009/02/02/espaco-publico-e-imaginario-social/</a>.</p>
<p align="justify">Ficher, Sylvia. “Oscar Niemeyer e Brasília : criador versus criatura.” <em>Portal Vitruvius &#8211; Minha cidade</em>, 1, 2009.</p>
<p align="justify">———. “Oscar Niemeyer e Brasília : criador versus criatura.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 12, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/">http://mdc.arq.br/2009/01/12/oscar-niemeyer-e-brasilia-criador-versus-criatura/</a>.</p>
<p align="justify">Francisconi, Jorge Guilherme, e Sylvia Ficher. “Verso e reverso em Niemeyer.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 21, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">Freitas, Conceição. “Caro Oscar.” <em>Correio Braziliense</em>, Maio 30, 2009, seç. Crônica da Cidade.</p>
<p align="justify">———. “Carta ao doutor Oscar.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 6, 2009, seç. Crônica da Cidade.</p>
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<p align="justify">Greenhalg, Laura, Rinaldo Gama, e André Corrêa do Lato Lago. “Os gênios jamais jogam a toalha &#8211; Estadao.com.br.” <em>O Estado de São paulo</em>, Fevereiro 7, 2009, seç. Aliás. <a href="http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup320118,0.htm">http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup320118,0.htm</a>.</p>
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<p align="justify">IPHAN. <em>Portaria n.314, de 08 de outubro de 1992</em>, 1992. <a href="http://www.iphan.gov.br">http://www.iphan.gov.br</a>.</p>
<p align="justify">Lima, João Filgueiras da Gama. “Mais uma obra-prima.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 27, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Mais uma obra-prima.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 29, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/29/mais-uma-obra-prima/">http://mdc.arq.br/2009/01/29/mais-uma-obra-prima/</a>.</p>
<p align="justify">Lima, Rubem Azevedo. “Oscar Niemeyer.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 9, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">Macedo, Danilo Matoso. “Brasília: Oscar Niemeyer projeta nova praça na Esplanada dos Ministérios.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 10, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/10/brasilia-oscar-niemeyer-projeta-nova-praca-na-esplanada-dos-ministerios/">http://mdc.arq.br/2009/01/10/brasilia-oscar-niemeyer-projeta-nova-praca-na-esplanada-dos-ministerios/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Esplanada em transe : Praça da Soberania será carro alegórico no carnaval de 2010.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 7, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/07/esplanada-em-transe/">http://mdc.arq.br/2009/02/07/esplanada-em-transe/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Oscar Niemeyer propõe segundo projeto para a Praça da Soberania : quatro meses após desistir do debate sobre a Praça da Soberania, o arquiteto realiza nova proposta para o mesmo local..” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Maio 29, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/05/29/oscar-niemeyer-propoe-segundo-projeto-para-a-praca-da-soberania/">http://mdc.arq.br/2009/05/29/oscar-niemeyer-propoe-segundo-projeto-para-a-praca-da-soberania/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Projeto da Praça da Soberania será investigado pelo Ministério Público.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 27, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/27/praca-da-soberania-sera-apurada-pelo-ministerio-publico/">http://mdc.arq.br/2009/01/27/praca-da-soberania-sera-apurada-pelo-ministerio-publico/</a>.</p>
<p align="justify">Maciel, Nahima. “Niemeyer abre mão da polêmica praça.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 4, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Proposta de comissão divide os arquitetos.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 2, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Um olhar além do Plano-Piloto.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 1, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Mader, Helena. “Novo bairro aproveita lições do laboratório &#8211; Entrevista: Paulo Zimbres.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 15, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Presente verde.” <em>Correio Braziliense</em>, Agosto 4, 2008, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Mader, Helena, e Rodolfo Borges. “Praça de Niemeyer sai dos planos.” <em>Correio Braziliense</em>, Maio 31, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Magalhães, Carlos Henrique. “Pela soberania do vazio.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 20, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/20/pela-soberania-do-vazio/">http://mdc.arq.br/2009/01/20/pela-soberania-do-vazio/</a>.</p>
<p align="justify">Marcelo, Carlos. “O direito de opinar.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 31, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">Menchen, Denise, e Oscar Niemeyer. “Oscar Niemeyer: tombamento de Brasília é uma besteira.” <em>Folha de São Paulo</em>, Fevereiro 2, 2009, seç. Brasil. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0202200913.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0202200913.htm</a>.</p>
<p align="justify">Miranda, Ricardo. “Novo marco na esplanada.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 10, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Naves, Roberto. “Sinal Verde.” <em>Correio Braziliense</em>, Abril 21, 2007, seç. Esportes.</p>
<p align="justify">Niemeyer, Oscar. “A nova praça para Brasília.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 22, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">———. “A nova praça para Brasília.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Janeiro 22, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/22/a-nova-praca-para-brasilia/">http://mdc.arq.br/2009/01/22/a-nova-praca-para-brasilia/</a>.</p>
<p align="justify">———. <em>As curvas do tempo: memórias</em>. Rio de Janeiro: Revan, 1998.</p>
<p align="justify">———. “Contraste incômodo.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 1, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Contraste incômodo.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 4, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/contraste-incomodo/">http://mdc.arq.br/2009/02/04/contraste-incomodo/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Criticada a arquitetura brasileira : fala Oscar.” <em>Módulo</em>, Março 1955.</p>
<p align="justify">———. “Decisão.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 4, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Decisão.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 4, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/decisao/">http://mdc.arq.br/2009/02/04/decisao/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Quando a verdade se impõe.” <em>Folha de São Paulo</em>, Janeiro 9, 2009, seç. Opinião. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0901200908.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0901200908.htm</a>.</p>
<p align="justify">———. “Uma explicação necessária.” <em>Correio Braziliense</em>, Janeiro 30, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Uma explicação necessária.” <em>MDC &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo</em>, Fevereiro 4, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/uma-explicacao-necessaria/">http://mdc.arq.br/2009/02/04/uma-explicacao-necessaria/</a>.</p>
<p align="justify">Oliveira, José Fernando Aparecido de. “A Praça da Soberania e o futuro de Brasília.” <em>Correio Braziliense</em>, Fevereiro 18, 2009, seç. Opinião.</p>
<p align="justify">Ouroussoff, Nicolai. “Even if his own work isn’t broken, a brazilian architect fixes it.” <em>New York Times</em>, Dezembro 26, 2007, seç. Architecture. <a href="http://www.nytimes.com/2007/12/26/arts/design/26niem.html?_r=1">http://www.nytimes.com/2007/12/26/arts/design/26niem.html?_r=1</a>.</p>
<p align="justify">Pedrosa, Mario. “O depoimento de Oscar Niemeyer &#8211; II.” In <em>Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília</em>, organizado por Aracy Amaral, 293-295. Debates 170. São Paulo: Perspectiva, 1981.</p>
<p align="justify">Pereira, Miguel Alves. <em>Arquitetura, texto e contexto : o discurso de Oscar Niemeyer</em>. Coleção Arquitetura e urbanismo. Brasília: Unb, 1997.</p>
<p align="justify">Pessoa, José Simões Belmont. “Brasília e o tombamento de uma idéia.” São Carlos: Docomomo Brasil, 2003. <a href="http://www.docomomo.org.br">http://www.docomomo.org.br</a>.</p>
<p align="justify">Queiroz, Cláudio. “A Praça da Soberania : assertivas.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, F</em>evereiro 17, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/17/a-praca-da-soberania-assertivas/">http://mdc.arq.br/2009/02/17/a-praca-da-soberania-assertivas/</a>.</p>
<p align="justify">Ramos, Graça. “Um parque na Esplanada.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 31, 2009, seç. Caderno C.</p>
<p align="justify">Reis, Luís Antônio. “Terminal Rodoviário de Brasília.” Comercial. Rei<em>s Arquitetura.<a href="http://www.reis.arq.br/"> h</a></em><a href="http://www.reis.arq.br/">ttp://www.reis.arq.br/</a>.</p>
<p align="justify">Ribeiro, Gustavo Lins. “Cavalos de Tróia.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 28, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Cavalos de Tróia.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, J</em>aneiro 30, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/01/30/cavalos-de-troia/">http://mdc.arq.br/2009/01/30/cavalos-de-troia/</a>.</p>
<p align="justify">Rodrigues, Gizella. “Praça muda, polêmica não.” Cor<em>reio Braziliense, M</em>aio 30, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Rossetti, Eduardo Pierrotti. “Oscar Niemeyer além da crônica de uma praça anunciada.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, J</em>unho 17, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/06/17/oscar-niemeyer-alem-da-cronica-de-uma-praca-anunciada/">http://mdc.arq.br/2009/06/17/oscar-niemeyer-alem-da-cronica-de-uma-praca-anunciada/</a>.</p>
<p align="justify">Sallum, Samanta. “Elogios à decisão de Niemeyer.” Cor<em>reio Braziliense, F</em>evereiro 5, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Em defesa de &#8220;áreas limpas&#8221; na capital.” Cor<em>reio Braziliense, F</em>evereiro 3, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Schlee, Andrey Rosenthal. “A praça do maquis.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, F</em>evereiro 4, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/a-praca-do-maquis/">http://mdc.arq.br/2009/02/04/a-praca-do-maquis/</a>.</p>
<p align="justify">———. “De obeliscos e espetos ou &#8216;Para se espantar e curtir&#8217;.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, J</em>aneiro 28, 2009.<a href="http://mdc.arq.br/2009/01/28/de-obeliscos-e-espetos/"> http://mdc.arq.br/2009/01/28/de-obeliscos-e-espetos/</a>.</p>
<p align="justify">———. “Não se preocupe em entender.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, F</em>evereiro 4, 2009.<a href="http://mdc.arq.br/2009/02/04/nao-se-preocupe-em-entender/"> http://mdc.arq.br/2009/02/04/nao-se-preocupe-em-entender/</a>.</p>
<p align="justify">Segawa, Hugo M. “Por um olhar desimpedido.” O E<em>stado de São paulo, F</em>evereiro 7, 2009, seç. Aliás. <a href="http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup320119,0.htm">http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup320119,0.htm</a>.</p>
<p align="justify">———. “Por um olhar desimpedido.” MDC<em> &#8211; Revista de Arquitetura e Urbanismo, F</em>evereiro 9, 2009. <a href="http://mdc.arq.br/2009/02/09/por-um-olhar-desimpedido/">http://mdc.arq.br/2009/02/09/por-um-olhar-desimpedido/</a>.</p>
<p align="justify">Tecles, Elisa. “Niemeyer contra-ataca.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 30, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Obelisco em Taguatinga.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 31, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Tombamento não é engessamento.” Cor<em>reio Braziliense, F</em>evereiro 8, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Toscano, Izabel. “Começa em 15 dias obra da nova rodoviária.” Cor<em>reio Braziliense, A</em>gosto 14, 2008, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">Veleda, Raphael. “Arruda quer opinião de Lula sobre a praça.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 29, 2009, seç. Cidades.</p>
<p align="justify">———. “Niemeyer assume a defesa do seu projeto.” Cor<em>reio Braziliense, J</em>aneiro 28, 2009, seç. Cidades.</p>
<p><span style="color:#888888;">Agradeço a Sylvia Ficher por haver gentilmente cedido seu levantamento bibliográfico sobre o debate sobre a Praça da Soberania: mais amplo que o aqui apresentado e para o qual serviu de base.</span></p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:right;"><strong>danilo matoso macedo</strong><br />
Arquiteto e Urbanista (UFMG, 1997), Mestre em Arquitetura e Urbanismo (UFMG, 2002), Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ENAP, 2004), editor da revista <strong>mdc</strong>.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>contato</strong>: correio@danilo.arq.br | <a href="http://www.danilo.arq.br/" target="_blank">www.danilo.arq.br</a></p>
<br />Publicado emDanilo Matoso, Ensaio e pesquisa  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3607/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3607/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3607/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3607&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">editores mdc</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">soberania-perspectiva</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-perspectiva-2.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">soberania-perspectiva-2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/soberania-planta.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">soberania-planta</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090110-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Para se espantar e curtir</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090122-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">A nova praça para Brasília</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090125-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Praça na Esplanada inflama Brasília</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090127-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Gastal e Lelé</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090128-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Niemeyer na trincheira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090130-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">A briga está boa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090202-fsp-soberania.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Tombamento de Brasília é uma besteira</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090204-cb-01.jpg?w=607" medium="image">
			<media:title type="html">Niemeyer desiste da praça na Esplanada</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Soberania-Perspectiva-1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/05/soberania-perspectiva-2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Soberania-Perspectiva-2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/090530-soberania-cb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">A praça não interfere no Plano Piloto</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Internacional – Parque de Valdebebas – Madri – Espanha &#8211; resultado</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/18/concurso-internacional-%e2%80%93-parque-de-valdebebas-%e2%80%93-madri-%e2%80%93-espanha-resultado/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 05:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Internacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Madri]]></category>
		<category><![CDATA[Parque de Valdebebas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3623</guid>
		<description><![CDATA[Portugueses vencem o concurso Em março.2009 anunciamos na revista mdc o concurso internacional de paisagismo para o Parque de Valdebebas, em Madri – Espanha. Segundo as informações dos promotores do concurso, o Parque de Valdebebas é o maior projeto urbanístico da história de Madri, que surge a partir da reordenação da região norte da capital, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3623&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="height:111px;text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/03/valdebebas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2385" style="border:0 none;" title="valdebebas" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/03/valdebebas.jpg?w=300&#038;h=101" alt="valdebebas" width="300" height="101" /></a>Portugueses vencem o concurso</h4>
<p><span id="more-3623"></span></p>
<div>
<p style="text-align:justify;"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/valdebebas-01-14.jpg?w=420&amp;h=338&#038;h=338" alt="" width="420" height="338" /></p>
<p style="text-align:justify;">Em março.2009 anunciamos na revista mdc o <a title="Ver a notícia" href="http://mdc.arq.br/2009/03/03/concurso-internacional-parque-de-valdebebas-madri-espanha/" target="_blank"><strong>concurso internacional de paisagismo</strong></a> para o<strong> Parque de Valdebebas</strong>, em <strong>Madri</strong> – <strong>Espanha</strong>. Segundo as informações dos promotores do concurso, o Parque de Valdebebas é o maior projeto urbanístico da história de Madri, que surge a partir da reordenação da região norte da capital, cuja superfície engloba mais de 10,6 milhões m2. O parque está situado em região privilegiada, a apenas 10 min dsa Plaza Castilla e a 5 min do Aeroporto Barajas. O objetivo do concurso foi selecionar uma equipe multidisciplinar para o ordenamento e o desenho de um novo parque urbano, como parte do Parque de Valdebebas, com aproximadamente 80 hectares. A proposta deveria resolver as conexões e a transição entre a nova cidade e o grande parque florestal, assim como adequar o uso à escala do parque, além de aproveitar o seu grande potencial paisagístico, urbanístico, ambiental e social.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Publicamos a seguir os projetos premiados:</strong></p>
<p><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________________________</span></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/03/valdebebas-premiado-01/" target="_blank"><strong>1º lugar – <em>“Sol y sombra”</em></strong></a><br />
João Ferreira Nunes (PROAP), Carlos Infantes (Id-OPERA), Bet Figueras – Portugal.</p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/03/valdebebas-premiado-01/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/valdebebas-01-07.jpg?w=420&amp;h=138&#038;h=138" alt="" width="420" height="138" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________________________</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#000000;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/04/valdebebas-premiado-02/" target="_blank"><strong>2º lugar – <em>“el salón de valdebebas”</em></strong></a></span><br />
<span style="color:#000000;">Jerónimo Junquera García del Diestro (Junquera Arquitectos), Teresa Galí Izard e Jordi Nebot Roca – Espanha</span></span></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/04/valdebebas-premiado-02/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/valdebebas-02-07.jpg?w=420&amp;h=186&#038;h=186" alt="" width="420" height="186" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________________________</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#000000;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/12/valdebebas-premiado-03/" target="_blank"><strong>3º lugar – <em>“los jardines de valdebebas”</em></strong></a></span><br />
<span style="color:#000000;">Guido Hager (Hager International), Patrick Altermatt e Pascal Posset – Suiça</span></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#000000;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/12/valdebebas-premiado-03/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/valdebebas-03-10.jpg?w=420&amp;h=141&#038;h=141" alt="" width="420" height="141" /></a><br />
</span></span></p>
<p><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________________________</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Veja na <a href="http://www.concursoparquedevaldebebas.com/site/" target="_blank">página oficial do concurso</a> os demais projetos finalistas, menções e participantes.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Fonte: www.concursoparquedevaldebebas.com</span></p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/03/valdebebas-premiados/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
</div>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3623/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3623&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">valdebebas</media:title>
		</media:content>

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		<media:content url="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/valdebebas-01-07.jpg?w=420&#38;h=138" medium="image" />

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	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional de Idéias &#8211; Plano de reordenamento da Av. Beira-Mar &#8211; Fortaleza &#8211; CE</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/15/concurso-nacional-de-ideias-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-fortaleza-ce/</link>
		<comments>http://mdc.arq.br/2009/10/15/concurso-nacional-de-ideias-plano-de-reordenamento-da-av-beira-mar-fortaleza-ce/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 04:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: editais]]></category>
		<category><![CDATA[concursos de idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de reordenamento da Av. Beira-Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Beira-Mar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3614</guid>
		<description><![CDATA[Inscrições até 27.11.2009 Entrega dos trabalhos até: 04.12.2009 Concurso Nacional de Ideias para o Plano de Reordenamento da Av. Beira-Mar – Fortaleza – CE Objeto: Reordenamento Geral e Projetos Arquitetônicos, Urbanísticos e Paisagísticos da Avenida Beira-Mar em Fortaleza, Ceará. A faixa de intervenção corresponde a 3.050 metros da Av. Beira-Mar, indo, no sentido leste-oeste, do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3614&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://www.iabce.org.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3615 alignleft" style="border:0 none;" title="beira-mar-ce" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/beira-mar-ce.jpg?w=264&#038;h=100" alt="beira-mar-ce" width="264" height="100" /></a>Inscrições até 27.11.2009<br />
Entrega dos trabalhos até: 04.12.2009</p>
</div>
<p><span id="more-3614"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Concurso Nacional de Ideias para o Plano de Reordenamento da Av. Beira-Mar – Fortaleza – CE</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Objeto: </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Reordenamento Geral e Projetos Arquitetônicos, Urbanísticos e Paisagísticos da Avenida Beira-Mar em Fortaleza, Ceará. A faixa de intervenção corresponde a 3.050 metros da Av. Beira-Mar, indo, no sentido leste-oeste, do Mercado dos Peixes até a Av. Rui Barbosa, com largura média de 100,00 metros.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local:</strong> Fortaleza – Ceará<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tipo de Concurso: </strong>aberto, nacional, de idéias<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Promoção: </strong>Prefeitura Municipal de Fortaleza<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Organização:</strong> Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Ceará – IAB-CE</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quem pode participar:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>4.1. Poderão participar do Concurso equipes sob a responsabilidade e coordenação de um Arquiteto legalmente habilitado, em situação regular perante o respectivo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, que seja residente e domiciliado no Brasil e em dia com suas obrigações fiscais.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>4.2. Cada equipe deverá ser composta no mínimo – além do Arquiteto coordenador – por um Consultor Jurídico, um profissional qualificado em gestão ambiental e um Engenheiro de Tráfego.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Divulgação e inscrições: 09/10/2009  a 27/11/2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Consultas e esclarecimentos: 21/10/2009 a 28/11/2009</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Entrega dos trabalhos: 05/11/2009 a 04/12/2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Julgamento dos trabalhos: 10/12/2009 a 12/12/2009</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Divulgação e homologação do resultado: 22/12/2009 a 23/12/2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prêmios:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro classificado: R$ 60.000,00 (sessenta mil reais)</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo classificado: R$ 40.000,00 (quarenta mil reais)</p>
<p style="text-align:justify;">Terceiro classificado: R$ 20.000,00 (vinte mil reais)</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Outras informações:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Valor estimado do contrato: R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).</p>
<p style="text-align:justify;">Custo estimado de execução das obras: R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais)</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Para mais informações <a href="http://www.iabce.org.br/" target="_blank">acesse aqui a página oficial do concurso</a>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/12/concurso-beiramar-fortaleza/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3614/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3614/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3614/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3614/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3614/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3614/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3614/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3614/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3614/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3614/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3614&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/beira-mar-ce.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">beira-mar-ce</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Nacional – Arquitetura e Urbanização do Complexo Hotel Paineiras – Rio de Janeiro – RJ &#8211; resultado</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/04/concurso-nacional-%e2%80%93-arquitetura-e-urbanizacao-do-complexo-hotel-paineiras-%e2%80%93-rio-de-janeiro-%e2%80%93-rj-resultado/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 01:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Nacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel Paineiras]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3571</guid>
		<description><![CDATA[Concurso é vencido por equipe paulista Em junho anunciamos o Concurso para a seleção de Estudo Preliminar de Arquitetura e Urbanização para o  Complexo – Hotel Paineiras.  Trata-se de um complexo com cerca de 14.100,00 m² , que abrigará a Estação de Transferência, o Centro de Convenções e o Hotel, situado no Parque Nacional da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3571&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:127px;">
<h4 style="text-align:right;"><a href="http://www.iabrj.org.br/concursopaineiras/index.php" target="_blank"><img class="alignleft" style="border:0 none;" title="concurso-hotelpaineiras" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/06/concurso-hotelpaineiras.jpg?w=300&amp;h=117&#038;h=117" alt="concurso-hotelpaineiras" width="300" height="117" /></a>Concurso é vencido por equipe paulista</h4>
</div>
<p><span id="more-3571"></span></p>
<p style="text-align:right;"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/113-08.jpg?w=420&amp;h=169&#038;h=169" alt="" width="420" height="169" /></p>
<p style="text-align:left;">Em junho anunciamos o Concurso para a seleção de Estudo Preliminar de Arquitetura e Urbanização para o  <a href="http://mdc.arq.br/2009/06/27/concurso-nacional-arquitetura-e-urbanizacao-do-complexo-hotel-paineiras-rio-de-janeiro-rj/"><strong>Complexo – Hotel Paineiras</strong></a>.  Trata-se de um complexo com cerca de 14.100,00 m² , que abrigará a Estação de Transferência, o Centro de Convenções e o Hotel, situado no Parque Nacional da Tijuca, Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro. O concurso foi promovido pelo <strong> </strong>Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) / Ministério do Meio Ambiente e organizado pelo IAB-RJ. O concurso foi coordenado pelo arquiteto Fernando Antonio Sola de Alencar e os membros da Comissão Julgadora foram os arquitetos Luiz Fernando Donadio Janot, Gustavo Rocha-Peixoto, César Dorfman, Bruno Ferraz e Mônica Di Masi. Veja aqui a <a href="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/paineiras_julgamento_ata.pdf" target="_blank">ata dos trabalhos da comissão julgadora</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apresentamos a seguir os projetos premiados e menções.<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(clique nos links e imagens para mais informações sobre cada projeto)</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p><strong>1º Lugar:  <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/concurso-hotel-paineiras-premiado-01/" target="_blank">Estudio América – </a></strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/concurso-hotel-paineiras-premiado-01/" target="_blank"><strong>Carlos Garcia, Guilherme Lemke Motta, Lucas Fehr, Marcus Vinicius Damon, Mario Figueroa  (SP)</strong></a></p>
<p><em><strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/concurso-hotel-paineiras-premiado-01/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/113-07.jpg?w=420&amp;h=168&#038;h=168" alt="" width="420" height="168" /></a><br />
</strong></em></p>
<p><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p><strong>2º Lugar: <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/concurso-hotel-paineiras-premiado-02/" target="_blank">Cesar Shundi Iwamizu (SP) e equipe</a></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/concurso-hotel-paineiras-premiado-02/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/137-07.jpg?w=420&amp;h=220&#038;h=220" alt="" width="420" height="220" /></a><br />
</em></strong></p>
<p><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p><strong>3º Lugar: <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/01/concurso-hotel-paineiras-premiado-03/" target="_blank">Bruno Conde Basso e Filipe Gebrim Doria (SP)</a></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/01/concurso-hotel-paineiras-premiado-03/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/145-07.jpg?w=420&amp;h=321&#038;h=321" alt="" width="420" height="321" /></a><br />
</em></strong></p>
<p><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Menção – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/05/hotel-paineiras-m134/" target="_blank">João Pedro Backheuser (RJ) e equipe</a></strong></p>
<p><span style="color:#888888;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/05/hotel-paineiras-m134/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/134-07.jpg?w=420&amp;h=295&#038;h=295" alt="" width="420" height="295" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Menção – </strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/05/hotel-paineiras-m140/" target="_blank"><strong>Alexandre Hepner, Denis Cossia, João Paulo Payar, Rafael Brych e Ricardo Gonçalves (SP)</strong></a></p>
<p><span style="color:#888888;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/05/hotel-paineiras-m140/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="Perspectiva geral do conjunto" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/imagem-01.jpg?w=420&amp;h=203&#038;h=203" alt="Perspectiva geral do conjunto" width="420" height="203" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Menção – </strong><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/17/hotel-paineiras-m3-177/" target="_blank"><strong>Marcelo Souza Leão, Celso Vinícius Sales, Alba Raquel, Edílson Tavares (PE)</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/10/17/hotel-paineiras-m3-177/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="Vista Geral do Complexo" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/10/vista-geral-do-complexo.jpg?w=420&amp;h=237&#038;h=237" alt="Vista Geral do Complexo" width="420" height="237" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_______________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Fonte: IAB-RJ.</span></p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/30/hotel-paineiras-projetospremiados/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3571/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3571/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3571/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3571/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3571/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3571/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3571/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3571/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3571/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3571/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3571&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
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			<media:title type="html">concurso-hotelpaineiras</media:title>
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			<media:title type="html">Perspectiva geral do conjunto</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Vista Geral do Complexo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Centro Educativo Burle Marx &#8211; Inhotim &#8211; Brumadinho &#8211; MG</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 03:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editores mdc</dc:creator>
				<category><![CDATA[2006]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[MG]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Zasnicoff]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos e obras]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Inhotim]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Educativo Burle-Marx]]></category>

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		<description><![CDATA[Alexandre Brasil &#124; Paula Zasnicoff O Instituto Inhotim é um complexo museológico original, constituído por uma seqüência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental. Suas ações incluem, além de arte contemporânea e do meio ambiente, iniciativas nas áreas de pesquisa e de educação. É um lugar de produção de conhecimento, gerado a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3317&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:100px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-geral-da-cobertura-espelho-dagua.jpg"><img class="size-medium wp-image-3328 alignleft" style="border:0 none;" title="foto - vista geral da cobertura espelho dagua" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-geral-da-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=300&#038;h=87" alt="foto - vista geral da cobertura espelho dagua" width="300" height="87" /></a>Alexandre Brasil | Paula Zasnicoff</p>
</div>
<p><span id="more-3317"></span></p>
<p style="text-align:right;"><em>O Instituto Inhotim é um complexo museológico original, constituído por uma seqüência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental. Suas ações incluem, além de arte contemporânea e do meio ambiente, iniciativas nas áreas de pesquisa e de educação. É um lugar de produção de conhecimento, gerado a partir do acervo artístico e botânico.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Localizado em Brumadinho, a 60  quilômetros da capital mineira, possui um importante acervo de arte contemporânea e uma extensa coleção botânica. Em Inhotim, o meio ambiente convive em interação com a arte, e são o ponto de partida para o desenvolvimento de ações de caráter socioeducativo nas mais diversas áreas.</em><br />
(disponível em: <a href="http://www.inhotim.org.br/">www.inhotim.org.br</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3334" style="border:0 none;" title="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-2.jpg?w=300&#038;h=194" alt="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2" width="300" height="194" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O Instituto Inhotim, com seu acervo de arte e botânica, busca, com a construção do Centro Educativo Burle Marx, sistematizar e potencializar o caráter formador e a vocação educacional de suas atividades. Além de atender a todas as atividades de educação desenvolvidas em torno do acervo e das exposições, o programa educacional deve funcionar também como um equipamento da comunidade do entorno, oferecendo programas de formação e qualificação profissional em áreas nas quais Inhotim atua.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-cobertura-espelho-dagua.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3330" style="border:0 none;" title="foto - vista parcial cobertura espelho dagua" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=300&#038;h=183" alt="foto - vista parcial cobertura espelho dagua" width="300" height="183" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O edifício do Centro Educativo foi implantado como um elemento de organização e acesso aos grupos educativos diferenciados ao museu. Sua localização, no limite da área do museu, junto à alameda de acesso principal e próximo à recepção, potencializa esta relação.  O Centro Educativo funciona como local de chegada e partida, e estabelece, através do edifício, o percurso de acesso ao museu. Um edifício ponte sobre o lago.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-noroeste-acesso-principal.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3324" style="border:0 none;" title="foto - fachada noroeste - acesso principal" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-noroeste-acesso-principal.jpg?w=700&#038;h=241" alt="foto - fachada noroeste - acesso principal" width="700" height="241" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A praça de acesso do Centro Educativo conduz o público à área de acolhimento, onde ocorrerá a organização e direcionamento conforme as atividades dos grupos. Partindo do acolhimento pode-se acessar diretamente a biblioteca, os ateliês e também o auditório. O acesso ao museu será através da cobertura. Nela está a praça elevada, inserida sobre um grande espelho d’água no qual serão exploradas espécies botânicas ainda inexistentes em Inhotim, propiciando uma grande integração entre a arquitetura e o paisagismo.</p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-biblioteca-com-acesso-principal-ao-fundo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3332" style="border:0 none;" title="foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-biblioteca-com-acesso-principal-ao-fundo.jpg?w=300&#038;h=200" alt="foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Neste edifício a experimentação da arquitetura se funde ao exuberante paisagismo local. Tanto no percurso sobre o espelho d’água quanto nos percursos entre os diferentes programas do edifício. A circulação é feita por varandas, espaços de convívio e contemplação.</p>
<p style="text-align:justify;">A cobertura é constituída por três lajes nervuradas em concreto aparente, moduladas em 80cm, o que proporciona organização e racionalização dos materiais utilizados. A própria organização do programa solucionou a necessidade técnica das juntas de dilatação entre as lajes, tornando independentes as lajes da biblioteca, a dos ateliês e a do acolhimento/auditório. O único volume que se eleva sobre a cota da praça elevada é o urdimento do auditório, também construído em laje nervurada.</p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-patio-interno.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3335" style="border:0 none;" title="foto - vista parcial pátio interno" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-patio-interno.jpg?w=300&#038;h=196" alt="foto - vista parcial pátio interno" width="300" height="196" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O desenho do chão tem maior liberdade. A diferença de nível entre a praça de acesso (726,80) e acolhimento (723,00) propiciou a implantação de um anfiteatro ao ar livre, voltado para o edifício. O pequeno desnível entre o acolhimento (723,00) e o foyer do auditório (724,20) além de potencializar o uso deste espaço como local de eventos, promove certa independência de uso num espaço único.  As lajes de piso sob a biblioteca e sob as salas de aula realizam a extensão do território, flutuando sobre o lago, em nível com o acolhimento (723,00). Estas lajes de piso também são nervuradas, seguindo o mesmo módulo da cobertura.</p>
<p style="text-align:justify;">O Centro Educativo é essencialmente um local de trabalho e conhecimento, onde a relação do público com Inhotim será potencializada.</p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-do-patio-interno.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3327" style="border:0 none;" title="foto - vista do pátio interno" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-do-patio-interno.jpg?w=300&#038;h=185" alt="foto - vista do pátio interno" width="300" height="185" /></a></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#808080;">[texto fornecido pelos autores do projeto]</span></p>
<hr size="1" />
<div style="height:270px;">
<h3>projeto executivo</h3>
<p style="text-align:right;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/inhotim-executivo.pdf" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-3337" style="border:0 none;" title="Inhotim-Executivo" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/inhotim-executivo.jpg?w=300&#038;h=212" alt="Inhotim-Executivo" width="300" height="212" /></a>Download do projeto executivo completo em formato PDF</p>
<p style="text-align:right;">30.3Mb . 24 pranchas</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;"> </span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#999999;">De modo a evitar conflitos com seu browser, clique sobre o link com o botão da direita de seu mouse e salve o arquivo em seu computador para em seguida abri-lo. </span></p>
</div>
<hr size="1" />
<h3>galeria</h3>

<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/desenhos-implantacao/' title='implantacao'><img width="150" height="50" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/desenhos-implantacao.jpg?w=150&#038;h=50" class="attachment-thumbnail" alt="implantacao" title="implantacao" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/desenhos-planta-terreo/' title='planta terreo'><img width="150" height="122" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/desenhos-planta-terreo.jpg?w=150&#038;h=122" class="attachment-thumbnail" alt="planta terreo" title="planta terreo" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/desenhos-planta-cobertura/' title='planta cobertura'><img width="150" height="123" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/desenhos-planta-cobertura.jpg?w=150&#038;h=123" class="attachment-thumbnail" alt="planta cobertura" title="planta cobertura" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/desenhos-corte-a/' title='corte A'><img width="150" height="29" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/desenhos-corte-a.jpg?w=150&#038;h=29" class="attachment-thumbnail" alt="corte A" title="corte A" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/desenhos-corte-b/' title='corte B'><img width="150" height="29" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/desenhos-corte-b.jpg?w=150&#038;h=29" class="attachment-thumbnail" alt="corte B" title="corte B" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-geral-da-cobertura-espelho-dagua/' title='foto - vista geral da cobertura espelho dagua'><img width="150" height="43" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-geral-da-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=150&#038;h=43" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista geral da cobertura espelho dagua" title="foto - vista geral da cobertura espelho dagua" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-1/' title='foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-1'><img width="150" height="100" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-1.jpg?w=150&#038;h=100" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-1" title="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-1" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-2/' title='foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2'><img width="150" height="97" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-2.jpg?w=150&#038;h=97" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2" title="foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-cobertura-espelho-dagua/' title='foto - vista parcial cobertura espelho dagua'><img width="150" height="91" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=150&#038;h=91" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial cobertura espelho dagua" title="foto - vista parcial cobertura espelho dagua" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-fachada-noroeste-acesso-principal/' title='foto - fachada noroeste - acesso principal'><img width="150" height="51" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-noroeste-acesso-principal.jpg?w=150&#038;h=51" class="attachment-thumbnail" alt="foto - fachada noroeste - acesso principal" title="foto - fachada noroeste - acesso principal" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-fachada-noroeste-salas-de-aula/' title='foto - fachada noroeste - salas de aula'><img width="150" height="96" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-noroeste-salas-de-aula.jpg?w=150&#038;h=96" class="attachment-thumbnail" alt="foto - fachada noroeste - salas de aula" title="foto - fachada noroeste - salas de aula" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-fachada-sudeste-salas-de-aula/' title='foto - fachada sudeste - salas de aula'><img width="150" height="98" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-sudeste-salas-de-aula.jpg?w=150&#038;h=98" class="attachment-thumbnail" alt="foto - fachada sudeste - salas de aula" title="foto - fachada sudeste - salas de aula" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-fachada-nordeste-biblioteca/' title='foto - fachada nordeste - biblioteca'><img width="150" height="90" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-nordeste-biblioteca.jpg?w=150&#038;h=90" class="attachment-thumbnail" alt="foto - fachada nordeste - biblioteca" title="foto - fachada nordeste - biblioteca" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-da-biblioteca-com-acesso-principal-ao-fundo/' title='foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo'><img width="150" height="100" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-biblioteca-com-acesso-principal-ao-fundo.jpg?w=150&#038;h=100" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo" title="foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-da-biblioteca/' title='foto - vista parcial da biblioteca'><img width="100" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-biblioteca.jpg?w=100&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial da biblioteca" title="foto - vista parcial da biblioteca" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-patio-interno-praca/' title='foto - vista pátio interno - praça'><img width="100" height="150" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-patio-interno-praca.jpg?w=100&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista pátio interno - praça" title="foto - vista pátio interno - praça" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-do-patio-interno/' title='foto - vista do pátio interno'><img width="150" height="92" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-do-patio-interno.jpg?w=150&#038;h=92" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista do pátio interno" title="foto - vista do pátio interno" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/foto-vista-parcial-patio-interno/' title='foto - vista parcial pátio interno'><img width="150" height="98" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-patio-interno.jpg?w=150&#038;h=98" class="attachment-thumbnail" alt="foto - vista parcial pátio interno" title="foto - vista parcial pátio interno" /></a>
<a href='http://mdc.arq.br/2009/10/02/centro-educativo-burle-marx-inhotim-brumadinho-mg/cdocuments-and-settingswinxpdesktopnova-pastaal117-exec-f0/' title='Inhotim-Executivo'><img width="150" height="106" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/inhotim-executivo.jpg?w=150&#038;h=106" class="attachment-thumbnail" alt="Inhotim-Executivo" title="Inhotim-Executivo" /></a>

<p style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<hr size="1" /><span style="color:#999999;">Projeto premiado no<a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/08/9premio-jovens-arquitetos-premiados/" target="_blank"> 9° Prêmio Jovens Arquitetos</a>|IAB-SP | Categoria Arquitetura – Obra Concluída</span></p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="10" bgcolor="#ebebeb">
<tbody>
<tr>
<td style="font-size:x-small;"><strong>Local:</strong> Brumadinho &#8211; MG<strong><br />
Ano do projeto:</strong> 2006<strong><br />
Obra:</strong> 2008-2009<strong><br />
Proprietário:</strong> Instituto Inhotim<strong><br />
Arquitetura:</strong> Alexandre Brasil e Paula Zasnicoff<strong><br />
Colaboração: </strong>Arquiteto Edmar Ferreira Junior e estudantes Ivie Zappellini e Rosana Piló<strong><br />
Estrutura: </strong>T3 Tecnologias Integradas Ltda<strong><br />
</strong><strong>Instalações: </strong>Projeta Consultoria e Projetos de Instalações<strong><br />
Consultoria acústica:</strong> Marco Antônio Vecci (biblioteca e ateliês); WSDG (auditório)<strong><br />
Projeto de cenotecnia: </strong>RPP Criação e Produção<strong><br />
Ar condicionado: </strong>Tuma<strong><br />
Construção: </strong>Eng. Felipe Salim / Eng. Frederico Grimaldi(auditório)<strong><br />
Fotos: </strong>Alexandre Brasil<br />
<strong>Website/contato: </strong><a href="http://www.arquitetosassociados.arq.br" target="_blank">www.arquitetosassociados.arq.br</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<br />Publicado em2006, Alexandre Brasil, Brumadinho, MG, Paula Zasnicoff, Projetos e obras  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3317/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3317/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3317/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3317&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">editores mdc</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-geral-da-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto - vista geral da cobertura espelho dagua</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-cobertura-espelho-dagua-2.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto - vista parcial da cobertura espelho dagua-2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-cobertura-espelho-dagua.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto - vista parcial cobertura espelho dagua</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-fachada-noroeste-acesso-principal.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">foto - fachada noroeste - acesso principal</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-parcial-da-biblioteca-com-acesso-principal-ao-fundo.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto - vista parcial da biblioteca com acesso principal ao fundo</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">foto - vista parcial pátio interno</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/foto-vista-do-patio-interno.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto - vista do pátio interno</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/10/inhotim-executivo.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Inhotim-Executivo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Regularidade e ordem nas povoações mineiras no século XVIII</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/10/01/regularidade-e-ordem-nas-povoacoes-mineiras-no-seculo-xviii/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 03:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Santa Cecília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaio e pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Almeida Bastos]]></category>
		<category><![CDATA[Decoro]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[Regularidade]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo colonial]]></category>

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		<description><![CDATA[Rodrigo Almeida Bastos “&#8230;na arquitectura tudo se faz por regra&#8230;” Padre Antonio Vieira, Sermão da Sexagésima Este texto procede de uma pesquisa mais ampla dedicada a compreender a fábrica artístico-construtiva na capitania de Minas Gerais no século XVIII a partir dos pressupostos, procedimentos e princípios exatamente coevos à formação de seus conjuntos arquitetônicos e urbanos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3270&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:130px;text-align:justify;">
<p style="text-align:right;"><img class="size-thumbnail wp-image-1852 alignleft" style="border:0 none;" title="Rodrigo Bastos" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/rodrigo-bastos.jpg?w=180&#038;h=119" alt="" width="180" height="119" />Rodrigo Almeida Bastos</p>
</div>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-3270"></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:right;">“&#8230;<em>na arquitectura tudo se faz por regra</em>&#8230;”</p>
<p style="text-align:right;">Padre Antonio Vieira, <em>Sermão da Sexagésima</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">Este texto procede de uma pesquisa mais ampla dedicada a compreender a fábrica artístico-construtiva na capitania de Minas Gerais no século XVIII a partir dos pressupostos, procedimentos e princípios exatamente coevos à formação de seus conjuntos arquitetônicos e urbanos. Evita-se, portanto, o uso de categorias anacrônicas (como: “partido”, “função”, “identidade”, “originalidade”, “evolução”, a categoria dedutiva “barroco” e seus corolários formalistas e subjetivistas), carregadas de ideologias estranhas às circunstâncias e ao regime retórico de invenção, produção e recepção setecentista. O objetivo principal da pesquisa é, portanto, reescrever a história desses conjuntos arquitetônicos e urbanos ao mesmo tempo em que se procura reconstituir a história dos fundamentos e preceitos (por exemplo: decoro, decência, conveniência, comodidade, adequação, ordem, engenho, compostura, maravilha, asseio etc.) que foram considerados em suas formações. Desta feita, a análise das fontes documentais primárias e também dos tratados artísticos e teológicos considerados no período, nos quais se apresentam as matérias desses preceitos, adquire premência por seu significado teórico-metodológico.</p>
<p style="text-align:justify;">Contemplar os conjuntos arquitetônicos e urbanos setecentistas de Minas Gerais à luz dos princípios coevos pode nos levar a compreensões diversas daquelas consagradas pela historiografia. Sob o olhar e a sensibilidade modernos – cito alguns dos autores mais importantes: Sylvio de Vasconcellos, Paulo Ferreira Santos e Roberta Marx Delson –, as povoações mineiras se consagraram como “espontâneas” e “irregulares”[1]. Sob o olhar e o juízo, no entanto, da primeira metade dos setecentos – período aurífero decisivo em que elas foram erigidas e acomodadas em seus núcleos primordiais –, as povoações mineiras sugerem outra consideração. Apresentarei, neste texto, as povoações de Minas Gerais à luz de noções de “regularidade” e “ordem” tal como consideradas na primeira metade do século XVIII luso-brasileiro; noções diferentes daquelas que encontramos na imensa maioria dos estudos sobre a cidade colonial luso-brasileira desse e de outros períodos; noções capazes não apenas de proporcionar o questionamento e a revisão crítica de uma denominação – tornando inevitável defender, como veremos, a regularidade das povoações mineiras – mas, e sobretudo mais importante, de nos conduzir a uma melhor compreensão dos procedimentos e preceitos que condicionaram, naqueles tempos, a conformação de suas virtudes tão singulares.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de tratar objetivamente das povoações mineiras, cumpre posicionar a questão da “regularidade” no âmbito dos estudos das povoações coloniais luso-brasileiras. De um modo geral, a noção de “regularidade” que predomina nesses estudos se caracteriza pela geometria uniforme no traçado retilíneo de arruamentos e praças; geometria esta que representaria uma proposição racional do homem, resultante da necessidade de se alcançar uma espécie de “ordem” prefigurada pelo número, pela constância, pela repetição e pela previsibilidade. Encaixam-se nesta definição não apenas os traçados urbanos dispostos em arruamentos perpendiculares entre si, gerando quadras retangulares ou propriamente quadradas, mas também as cidades, cidadelas e fortificações originadas a partir de “polígonos regulares”, ou seja, cujas faces e ângulos são iguais, com traçados perimétricos e radiais. A origem dessa compreensão, por assim dizer, universal da regularidade – porque ela está presente, vale destacar, não apenas na análise da cidade colonial ibero-americana mas na generalidade dos estudos urbanos, categoria aceita praticamente como ponto pacífico entre os estudiosos – aplicada à arte de se fazer cidades pode remontar à própria tradição disciplinar da Geometria[2]. Tanto assim que é possível encontrar não apenas o termo isolado, “regularidade”, mas a expressão mais específica – “regularidade geométrica” – que poderia ser adotada para os casos acima descritos, como especificação particular de um conceito cuja compreensão pode ser, a se ver adiante, mais complexa e abrangente.</p>
<p style="text-align:justify;">A noção de “irregularidade” descende diretamente da noção de “regularidade”, compreendendo obviamente o que não seria uniforme nem constante. No âmbito das cidades, é tradicionalmente aplicada aos traçados sinuosos, ditos “orgânicos”; arruamentos, largos e praças de dimensões variáveis, cruzando-se em ângulos não-retos; conjuntos arquitetônicos e urbanos em que não são apreensíveis as figuras “regulares” da geometria.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim expostas, as noções de “regularidade” e “irregularidade” compõem um dos binômios fundamentais da História da cidade e do urbanismo; parafraseando e ilustrando, com freqüência, uma de suas dicotomias teóricas mais tradicionais, que é a “oposição” ou a “complementaridade”, segundo estudiosos como Lavedan e Pierre Pinon[3], entre a chamada “cidade espontânea” e a “cidade planejada”. Na tradição urbanística corrente, a “cidade espontânea” apresenta geralmente um traçado geometricamente irregular, ao passo que a “cidade planejada”, consagrada pelos mitos paradigmáticos da “cidade ideal” e da “cidade moderna”, é geralmente disposta em traçado uniforme, constante e regularmente geométrico, representação de uma espécie de ordem racional demiurgicamente imposta à natureza.</p>
<p style="text-align:justify;">A permanente comparação da maioria de nossas povoações coloniais, geralmente acomodadas ao sítio, com o padrão consagrado das hispano-americanas, uniformemente geométricas em suas plantas e traçados em xadrez ou quadrícula, o famoso “<em>damero</em>”, certamente contribuiu – e Nestor Goulart já alertou a respeito[4] – para nos apegarmos a uma compreensão estrita e uniformemente geométrica da regularidade. Presente já nos viajantes europeus que visitaram a América portuguesa no século XIX, essa noção “geométrica” domina também o panorama no século XX, indicando a consolidação de uma verdadeira tradição historiográfica; desde Sérgio Buarque de Holanda, no texto fundador <em>Raízes do Brasil</em>, até pesquisas e publicações mais recentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das mais importantes contribuições dessa tradição é o estudo fundamental de Paulo Ferreira Santos – <em>Formação de cidades no Brasil-colonial –, </em>apresentado em Coimbra, em 1968, no Colóquio de Estudos Luso-brasileiros, publicado em forma de <em>separata</em>. Ainda que uma de suas principais intenções tenha sido valorizar, diante da geometria quadricular dos traçados das cidades hispano-americanas, os aspectos positivos que advinham de uma reavaliada “irregularidade” dos traçados de nossas povoações coloniais[5], Paulo Santos concluiu uma certa “evolução dos traçados de cidades e vilas no Brasil”, por ele “examinada à luz de casos típicos dessa evolução”. Paulo Santos reconheceu, então, quatro tipos de traçados, que iam desde os “traçados inteiramente irregulares”, passando pelos “traçados de relativa regularidade”, pelos “traçados que inicialmente foram irregulares, sendo depois refeitos para adquirirem perfeita regularidade”, até chegar aos “traçados perfeitamente regulares”, de que as vilas do período pombalino foram protagonistas[6].</p>
<p style="text-align:justify;">A identificação de uma “evolução dos traçados” no “Brasil-colonial”, dirigindo-se do “inteiramente irregular” ao “perfeitamente regular”, poderia até soar como um paradoxo; afinal, um dos objetivos declarados de Paulo Santos era valorizar as qualidades cenográficas e acomodatícias da “cidade irregular”. Mas a referida “evolução”, é preciso alertar, se aplicava aos “traçados”, e não à cidade em si, o que levou Paulo Santos a recomendar, recorrendo à leitura de Saarinen para as cidades medievais, que as cidades do “Brasil Colonial” fossem “julgadas”, estes são os termos, em sua “atmosfera arquitetônica tridimensional, mais do que nos traçados bidimensionais”. Para ele, essas cidades eram coerentes com os “meios de transportes” contemporâneos e com o “sistema de vida aconchegado” que nelas se desenvolvia, uma espécie de alerta metodológico, bastante pertinente, inclusive, contra uma certa predominância de estudos urbanos que priorizam a morfologia dos traçados. Ademais, se para Paulo Santos a questão da forma não poderia ser subestimada, as cidades coloniais irregulares – assim como as medievais – também teriam suas virtudes, exaltadas diante das críticas, já acirradas na década de 1960, dirigidas contra a previsibilidade e a “monotonia” “impecavelmente regular” das cidades modernas:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">a irregularidade da traça cria situações curiosas, perspectivas que a irregularidade favorece, e quiçá resultados imprevistos pela valorização que confere a determinados ângulos dos edifícios, que não se teria em mira exaltar. Os arquitetos medievos, como os nossos mestres coloniais, tinham experiência desses resultados e de antemão sabiam que podiam contar mais seguramente com efeitos dessa irregularidade para os tipos de edifícios que usavam do que com a monotonia de soluções impecavelmente regulares, que tem sido da predileção dos contemporâneos[7].</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Embora tenha contribuído para convalidar uma acepção estritamente geométrica de regularidade aplicada às povoações coloniais, o estudo de Paulo Santos foi relevante para o reconhecimento e a valorização das especificidades das “cidades portuguesas do Brasil”, em um contexto intelectual ainda fortemente marcado pelo severo diagnóstico fornecido por Sérgio Buarque de Holanda em 1936, ou seja: a “desordem” resultante do “desleixo” com que os portugueses implantaram, ou permitiram que fossem implantadas, povoações em sua colônia americana[8]. Corroborava esta compreensão o também importante trabalho de Robert Smith sobre a arquitetura colonial luso-brasileira, em que a “ignorância” da “ordem”, por parte dos portugueses, terminava identificada com a “irregularidade” (geométrica) do arruamento de suas cidades:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">a ordem era ignorada pelos portugueses como assinalavam deliciados os viajantes. As suas ruas, ironicamente chamadas ‘direitas’, eram tortas e cheias de altibaixos, as suas praças de ordinário irregulares[9].</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Logo nas primeiras linhas de seu estudo, Paulo Santos reviu o famoso trabalho de Holanda, declarando ser “difícil conciliar esse retrato” da “desordem” com a idéia de havermos reconhecido algumas dessas cidades com a categoria de “monumentos nacionais”.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">É que naquela aparente desordem [...], a inexistência de um traçado prévio ou de uma idéia geratriz, existem uma coerência orgânica, uma correlação formal e uma unidade de espírito que lhe dão genuinidade. Genuinidade como expressão espontânea e sincera de todo um sistema de vida, e que tantas vezes falta à cidade regular, traçada em rígido tabuleiro de xadrez.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A “irregularidade” e a “espontaneidade” – “aparente desordem” – adquiriram sinais de “unidade”, de “coerência orgânica” e, principalmente, de “genuinidade”. A teoria de Paulo Santos buscou inverter a hierarquia habitual de julgamento, trazendo à discussão valores considerados implícitos à “irregularidade” que seriam capazes de revelar uma “genuinidade” das cidades cujos traçados assim se caracterizassem. Numa relação introdutória de dez cidades – é preciso notar –, as seis primeiras citadas por Paulo Santos eram de Minas Gerais: “Ouro Preto, São João del Rei, Mariana, Diamantina, Serro, Tiradentes”. O exemplo empírico utilizado por Paulo Santos para entusiasmar, de início, a anuência do leitor à sua tese foi justamente a primeira delas, Ouro Preto (FIG. 1); a única, naquele momento, a possuir oficialmente o título de “monumento nacional”, paradigma da “espontaneidade” e da “irregularidade” aplicadas não apenas, mas especialmente, às povoações mineiras.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Nas cidades mineiras, à irregularidade da planta soma-se o acidentado do terreno para valorização dos aspectos, como, por exemplo, na Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, duplamente favorecida, para quem vem de cima como para quem vem de baixo[10].</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_3273" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3273  " title="Figura 1" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-1.jpg?w=300&#038;h=191" alt="Figura 1 – Ouro Preto  (Foto do autor)" width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1 – Ouro Preto  (Foto do autor)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Embora a hipótese da “desordem” defendida por Sérgio Buarque de Holanda esteja atualmente superada, a noção de regularidade considerada nos estudos da cidade colonial luso-brasileira ainda é devedora de uma noção de “ordem” representada pela geometria uniforme. Conquanto tenhamos aprendido, nas últimas décadas, a considerar as virtudes da cidade colonial luso-brasileira a despeito da não-ortogonalidade ou da não-uniformidade de seus arruamentos, edifícios e praças – devido à contribuição, nas últimas décadas, de muitos pesquisadores luso-brasileiros, como Sylvio de Vasconcellos e o próprio Paulo Santos – a regularidade ainda é compreendida como predominantemente atrelada ao rigor da uniformidade, principalmente a do ângulo reto. Cumpre indagar: se já é possível intuir que o sentido de ordem das cidades luso-brasileiras não é o geométrico estrito das cidades-xadrez hispano-americanas, por que não pensar também que, analogamente, o sentido de “regularidade” daquelas possa ser diferente ou mais abrangente do que o sentido “geométrico” da regularidade dessas? Seria possível identificar uma noção ou noções de regularidade características do “urbanismo” ou “arte da ruação” portuguesa[11]? Regularidades estas condicionadas, obviamente, aos períodos e contextos específicos em que surgem e se desenvolvem?</p>
<p style="text-align:justify;">Algumas tentativas de contornar esse exclusivismo da regularidade geométrica foram empreendidas por alguns estudiosos, embora não tivessem pretendido desafiar diretamente o problema do anacronismo categórico. A principal delas talvez tenha sido a de Nestor Goulart Reis Filho, em um trabalho dedicado especialmente à “Urbanização e o Urbanismo da região das Minas”[12], atuais estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Numa parte subtitulada “Questões teóricas específicas”, Reis Filho alertou para a prevalência do sentido geométrico da noção de “regularidade”, adotando, segundo suas palavras, um “conceito mais geral”, “corrente nas pesquisas científicas”. Sob a noção geométrica, restaria pouco a fazer senão declarar a total irregularidade das povoações; ou então identificar algumas prováveis exceções – sugeriria Paulo Santos – de “relativa regularidade”, como a que geralmente recebe Mariana, por ocasião das reformas antecedentes à sua elevação para a condição de “cidade”, ou os acréscimos de Vila Boa de Goiás no período pombalino. Mas Nestor se esquiva dessa noção tradicional e desenvolve um conceito interessante para a análise do processo de formação dessas povoações. Além de seu sentido geométrico – Nestor também o reconhece neste e em outros trabalhos –, a regularidade pode ser entendida como “existência de repetições de determinadas características”. Também “há regularidade”, segundo ele, quando se pode observar, em um “processo”, “séries de eventos” que possuem características que se repetem. O processo em questão é a “urbanização”, e os eventos repetitivos, o que ele denomina como “formas – ou “modalidades” – de disciplinas urbanísticas”[13].</p>
<p style="text-align:justify;">Nestor Goulart observou três dessas modalidades. As duas primeiras se referem às “plantas das cidades” (“continuidade” do “alinhamento” entre as edificações, “largura constante para as vias públicas”), e uma outra para ordem e controle das “formas e [d]a aparência das fachadas”. Na generalidade das “urbanizações”, essas modalidades disciplinadoras se repetem, são constantes, e também geram padrões de regularidade ou repetição formal, utilizados por Nestor como exemplos[14].</p>
<p style="text-align:justify;">A “regularidade científica” adotada por Nestor é sem dúvida um avanço. Não apenas porque questiona a supremacia da noção estritamente geométrica de regularidade, reivindicando um “conceito mais geral” para o termo, mas também porque chama a atenção para “processos” e “diretrizes” que, observados em “repetições regulares”, contribuíam para a constituição da cidade colonial. É uma regularidade efetivada, ainda que eventualmente não cumprida, como ele mesmo adverte, através das atividades das câmaras, vereadores, arruadores, na tentativa de disciplinar espaços, edifícios públicos e privados e criar “padrões” e “cenários” urbanos. Se a “regularidade geométrica” tem sido tradicionalmente aferida pela repetição e pela constância de dimensões e medidas, a “regularidade científica” de Nestor Goulart é observada na repetição e na constância de eventos e “padrões” urbanísticos. É uma noção por certo mais abrangente, capaz de compreender também – porque igualmente fundamentada na repetição e na constância de elementos – a noção geométrica de regularidade; é uma noção passível, portanto, de utilização no exame “mais geral” das povoações coloniais, não apenas das mineradoras. É uma contribuição crítica bastante importante, mas não é ainda a noção de regularidade que buscamos, exatamente contemporânea à formação dos conjuntos urbanos analisados.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong>Outra noção coeva de “regularidade”</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">Uma noção também mais abrangente de “regularidade” era literalmente declarada nas primeiras décadas do século XVIII, em duas obras bastante significativas: num dos mais completos dicionários da língua portuguesa, o <em>Vocabulário Portuguêz, e Latino, Áulico, Anatomico, Architectonico</em>&#8230;[15], dedicado pelo padre jesuíta D. Raphael Bluteau em 1712 ao próprio rei D. João V, e também na obra de um dos importantes tratadistas portugueses de arquitetura, Manoel de Azevedo Fortes, “O engenheiro português” (1728/29).</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro sentido registrado por Raphael Bluteau para o verbete “REGULARIDADE” é muito claro: “Disciplina regular, observância regular, regras bem guardadas”. O termo “REGULAR” usava-se “metaforicamente”, segundo o jesuíta, para se falar de “cousas, que se fazem com regra, ordem etc.”; “Regular” era adjetivo de “cousa segundo as regras da Arte”. O sentido “geométrico” dos termos também comparece, e o exemplo utilizado é oportuno: “Fortificação regular, he aquella, cujas faces, e angulos, saõ iguaes”[16]. Fica evidente que a “regularidade” não se caracterizava <em>apenas</em> pela constância ou igualdade de medidas, definição derivada da Geometria, porque ela era, primordialmente, uma espécie de virtude alcançada pela “disciplina” na qual se “observam” as “regras da arte”.</p>
<p style="text-align:justify;">Manoel de Azevedo Fortes também reconheceu a “regularidade” com essa mesma, e maior, abrangência. Desenvolvendo ao “engenheiro português” a importância de “ajustar” as obras às circunstâncias e “imposições do meio”[17], recomendou que</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">pelos preceitos, e regras de huma fortificação regular devem obrar os engenheiros na irregularidade dos terrenos, aproximando-se quanto for possível à regularidade, isto he, à oservancia das regras da fortificação regular [...][18]<em>.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Ambos reconheceram a regularidade de atributos geométricos, mas devia predominar mais abrangente – como sinalizam o vocabulário setecentista e as recomendações do tratado – a noção de “regularidade” como “observância regular” de “preceitos” e “regras da arte”.</p>
<p style="text-align:justify;">Atentei para esta noção coeva de “regularidade” enquanto pesquisava a consideração do preceito do “decoro” na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII[19]. O “decoro”, ou “conveniência”, foi um dos princípios ético-retóricos fundamentais ao pensamento e às práticas artísticas desde a antiguidade, consagrado pela longa duração da Retórica e da Poética como <em>preceito regular de adequação e conveniência de meios e fins</em>, orientação pertinente a praticamente todas as manifestações técnicas e artísticas, retórica, poesia, teatro, pintura, escultura, arquitetura etc. Estimulada pelo contexto teológico-retórico luso-brasileiro dos séculos XVII e XVIII, recomendada ainda pelos tratados antigos e modernos de arquitetura e engenharia militar traduzidos ou redigidos pelos portugueses a partir do século XVI – como o <em>De</em> <em>Architectura</em> de Vitrúvio, em que o <em>decor</em> compareceu como um dos seis princípios fundamentais da arquitetura, juntamente com <em>ordenatio</em>, <em>dispositio</em>, <em>symmetria</em>, <em>eurithmia</em> e <em>distributio</em> – a consideração do decoro colaborou decisivamente para a afirmação de uma política de implantação de povoações na qual rezava, além da escolha dos sítios “mais convenientes”, uma orientação primordial de adequação “por ordem” às circunstâncias, costumes e preexistências físicas, naturais e construídas, visando à conveniência final da obra ou da povoação tanto à política teológica metropolitana quanto aos interesses dos colonos.</p>
<p style="text-align:justify;">Vejamos a definição de um tratadista português para o “decoro”, o padre jesuíta Luiz Gonzaga, lente durante a primeira década dos setecentos na <em>Aula de Esfera do Colégio de Santo Antão </em>e “mestre” do futuro rei D. João V – durante o reinado do qual (1706-1750) se situam a fundação e o florescimento das primeiras vilas mineiras. Sua obra é o “Exame Militar”, e a fonte é Vitrúvio, na tradução de Daniele Barbaro[20]:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Apparencia, Decoro, e Fermosura da planta, ou praça, se equivoca tambem m.tº com Eurithmia, tem porem sua differença; porq a Eurithmia so trata do decoro da boa destribuiçaõ das suas partes, em o lugar q ham de ter no risco : mas o Decoro he a propriede [propriedade] das partes da praça por ordem ao sitio, q se tem escolhido, por ordem ao costume com q se dispoem, e per ordem a natureza do com q se faz. Sirva de exemplo huma praça q se manda fazer, o engenheiro, busca este sitio ou lugar da fortificaçaõ a onde possa ser conveniente. Busca este sitio mais apto pª o fim q se pertende, dispoem as partes da praça segundo hum costume, ou methodo de fortificar, e segundo este vay dando a cada huma das partes, o que estas per sua natureza pedem [...] e a planta, q representa tudo isto se diz decoroza[21].</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O “decoro” (“aparência”, “formosura”) desenvolvido por Gonzaga implicava a consideração aos costumes – éticos, construtivos e materiais –, levando-se em conta inclusive o sítio de implantação que se deveria escolher “onde possa ser conveniente”, “mais apto para o fim que se pretende”. O decoro era uma “propriedade” das “partes” da povoação ou edificação “por ordem” a esses fatores, diretamente condicionada à “natureza” de cada uma delas em si e em relação ao conjunto da obra. “Por ordem” ao sítio, “por ordem” ao “costume” com que se edifica e “por ordem” à “natureza” da “parte”, finalidade e materiais. Uma noção de “ordem” aparece aqui não como um atributo de medida ou uniformidade, alcançada formalmente por geometria abstrata predefinida, mas acima de tudo como uma condição de relação circunstancial entre a fábrica e seu contexto, capaz de proporcionar unidade às “partes” de uma planta que, desse modo satisfeita, poder-se-ia dizer “decorosa”. Esta “ordem”, na definição decorosa de Gonzaga, constituía um princípio, e não simplesmente um atributo; um princípio apto a presidir e a orientar a organização da planta; a estimular relações oportunas e convenientes entre as “partes” componentes do todo, finalmente conveniente em proporções, ajustes e finalidades. Esta “ordem”, por assim dizer, de ajuste e adequação entre as partes, era uma condição inerente à ação do engenheiro, a ser efetivada com juízo, engenho e prudência.</p>
<p style="text-align:justify;">Demais tratadistas portugueses próximos ao período também desenvolveram essa virtude de ajustar ordenadamente as partes de uma planta, edificação ou povoação, principalmente em relação às condições do sítio. O próprio trecho supracitado de Azevedo Fortes relativo à “regularidade” é um exemplo. Sua recomendação repousava especificamente no “ajuste” dos elementos e partes construtivas às circunstâncias do sítio. “Ajustar”, segundo o <em>Vocabulário</em> de Raphael Bluteau, nos envia à noção de “adequar”, como tornar uma coisa “semelhante” à outra: “Igualar uma cousa fazendoa semelhante à outra, ou em tudo, ou em parte. <em>Æquare, adæquare”</em>; mas nos envia também às noções de “conformidade” e “conveniência”, como “boa ordem” – atente-se para a expressão – das coisas entre si. “Ajustar. Preparar. Por em ordem. <em>Aptare</em>. <em>Cic</em> [Cícero]. Ajustar. Concertar huma cousa, &amp; convir nella”. “Ajustado” é aquilo que apresenta “conformidade”, assim como o “Ajustamento. Conformidade, &amp; boa ordem das cousas entre si”. Bluteau refere-se explicitamente à noção poético-retórica de “composição”, ou “disposição”, “conveniente e apta composição, ou disposição, das coisas” (literalmente: “<em>Conveniens, aptaque rerum compositio, ou dispositio</em>”)[22]; no âmbito em questão, das várias partes do edifício ou da povoação.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros tratados portugueses também sinalizaram a importância de uma adequação regular aos contextos em que se precisava dar “ajuste” e “boa ordem”. Serrão Pimentel, que apresentou em 1680 o seu “Methodo lusitanico de desenhar as fortificaçoens das praças regulares e irregulares&#8230;”, alertou para a dificuldade de se construir com impecável regularidade (geométrica), ao observar que, na maioria dos casos, se fortificam “de novo” “cidades, vilas e lugares antigos”, não sendo possível “dispor as partes interiores com a perfeição que nas que de novo se fabricaõ; mas convem que nos cheguemos quanto puder ser á mayor regularidade”, evitando-se “demolições excessivas”[23]. Referindo-se a Palmanova, cidade militar projetada por Scamozzi no final do século XVI, de estrita e rigorosa regularidade geométrica, figurada por um eneágono, Serrão Pimentel sugeriu algumas medidas para praças e vias, mas terminou convocando o engenheiro militar “de juízo e boa consideração” a dispor conforme a “capacidade da povoação”, e a “accomodar as mais particularidades com bom discurso”[24], ou seja, com bom “uso da razão”[25]; Serrão Pimentel privilegiou nitidamente uma acomodação das partes da povoação ao conjunto de circunstâncias apresentadas pelo contexto preexistente, a serem conformadas e ajustadas às aptidões necessárias e convenientes que constituíam a finalidade civil ou militar da povoação. Se “ajustar-se às imposições do meio” representava para o engenheiro de Azevedo Fortes um preceito racional utilizado para atingir conformidade e conveniência entre as “partes” – “<em>boa ordem</em>”, enfim –, para Serrão Pimentel, era também o bom “uso da razão“ e da experiência – o “bom discurso” – que oferecia ao engenheiro o “método” mais apropriado para “acomodar” prudentemente as povoações e suas “particularidades”.</p>
<p style="text-align:justify;">Constatar a consideração do “decoro” ou da “conveniência” nos processos povoadores na capitania de Minas Gerais – um dos “preceitos regulares”, uma das “regras da arte” luso-brasileira de edificar, arruar e povoar – não apenas permitiu criticar a designação “espontânea” aplicada às suas povoações, como também reconhecê-las a partir de uma noção de “regularidade” que, naqueles tempos, significava antes de tudo a “observância” a essas “regras” e “preceitos” competentes à arte de edificar. Muito mais importante do que permitir esse tipo de revisão crítica – empresa inelutável da historiografia –, o decoro tem proporcionado uma chave bastante interessante para a compreensão dos processos de formação das povoações.</p>
<p style="text-align:justify;">Na virada para o século XVIII, quando a empresa mineradora deu indícios de sucesso, a coroa portuguesa procurou se estabelecer definitivamente nos novos “descobrimentos”. Ao incentivar o “sossego”, a “acomodação” e a “permanência” dos povos e das povoações, procurou-se conciliar as conveniências metropolitanas e as conveniências coloniais, concentrando-as, a partir de 1711, em vilas equipadas com um organismo administrativo municipal – as câmaras – às quais tocavam matérias de responsabilidade edilícia, zelo e coordenação das atividades competentes ao “bem comum”, “aumento” e “conservação” da “<em>res publica</em>”<em> </em>edificada. Interessava à coroa portuguesa a construção e a conservação de povoações decorosas, cômodas e decentes, estruturas materiais necessárias cujos efeitos e proveitos desempenhavam representações retoricamente discursivas da “dignidade” e da “decência” do “corpo místico” do reino católico português. “Novas povoações”, assim denominadas, se fundaram e se implantaram, então, sobre arraiais preexistentes; para as quais se solicitaram, apropriada e oportunamente, novas estruturas urbanas, edifícios e arruamentos, declaradamente requeridos como “convenientes” e melhor “proporcionados”, mais “seguros”, “dignos” e “ornados”, enquanto a sociedade se estabilizava em associações leigas, ordens terceiras, irmandades e confrarias.</p>
<p style="text-align:justify;">A ereção das vilas era geralmente coordenada pelo governador da capitania, como um ato de efetiva instalação política. Elegeram-se – e os termos de ereção das vilas fazem costumeira referência a isso – os sítios considerados mais “cômodos”, “capazes” e “convenientes”. Na ereção da Vila de Nossa Senhora do Carmo[26], por exemplo, em 1711, assim como na sua elevação à condição de cidade, a partir de então denominada Mariana[27], em 1745, foram a “capacidade” e a “comodidade” de sítios mais planos que constituíram a “conveniência”. Na ereção de Vila Rica, atual Ouro Preto, três meses depois da elevação da Vila do Carmo, as “conveniências” eram oportunamente as do “comércio”, conveniências essas capazes de compensar, no juízo dos moradores convocados e na prudência do governador, Antonio Albuquerque Coelho de Carvalho, o excesso de acidentes de um sítio considerado por este como “não muito acomodado”[28]. Vale ressaltar que a análise dos termos de ereção das primeiras vilas[29] de Minas Gerais foi decisiva para a formulação da hipótese que considerava extremamente importante o papel do decoro na implantação e regulação dos processos de formação dessas povoações.</p>
<p style="text-align:justify;">Fundada a “vila”, instalava-se a câmara, que a partir de então concentrava outros processos povoadores que se pode sistematizar em[30]:</p>
<p style="text-align:justify;">1)      <em>Adequação das estruturas construídas preexistentes</em>: concessão de aforamentos sobre propriedades já estabelecidas por moradores; “licenças” para “reforma”, reconstrução e “retificação” de casas mais “decentes” e “seguras”, com materiais mais dignos, como o barro e a telha, em substituição à palha; “endireitamento” e realinhamento de arruamentos, a fim de assegurar a “decência” da povoação; eventualmente construções ou “partes” destas deveriam ser “demolidas” para se atingir principalmente continuidade nos alinhamentos das vias, em nome da “conveniência” pública e da “formosura” da povoação;</p>
<p style="text-align:justify;">2)      <em>“Aumento” da povoação e das edificações</em>. No âmbito edilício, o termo “aumento”, também freqüente na documentação primária, significava, naquele tempo, tanto expansão física como “acrescentamento” ou “aumento” de “dignidade”, assegurada através de: abertura de “praças” e novos “arruamentos” melhor “alinhados” e “decentes”; concessão de novos aforamentos para edificação de novas casas; construção de novos edifícios públicos, câmara e cadeia, chafarizes e pontes; construção “ornada” de capelas leigas e igrejas paroquiais; consolidação de largos e praças;</p>
<p style="text-align:justify;">3)      <em>“Conservação” das várias “partes” da povoação</em>: “reformas”, “reparos” e “correições” urbanas parcelares, ou seja, em “partes” da povoação, públicas e particulares, que visavam a manutenção “conveniente” da sua estrutura física e a “correção” de sua aparência; manutenção da “comodidade”, da “decência” aparente, da “limpeza” e do “asseio” da povoação.</p>
<p style="text-align:justify;">Além dos vereadores e juízes ordinários, arruadores e juízes de ofícios das câmaras, outros agentes – administradores coloniais e metropolitanos – participavam diretamente desses processos povoadores: ouvidores e corregedores; superintendentes, oficiais e eventualmente engenheiros militares; procuradores dos moradores e das irmandades; governadores da capitania; o bispo, no caso particular de Mariana, e inclusive o rei Dom João V, “cabeça” da Igreja em Portugal, conselheiros e secretários, agentes decisivos no processo de reforma e acomodação de Mariana sobretudo na década de 1740. Orientando esses processos povoadores e seus agentes, identifiquei procedimentos e princípios bastante significativos ao decoro e conveniência dos edifícios e povoações, pertinentes a uma verdadeira estrutura artístico-construtiva setecentista de que efetivamente participavam os agentes acima especificados, conforme cabedais e hierarquias. O “decoro”, ou a “conveniência”, enquanto “preceito regular”, constituía uma orientação prudencial, um “meio”, desde a eleição dos sítios para instalação das vilas, mas também um “fim” a ser alcançado, efetivado pela consecução e também pela conservação tanto da “utilidade” quanto da “aparência” “decente” da povoação e de suas “partes”, edifícios, chafarizes, pontes, habitações etc. “Vistorias” e “correições” dos vereadores e juízes, porventura acompanhados por arruadores, mestres e juízes de ofício, procuravam garanti-las em relação aos edifícios públicos mas também em relação aos particulares, impondo “reformas” ou até mesmo “demolições” de “partes” que estivessem comprometendo a “utilidade”, o “asseio” e a “formosura” da “<em>res publica</em>” edificada. A compreensão desses processos orientados pelo decoro permitiu constatar uma noção de povoação a ser constituída e conservada desde suas “partes”, adequadas e íntegras em dignidade e decência, integradas hierárquica e convenientemente, entre si e no todo do corpo místico do reino – um organismo urbano em permanente acomodação. A arquitetura e a povoação, além de sua utilidade ordinária, serviam à política teológica do reino católico português. O decoro, enquanto preceito fundamental da ética e da retórica setecentistas, participava fundamentalmente dessa concórdia de conveniências a serem efetivadas no âmbito urbano. Em sua comodidade e aparência teológico-retóricas, essas “povoações”, que gosto de denominar, por tudo isso, “convenientes”, eram recebidas também como discursos, discursos sobretudo teológico-retóricos, cujas alegorias e “ornatos” (“metáforas da arquitetura”, nos termos de Emanuelle Tesauro) e demais dignidades efetuavam uma representação bastante conveniente do reino e de sua política colonizadora de caráter teológico. A povoação não poderia ser apenas um discurso, mas não se pode ignorar que este caráter, de discurso, tenha sido um dos pressupostos que fundamentavam sua constituição e conservação. A “comodidade” da povoação, por exemplo, era uma utilidade imprescindível, uma virtude necessária, freqüentemente solicitada nos termos de vereação e atas da câmara, bandos, correições etc. Satisfeita como proveito, a “comodidade” dos vários “lugares”, vilas e arraiais de seus termos corporificava uma dignidade inerente à instituição genérica denominada “povoação”. O efeito proveitoso advindo do uso ordinário e satisfatório das comodidades urbanas e dos caminhos encenava um discurso mais do que verossímil, que era lido, por assim dizer, pela colonização como uma dignidade urbana. Esse efeito proveitoso representava – tornava presente, literalmente – uma capacidade, uma “aptidão” (do latim <em>aptum – </em>um dos sinônimos latinos para a noção de <em>decorum</em>) da República católica em proporcionar o “bem comum” e a satisfação de suas necessidades genéricas. Não se pode esquecer que nos seiscentos e setecentos luso-brasileiros a produção artística – e sobretudo a produção artístico-construtiva – era pensada em virtude de sua utilidade[31]. Não se produzia segundo a noção moderna de <em>autonomia da arte</em>. Elas obedeciam sempre a um propósito de utilidade. A beleza deveria ser, acima de tudo, uma conveniência; ou melhor, uma reunião arguta, perspicaz e versátil, de conveniências concordadas. Conveniências políticas, teológicas, de gênero, de estilo, de assunto, de recepção e utilização. Os artistas e artífices dos séculos XVII e XVIII luso-brasileiros não criavam para contribuir para uma hipotética <em>História da arte</em>, tampouco para serem alvos de um juízo estético autônomo, a que as categorias modernas – anacrônicas para esse contexto retórico – acabam induzindo. A competência do artista ou do artífice seria literalmente “louvada”, ou seja, reconhecida por mestres do respectivo ofício eleitos anualmente pelos pares ou eventualmente pelas irmandades, se ele conseguisse acomodar engenhosa e convenientemente as distintas circunstâncias envolvidas na concepção, produção e recepção da obra: os riscos e modelos (porventura emulando-os), os materiais, os lugares de implantação e disposição, os ornatos capazes de ultimar a elocução e os efeitos apropriados aos destinatários. As artes possuíam finalidades e destinações específicas, finalizando-se, por assim dizer, no fundamento mesmo que as justificava. Deus era a causa primeira, e também o fim, de todas as coisas, sobretudo nas monarquias católicas ibéricas. Assim como os sermões, a pintura, a imaginária, as festas, a música etc., a arquitetura e a povoação setecentistas discursavam; encenavam, persuasória e permanentemente, o “<em>theatrum sacrum</em>”[32] dos valores e propósitos católicos que fundamentavam a ética cristã contra-reformista. É o que permite explicar o preceito do “decoro” aparecer tão freqüentemente requerido nas fontes documentais primárias como “decência”, uma das várias sinonímias para o termo[33].</p>
<p style="text-align:justify;">Desenvolvi esses e outros aspectos em dissertação de mestrado, cotejando a documentação primária e os tratados coevos, bem como os remanescentes físicos dessas povoações, principalmente em Ouro Preto e Mariana; importando aqui, todavia, apenas resumir minhas conclusões. Para um maior aprofundamento, remeto o leitor a outros textos publicados recentemente[34]. As compreensões que o estudo do decoro proporcionou aos processos povoadores em Minas Gerais colaboram com a tese de que as povoações coloniais luso-brasileiras merecem ser analisadas também com a aceitação de uma noção mais abrangente de “regularidade”, entendida sobretudo como “observância” de “preceitos” e “regras” (abundantes naqueles tempos) da “arte” de povoar, edificar e arruar. O maior ganho que se pode obter não é conseguir enxergá-las como povoações regulares, mas o que se pode trazer de pesquisas e análises que procurem reconstituir também, concomitantemente, essas “regras” e “preceitos” da arte[35]. Sob o crivo formalista de uma noção de regularidade exclusivamente geométrica, ou mesmo de uma classificação dedutiva, “barroco” ou “rococó”, pouco se acrescenta ao conhecimento dessas povoações e de seus regimes retóricos de concepção, produção e recepção. Ademais, o decoro parece ter sido, e não o será apenas em Minas Gerais, um dos princípios basilares daquela “Escola portuguesa de urbanismo”, denotada por Eduardo Horta Correia – como ele mesmo salientou: uma “escola” contemplada muito mais por “princípios” do que por modelos formais rígidos de configuração urbana[36].</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos anos, vem se consolidando a idéia de que um dos aspectos mais característicos da colonização portuguesa teria sido uma certa “adaptabilidade” às “conjunturas”[37] e contextos existentes, advinda de esmeradas práticas e de um certo “pragmatismo” objetivo da empresa colonizadora. Na conclusão de sua tese, Beatriz Bueno cogitou ser “talvez” a “adaptação” uma “palavra de ordem” no cotidiano dos engenheiros militares formados no universo luso-brasileiro[38]. Contribuindo para essa disposição portuguesa para a “adaptação”, preciso dizer que em Minas Gerais a consideração da “regra” do decoro representou justamente, como temos visto, uma <em>regularidade primordial de adequação</em>, orientada à <em>conveniência</em> e à <em>adaptação </em>aos contextos e circunstâncias humanas e políticas envolvidas, aos sítios e suas construções preexistentes – os “arraiais” sobre os quais se fundaram as vilas. A partir daí, essas “novas povoações”, fundamentais à permanência dos povos e efetiva “conquista” colonial, estavam condicionadas a aumentar e a se conservar sob requisições de conveniência, decência e dignidade urbanas concordantes não apenas com suas novas condições hierárquicas, mas também com a política teológica e fiscal da coroa portuguesa. A disposição pela “adaptação” parece ter resultado, pois, não apenas de um pragmatismo ou de um costume da política de colonização portuguesa. Foi certamente dependente desses, mas há que se considerar que foi também estimulada, por assim dizer internamente, pela orientação de um princípio ético-retórico – o decoro – que aconselhava exatamente essa disposição para a adaptação, visando múltiplos âmbitos e oportunidades de conveniência.</p>
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<div id="attachment_3280" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-2_red.jpg"><img class="size-medium wp-image-3280  " title="Figura 2_red" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-2_red.jpg?w=300&#038;h=275" alt="    Figura 2: “Plãta da cidade de Mariana” (meados séc. XVIII)      (Fonte: Arquivo Histórico do Exército/RJ; foto do autor)" width="300" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">    Figura 2: “Plãta da cidade de Mariana” (meados séc. XVIII)      (Fonte: Arquivo Histórico do Exército/RJ; foto do autor)</p></div>
<p style="text-align:justify;">O estudo específico da Vila de Nossa Senhora do Carmo nos anos antecedentes à sua elevação à condição de cidade reafirmou a pertinência de se falar de uma <em>regularidade primordial de adequação</em>. Dediquei um capítulo da dissertação exclusivamente ao estudo do decoro na conformação de Mariana, no qual foi possível constatar o caso mais eloqüente – sob a consideração desse preceito, Mariana não chega a ser uma “exceção”, como defendem muitos estudiosos quando a temática é regularidade geométrica – de um processo pelo qual passavam também outras povoações. Apesar de plantas de Mariana apresentarem conformações ortogonais bastante rígidas (FIG. 2), a efetiva “situação” da cidade evidencia uma circunstanciada e flexível acomodação (FIG. 3 e 4). Os arruamentos efetivos são bastante retilíneos mas não chegam a obedecer à estrita ortogonalidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Por causa das inundações do Ribeirão do Carmo, principalmente a de 1737, os vereadores do “senado da Câmara” de Mariana declararam a necessidade de arruamentos “mais convenientes”[39] do que os de antes das destruições. Solicitaram inclusive a participação do próprio rei nas resoluções de âmbito povoador (leia-se urbanístico), influindo em matérias que solucionassem seguramente os problemas da cidade. Arruamentos já haviam sido abertos no sítio “mais cômodo” dos pastos, para a regularização dos quais a <em>Fazenda Real</em> inclusive aforou chãos para os moradores mais afligidos. Intervenções parcelares paliativas foram concebidas, sobretudo para conter as inundações do ribeirão, até que, em 02 de maio de 1746, D. João V solicitou a execução de uma “planta”[40] capaz de proporcionar, nos termos requerentes do engenheiro e governador da capitania, Gomes Freire de Andrade, uma “nova povoação” no referido sítio dos pastos. Tudo indica que os “arruamentos convenientes” foram “convenientemente” adaptados às aberturas preexistentes, empreendidos por ocasião das inundações. Na já mencionada ordem régia que solicitou a execução da planta, o rei ainda recomendou que, ao se “praticar o referido”, dever-se-ia, atente-se, “observar a <em>boa ordem</em> que fica estabelecida na situação da Cidade“. Se necessário fosse, acrescentou ainda o rei e discípulo do padre jesuíta Luiz Gonzaga, dever-se-ia também demolir “parte de algum edifício” que comprometesse a comodidade e a “formosura das ruas”, prevalecendo a conveniência pública do “bem comum” em detrimento das “conveniências particulares”[41]. Se o decoro, em sua recomendação primordial de adequação, reconhecido pelo jesuíta Luiz Gonzaga junto às noções de “aparência” e “formosura”, zelava pela ajuizada consideração “por ordem” às preexistências éticas, naturais e construídas, seria necessário adaptá-las às novas estruturas urbanas – “observar a boa ordem que fica estabelecida na situação da cidade”. “Estabelecer” a cidade no sítio, ou seja, situá-la, “estabelecer-lhe” “situação” de “boa ordem”, efetivada por dignidade, conveniência e formosura de edifícios e arruamentos. Um “boa ordem”, no caso de Mariana, de evidência própria, poder-se-ia dizer apropriada, pois ajustada e conveniada ao sítio que lhe dá “assento”; “disposta” por orientação de uma “regularidade” primordial de “regras” e “preceitos” “observados”, decoro e ordem, “boa ordem”, literalmente, de conveniência e adequação. A definição apresentada pelo também jesuíta Raphael Bluteau para o vocábulo “Ordem” evidencia antes um princípio de “conveniência”, considerado na “disposição” ou “colocação” das cousas: “ORDEM. Disposição, assento, colocação das cousas no lugar, que lhe convem”. Afiança Bluteau que, algumas vezes, se poderá dizer “<em>dispositio</em>”, recorrendo ao uso que lhe dá o rétor Cícero[42]. É por isso que a “ordem” urbana não poderia ser exclusivamente uma qualidade determinada <em>a priori, </em>como induz a noção de regularidade estritamente geométrica; porque tudo indica que essa “ordem” deveria ser necessariamente “estabelecida” na ação circunstanciada de “situar”, de “dispor”, de “assentar” “convenientemente” a cidade.</p>
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<div id="attachment_3285" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura_3.jpg"><img class="size-medium wp-image-3285  " title="Figura_3" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura_3.jpg?w=300&#038;h=190" alt="Fig.3: Planta atual do centro histórico de Mariana. (Fonte: Inventário Monumenta de Ouro Preto e Mariana. UFMG/IPHAN)              " width="300" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Fig.3: Planta atual do centro histórico de Mariana. (Fonte: Inventário Monumenta de Ouro Preto e Mariana. UFMG/IPHAN)              </p></div>
<p style="text-align:justify;">Em 1936, com <em>Raízes do Brasil</em>, Sérgio Buarque de Holanda reafirmou uma tradição historiográfica segundo a qual: 1°) os povoadores portugueses não cogitaram da “ordem” e, 2°) por “regular” se deveria compreender a cidade de atributos prévios e uniformemente geométricos – no que se vê a influência do paradigma hispano-americano do <em>damero</em>. Para expor sua compreensão do processo povoador português, Holanda assimilou trechos do <em>Sermão da Sexagésima</em>, apresentado pelo padre Antônio Vieira na <em>Capella Real</em> em 1655. Embora tenha servido de mote para o desenvolvimento das hipóteses de Holanda, o sermão de Antonio Vieira contém aspectos e valores – justamente os utilizados por Holanda – que permitem reafirmar o que está proposto aqui neste texto; na contramão, pode-se dizer assim, do que defendeu o eminente historiador brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;">A matéria do <em>Sermão da Sexagésima</em> é a própria instituição retórico-teológica do “Sermão”. Antonio Vieira procurou examinar as razões que explicassem a falta de eficácia dos sermões de seu tempo na reforma dos fiéis, e para encontrá-las realizou um exame minucioso das partes e circunstâncias que condicionam a composição e a ação oratória do pregador, “semeador” da palavra de Deus[43]. Ao desenvolver o “estilo” a ser seguido pelo pregador, uma das cinco “circunstâncias” nele consideradas (pessoa, ciência, matéria, estilo e voz), Vieira tratou da “ordem” implícita à ação de “semear” com sermões, uma arte que teria mais de natureza do que propriamente de arte, em que a semente pode nascer “caia onde cair”. “O mais antigo pregador que houve no mundo”, engenhou Vieira, “foi o Céu”:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. Vede como diz o estilo de pregar do Céu, com o estilo que Cristo ensinou na terra? Um e outro é semear; a terra semeada de trigo, o Céu semeado de estrelas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha, ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: Stellae manentes in ordine suo. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o Céu em xadrez de estrelas, como os Pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras</em>[44]<em>. </em></p>
<p style="text-align:justify;">A “ordem” das estrelas seria uma espécie de modelo à ordem do “semeador” – pregador de palavras. Todas as estrelas estão “por sua ordem”, mas não em ladrilhos de xadrez. Os sermões em “xadrez de palavras” não seriam adequados para semear, e o céu ensinaria ao pregador o “estilo da disposição” e das palavras, “claras”, “distintas” e “altíssimas”, cada parte “por sua ordem”[45].</p>
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<div id="attachment_3286" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-4_red.jpg"><img class="size-medium wp-image-3286  " title="Figura 4_red" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/figura-4_red.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Fig. 4: Vista de Mariana, do alto da Igreja de São Pedro dos Clérigos. (Foto: Robson Godinho e Rodrigo Mercandier)" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Fig. 4: Vista de Mariana, do alto da Igreja de São Pedro dos Clérigos. (Foto: Robson Godinho e Rodrigo Mercandier)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Aos que conhecem o texto de Sérgio Buarque de Holanda, em que as cidades hispano-americanas são exaltadas por sua regularidade e ordem (geométricas), ficam claras as correspondências estabelecidas com o texto de Antonio Vieira. Holanda foi muito arguto ao identificar o povoador português ao “semeador”, todavia, ele inverteu o juízo de Vieira, o que é preciso restaurar. Conquanto não tenha sido considerado apropriado, por Vieira, o sermão em xadrez de palavras, a cidade exaltada por Holanda foi justamente a cidade em xadrez de ruas, construída por “ladrilhadores” (espanhóis). Analogamente apropriada, consoante o engenhoso desenvolvimento de Vieira, não seria a cidade em “xadrez de ruas”, mas sim a cidade de partes convenientemente dispostas e adequadas cada uma “por sua ordem” e natureza; como se depreende também quando a definição coeva de “ordem” é colhida em Bluteau, como vimos: “disposição” ou “colocação” de cada “cousa” no “lugar que lhe convém”.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a arquitetura e a cidade, dentro do regime retórico característico das práticas de representação artística luso-brasileiras dos séculos XVII e XVIII, eram pensadas também como discurso, segundo a estratégia teológica de encenação persuasória e permanente (<em>theatrum</em> <em>sacrum</em>) dos pressupostos católicos contra-reformistas, esse discurso arquitetônico-urbano não poderia convir a outro gênero senão justamente o sermonário. Específica e metaforicamente, a povoação mineira do século XVIII constituía um persuasório e permanente <em>sermão de pedras</em>, necessário, útil e alegórico, representação verossímil do “corpo místico” e da política fundamentalmente <em>teológica</em> do reino português. Se o sermão era um discurso disposto e ornado de <em>lugares-comuns</em> (<em>topoi</em>) teológicos e retórico-poéticos, ordenado por preceitos regulares de decoro, conveniência e adequação, a cidade também o era, um discurso habitável construído, disposto e ornado de <em>lugares-comuns</em> arquitetônicos e urbanos, tópicas convalidadas pela longa tradição luso-brasileira de fazer cidades: ruas “direitas”, ruas “novas” e “formosas”, travessas, casarios caiados, casas de câmara e cadeia e pelourinhos, becos, largos, adros, passos e capelas, sobretudo capelas, “decentemente” “acomodadas” em “elevação”[46], sobre ombreiras e cumes de morros. Elementos e aspectos que permitem identificar uma arte retórico-construtiva de prudentes juízos, consolidada por longas durações de usos e costumes, práticas e preceitos regulares observados, destinada a ordenar, aumentar e conservar <em>povoações</em> <em>convenientes</em>.</p>
<hr size="1" />
<h3 style="text-align:justify;"><strong>notas e referências bibliográficas</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">Texto vencedor do 8.° Prêmio Jovens Arquitetos (edição 2007), Categoria Ensaio Crítico de Arquitetura e Urbanismo. Para esta publicação eletrônica, foram eliminados trechos ou notas inteiras de rodapé explicativas, presentes nas duas primeiras edições: ANAIS DO IX SEMINÁRIO HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO. FAU-USP, São Paulo, Novembro de 2006. (CD-ROM). Publicado também na <em>REVISTA DO IEB-USP</em>, São Paulo, fev. 2007, n. 44, p. 27-54.</p>
<p style="text-align:justify;">[1] Cf. VASCONCELLOS, Sylvio de. <em>Vila Rica: Formação e Desenvolvimento – Residências</em>. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, 1956; VASCONCELLOS, Sylvio de. <em>Arquitetura no Brasil, </em><em>Pintura mineira e outros temas.</em> Belo Horizonte, Escola de Arquitetura da UFMG, 1959. <em>Formação das Povoações de Minas Gerais</em>, p. 1-6; cf. também SANTOS, Paulo Ferreira. <em>Formação de cidades no Brasil colonial</em> [1968]. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001; e DELSON, Roberta Marx. <em>Novas Vilas para o Brasil-colônia</em>: Planejamento Espacial e Social no Século XVIII. Trad. de Fernando de Vasconcelos Pinto. Brasília: ALVA-CIORD, 1997.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">[2] A tradição da “regularidade” como categoria elementar da Geometria (uma das artes do quadrivium) remonta ao percurso e às traduções de “Os elementos”, de Euclides (séc. IV a. C.), que se filia, por sua vez, à tradição platônico-pitagórica. A “cidade regular” (geométrica) apresentaria os mesmos atributos das figuras “regulares”: constância, repetição, previsibilidade; não necessariamente o ângulo reto, pois polígonos regulares de três ou mais de quatro faces também são, por definição, “regulares”, e seus traçados são perimétricos e radiais. Exercícios geométricos, como construção e manipulação de figuras regulares, estavam na base dos tratados e das “Aulas” de arquitetura e engenharia militar oferecidas no universo luso-brasileiro durante a colonização. Sobre a formação dos arquitetos e engenheiros militares luso-brasileiros, bem como a importância da Geometria em seus tratados e formação, cf. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. <em>Desenho e Desígnio</em>: o Brasil dos Engenheiros Militares (1500-1822). Tese apresentada na FAU-USP, São Paulo, 2001.</p>
<p style="text-align:justify;">[3] Cf. LAVEDAN, Pierre. <em>Gèographie des villes</em> (1936). Paris: Gallimard, 1959. Cf. também PINON, Pierre. <em>La notion de ville neuve planifiée et l’historiographie de l’urbanisme.</em> (Disponível em <a href="http://hgtice.free.fr/colloques/rochyon2004.htm" target="_blank">http://hgtice.free.fr/colloques/rochyon2004.htm</a>, acessado em 12 de junho de 2005).</p>
<p style="text-align:justify;">[4] REIS FILHO, Nestor G. <em>A Urbanização e o Urbanismo na Região das Minas</em>. Cadernos do LAP 30. São Paulo: FAU/USP, 1999. p. 19.</p>
<p style="text-align:justify;">[5] Cf. SANTOS, op. cit, p. 18.</p>
<p style="text-align:justify;">[6] Cf. SANTOS, op. cit, p. 58-71. Nos últimos anos, a proeminência de estudos sobre o período pombalino, em que vilas e cidades numerosamente apresentam, em plantas e efetividade, geometrias mais rígidas, também contribuiu para mantermos a noção de regularidade subordinada à geometria uniforme dos arruamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">[7] Cf. SANTOS, op. cit., p. 18.</p>
<p style="text-align:justify;">[8] Cf. HOLANDA, Sérgio Buarque de. <em>Raízes do Brasil. São Paulo</em>: Cia. das letras, 1997. Cap. 4: O semeador e o ladrilhador, p. 93-138.</p>
<p style="text-align:justify;">[9] SMITH, Robert. <em>Arquitetura Colonial</em> (As Artes na Bahia, I parte). Salvador: Livraria Progresso, 1955. p. 12.</p>
<p style="text-align:justify;">[10] SANTOS, op. cit., p. 18-19. Já em 1951, em Subsídios para o estudo da arquitetura religiosa em  Ouro Preto, Paulo Santos ressaltara a “espontaneidade” de Ouro Preto, uma cidade nascida, em seus termos, como que “a esmo”, “à-vontade derramada”, “pitoresca”, conferida por isso em “graça” e “originalidade”, uma cidade, interessa atentar, em que é “indefinível” a “forma geométrica”: “Êste [o vale onde a cidade foi implantada] nada tem de plano: seios opulentos separados pelos sulcos fundos das vertentes dos córregos. A cidade ondula sobre êsses seios. As ruas sobem, descem, viram ora para um, ora para outro lado, em ângulos ou curvas imprevistos. Como fitas coladas por criança travêssa sôbre um mapa de relevo. Como trilhas seguidas a êsmo pelos tropeiros [...]. Os lotes de terreno, quase todos, são estreitos e alongados, e de forma geometricamente indefinível. O casario [...] trepa pelas ladeiras, esconde-se nos buracos, debruça-se sôbre o alcantilado das encostas, num à-vontade derramado, que longe de prejudicar a harmonia do conjunto, ao contrário, confere-lhe graça, pitoresco, originalidade [...]. A arquitetura da cidade é tão espontânea e natural e tanto se funde com a paisagem que, pode dizer-se, faz parte da terra, como as árvores da floresta ou o mato do chão”. SANTOS, Paulo F. Subsídios para o estudo da arquitetura religiosa em Ouro  Preto. Rio de Janeiro: Kosmos, 1951. p. 17-18. Entre 1956 e 1959, Sylvio de Vasconcellos consagrou definitivamente os aspectos e qualidades urbanas positivas decorrentes do dito desenvolvimento “espontâneo” e da dita “irregularidade” das povoações mineiras do século XVIII: perspectivas “cenográficas”, cidades que se “harmonizam” com a paisagem circundante e “participam”, se amoldam, também, à “vida” de seus habitantes, como “entidades também vivas”, orgânicas e “livres das regulações metropolitanas”. Cf. VASCONCELLOS, Sylvio de. <em>Vila Rica: Formação e Desenvolvimento – Residências</em>, 1956; e também VASCONCELLOS, Sylvio de. “Formação das povoações de Minas Gerais”. <em>Arquitetura no Brasil, Pintura Mineira e Outros Temas</em>, 1959. p. 1-6.</p>
<p style="text-align:justify;">[11] Rafael Moreira alertou para os usos do termo “urbanismo” ao se tratar da cidade colonial luso-brasileira. MOREIRA, Rafael. <em>A Arte da Ruação e a Cidade Luso-brasileira (sécs. XVI-XVIII)</em>. Cadernos do LAP 37. São Paulo: FAU/USP, 2003, p. 8-30. Compreendo o termo “urbanismo”, neste trabalho, como o conjunto de costumes, práticas e preceitos que condicionaram os processos de implantação, aumento e conservação de povoações.</p>
<p style="text-align:justify;">[12] REIS FILHO, Nestor Goulart. <em>A Urbanização e o Urbanismo na Região das Minas</em>. Cadernos do LAP 30. São Paulo: FAU/USP, 1999.</p>
<p style="text-align:justify;">[13] REIS FILHO. op. cit., p. 19.</p>
<p style="text-align:justify;">[14] REIS FILHO. op. cit., p. 19-34.</p>
<p style="text-align:justify;">[15] BLUTEAU, Raphael. <em>Vocabulário Portuguêz, e Latino, Áulico, Anatomico, Architectonico</em>&#8230; Coimbra: Real Collegio das Artes da Companhia de Jesus, 1712. 10 v.</p>
<p style="text-align:justify;">[16] Cf. BLUTEAU. “Regular; Regularidade”. op. cit., v. 7, p. 206-207.</p>
<p style="text-align:justify;">[17] FORTES, Manoel de Azevedo. <em>O Engenheiro Portuguez</em>, apud BUENO, op. cit., p. 486.</p>
<p style="text-align:justify;">[18] idem, ibidem. (grifo nosso).</p>
<p style="text-align:justify;">[19] BASTOS, Rodrigo Almeida. <em>A Arte do Urbanismo Conveniente</em>: o decoro na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII. Dissertação (Mestrado) – Escola de Arquitetura da UFMG. Belo Horizonte, 2003.</p>
<p style="text-align:justify;">[20] Cf. BUENO, op. cit., p. 407.</p>
<p style="text-align:justify;">[21] GONZAGA, Luiz,<em> Exame Militar</em>, apud BUENO, op. cit., p. 410, (grifo nosso).</p>
<p style="text-align:justify;">[22] Cf. BLUTEAU. “Ajustado”; “Ajustamento”; “Ajustar”. op. cit. v. 1, p. 201-202. (trad. nossa).</p>
<p style="text-align:justify;">[23] PIMENTEL, Luís Serrão.<em> Methodo Lusitanico de Desenhar as Fortificaçoens das Praças Regulares e Irregulares&#8230; </em>Parte I, Secção II, Cap. XI. In BUENO, op. cit., Anexo II: “Documentação primária e secundária de interesse”.</p>
<p style="text-align:justify;">[24] PIMENTEL, apud BUENO, op. cit., p. 450-451.</p>
<p style="text-align:justify;">[25] Cf. BLUTEAU. “Discurso”. op. cit., v. 2, p. 245. O primeiro sentido em Bluteau para o termo “Discurso” é: “Uso da razão. Rationis usus”.</p>
<p style="text-align:justify;">[26] Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-06, f. 14, 14v. <em>Criação da Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo</em>. Vila do Carmo, 08/04/1711.</p>
<p style="text-align:justify;">[27] Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-86, f. 33. <em>Criação da Cidade de Mariana</em>. Lisboa, 23/04/1745.</p>
<p style="text-align:justify;">[28] Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-06, f. 20-21. <em>Termo de ereção de Vila Rica</em>. Vila Rica, 08/07/1711.</p>
<p style="text-align:justify;">[29] Além de Vila do Carmo e Vila Rica, 1711, Sabará (Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, 1711), Vila de São João del Rei (1713), Sêrro (Vila do Príncipe, 1714), Caeté (Vila Nova da Rainha do Caeté do Mato Dentro, 1714), Pitangui (Vila Nova do Infante, 1715).</p>
<p style="text-align:justify;">[30] Os termos entre aspas se apresentam nos documentos de época.</p>
<p style="text-align:justify;">[31] Cf. HANSEN, João Adolfo. “Artes seiscentistas e teologia política”. In: TIRAPELI, Percival (Org.). <em>Arte Sacra Colonial: Barroco Memória Viva</em>. São Paulo: UNESP/Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 180-189.</p>
<p style="text-align:justify;">[32] Sobre o entendimento contra-reformista, de raiz jesuítica, das práticas de representação artística luso-brasileiras serem propostas como “Theatrum Sacrum” – encenação sagrada dos fundamentos, pressupostos católicos e histórias sacras, cf. HANSEN, op. cit. p. 180-189.</p>
<p style="text-align:justify;">[33] Decência e decoro advêm de uma mesma raiz latina: “decet”, “Convir a, ser conveniente, decente, decoroso, estar bem”; part. pres.: “decens”, “conveniente, decente, que está bem”. Cf. SARAIVA, F. R. dos Santos. <em>Novíssimo Dicionário Latino-Português</em>. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Garnier, 2000 (edição fac-símile de 1927). p. 338. Cf. também CAMARERO, Antonio. <em>La Teoría Etico-estética del Decoro en la Antigüedad</em>. Bahia Blanca; Universidad Nacional del Sur, 2000. Sobre a noção de “decência” como preceito contra-reformista derivado da noção de “decorum”, cf. BLUNT, Anthony. <em>Teoria Artística na Itália 1450-1600</em>. Trad. de João de Moura Jr. São Paulo: Cosacnaify, 2001. “O Concílio de Trento e a arte religiosa”. p. 142-181.</p>
<p style="text-align:justify;">[34] BASTOS, Rodrigo Almeida. “A arte do urbanismo conveniente: o decoro na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII”. In: PEREIRA, Sônia Gomes (org.) Anais do VI Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte (1 e 2 de Outubro de 2003). Rio de Janeiro: CBHA/UFRJ/UERJ/PUC-Rio, 2004. v. 2, p. 667-677; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “Lacunas da Historiografia da Arquitetura desenvolvida no Brasil no século XVIII”. In: Cadernos de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Minas. Belo Horizonte: Editora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Dez./ 2004; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “O decoro e o urbanismo conveniente luso-brasileiro na formação da cidade de Mariana, Minas Gerais, meados do século XVIII”. In: Revista Barroco , n. 19. Belo Horizonte: Centro de Pesquisas do Barroco Mineiro, maio 2005, p. 273-296; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “O regime retórico da estrutura artístico-construtiva das vilas setecentistas no Brasil-colônia”. Anais da 56ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Cuiabá, 23 de julho de 2004. (Disponível em<a href="http://200.189.244.60/programa_sbpc56ra/sboccontrole/textos/RodrigoBastos.htm" target="_blank"> http://200.189.244.60/programa_sbpc56ra/sboccontrole/textos/RodrigoBastos.htm</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">[35] Desenvolvendo suas pesquisas no âmbito das letras seis e setecentistas, o professor João Adolfo Hansen (FFLCH-USP) defende uma reconstituição histórica dos preceitos e regimes contemporâneos às produções artísticas do período. O caminho aberto para as “belas letras” promete ser bastante proveitoso também às demais artes.</p>
<p style="text-align:justify;">[36] HORTA CORREIA, apud ROSSA, Walter. “A cidade portuguesa”. In: PEREIRA, Paulo (Org.). História da Arte Portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, 1995. v. 3. p. 268.</p>
<p style="text-align:justify;">[37] ROSSA, Walter. “No primeiro dos elementos: dados para uma leitura sintética do urbanismo e da urbanística portugueses da idade moderna”. In: Revista Oceanos. “A construção do Brasil urbano”, Lisboa: n. 41, jan./mar. 2000. p. 22.</p>
<p style="text-align:justify;">[38] Cf. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. <em>Desenho e desígnio</em>; o Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). Tese (Doutorado em Arquitetura)- Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003, p. 711.</p>
<p style="text-align:justify;">[39] Arquivo Histórico Ultramarino Brasil/MG Cx. 42, doc. 87, p. 215. <em>Representação dos oficiais da Câmara da Vila do Carmo</em>. Vila do Carmo, 2?/08/1743.</p>
<p style="text-align:justify;">[40] Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-45, f. 28. <em>Ordem régia sobre a planta para se fazer a Cidade Mariana no sítio dos pastos</em>”. Lisboa, 02/05/1746.</p>
<p style="text-align:justify;">[41] Idem, Ibidem.</p>
<p style="text-align:justify;">[42] BLUTEAU. “Ordem”. op. cit., v. 6, p. 102.</p>
<p style="text-align:justify;">[43] VIEIRA, Antonio. <em>Sermões</em>. (PÉCORA, Alcir, org.). São Paulo: Hedra, 2003. “Sermão da Sexagésima”, p. 27-52.</p>
<p style="text-align:justify;">[44] VIEIRA, op. cit., p. 39-40.</p>
<p style="text-align:justify;">[45] Idem, Ibidem.</p>
<p style="text-align:justify;">[46] Como recomendavam as Constituições primeiras do arcebispado da Bahia, ordenadas em 1707 pelo Bispo Sebastião Monteiro da Vide, concordantes com as postulações declaradamente “decorosas” do tratado regulador da arte e da arquitetura eclesiástica pós-tridentina (Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae), apresentado por São Carlos Borromeu em 1577.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:14084px;width:1px;height:1px;text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;line-height:150%;" align="right">“&#8230;na arquitectura tudo se faz por regra&#8230;”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;line-height:150%;" align="right">Padre Antonio Vieira, Sermão da Sexagésima</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">Este texto procede de uma pesquisa mais ampla dedicada a compreender a fábrica artístico-construtiva na capitania de Minas Gerais no século XVIII a partir dos pressupostos, procedimentos e princípios exatamente coevos à formação de seus conjuntos arquitetônicos e urbanos. Evita-se, portanto, o uso de categorias anacrônicas (como: “partido”, “função”, “identidade”, “originalidade”, “evolução”, a categoria dedutiva “barroco” e seus corolários formalistas e subjetivistas), carregadas de ideologias estranhas às circunstâncias e ao regime retórico de invenção, produção e recepção setecentista. O objetivo principal da pesquisa é, portanto, reescrever a história desses conjuntos arquitetônicos e urbanos ao mesmo tempo em que se procura reconstituir a história dos fundamentos e preceitos (por exemplo: decoro, decência, conveniência, comodidade, adequação, ordem, engenho, compostura, maravilha, asseio etc.) que foram considerados em suas formações. Desta feita, a análise das fontes documentais primárias e também dos tratados artísticos e teológicos considerados no período, nos quais se apresentam as matérias desses preceitos, adquire premência por seu significado teórico-metodológico.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">Contemplar os conjuntos arquitetônicos e urbanos setecentistas de Minas Gerais à luz dos princípios coevos pode nos levar a compreensões diversas daquelas consagradas pela historiografia. Sob o olhar e a sensibilidade modernos – cito alguns dos autores mais importantes: Sylvio de Vasconcellos, Paulo Ferreira Santos e Roberta Marx Delson –, as povoações mineiras se consagraram como “espontâneas” e “irregulares”<a name="_ftnref1" href="#_ftn1"><!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]--></a>. Sob o olhar e o juízo, no entanto, da primeira metade dos setecentos – período aurífero decisivo em que elas foram erigidas e acomodadas em seus núcleos primordiais –, as povoações mineiras sugerem outra consideração. Apresentarei, neste texto, as povoações de Minas Gerais à luz de noções de “regularidade” e “ordem” tal como consideradas na primeira metade do século XVIII luso-brasileiro; noções diferentes daquelas que encontramos na imensa maioria dos estudos sobre a cidade colonial luso-brasileira desse e de outros períodos; noções capazes não apenas de proporcionar o questionamento e a revisão crítica de uma denominação – tornando inevitável defender, como veremos, a regularidade das povoações mineiras – mas, e sobretudo mais importante, de nos conduzir a uma melhor compreensão dos procedimentos e preceitos que condicionaram, naqueles tempos, a conformação de suas virtudes tão singulares.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">Antes de tratar objetivamente das povoações mineiras, cumpre posicionar a questão da “regularidade” no âmbito dos estudos das povoações coloniais luso-brasileiras. De um modo geral, a noção de “regularidade” que predomina nesses estudos se caracteriza pela geometria uniforme no traçado retilíneo de arruamentos e praças; geometria esta que representaria uma proposição racional do homem, resultante da necessidade de se alcançar uma espécie de “ordem” prefigurada pelo número, pela constância, pela repetição e pela previsibilidade. Encaixam-se nesta definição não apenas os traçados urbanos dispostos em arruamentos perpendiculares entre si, gerando quadras retangulares ou propriamente quadradas, mas também as cidades, cidadelas e fortificações originadas a partir de “polígonos regulares”, ou seja, cujas faces e ângulos são iguais, com traçados perimétricos e radiais. A origem dessa compreensão, por assim dizer, universal da regularidade – porque ela está presente, vale destacar, não apenas na análise da cidade colonial ibero-americana mas na generalidade dos estudos urbanos, categoria aceita praticamente como ponto pacífico entre os estudiosos – aplicada à arte de se fazer cidades pode remontar à própria tradição disciplinar da Geometria<a name="_ftnref2" href="#_ftn2"><!--[if !supportFootnotes]-->[2]<!--[endif]--></a>. Tanto assim que é possível encontrar não apenas o termo isolado, “regularidade”, mas a expressão mais específica – “regularidade geométrica” – que poderia ser adotada para os casos acima descritos, como especificação particular de um conceito cuja compreensão pode ser, a se ver adiante, mais complexa e abrangente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">A noção de “irregularidade” descende diretamente da noção de “regularidade”, compreendendo obviamente o que não seria uniforme nem constante. No âmbito das cidades, é tradicionalmente aplicada aos traçados sinuosos, ditos “orgânicos”; arruamentos, largos e praças de dimensões variáveis, cruzando-se em ângulos não-retos; conjuntos arquitetônicos e urbanos em que não são apreensíveis as figuras “regulares” da geometria.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">Assim expostas, as noções de “regularidade” e “irregularidade” compõem um dos binômios fundamentais da História da cidade e do urbanismo; parafraseando e ilustrando, com freqüência, uma de suas dicotomias teóricas mais tradicionais, que é a “oposição” ou a “complementaridade”, segundo estudiosos como Lavedan e Pierre Pinon<a name="_ftnref3" href="#_ftn3"><!--[if !supportFootnotes]-->[3]<!--[endif]--></a>, entre a chamada “cidade espontânea” e a “cidade planejada”. Na tradição urbanística corrente, a “cidade espontânea” apresenta geralmente um traçado geometricamente irregular, ao passo que a “cidade planejada”, consagrada pelos mitos paradigmáticos da “cidade ideal” e da “cidade moderna”, é geralmente disposta em traçado uniforme, constante e regularmente geométrico, representação de uma espécie de ordem racional demiurgicamente imposta à natureza.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:1cm;line-height:150%;">A permanente comparação da maioria de nossas povoações coloniais, geralmente acomodadas ao sítio, com o padrão consagrado das hispano-americanas, uniformemente geométricas em suas plantas e traçados em xadrez ou quadrícula, o famoso “damero”, certamente contribuiu – e Nestor Goulart já alertou a respeito<a name="_ftnref4" href="#_ftn4"><!--[if !supportFootnotes]-->[4]<!--[endif]--></a> – para nos apegarmos a uma compreensão estrita e uniformemente geométrica da regularidade. Presente já nos viajantes europeus que visitaram a América portuguesa no século XIX, essa noção “geométrica” domina também o panorama no século XX, indicando a consolidação de uma verdadeira tradição historiográfica; desde Sérgio Buarque de Holanda, no texto fundador Raízes do Brasil, até pesquisas e publicações mais recentes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Uma das mais importantes contribuições dessa tradição é o estudo fundamental de Paulo Ferreira Santos – Formação de cidades no Brasil-colonial –, apresentado em Coimbra, em 1968, no Colóquio de Estudos Luso-brasileiros, publicado em forma de separata. Ainda que uma de suas principais intenções tenha sido valorizar, diante da geometria quadricular dos traçados das cidades hispano-americanas, os aspectos positivos que advinham de uma reavaliada “irregularidade” dos traçados de nossas povoações coloniais<a name="_ftnref5" href="#_ftn5"><!--[if !supportFootnotes]-->[5]<!--[endif]--></a>, Paulo Santos concluiu uma certa “evolução dos traçados de cidades e vilas no Brasil”, por ele “examinada à luz de casos típicos dessa evolução”. Paulo Santos reconheceu, então, quatro tipos de traçados, que iam desde os “traçados inteiramente irregulares”, passando pelos “traçados de relativa regularidade”, pelos “traçados que inicialmente foram irregulares, sendo depois refeitos para adquirirem perfeita regularidade”, até chegar aos “traçados perfeitamente regulares”, de que as vilas do período pombalino foram protagonistas<a name="_ftnref6" href="#_ftn6"><!--[if !supportFootnotes]-->[6]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">A identificação de uma “evolução dos traçados” no “Brasil-colonial”, dirigindo-se do “inteiramente irregular” ao “perfeitamente regular”, poderia até soar como um paradoxo; afinal, um dos objetivos declarados de Paulo Santos era valorizar as qualidades cenográficas e acomodatícias da “cidade irregular”. Mas a referida “evolução”, é preciso alertar, se aplicava aos “traçados”, e não à cidade em si, o que levou Paulo Santos a recomendar, recorrendo à leitura de Saarinen para as cidades medievais, que as cidades do “Brasil Colonial” fossem “julgadas”, estes são os termos, em sua “atmosfera arquitetônica tridimensional, mais do que nos traçados bidimensionais”. Para ele, essas cidades eram coerentes com os “meios de transportes” contemporâneos e com o “sistema de vida aconchegado” que nelas se desenvolvia, uma espécie de alerta metodológico, bastante pertinente, inclusive, contra uma certa predominância de estudos urbanos que priorizam a morfologia dos traçados. Ademais, se para Paulo Santos a questão da forma não poderia ser subestimada, as cidades coloniais irregulares – assim como as medievais – também teriam suas virtudes, exaltadas diante das críticas, já acirradas na década de 1960, dirigidas contra a previsibilidade e a “monotonia” “impecavelmente regular” das cidades modernas:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">a irregularidade da traça cria situações curiosas, perspectivas que a irregularidade favorece, e quiçá resultados imprevistos pela valorização que confere a determinados ângulos dos edifícios, que não se teria em mira exaltar. Os arquitetos medievos, como os nossos mestres coloniais, tinham experiência desses resultados e de antemão sabiam que podiam contar mais seguramente com efeitos dessa irregularidade para os tipos de edifícios que usavam do que com a monotonia de soluções impecavelmente regulares, que tem sido da predileção dos contemporâneos<a name="_ftnref7" href="#_ftn7"><!--[if !supportFootnotes]-->[7]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.3pt;text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Embora tenha contribuído para convalidar uma acepção estritamente geométrica de regularidade aplicada às povoações coloniais, o estudo de Paulo Santos foi relevante para o reconhecimento e a valorização das especificidades das “cidades portuguesas do Brasil”, em um contexto intelectual ainda fortemente marcado pelo severo diagnóstico fornecido por Sérgio Buarque de Holanda em 1936, ou seja: a “desordem” resultante do “desleixo” com que os portugueses implantaram, ou permitiram que fossem implantadas, povoações em sua colônia americana<a name="_ftnref8" href="#_ftn8"><!--[if !supportFootnotes]-->[8]<!--[endif]--></a>. Corroborava esta compreensão o também importante trabalho de Robert Smith sobre a arquitetura colonial luso-brasileira, em que a “ignorância” da “ordem”, por parte dos portugueses, terminava identificada com a “irregularidade” (geométrica) do arruamento de suas cidades:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">a ordem era ignorada pelos portugueses como assinalavam deliciados os viajantes. As suas ruas, ironicamente chamadas ‘direitas’, eram tortas e cheias de altibaixos, as suas praças de ordinário irregulares<a name="_ftnref9" href="#_ftn9"><!--[if !supportFootnotes]-->[9]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Logo nas primeiras linhas de seu estudo, Paulo Santos reviu o famoso trabalho de Holanda, declarando ser “difícil conciliar esse retrato” da “desordem” com a idéia de havermos reconhecido algumas dessas cidades com a categoria de “monumentos nacionais”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">É que naquela aparente desordem [...], a inexistência de um traçado prévio ou de uma idéia geratriz, existem uma coerência orgânica, uma correlação formal e uma unidade de espírito que lhe dão genuinidade. Genuinidade como expressão espontânea e sincera de todo um sistema de vida, e que tantas vezes falta à cidade regular, traçada em rígido tabuleiro de xadrez.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">A “irregularidade” e a “espontaneidade” – “aparente desordem” – adquiriram sinais de “unidade”, de “coerência orgânica” e, principalmente, de “genuinidade”. A teoria de Paulo Santos buscou inverter a hierarquia habitual de julgamento, trazendo à discussão valores considerados implícitos à “irregularidade” que seriam capazes de revelar uma “genuinidade” das cidades cujos traçados assim se caracterizassem. Numa relação introdutória de dez cidades – é preciso notar –, as seis primeiras citadas por Paulo Santos eram de Minas Gerais: “Ouro Preto, São João del Rei, Mariana, Diamantina, Serro, Tiradentes”. O exemplo empírico utilizado por Paulo Santos para entusiasmar, de início, a anuência do leitor à sua tese foi justamente a primeira delas, Ouro Preto (FIG. 1); a única, naquele momento, a possuir oficialmente o título de “monumento nacional”, paradigma da “espontaneidade” e da “irregularidade” aplicadas não apenas, mas especialmente, às povoações mineiras.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">Nas cidades mineiras, à irregularidade da planta soma-se o acidentado do terreno para valorização dos aspectos, como, por exemplo, na Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, duplamente favorecida, para quem vem de cima como para quem vem de baixo<a name="_ftnref10" href="#_ftn10"><!--[if !supportFootnotes]-->[10]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Embora a hipótese da “desordem” defendida por Sérgio Buarque de Holanda esteja atualmente superada, a noção de regularidade considerada nos estudos da cidade colonial luso-brasileira ainda é devedora de uma noção de “ordem” representada pela geometria uniforme. Conquanto tenhamos aprendido, nas últimas décadas, a considerar as virtudes da cidade colonial luso-brasileira a despeito da não-ortogonalidade ou da não-uniformidade de seus arruamentos, edifícios e praças – devido à contribuição, nas últimas décadas, de muitos pesquisadores luso-brasileiros, como Sylvio de Vasconcellos e o próprio Paulo Santos – a regularidade ainda é compreendida como predominantemente atrelada ao rigor da uniformidade, principalmente a do ângulo reto. Cumpre indagar: se já é possível intuir que o sentido de ordem das cidades luso-brasileiras não é o geométrico estrito das cidades-xadrez hispano-americanas, por que não pensar também que, analogamente, o sentido de “regularidade” daquelas possa ser diferente ou mais abrangente do que o sentido “geométrico” da regularidade dessas? Seria possível identificar uma noção ou noções de regularidade características do “urbanismo” ou “arte da ruação” portuguesa<a name="_ftnref11" href="#_ftn11"><!--[if !supportFootnotes]-->[11]<!--[endif]--></a>? Regularidades estas condicionadas, obviamente, aos períodos e contextos específicos em que surgem e se desenvolvem?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Algumas tentativas de contornar esse exclusivismo da regularidade geométrica foram empreendidas por alguns estudiosos, embora não tivessem pretendido desafiar diretamente o problema do anacronismo categórico. A principal delas talvez tenha sido a de Nestor Goulart Reis Filho, em um trabalho dedicado especialmente à “Urbanização e o Urbanismo da região das Minas”<a name="_ftnref12" href="#_ftn12"><!--[if !supportFootnotes]-->[12]<!--[endif]--></a>, atuais estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Numa parte subtitulada “Questões teóricas específicas”, Reis Filho alertou para a prevalência do sentido geométrico da noção de “regularidade”, adotando, segundo suas palavras, um “conceito mais geral”, “corrente nas pesquisas científicas”. Sob a noção geométrica, restaria pouco a fazer senão declarar a total irregularidade das povoações; ou então identificar algumas prováveis exceções – sugeriria Paulo Santos – de “relativa regularidade”, como a que geralmente recebe Mariana, por ocasião das reformas antecedentes à sua elevação para a condição de “cidade”, ou os acréscimos de Vila Boa de Goiás no período pombalino. Mas Nestor se esquiva dessa noção tradicional e desenvolve um conceito interessante para a análise do processo de formação dessas povoações. Além de seu sentido geométrico – Nestor também o reconhece neste e em outros trabalhos –, a regularidade pode ser entendida como “existência de repetições de determinadas características”. Também “há regularidade”, segundo ele, quando se pode observar, em um “processo”, “séries de eventos” que possuem características que se repetem. O processo em questão é a “urbanização”, e os eventos repetitivos, o que ele denomina como “formas – ou “modalidades” – de disciplinas urbanísticas”<a name="_ftnref13" href="#_ftn13"><!--[if !supportFootnotes]-->[13]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Nestor Goulart observou três dessas modalidades. As duas primeiras se referem às “plantas das cidades” (“continuidade” do “alinhamento” entre as edificações, “largura constante para as vias públicas”), e uma outra para ordem e controle das “formas e [d]a aparência das fachadas”. Na generalidade das “urbanizações”, essas modalidades disciplinadoras se repetem, são constantes, e também geram padrões de regularidade ou repetição formal, utilizados por Nestor como exemplos<a name="_ftnref14" href="#_ftn14"><!--[if !supportFootnotes]-->[14]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">A “regularidade científica” adotada por Nestor é sem dúvida um avanço. Não apenas porque questiona a supremacia da noção estritamente geométrica de regularidade, reivindicando um “conceito mais geral” para o termo, mas também porque chama a atenção para “processos” e “diretrizes” que, observados em “repetições regulares”, contribuíam para a constituição da cidade colonial. É uma regularidade efetivada, ainda que eventualmente não cumprida, como ele mesmo adverte, através das atividades das câmaras, vereadores, arruadores, na tentativa de disciplinar espaços, edifícios públicos e privados e criar “padrões” e “cenários” urbanos. Se a “regularidade geométrica” tem sido tradicionalmente aferida pela repetição e pela constância de dimensões e medidas, a “regularidade científica” de Nestor Goulart é observada na repetição e na constância de eventos e “padrões” urbanísticos. É uma noção por certo mais abrangente, capaz de compreender também – porque igualmente fundamentada na repetição e na constância de elementos – a noção geométrica de regularidade; é uma noção passível, portanto, de utilização no exame “mais geral” das povoações coloniais, não apenas das mineradoras. É uma contribuição crítica bastante importante, mas não é ainda a noção de regularidade que buscamos, exatamente contemporânea à formação dos conjuntos urbanos analisados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Outra noção coeva de “regularidade”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Uma noção também mais abrangente de “regularidade” era literalmente declarada nas primeiras décadas do século XVIII, em duas obras bastante significativas: num dos mais completos dicionários da língua portuguesa, o Vocabulário Portuguêz, e Latino, Áulico, Anatomico, Architectonico&#8230;<a name="_ftnref15" href="#_ftn15"><!--[if !supportFootnotes]-->[15]<!--[endif]--></a>, dedicado pelo padre jesuíta D. Raphael Bluteau em 1712 ao próprio rei D. João V, e também na obra de um dos importantes tratadistas portugueses de arquitetura, Manoel de Azevedo Fortes, “O engenheiro português” (1728/29).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">O primeiro sentido registrado por Raphael Bluteau para o verbete “REGULARIDADE” é muito claro: “Disciplina regular, observância regular, regras bem guardadas”. O termo “REGULAR” usava-se “metaforicamente”, segundo o jesuíta, para se falar de “cousas, que se fazem com regra, ordem etc.”; “Regular” era adjetivo de “cousa segundo as regras da Arte”. O sentido “geométrico” dos termos também comparece, e o exemplo utilizado é oportuno: “Fortificação regular, he aquella, cujas faces, e angulos, saõ iguaes”<a name="_ftnref16" href="#_ftn16"><!--[if !supportFootnotes]-->[16]<!--[endif]--></a>. Fica evidente que a “regularidade” não se caracterizava apenas pela constância ou igualdade de medidas, definição derivada da Geometria, porque ela era, primordialmente, uma espécie de virtude alcançada pela “disciplina” na qual se “observam” as “regras da arte”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Manoel de Azevedo Fortes também reconheceu a “regularidade” com essa mesma, e maior, abrangência. Desenvolvendo ao “engenheiro português” a importância de “ajustar” as obras às circunstâncias e “imposições do meio”<a name="_ftnref17" href="#_ftn17"><!--[if !supportFootnotes]-->[17]<!--[endif]--></a>, recomendou que</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">pelos preceitos, e regras de huma fortificação regular devem obrar os engenheiros na irregularidade dos terrenos, aproximando-se quanto for possível à regularidade, isto he, à oservancia das regras da fortificação regular [...]<a name="_ftnref18" href="#_ftn18"><!--[if !supportFootnotes]-->[18]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Ambos reconheceram a regularidade de atributos geométricos, mas devia predominar mais abrangente – como sinalizam o vocabulário setecentista e as recomendações do tratado – a noção de “regularidade” como “observância regular” de “preceitos” e “regras da arte”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Atentei para esta noção coeva de “regularidade” enquanto pesquisava a consideração do preceito do “decoro” na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII<a name="_ftnref19" href="#_ftn19"><!--[if !supportFootnotes]-->[19]<!--[endif]--></a>. O “decoro”, ou “conveniência”, foi um dos princípios ético-retóricos fundamentais ao pensamento e às práticas artísticas desde a antiguidade, consagrado pela longa duração da Retórica e da Poética como preceito regular de adequação e conveniência de meios e fins, orientação pertinente a praticamente todas as manifestações técnicas e artísticas, retórica, poesia, teatro, pintura, escultura, arquitetura etc. Estimulada pelo contexto teológico-retórico luso-brasileiro dos séculos XVII e XVIII, recomendada ainda pelos tratados antigos e modernos de arquitetura e engenharia militar traduzidos ou redigidos pelos portugueses a partir do século XVI – como o De Architectura de Vitrúvio, em que o decor compareceu como um dos seis princípios fundamentais da arquitetura, juntamente com ordenatio, dispositio, symmetria, eurithmia e distributio – a consideração do decoro colaborou decisivamente para a afirmação de uma política de implantação de povoações na qual rezava, além da escolha dos sítios “mais convenientes”, uma orientação primordial de adequação “por ordem” às circunstâncias, costumes e preexistências físicas, naturais e construídas, visando à conveniência final da obra ou da povoação tanto à política teológica metropolitana quanto aos interesses dos colonos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Vejamos a definição de um tratadista português para o “decoro”, o padre jesuíta Luiz Gonzaga, lente durante a primeira década dos setecentos na Aula de Esfera do Colégio de Santo Antão e “mestre” do futuro rei D. João V – durante o reinado do qual (1706-1750) se situam a fundação e o florescimento das primeiras vilas mineiras. Sua obra é o “Exame Militar”, e a fonte é Vitrúvio, na tradução de Daniele Barbaro<a name="_ftnref20" href="#_ftn20"><!--[if !supportFootnotes]-->[20]<!--[endif]--></a>:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoBodyText" style="margin-left:27pt;">Apparencia, Decoro, e Fermosura da planta, ou praça, se equivoca tambem m.tº com Eurithmia, tem porem sua differença; porq a Eurithmia so trata do decoro da boa destribuiçaõ das suas partes, em o lugar q ham de ter no risco : mas o Decoro he a propriede [propriedade] das partes da praça por ordem ao sitio, q se tem escolhido, por ordem ao costume com q se dispoem, e per ordem a natureza do com q se faz. Sirva de exemplo huma praça q se manda fazer, o engenheiro, busca este sitio ou lugar da fortificaçaõ a onde possa ser conveniente. Busca este sitio mais apto pª o fim q se pertende, dispoem as partes da praça segundo hum costume, ou methodo de fortificar, e segundo este vay dando a cada huma das partes, o que estas per sua natureza pedem [...] e a planta, q representa tudo isto se diz decoroza<a name="_ftnref21" href="#_ftn21"><!--[if !supportFootnotes]-->[21]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoBodyText" style="margin-left:4cm;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">O “decoro” (“aparência”, “formosura”) desenvolvido por Gonzaga implicava a consideração aos costumes – éticos, construtivos e materiais –, levando-se em conta inclusive o sítio de implantação que se deveria escolher “onde possa ser conveniente”, “mais apto para o fim que se pretende”. O decoro era uma “propriedade” das “partes” da povoação ou edificação “por ordem” a esses fatores, diretamente condicionada à “natureza” de cada uma delas em si e em relação ao conjunto da obra. “Por ordem” ao sítio, “por ordem” ao “costume” com que se edifica e “por ordem” à “natureza” da “parte”, finalidade e materiais. Uma noção de “ordem” aparece aqui não como um atributo de medida ou uniformidade, alcançada formalmente por geometria abstrata predefinida, mas acima de tudo como uma condição de relação circunstancial entre a fábrica e seu contexto, capaz de proporcionar unidade às “partes” de uma planta que, desse modo satisfeita, poder-se-ia dizer “decorosa”. Esta “ordem”, na definição decorosa de Gonzaga, constituía um princípio, e não simplesmente um atributo; um princípio apto a presidir e a orientar a organização da planta; a estimular relações oportunas e convenientes entre as “partes” componentes do todo, finalmente conveniente em proporções, ajustes e finalidades. Esta “ordem”, por assim dizer, de ajuste e adequação entre as partes, era uma condição inerente à ação do engenheiro, a ser efetivada com juízo, engenho e prudência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Demais tratadistas portugueses próximos ao período também desenvolveram essa virtude de ajustar ordenadamente as partes de uma planta, edificação ou povoação, principalmente em relação às condições do sítio. O próprio trecho supracitado de Azevedo Fortes relativo à “regularidade” é um exemplo. Sua recomendação repousava especificamente no “ajuste” dos elementos e partes construtivas às circunstâncias do sítio. “Ajustar”, segundo o Vocabulário de Raphael Bluteau, nos envia à noção de “adequar”, como tornar uma coisa “semelhante” à outra: “Igualar uma cousa fazendoa semelhante à outra, ou em tudo, ou em parte. Æquare, adæquare”; mas nos envia também às noções de “conformidade” e “conveniência”, como “boa ordem” – atente-se para a expressão – das coisas entre si. “Ajustar. Preparar. Por em ordem. Aptare. Cic [Cícero]. Ajustar. Concertar huma cousa, &amp; convir nella”. “Ajustado” é aquilo que apresenta “conformidade”, assim como o “Ajustamento. Conformidade, &amp; boa ordem das cousas entre si”. Bluteau refere-se explicitamente à noção poético-retórica de “composição”, ou “disposição”, “conveniente e apta composição, ou disposição, das coisas” (literalmente: “Conveniens, aptaque rerum compositio, ou dispositio”)<a name="_ftnref22" href="#_ftn22"><!--[if !supportFootnotes]-->[22]<!--[endif]--></a>; no âmbito em questão, das várias partes do edifício ou da povoação.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Outros tratados portugueses também sinalizaram a importância de uma adequação regular aos contextos em que se precisava dar “ajuste” e “boa ordem”. Serrão Pimentel, que apresentou em 1680 o seu “Methodo lusitanico de desenhar as fortificaçoens das praças regulares e irregulares&#8230;”, alertou para a dificuldade de se construir com impecável regularidade (geométrica), ao observar que, na maioria dos casos, se fortificam “de novo” “cidades, vilas e lugares antigos”, não sendo possível “dispor as partes interiores com a perfeição que nas que de novo se fabricaõ; mas convem que nos cheguemos quanto puder ser á mayor regularidade”, evitando-se “demolições excessivas”<a name="_ftnref23" href="#_ftn23"><!--[if !supportFootnotes]-->[23]<!--[endif]--></a>. Referindo-se a Palmanova, cidade militar projetada por Scamozzi no final do século XVI, de estrita e rigorosa regularidade geométrica, figurada por um eneágono, Serrão Pimentel sugeriu algumas medidas para praças e vias, mas terminou convocando o engenheiro militar “de juízo e boa consideração” a dispor conforme a “capacidade da povoação”, e a “accomodar as mais particularidades com bom discurso”<a name="_ftnref24" href="#_ftn24"><!--[if !supportFootnotes]-->[24]<!--[endif]--></a>, ou seja, com bom “uso da razão”<a name="_ftnref25" href="#_ftn25"><!--[if !supportFootnotes]-->[25]<!--[endif]--></a>; Serrão Pimentel privilegiou nitidamente uma acomodação das partes da povoação ao conjunto de circunstâncias apresentadas pelo contexto preexistente, a serem conformadas e ajustadas às aptidões necessárias e convenientes que constituíam a finalidade civil ou militar da povoação. Se “ajustar-se às imposições do meio” representava para o engenheiro de Azevedo Fortes um preceito racional utilizado para atingir conformidade e conveniência entre as “partes” – “boa ordem”, enfim –, para Serrão Pimentel, era também o bom “uso da razão“ e da experiência – o “bom discurso” – que oferecia ao engenheiro o “método” mais apropriado para “acomodar” prudentemente as povoações e suas “particularidades”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Constatar a consideração do “decoro” ou da “conveniência” nos processos povoadores na capitania de Minas Gerais – um dos “preceitos regulares”, uma das “regras da arte” luso-brasileira de edificar, arruar e povoar – não apenas permitiu criticar a designação “espontânea” aplicada às suas povoações, como também reconhecê-las a partir de uma noção de “regularidade” que, naqueles tempos, significava antes de tudo a “observância” a essas “regras” e “preceitos” competentes à arte de edificar. Muito mais importante do que permitir esse tipo de revisão crítica – empresa inelutável da historiografia –, o decoro tem proporcionado uma chave bastante interessante para a compreensão dos processos de formação das povoações.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Na virada para o século XVIII, quando a empresa mineradora deu indícios de sucesso, a coroa portuguesa procurou se estabelecer definitivamente nos novos “descobrimentos”. Ao incentivar o “sossego”, a “acomodação” e a “permanência” dos povos e das povoações, procurou-se conciliar as conveniências metropolitanas e as conveniências coloniais, concentrando-as, a partir de 1711, em vilas equipadas com um organismo administrativo municipal – as câmaras – às quais tocavam matérias de responsabilidade edilícia, zelo e coordenação das atividades competentes ao “bem comum”, “aumento” e “conservação” da “res publica” edificada. Interessava à coroa portuguesa a construção e a conservação de povoações decorosas, cômodas e decentes, estruturas materiais necessárias cujos efeitos e proveitos desempenhavam representações retoricamente discursivas da “dignidade” e da “decência” do “corpo místico” do reino católico português. “Novas povoações”, assim denominadas, se fundaram e se implantaram, então, sobre arraiais preexistentes; para as quais se solicitaram, apropriada e oportunamente, novas estruturas urbanas, edifícios e arruamentos, declaradamente requeridos como “convenientes” e melhor “proporcionados”, mais “seguros”, “dignos” e “ornados”, enquanto a sociedade se estabilizava em associações leigas, ordens terceiras, irmandades e confrarias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">A ereção das vilas era geralmente coordenada pelo governador da capitania, como um ato de efetiva instalação política. Elegeram-se – e os termos de ereção das vilas fazem costumeira referência a isso – os sítios considerados mais “cômodos”, “capazes” e “convenientes”. Na ereção da Vila de Nossa Senhora do Carmo<a name="_ftnref26" href="#_ftn26"><!--[if !supportFootnotes]-->[26]<!--[endif]--></a>, por exemplo, em 1711, assim como na sua elevação à condição de cidade, a partir de então denominada Mariana<a name="_ftnref27" href="#_ftn27"><!--[if !supportFootnotes]-->[27]<!--[endif]--></a>, em 1745, foram a “capacidade” e a “comodidade” de sítios mais planos que constituíram a “conveniência”. Na ereção de Vila Rica, atual Ouro Preto, três meses depois da elevação da Vila do Carmo, as “conveniências” eram oportunamente as do “comércio”, conveniências essas capazes de compensar, no juízo dos moradores convocados e na prudência do governador, Antonio Albuquerque Coelho de Carvalho, o excesso de acidentes de um sítio considerado por este como “não muito acomodado”<a name="_ftnref28" href="#_ftn28"><!--[if !supportFootnotes]-->[28]<!--[endif]--></a>. Vale ressaltar que a análise dos termos de ereção das primeiras vilas<a name="_ftnref29" href="#_ftn29"><!--[if !supportFootnotes]-->[29]<!--[endif]--></a> de Minas Gerais foi decisiva para a formulação da hipótese que considerava extremamente importante o papel do decoro na implantação e regulação dos processos de formação dessas povoações.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Fundada a “vila”, instalava-se a câmara, que a partir de então concentrava outros processos povoadores que se pode sistematizar em<a name="_ftnref30" href="#_ftn30"><!--[if !supportFootnotes]-->[30]<!--[endif]--></a>:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]-->1) <!--[endif]-->Adequação das estruturas construídas preexistentes: concessão de aforamentos sobre propriedades já estabelecidas por moradores; “licenças” para “reforma”, reconstrução e “retificação” de casas mais “decentes” e “seguras”, com materiais mais dignos, como o barro e a telha, em substituição à palha; “endireitamento” e realinhamento de arruamentos, a fim de assegurar a “decência” da povoação; eventualmente construções ou “partes” destas deveriam ser “demolidas” para se atingir principalmente continuidade nos alinhamentos das vias, em nome da “conveniência” pública e da “formosura” da povoação;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]-->2) <!--[endif]-->“Aumento” da povoação e das edificações. No âmbito edilício, o termo “aumento”, também freqüente na documentação primária, significava, naquele tempo, tanto expansão física como “acrescentamento” ou “aumento” de “dignidade”, assegurada através de: abertura de “praças” e novos “arruamentos” melhor “alinhados” e “decentes”; concessão de novos aforamentos para edificação de novas casas; construção de novos edifícios públicos, câmara e cadeia, chafarizes e pontes; construção “ornada” de capelas leigas e igrejas paroquiais; consolidação de largos e praças;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;line-height:150%;"><!--[if !supportLists]-->3) <!--[endif]-->“Conservação” das várias “partes” da povoação: “reformas”, “reparos” e “correições” urbanas parcelares, ou seja, em “partes” da povoação, públicas e particulares, que visavam a manutenção “conveniente” da sua estrutura física e a “correção” de sua aparência; manutenção da “comodidade”, da “decência” aparente, da “limpeza” e do “asseio” da povoação.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Além dos vereadores e juízes ordinários, arruadores e juízes de ofícios das câmaras, outros agentes – administradores coloniais e metropolitanos – participavam diretamente desses processos povoadores: ouvidores e corregedores; superintendentes, oficiais e eventualmente engenheiros militares; procuradores dos moradores e das irmandades; governadores da capitania; o bispo, no caso particular de Mariana, e inclusive o rei Dom João V, “cabeça” da Igreja em Portugal, conselheiros e secretários, agentes decisivos no processo de reforma e acomodação de Mariana sobretudo na década de 1740. Orientando esses processos povoadores e seus agentes, identifiquei procedimentos e princípios bastante significativos ao decoro e conveniência dos edifícios e povoações, pertinentes a uma verdadeira estrutura artístico-construtiva setecentista de que efetivamente participavam os agentes acima especificados, conforme cabedais e hierarquias. O “decoro”, ou a “conveniência”, enquanto “preceito regular”, constituía uma orientação prudencial, um “meio”, desde a eleição dos sítios para instalação das vilas, mas também um “fim” a ser alcançado, efetivado pela consecução e também pela conservação tanto da “utilidade” quanto da “aparência” “decente” da povoação e de suas “partes”, edifícios, chafarizes, pontes, habitações etc. “Vistorias” e “correições” dos vereadores e juízes, porventura acompanhados por arruadores, mestres e juízes de ofício, procuravam garanti-las em relação aos edifícios públicos mas também em relação aos particulares, impondo “reformas” ou até mesmo “demolições” de “partes” que estivessem comprometendo a “utilidade”, o “asseio” e a “formosura” da “res publica” edificada. A compreensão desses processos orientados pelo decoro permitiu constatar uma noção de povoação a ser constituída e conservada desde suas “partes”, adequadas e íntegras em dignidade e decência, integradas hierárquica e convenientemente, entre si e no todo do corpo místico do reino – um organismo urbano em permanente acomodação. A arquitetura e a povoação, além de sua utilidade ordinária, serviam à política teológica do reino católico português. O decoro, enquanto preceito fundamental da ética e da retórica setecentistas, participava fundamentalmente dessa concórdia de conveniências a serem efetivadas no âmbito urbano. Em sua comodidade e aparência teológico-retóricas, essas “povoações”, que gosto de denominar, por tudo isso, “convenientes”, eram recebidas também como discursos, discursos sobretudo teológico-retóricos, cujas alegorias e “ornatos” (“metáforas da arquitetura”, nos termos de Emanuelle Tesauro) e demais dignidades efetuavam uma representação bastante conveniente do reino e de sua política colonizadora de caráter teológico. A povoação não poderia ser apenas um discurso, mas não se pode ignorar que este caráter, de discurso, tenha sido um dos pressupostos que fundamentavam sua constituição e conservação. A “comodidade” da povoação, por exemplo, era uma utilidade imprescindível, uma virtude necessária, freqüentemente solicitada nos termos de vereação e atas da câmara, bandos, correições etc. Satisfeita como proveito, a “comodidade” dos vários “lugares”, vilas e arraiais de seus termos corporificava uma dignidade inerente à instituição genérica denominada “povoação”. O efeito proveitoso advindo do uso ordinário e satisfatório das comodidades urbanas e dos caminhos encenava um discurso mais do que verossímil, que era lido, por assim dizer, pela colonização como uma dignidade urbana. Esse efeito proveitoso representava – tornava presente, literalmente – uma capacidade, uma “aptidão” (do latim aptum – um dos sinônimos latinos para a noção de decorum) da República católica em proporcionar o “bem comum” e a satisfação de suas necessidades genéricas. Não se pode esquecer que nos seiscentos e setecentos luso-brasileiros a produção artística – e sobretudo a produção artístico-construtiva – era pensada em virtude de sua utilidade<a name="_ftnref31" href="#_ftn31"><!--[if !supportFootnotes]-->[31]<!--[endif]--></a>. Não se produzia segundo a noção moderna de autonomia da arte. Elas obedeciam sempre a um propósito de utilidade. A beleza deveria ser, acima de tudo, uma conveniência; ou melhor, uma reunião arguta, perspicaz e versátil, de conveniências concordadas. Conveniências políticas, teológicas, de gênero, de estilo, de assunto, de recepção e utilização. Os artistas e artífices dos séculos XVII e XVIII luso-brasileiros não criavam para contribuir para uma hipotética História da arte, tampouco para serem alvos de um juízo estético autônomo, a que as categorias modernas – anacrônicas para esse contexto retórico – acabam induzindo. A competência do artista ou do artífice seria literalmente “louvada”, ou seja, reconhecida por mestres do respectivo ofício eleitos anualmente pelos pares ou eventualmente pelas irmandades, se ele conseguisse acomodar engenhosa e convenientemente as distintas circunstâncias envolvidas na concepção, produção e recepção da obra: os riscos e modelos (porventura emulando-os), os materiais, os lugares de implantação e disposição, os ornatos capazes de ultimar a elocução e os efeitos apropriados aos destinatários. As artes possuíam finalidades e destinações específicas, finalizando-se, por assim dizer, no fundamento mesmo que as justificava. Deus era a causa primeira, e também o fim, de todas as coisas, sobretudo nas monarquias católicas ibéricas. Assim como os sermões, a pintura, a imaginária, as festas, a música etc., a arquitetura e a povoação setecentistas discursavam; encenavam, persuasória e permanentemente, o “theatrum sacrum”<a name="_ftnref32" href="#_ftn32"><!--[if !supportFootnotes]-->[32]<!--[endif]--></a> dos valores e propósitos católicos que fundamentavam a ética cristã contra-reformista. É o que permite explicar o preceito do “decoro” aparecer tão freqüentemente requerido nas fontes documentais primárias como “decência”, uma das várias sinonímias para o termo<a name="_ftnref33" href="#_ftn33"><!--[if !supportFootnotes]-->[33]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Desenvolvi esses e outros aspectos em dissertação de mestrado, cotejando a documentação primária e os tratados coevos, bem como os remanescentes físicos dessas povoações, principalmente em Ouro Preto e Mariana; importando aqui, todavia, apenas resumir minhas conclusões. Para um maior aprofundamento, remeto o leitor a outros textos publicados recentemente<a name="_ftnref34" href="#_ftn34"><!--[if !supportFootnotes]-->[34]<!--[endif]--></a>. As compreensões que o estudo do decoro proporcionou aos processos povoadores em Minas Gerais colaboram com a tese de que as povoações coloniais luso-brasileiras merecem ser analisadas também com a aceitação de uma noção mais abrangente de “regularidade”, entendida sobretudo como “observância” de “preceitos” e “regras” (abundantes naqueles tempos) da “arte” de povoar, edificar e arruar. O maior ganho que se pode obter não é conseguir enxergá-las como povoações regulares, mas o que se pode trazer de pesquisas e análises que procurem reconstituir também, concomitantemente, essas “regras” e “preceitos” da arte<a name="_ftnref35" href="#_ftn35"><!--[if !supportFootnotes]-->[35]<!--[endif]--></a>. Sob o crivo formalista de uma noção de regularidade exclusivamente geométrica, ou mesmo de uma classificação dedutiva, “barroco” ou “rococó”, pouco se acrescenta ao conhecimento dessas povoações e de seus regimes retóricos de concepção, produção e recepção. Ademais, o decoro parece ter sido, e não o será apenas em Minas Gerais, um dos princípios basilares daquela “Escola portuguesa de urbanismo”, denotada por Eduardo Horta Correia – como ele mesmo salientou: uma “escola” contemplada muito mais por “princípios” do que por modelos formais rígidos de configuração urbana<a name="_ftnref36" href="#_ftn36"><!--[if !supportFootnotes]-->[36]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Nos últimos anos, vem se consolidando a idéia de que um dos aspectos mais característicos da colonização portuguesa teria sido uma certa “adaptabilidade” às “conjunturas”<a name="_ftnref37" href="#_ftn37"><!--[if !supportFootnotes]-->[37]<!--[endif]--></a> e contextos existentes, advinda de esmeradas práticas e de um certo “pragmatismo” objetivo da empresa colonizadora. Na conclusão de sua tese, Beatriz Bueno cogitou ser “talvez” a “adaptação” uma “palavra de ordem” no cotidiano dos engenheiros militares formados no universo luso-brasileiro<a name="_ftnref38" href="#_ftn38"><!--[if !supportFootnotes]-->[38]<!--[endif]--></a>. Contribuindo para essa disposição portuguesa para a “adaptação”, preciso dizer que em Minas Gerais a consideração da “regra” do decoro representou justamente, como temos visto, uma regularidade primordial de adequação, orientada à conveniência e à adaptação aos contextos e circunstâncias humanas e políticas envolvidas, aos sítios e suas construções preexistentes – os “arraiais” sobre os quais se fundaram as vilas. A partir daí, essas “novas povoações”, fundamentais à permanência dos povos e efetiva “conquista” colonial, estavam condicionadas a aumentar e a se conservar sob requisições de conveniência, decência e dignidade urbanas concordantes não apenas com suas novas condições hierárquicas, mas também com a política teológica e fiscal da coroa portuguesa. A disposição pela “adaptação” parece ter resultado, pois, não apenas de um pragmatismo ou de um costume da política de colonização portuguesa. Foi certamente dependente desses, mas há que se considerar que foi também estimulada, por assim dizer internamente, pela orientação de um princípio ético-retórico – o decoro – que aconselhava exatamente essa disposição para a adaptação, visando múltiplos âmbitos e oportunidades de conveniência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">O estudo específico da Vila de Nossa Senhora do Carmo nos anos antecedentes à sua elevação à condição de cidade reafirmou a pertinência de se falar de uma regularidade primordial de adequação. Dediquei um capítulo da dissertação exclusivamente ao estudo do decoro na conformação de Mariana, no qual foi possível constatar o caso mais eloqüente – sob a consideração desse preceito, Mariana não chega a ser uma “exceção”, como defendem muitos estudiosos quando a temática é regularidade geométrica – de um processo pelo qual passavam também outras povoações. Apesar de plantas de Mariana apresentarem conformações ortogonais bastante rígidas (FIG. 2), a efetiva “situação” da cidade evidencia uma circunstanciada e flexível acomodação (FIG. 3 e 4). Os arruamentos efetivos são bastante retilíneos mas não chegam a obedecer à estrita ortogonalidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Por causa das inundações do Ribeirão do Carmo, principalmente a de 1737, os vereadores do “senado da Câmara” de Mariana declararam a necessidade de arruamentos “mais convenientes”<a name="_ftnref39" href="#_ftn39"><!--[if !supportFootnotes]-->[39]<!--[endif]--></a> do que os de antes das destruições. Solicitaram inclusive a participação do próprio rei nas resoluções de âmbito povoador (leia-se urbanístico), influindo em matérias que solucionassem seguramente os problemas da cidade. Arruamentos já haviam sido abertos no sítio “mais cômodo” dos pastos, para a regularização dos quais a Fazenda Real inclusive aforou chãos para os moradores mais afligidos. Intervenções parcelares paliativas foram concebidas, sobretudo para conter as inundações do ribeirão, até que, em 02 de maio de 1746, D. João V solicitou a execução de uma “planta”<a name="_ftnref40" href="#_ftn40"><!--[if !supportFootnotes]-->[40]<!--[endif]--></a> capaz de proporcionar, nos termos requerentes do engenheiro e governador da capitania, Gomes Freire de Andrade, uma “nova povoação” no referido sítio dos pastos. Tudo indica que os “arruamentos convenientes” foram “convenientemente” adaptados às aberturas preexistentes, empreendidos por ocasião das inundações. Na já mencionada ordem régia que solicitou a execução da planta, o rei ainda recomendou que, ao se “praticar o referido”, dever-se-ia, atente-se, “observar a boa ordem que fica estabelecida na situação da Cidade“. Se necessário fosse, acrescentou ainda o rei e discípulo do padre jesuíta Luiz Gonzaga, dever-se-ia também demolir “parte de algum edifício” que comprometesse a comodidade e a “formosura das ruas”, prevalecendo a conveniência pública do “bem comum” em detrimento das “conveniências particulares”<a name="_ftnref41" href="#_ftn41"><!--[if !supportFootnotes]-->[41]<!--[endif]--></a>. Se o decoro, em sua recomendação primordial de adequação, reconhecido pelo jesuíta Luiz Gonzaga junto às noções de “aparência” e “formosura”, zelava pela ajuizada consideração “por ordem” às preexistências éticas, naturais e construídas, seria necessário adaptá-las às novas estruturas urbanas – “observar a boa ordem que fica estabelecida na situação da cidade”. “Estabelecer” a cidade no sítio, ou seja, situá-la, “estabelecer-lhe” “situação” de “boa ordem”, efetivada por dignidade, conveniência e formosura de edifícios e arruamentos. Um “boa ordem”, no caso de Mariana, de evidência própria, poder-se-ia dizer apropriada, pois ajustada e conveniada ao sítio que lhe dá “assento”; “disposta” por orientação de uma “regularidade” primordial de “regras” e “preceitos” “observados”, decoro e ordem, “boa ordem”, literalmente, de conveniência e adequação. A definição apresentada pelo também jesuíta Raphael Bluteau para o vocábulo “Ordem” evidencia antes um princípio de “conveniência”, considerado na “disposição” ou “colocação” das cousas: “ORDEM. Disposição, assento, colocação das cousas no lugar, que lhe convem”. Afiança Bluteau que, algumas vezes, se poderá dizer “dispositio”, recorrendo ao uso que lhe dá o rétor Cícero<a name="_ftnref42" href="#_ftn42"><!--[if !supportFootnotes]-->[42]<!--[endif]--></a>. É por isso que a “ordem” urbana não poderia ser exclusivamente uma qualidade determinada a priori, como induz a noção de regularidade estritamente geométrica; porque tudo indica que essa “ordem” deveria ser necessariamente “estabelecida” na ação circunstanciada de “situar”, de “dispor”, de “assentar” “convenientemente” a cidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">Em 1936, com Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda reafirmou uma tradição historiográfica segundo a qual: 1°) os povoadores portugueses não cogitaram da “ordem” e, 2°) por “regular” se deveria compreender a cidade de atributos prévios e uniformemente geométricos – no que se vê a influência do paradigma hispano-americano do damero. Para expor sua compreensão do processo povoador português, Holanda assimilou trechos do Sermão da Sexagésima, apresentado pelo padre Antônio Vieira na Capella Real em 1655. Embora tenha servido de mote para o desenvolvimento das hipóteses de Holanda, o sermão de Antonio Vieira contém aspectos e valores – justamente os utilizados por Holanda – que permitem reafirmar o que está proposto aqui neste texto; na contramão, pode-se dizer assim, do que defendeu o eminente historiador brasileiro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18pt;line-height:150%;">A matéria do Sermão da Sexagésima é a própria instituição retórico-teológica do “Sermão”. Antonio Vieira procurou examinar as razões que explicassem a falta de eficácia dos sermões de seu tempo na reforma dos fiéis, e para encontrá-las realizou um exame minucioso das partes e circunstâncias que condicionam a composição e a ação oratória do pregador, “semeador” da palavra de Deus<a name="_ftnref43" href="#_ftn43"><!--[if !supportFootnotes]-->[43]<!--[endif]--></a>. Ao desenvolver o “estilo” a ser seguido pelo pregador, uma das cinco “circunstâncias” nele consideradas (pessoa, ciência, matéria, estilo e voz), Vieira tratou da “ordem” implícita à ação de “semear” com sermões, uma arte que teria mais de natureza do que propriamente de arte, em que a semente pode nascer “caia onde cair”. “O mais antigo pregador que houve no mundo”, engenhou Vieira, “foi o Céu”:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="margin-left:27pt;text-align:justify;line-height:150%;">As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. Vede como diz o estilo de pregar do Céu, com o estilo que Cristo ensinou na terra? Um e outro é semear; a terra semeada de trigo, o Céu semeado de estrelas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha, ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: Stellae manentes in ordine suo. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o Céu em xadrez de estrelas, como os Pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras<a name="_ftnref44" href="#_ftn44"><!--[if !supportFootnotes]-->[44]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">A “ordem” das estrelas seria uma espécie de modelo à ordem do “semeador” – pregador de palavras. Todas as estrelas estão “por sua ordem”, mas não em ladrilhos de xadrez. Os sermões em “xadrez de palavras” não seriam adequados para semear, e o céu ensinaria ao pregador o “estilo da disposição” e das palavras, “claras”, “distintas” e “altíssimas”, cada parte “por sua ordem”<a name="_ftnref45" href="#_ftn45"><!--[if !supportFootnotes]-->[45]<!--[endif]--></a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Aos que conhecem o texto de Sérgio Buarque de Holanda, em que as cidades hispano-americanas são exaltadas por sua regularidade e ordem (geométricas), ficam claras as correspondências estabelecidas com o texto de Antonio Vieira. Holanda foi muito arguto ao identificar o povoador português ao “semeador”, todavia, ele inverteu o juízo de Vieira, o que é preciso restaurar. Conquanto não tenha sido considerado apropriado, por Vieira, o sermão em xadrez de palavras, a cidade exaltada por Holanda foi justamente a cidade em xadrez de ruas, construída por “ladrilhadores” (espanhóis). Analogamente apropriada, consoante o engenhoso desenvolvimento de Vieira, não seria a cidade em “xadrez de ruas”, mas sim a cidade de partes convenientemente dispostas e adequadas cada uma “por sua ordem” e natureza; como se depreende também quando a definição coeva de “ordem” é colhida em Bluteau, como vimos: “disposição” ou “colocação” de cada “cousa” no “lugar que lhe convém”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;line-height:150%;">Se a arquitetura e a cidade, dentro do regime retórico característico das práticas de representação artística luso-brasileiras dos séculos XVII e XVIII, eram pensadas também como discurso, segundo a estratégia teológica de encenação persuasória e permanente (theatrum sacrum) dos pressupostos católicos contra-reformistas, esse discurso arquitetônico-urbano não poderia convir a outro gênero senão justamente o sermonário. Específica e metaforicamente, a povoação mineira do século XVIII constituía um persuasório e permanente sermão de pedras, necessário, útil e alegórico, representação verossímil do “corpo místico” e da política fundamentalmente teológica do reino português. Se o sermão era um discurso disposto e ornado de lugares-comuns (topoi) teológicos e retórico-poéticos, ordenado por preceitos regulares de decoro, conveniência e adequação, a cidade também o era, um discurso habitável construído, disposto e ornado de lugares-comuns arquitetônicos e urbanos, tópicas convalidadas pela longa tradição luso-brasileira de fazer cidades: ruas “direitas”, ruas “novas” e “formosas”, travessas, casarios caiados, casas de câmara e cadeia e pelourinhos, becos, largos, adros, passos e capelas, sobretudo capelas, “decentemente” “acomodadas” em “elevação”<a name="_ftnref46" href="#_ftn46"><!--[if !supportFootnotes]-->[46]<!--[endif]--></a>, sobre ombreiras e cumes de morros. Elementos e aspectos que permitem identificar uma arte retórico-construtiva de prudentes juízos, consolidada por longas durações de usos e costumes, práticas e preceitos regulares observados, destinada a ordenar, aumentar e conservar povoações convenientes.</p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--></p>
<hr size="1" /><!--[endif]--><a name="ftn1">[1]</a> Cf. VASCONCELLOS, Sylvio de. Vila Rica: Formação e Desenvolvimento – Residências. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro, 1956; VASCONCELLOS, Sylvio de. Arquitetura no Brasil, Pintura mineira e outros temas. Belo Horizonte, Escola de Arquitetura da UFMG, 1959. Formação das Povoações de Minas Gerais, p. 1-6; cf. também SANTOS, Paulo Ferreira. Formação de cidades no Brasil colonial [1968]. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001; e DELSON, Roberta Marx. Novas Vilas para o Brasil-colônia: Planejamento Espacial e Social no Século XVIII. Trad. de Fernando de Vasconcelos Pinto. Brasília: ALVA-CIORD, 1997.</p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn2" href="#_ftnref2"><!--[if !supportFootnotes]-->[2]<!--[endif]--></a> A tradição da “regularidade” como categoria elementar da Geometria (uma das artes do quadrivium) remonta ao percurso e às traduções de “Os elementos”, de Euclides (séc. IV a. C.), que se filia, por sua vez, à tradição platônico-pitagórica. A “cidade regular” (geométrica) apresentaria os mesmos atributos das figuras “regulares”: constância, repetição, previsibilidade; não necessariamente o ângulo reto, pois polígonos regulares de três ou mais de quatro faces também são, por definição, “regulares”, e seus traçados são perimétricos e radiais. Exercícios geométricos, como construção e manipulação de figuras regulares, estavam na base dos tratados e das “Aulas” de arquitetura e engenharia militar oferecidas no universo luso-brasileiro durante a colonização. Sobre a formação dos arquitetos e engenheiros militares luso-brasileiros, bem como a importância da Geometria em seus tratados e formação, cf. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e Desígnio: o Brasil dos Engenheiros Militares (1500-1822). Tese apresentada na FAU-USP, São Paulo, 2001.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn3" href="#_ftnref3"><!--[if !supportFootnotes]-->[3]<!--[endif]--></a> Cf. LAVEDAN, Pierre. Gèographie des villes (1936). Paris: Gallimard, 1959. Cf. também PINON, Pierre. La notion de ville neuve planifiée et l’historiographie de l’urbanisme. (Disponível em <a href="http://hgtice.free.fr/colloques/rochyon2004.htm">http://hgtice.free.fr/colloques/rochyon2004.htm</a>, acessado em 12 de junho de 2005).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn4" href="#_ftnref4"><!--[if !supportFootnotes]-->[4]<!--[endif]--></a> REIS FILHO, Nestor G. A Urbanização e o Urbanismo na Região das Minas. Cadernos do LAP 30. São Paulo: FAU/USP, 1999. p. 19.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn5" href="#_ftnref5"><!--[if !supportFootnotes]-->[5]<!--[endif]--></a> Cf. SANTOS, op. cit, p. 18.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn6">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn6" href="#_ftnref6"><!--[if !supportFootnotes]-->[6]<!--[endif]--></a> Cf. SANTOS, op. cit, p. 58-71. Nos últimos anos, a proeminência de estudos sobre o período pombalino, em que vilas e cidades numerosamente apresentam, em plantas e efetividade, geometrias mais rígidas, também contribuiu para mantermos a noção de regularidade subordinada à geometria uniforme dos arruamentos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn7">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn7" href="#_ftnref7"><!--[if !supportFootnotes]-->[7]<!--[endif]--></a> Cf. SANTOS, op. cit., p. 18.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn8">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn8" href="#_ftnref8"><!--[if !supportFootnotes]-->[8]<!--[endif]--></a> Cf. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia. das letras, 1997. Cap. 4: O semeador e o ladrilhador, p. 93-138.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn9">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn9" href="#_ftnref9"><!--[if !supportFootnotes]-->[9]<!--[endif]--></a> SMITH, Robert. Arquitetura Colonial (As Artes na Bahia, I parte). Salvador: Livraria Progresso, 1955. p. 12.</p>
</div>
<div id="ftn10">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn10" href="#_ftnref10"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[10]<!--[endif]--> SANTOS, op. cit., p. 18-19. Já em 1951, em Subsídios para o estudo da arquitetura religiosa em  Ouro Preto, Paulo Santos ressaltara a “espontaneidade” de Ouro Preto, uma cidade nascida, em seus termos, como que “a esmo”, “à-vontade derramada”, “pitoresca”, conferida por isso em “graça” e “originalidade”, uma cidade, interessa atentar, em que é “indefinível” a “forma geométrica”: “Êste [o vale onde a cidade foi implantada] nada tem de plano: seios opulentos separados pelos sulcos fundos das vertentes dos córregos. A cidade ondula sobre êsses seios. As ruas sobem, descem, viram ora para um, ora para outro lado, em ângulos ou curvas imprevistos. Como fitas coladas por criança travêssa sôbre um mapa de relevo. Como trilhas seguidas a êsmo pelos tropeiros [...]. Os lotes de terreno, quase todos, são estreitos e alongados, e de forma geometricamente indefinível. O casario [...] trepa pelas ladeiras, esconde-se nos buracos, debruça-se sôbre o alcantilado das encostas, num à-vontade derramado, que longe de prejudicar a harmonia do conjunto, ao contrário, confere-lhe graça, pitoresco, originalidade [...]. A arquitetura da cidade é tão espontânea e natural e tanto se funde com a paisagem que, pode dizer-se, faz parte da terra, como as árvores da floresta ou o mato do chão”. SANTOS, Paulo F. Subsídios para o estudo da arquitetura religiosa em Ouro  Preto. Rio de Janeiro: Kosmos, 1951. p. 17-18. Entre 1956 e 1959, Sylvio de Vasconcellos consagrou definitivamente os aspectos e qualidades urbanas positivas decorrentes do dito desenvolvimento “espontâneo” e da dita “irregularidade” das povoações mineiras do século XVIII: perspectivas “cenográficas”, cidades que se “harmonizam” com a paisagem circundante e “participam”, se amoldam, também, à “vida” de seus habitantes, como “entidades também vivas”, orgânicas e “livres das regulações metropolitanas”. Cf. VASCONCELLOS, Sylvio de. Vila Rica: Formação e Desenvolvimento – Residências, 1956; e também VASCONCELLOS, Sylvio de. “Formação das povoações de Minas Gerais”. Arquitetura no Brasil, Pintura Mineira e Outros Temas, 1959. p. 1-6.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn11">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn11" href="#_ftnref11"><!--[if !supportFootnotes]-->[11]<!--[endif]--></a> Rafael Moreira alertou para os usos do termo “urbanismo” ao se tratar da cidade colonial luso-brasileira. MOREIRA, Rafael. A Arte da Ruação e a Cidade Luso-brasileira (sécs. XVI-XVIII). Cadernos do LAP 37. São Paulo: FAU/USP, 2003, p. 8-30. Compreendo o termo “urbanismo”, neste trabalho, como o conjunto de costumes, práticas e preceitos que condicionaram os processos de implantação, aumento e conservação de povoações.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn12">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn12" href="#_ftnref12"><!--[if !supportFootnotes]-->[12]<!--[endif]--></a> REIS FILHO, Nestor Goulart. A Urbanização e o Urbanismo na Região das Minas. Cadernos do LAP 30. São Paulo: FAU/USP, 1999.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn13">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn13" href="#_ftnref13"><!--[if !supportFootnotes]-->[13]<!--[endif]--></a> REIS FILHO. op. cit., p. 19.</p>
</div>
<div id="ftn14">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn14" href="#_ftnref14"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[14]<!--[endif]--> REIS FILHO. op. cit., p. 19-34.</p>
</div>
<div id="ftn15">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn15" href="#_ftnref15"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[15]<!--[endif]--> BLUTEAU, Raphael. Vocabulário Portuguêz, e Latino, Áulico, Anatomico, Architectonico&#8230; Coimbra: Real Collegio das Artes da Companhia de Jesus, 1712. 10 v.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn16">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn16" href="#_ftnref16"><!--[if !supportFootnotes]-->[16]<!--[endif]--></a> Cf. BLUTEAU. “Regular; Regularidade”. op. cit., v. 7, p. 206-207.</p>
</div>
<div id="ftn17">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn17" href="#_ftnref17"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[17]<!--[endif]--> FORTES, Manoel de Azevedo. O Engenheiro Portuguez, apud BUENO, op. cit., p. 486.</p>
</div>
<div id="ftn18">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn18" href="#_ftnref18"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[18]<!--[endif]--> idem, ibidem. (grifo nosso).</p>
</div>
<div id="ftn19">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn19" href="#_ftnref19"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[19]<!--[endif]--> BASTOS, Rodrigo Almeida. A Arte do Urbanismo Conveniente: o decoro na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII. Dissertação (Mestrado) – Escola de Arquitetura da UFMG. Belo Horizonte, 2003.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn20">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn20" href="#_ftnref20"><!--[if !supportFootnotes]-->[20]<!--[endif]--></a> Cf. BUENO, op. cit., p. 407.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn21">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn21" href="#_ftnref21"><!--[if !supportFootnotes]-->[21]<!--[endif]--></a> GONZAGA, Luiz, Exame Militar, apud BUENO, op. cit., p. 410, (grifo nosso).</p>
</div>
<div id="ftn22">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn22" href="#_ftnref22"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[22]<!--[endif]--> Cf. BLUTEAU. “Ajustado”; “Ajustamento”; “Ajustar”. op. cit. v. 1, p. 201-202. (trad. nossa).</p>
</div>
<div id="ftn23">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn23" href="#_ftnref23"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[23]<!--[endif]--> PIMENTEL, Luís Serrão. Methodo Lusitanico de Desenhar as Fortificaçoens das Praças Regulares e Irregulares&#8230; Parte I, Secção II, Cap. XI. In BUENO, op. cit., Anexo II: “Documentação primária e secundária de interesse”.</p>
</div>
<div id="ftn24">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn24" href="#_ftnref24"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[24]<!--[endif]--> PIMENTEL, apud BUENO, op. cit., p. 450-451.</p>
</div>
<div id="ftn25">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn25" href="#_ftnref25"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[25]<!--[endif]--> Cf. BLUTEAU. “Discurso”. op. cit., v. 2, p. 245. O primeiro sentido em Bluteau para o termo “Discurso” é: “Uso da razão. Rationis usus”.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn26">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn26" href="#_ftnref26"><!--[if !supportFootnotes]-->[26]<!--[endif]--></a> Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-06, f. 14, 14v. Criação da Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo. Vila do Carmo, 08/04/1711.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn27">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn27" href="#_ftnref27"><!--[if !supportFootnotes]-->[27]<!--[endif]--></a> Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-86, f. 33. Criação da Cidade de Mariana. Lisboa, 23/04/1745.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p>[28]<!--[endif]--> Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-06, f. 20-21. Termo de ereção de Vila Rica. Vila Rica, 08/07/1711.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn29">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn29" href="#_ftnref29"><!--[if !supportFootnotes]-->[29]<!--[endif]--></a> Além de Vila do Carmo e Vila Rica, 1711, Sabará (Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, 1711), Vila de São João del Rei (1713), Sêrro (Vila do Príncipe, 1714), Caeté (Vila Nova da Rainha do Caeté do Mato Dentro, 1714), Pitangui (Vila Nova do Infante, 1715).</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn30">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn30" href="#_ftnref30"><!--[if !supportFootnotes]-->[30]<!--[endif]--></a> Os termos entre aspas se apresentam nos documentos de época.</p>
</div>
<div id="ftn31">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn31" href="#_ftnref31"><!--[if !supportFootnotes]-->[31]<!--[endif]--></a> Cf. HANSEN, João Adolfo. “Artes seiscentistas e teologia política”. In: TIRAPELI, Percival (Org.). Arte Sacra Colonial: Barroco Memória Viva. São Paulo: UNESP/Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 180-189.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn32">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn32" href="#_ftnref32"><!--[if !supportFootnotes]-->[32]<!--[endif]--></a> Sobre o entendimento contra-reformista, de raiz jesuítica, das práticas de representação artística luso-brasileiras serem propostas como “Theatrum Sacrum” – encenação sagrada dos fundamentos, pressupostos católicos e histórias sacras, cf. HANSEN, op. cit. p. 180-189.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn33">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn33" href="#_ftnref33"><!--[if !supportFootnotes]-->[33]<!--[endif]--></a> Decência e decoro advêm de uma mesma raiz latina: “decet”, “Convir a, ser conveniente, decente, decoroso, estar bem”; part. pres.: “decens”, “conveniente, decente, que está bem”. Cf. SARAIVA, F. R. dos Santos. Novíssimo Dicionário Latino-Português. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Garnier, 2000 (edição fac-símile de 1927). p. 338. Cf. também CAMARERO, Antonio. La Teoría Etico-estética del Decoro en la Antigüedad. Bahia Blanca; Universidad Nacional del Sur, 2000. Sobre a noção de “decência” como preceito contra-reformista derivado da noção de “decorum”, cf. BLUNT, Anthony. Teoria Artística na Itália 1450-1600. Trad. de João de Moura Jr. São Paulo: Cosacnaify, 2001. “O Concílio de Trento e a arte religiosa”. p. 142-181.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn34">
<p class="MsoNormal" style="margin-right:4.55pt;text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn34" href="#_ftnref34"><!--[if !supportFootnotes]-->[34]<!--[endif]--></a> BASTOS, Rodrigo Almeida. “A arte do urbanismo conveniente: o decoro na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII”. In: PEREIRA, Sônia Gomes (org.) Anais do VI Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte (1 e 2 de Outubro de 2003). Rio de Janeiro: CBHA/UFRJ/UERJ/PUC-Rio, 2004. v. 2, p. 667-677; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “Lacunas da Historiografia da Arquitetura desenvolvida no Brasil no século XVIII”. In: Cadernos de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Minas. Belo Horizonte: Editora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Dez./ 2004; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “O decoro e o urbanismo conveniente luso-brasileiro na formação da cidade de Mariana, Minas Gerais, meados do século XVIII”. In: Revista Barroco , n. 19. Belo Horizonte: Centro de Pesquisas do Barroco Mineiro, maio 2005, p. 273-296; também BASTOS, Rodrigo Almeida. “O regime retórico da estrutura artístico-construtiva das vilas setecentistas no Brasil-colônia”. Anais da 56ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Cuiabá, 23 de julho de 2004. (Disponível em <a href="http://200.189.244.60/programa_sbpc56ra/sboccontrole/textos/RodrigoBastos.htm">http://200.189.244.60/programa_sbpc56ra/sboccontrole/textos/RodrigoBastos.htm</a>)</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn35">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn35" href="#_ftnref35"><!--[if !supportFootnotes]-->[35]<!--[endif]--></a> Desenvolvendo suas pesquisas no âmbito das letras seis e setecentistas, o professor João Adolfo Hansen (FFLCH-USP) defende uma reconstituição histórica dos preceitos e regimes contemporâneos às produções artísticas do período. O caminho aberto para as “belas letras” promete ser bastante proveitoso também às demais artes.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn36">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn36" href="#_ftnref36"><!--[if !supportFootnotes]-->[36]<!--[endif]--></a> HORTA CORREIA, apud ROSSA, Walter. “A cidade portuguesa”. In: PEREIRA, Paulo (Org.). História da Arte Portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, 1995. v. 3. p. 268.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn37">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn37" href="#_ftnref37"><!--[if !supportFootnotes]-->[37]<!--[endif]--></a> ROSSA, Walter. “No primeiro dos elementos: dados para uma leitura sintética do urbanismo e da urbanística portugueses da idade moderna”. In: Revista Oceanos. “A construção do Brasil urbano”, Lisboa: n. 41, jan./mar. 2000. p. 22.</p>
</div>
<div id="ftn38">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn38" href="#_ftnref38"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[38]<!--[endif]--> Cf. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e desígnio; o Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). Tese (Doutorado em Arquitetura)- Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003, p. 711.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn39">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn39" href="#_ftnref39"><!--[if !supportFootnotes]-->[39]<!--[endif]--></a> Arquivo Histórico Ultramarino Brasil/MG Cx. 42, doc. 87, p. 215. Representação dos oficiais da Câmara da Vila do Carmo. Vila do Carmo, 2?/08/1743.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn40">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn40" href="#_ftnref40"><!--[if !supportFootnotes]-->[40]<!--[endif]--></a> Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial-45, f. 28. Ordem régia sobre a planta para se fazer a Cidade Mariana no sítio dos pastos”. Lisboa, 02/05/1746.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn41">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn41" href="#_ftnref41"><!--[if !supportFootnotes]-->[41]<!--[endif]--></a> Idem, Ibidem.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn42">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn42" href="#_ftnref42"><!--[if !supportFootnotes]-->[42]<!--[endif]--></a> BLUTEAU. “Ordem”. op. cit., v. 6, p. 102.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn43">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn43" href="#_ftnref43"><!--[if !supportFootnotes]-->[43]<!--[endif]--></a> VIEIRA, Antonio. Sermões. (PÉCORA, Alcir, org.). São Paulo: Hedra, 2003. “Sermão da Sexagésima”, p. 27-52.</p>
</div>
<div id="ftn44">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn44" href="#_ftnref44"></a></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><!--[if !supportFootnotes]-->[44]<!--[endif]--> VIEIRA, op. cit., p. 39-40.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn45">
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;"><a name="_ftn45" href="#_ftnref45"><!--[if !supportFootnotes]-->[45]<!--[endif]--></a> Idem, Ibidem.</p>
<p class="MsoFootnoteText" style="line-height:150%;">
</div>
<div id="ftn46">
<p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%;"><a name="_ftn46" href="#_ftnref46"><!--[if !supportFootnotes]-->[46]<!--[endif]--></a> Como recomendavam as Constituições primeiras do arcebispado da Bahia, ordenadas em 1707 pelo Bispo Sebastião Monteiro da Vide, concordantes com as postulações declaradamente “decorosas” do tratado regulador da arte e da arquitetura eclesiástica pós-tridentina (Instructiones fabricae et supellectilis ecclesiasticae), apresentado por São Carlos Borromeu em 1577.</p>
</div>
</div>
<hr size="1" />
<p style="text-align:right;"><strong>Rodrigo Almeida Bastos</strong></p>
<p style="text-align:right;">Possui graduação em Engenharia civil pela Universidade Federal de Goiás (1992), graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Católica de Goiás (1999), Mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela  (2003) e Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (2009). É Professor Adjunto no Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.</p>
<br />Publicado emEnsaio e pesquisa, Rodrigo Almeida Bastos  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3270&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Concorrência nacional &#8211; Arquitetura &#8211; SESC Distrito Federal</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/09/28/concorrencia-nacional-arquitetura-sesc-distrito-federal/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 02:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrências Nacionais: editais]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[SESC DF]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3263</guid>
		<description><![CDATA[Entrega das propostas em: 10.12.2009 SESC – Distrito Federal – Concorrência – Projeto de Arquitetura Edital 005/2009 Objeto (conforme item 1.1 do Edital): “A presente licitação destina-se à contratação de empresa especializada em projetos de arquitetura para a concepção e desenvolvimento de solução arquitetônica para o Complexo Cultural, Esportivo e de Lazer do SESC/DF e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3263&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:101px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://www.sescdf.com.br/site.do?categoria=Licitacao" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-3265" style="border:0 none;" title="sesc" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/sesc1.jpg?w=189&#038;h=91" alt="sesc" width="189" height="91" /></a> Entrega das propostas em: 10.12.2009</p>
</div>
<p><span id="more-3263"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SESC – Distrito Federal – Concorrência – Projeto de Arquitetura</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Edital 005/2009<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Objeto </strong>(conforme item 1.1 do Edital)<strong>:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">“A presente licitação destina-se à contratação de empresa especializada em <strong>projetos de arquitetura</strong> para a <strong>concepção e desenvolvimento de solução arquitetônica para o Complexo Cultural, Esportivo e de Lazer do SESC/DF e respectivos projetos complementares</strong>, a serem executados em terreno de sua propriedade, com área de <strong>26.849,96 m²</strong>, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul – SCE/Sul, Trecho 02, Lote 24, conforme este Instrumento Convocatório e seus Anexos e, em especial, o Programa Básico de Necessidades (Anexo II).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local:</strong> Brasília – DF<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tipo de Licitação:</strong> Concorrência do Tipo Técnica e Preço<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Promoção e Organização:</strong> SESC-DF</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quem pode participar:</strong> empresa especializada em projetos de arquitetura e habilitada nos termos do edital.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Reunião para o recebimento dos documentos de habilitação e das propostas técnicas e comerciais: às <strong>10 horas do dia 10/12/2009.</strong></p>
<p><strong>Fases da Licitação:</strong></p>
<p>1a. Fase – Recebimento dos envelopes e qualificação técnica</p>
<p>2a Fase – Abertura dos envelopes e julgamento da “proposta arquitetônica”</p>
<p>3a. Fase – Abertura dos envelopes da proposta comercial.</p>
<p><strong>Julgamento – Proposta Arquitetônica</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A proposta arquitetônica será julgada a partir dos seguintes critérios: (I) implantação; (II) Programa de Necessidades; (III) Organização do Conjunto e Funcionalidade; (IV) Código de Obras do DF e Normas Gerais; (V) Acessibilidade; (VI) Técnica Construtiva; (VII) Conforto Ambiental; (VIII) Eco-eficiência; (IX) Durabilidade de materiais e praticidade na manutenção; (X) Solução estética (os critérios são detalhados no item 5.2.2.1 do Edital).</p>
<p><strong>Julgamento Final </strong>(de acordo com o item 5.4.1)<strong>:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“A classificação final (CF) das proponentes habilitadas e classificadas nas etapas anteriores será efetuada de acordo com a média ponderada das valorações obtidas pelas respectivas propostas técnica e comercial, aplicando-se os pesos 6 (seis) para a proposta técnica e 4 (quatro) para a proposta comercial.”</em></p>
<p><strong>Para mais informações <a href="http://www.sescdf.com.br/site.do?categoria=Licitacao" target="_blank">acesse aqui a seção de licitações da página do SESC-DF</a>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/09/sesc-df.pdf" target="_blank">Veja aqui o Edital.</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os interessados devem consultar diretamente o SESC-DF para eventuais atualizações e alterações relativas à licitação anunciada.</span></p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/22/sesc-df-concorrencia-publica/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3263/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3263&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">sesc</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Internacional de Idéias – HB:BX – Building Cultural Infrastructure – Nova Iorque &#8211; EEUU</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/09/28/concurso-internacional-de-ideias-%e2%80%93-hbbx-%e2%80%93-building-cultural-infrastructure-%e2%80%93-nova-iorque-eeuu/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 02:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Building Cultural Infrastructure]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Internacionais: editais]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[HB:BX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mdc.arq.br/?p=3260</guid>
		<description><![CDATA[Inscrições até 15.12.2009 Entrega dos trabalhos até: 15.01.2009 Concurso Internacional de Idéias – HB:BX – Building Cultural Infrastructure – Nova Iorque Objeto: “HB:BX é um concurso internacional de idéias para o projeto de um centro de artes que terá como objetivo reforçar a conexão física entre Manhattan e as comunidades em torno da Highbridge, no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3260&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://www.enyacompetitions.org/index.html"><img class="alignleft size-full wp-image-3261" style="border:0 none;" title="hbbx" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/hbbx.jpg?w=217&#038;h=100" alt="hbbx" width="217" height="100" /></a>Inscrições até 15.12.2009<br />
Entrega dos trabalhos até: 15.01.2009</p>
</div>
<p><span id="more-3260"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Concurso Internacional de Idéias – HB:BX – Building Cultural Infrastructure – Nova Iorque<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Objeto: </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“HB:BX é um concurso internacional de idéias para o projeto de um centro de artes que terá como objetivo reforçar a conexão física entre Manhattan e as comunidades em torno da Highbridge, no Bronx, Nova Iorque – Estados Unidos. Os organizadores desafiam arquitetos, no contexto internacional, a explorar questões relacionadas a estruturas históricas em desuso e sua reutilização como espaços urbanos vibrantes. Os concorrentes devem repensar a relação entre os elementos de infraestrutura e o contexto urbano.”</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local:</strong> Nova Iorque – Estados Unidos<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tipo de Concurso: </strong>aberto, internacional, de idéias<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Promoção e Organização:</strong> O concurso é promovido pelo “Emerging New York Architects Committee (ENYA)”, “<a href="http://main.aiany.org/" target="_blank">American Institute of Architects -  New York </a>“,  em cooperação com “<a href="http://www.artistsunite-ny.org/" target="_blank">Artists Unite</a>” e o “<a href="http://www.bronxmuseum.org/" target="_blank">Bronx Museum of the Arts</a>“.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quem pode participar:</strong> estudantes e profissionais (arquitetos, urbanistas, paisagistas, designers, engenheiros, artistas) formados a partir de 1999, de qualquer nacionalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Inscrições:</strong> até 15.dez.2009</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Entrega dos trabalhos: </strong>15.jan.2010</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Resultado:</strong> mar.2010<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prêmios:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1° Lugar:</strong> US$ 5.000,00</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2° Lugar:</strong> US$ 2.000,00</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>3° Lugar:</strong> US$ 1.000,00</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Estudantes</strong>: US$ 1.000,00</p>
<p><strong>Para mais informações <a href="http://www.enyacompetitions.org/index.html" target="_blank">acesse aqui a página oficial do concurso</a>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">_________________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.</span></p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/20/hb-bx-buildingculturalinfra/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3260&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Concurso Internacional &#8211; Cidades Possíveis &#8211; México</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 02:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arpafil]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades Possíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Ciudades Posibles]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Internacionais: editais]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Valle de Atemajac]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrega dos trabalhos até: 27.11.2009 Concurso Internacional de Idéias – Arpafil – Cidades Possíveis – México Apresentação: “Seria a cidade um fato insustentável em si ? Seria possível reconstruí-la de forma a alcançar uma solução adequada para todos? Qual deveria ser a configuração de uma nova cidade,  hoje em dia? O concurso ARPAFIL procura um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3255&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;">
<p style="text-align:right;"><a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&amp;site=concursosdeprojeto.wordpress.com&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.arpafil.com%2F" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3256 alignleft" style="border:0 none;" title="CiudadesPosibles" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/ciudadesposibles.jpg?w=360&#038;h=95" alt="CiudadesPosibles" width="360" height="95" /></a> Entrega dos trabalhos até: 27.11.2009</p>
</div>
<p><span id="more-3255"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Concurso Internacional de Idéias – Arpafil – Cidades Possíveis – México</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apresentação: </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Seria a cidade um fato insustentável em si ? Seria possível reconstruí-la de forma a alcançar uma solução adequada para todos? Qual deveria ser a configuração de uma nova cidade,  hoje em dia? O concurso ARPAFIL procura um projeto de cidade que seja capaz de responder aos desafios presentes e futuros. Uma cidade mais sustentável, sob os pontos de vista ambiental, social e econômico. Um sistema de cidades que permita a interação entre natureza e espaços públicos e privados de forma mais eficiente, que promova a melhoria da qualidade de vida das pessoas, considerando os aspectos climáticos, geográficos e topográficos.”</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local:</strong> A nova cidade será situada na regisão centro-oeste do México, no Vale Atemajac, parte do Estado Jalisco, entre as coordenadas 20° 34′ 0″ N, 103° 40′ 35″ W.  O vale é margeado pelo “Bosque de la Primavera” na parte oeste e pela “Barranca de Huentitán” ao norte, com altitude média que varia entre 1530 e 1550 m acima do nível do mar.<strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tipo de Concurso: </strong>aberto, internacional, de idéias.<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quem pode participar:</strong> estudantes (com pelo menos 80% dos créditos concluídos) e profissionais de arquitetura e urbanismo com até 35 anos, de qualquer nacionalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Entrega dos trabalhos: 27.nov.2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Resultado: 03.dez.2009<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prêmio:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1° Lugar:</strong> 50.000 Pesos Mexicanos (aprox. 3.700,00 US$)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Para mais informações <a href="http://www.arpafil.com/" target="_blank">acesse aqui a página oficial do concurso</a>.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/09/20/arpafil-cidadespossiveis/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3255&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">CiudadesPosibles</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A Praça da Soberania de um ateu amigo de Deus</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/09/24/a-praca-da-soberania-de-um-ateu-amigo-de-deus/</link>
		<comments>http://mdc.arq.br/2009/09/24/a-praca-da-soberania-de-um-ateu-amigo-de-deus/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 03:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editores mdc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcelo Montiel]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Esplanada dos Ministérios]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Memorial dos Presidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Monumento ao Cinquentenário de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da República]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Niemeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Piloto]]></category>
		<category><![CDATA[Praça da Soberania]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre o projeto da Praça da Soberania, de Oscar Niemeyer. Marcelo Montiel _ Não vejo a Praça da Soberania como uma tragédia para Brasília. Pelo contrário, é um belo presente para a cidade, talvez o último de Niemeyer. Acredito que o princípio da espacialidade infinita do canteiro central da esplanada cantada por Vinicius e pintada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3245&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Sobre o projeto da</em><a title="Ver a Noticia em MDC" href="http://mdc.arq.br/2009/01/10/brasilia-oscar-niemeyer-projeta-nova-praca-na-esplanada-dos-ministerios/" target="_self"><em> </em></a><em><a title="Ver o debate em MDC" href="http://mdc.arq.br/tag/praca-da-soberania/" target="_self">Praça da Soberania</a></em><em>, de Oscar Niemeyer.</em></p>
<p style="text-align:right;">Marcelo Montiel</p>
<p><span id="more-3245"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"> </span>Não vejo a Praça da Soberania como uma tragédia para Brasília. Pelo contrário, é um belo presente para a cidade, talvez o último de Niemeyer. Acredito que o princípio da espacialidade infinita do canteiro central da esplanada cantada por Vinicius e pintada por Wagner Hermuche vai continuar.</p>
<p style="text-align:justify;">Todas as grandes cidades vêm sofrendo mudanças significativas. São Paulo foi implodida e reconstruída 2 vezes! Em Brasília, não só o tipo de rodoviária, toda a área central idealizada por Lucio Costa mudou. A distância no projeto original entre os ministérios não passava dos 150m, na esplanada construída tem 300 metros. O próprio Lucio Costa, com toda sua modéstia, afirma ter se enganado ao imaginar um centro requintado para Brasília: Quem tomou conta do centro foram os “brasileiros verdadeiros que construíram a cidade&#8230; Eles estão com razão, eu é que estava errado&#8230;o sonho foi menor do que a realidade&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">O Congresso Nacional voltado para a Esplanada dos Ministérios sinaliza para o regime parlamentarista. Do contrário, lá deveria estar o Palácio do Planalto. Essa área da esplanada tem as características de uma “praça monumental”. Lá, “naturalmente”, acontecem as maiores manifestações. Niemeyer apenas seguiu o senso comum ao propor uma “praça” no início do canteiro central. A proximidade da praça com a rodoviária é significativa, é lá que os “verdadeiros brasileiros” estão. Sua proposta valoriza a imagem universal da Esplanada, ao fundo. A pregnância dessa imagem será reforçada justamente pela localização da praça. A vista da praça é mais privilegiada do que da rodoviária, de onde não se vê mais nada, apenas ônibus. A melhor vista, da rodoviária, é na plataforma onde todos passam às pressas, de automóvel. A vista mais emblemática (da Torre de TV) ainda não foi explorada com o “obelisco”.</p>
<p style="text-align:justify;">Niemeyer pode interferir no canteiro central, a um 1 km da Esplanada Monumental? Até hoje não sabemos se Oscar e Lucio se encontraram antes da entrega do projeto vencedor para a nova capital. O esboço de Lucio Costa para o Congresso já era o congresso projetado por Niemeyer! Sabemos que Oscar recusou o convite de JK para projetar a cidade inteira, preferiu um concurso, os projetos principais e o poder de decisão. O brilhante projeto do Plano Piloto da Nova capital não foi escolhido transparentemente, tanto é que o representante do IAB pediu demissão da comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">A Praça da Soberania nasce da necessidade soberana de um estacionamento para as áreas centrais. Niemeyer não projeta uma praça funcional, mas conceitual. A crítica às “formas gratuitas” parece patrulha funcionalista. Se arquitetura é arte, a discussão final é estética e a forma (soberana) estará à frente da função. A obra quando esteticamente qualificada sobrevive ao tempo, mesmo com tropeços funcionais (é o caso da belíssima Catedral de Brasília, e seu desconforto térmico). Cabe à crítica contextualizar a obra, sabendo que não se trata de uma praça tradicional, definidas pelas edificações que a cercam. É uma praça seca, não é irrigada de sangue e pedra. É mais uma praça formal “cimentada” (anêmica), típica da criação modernista (que repele a natureza), e, sobretudo, de Brasília, voltada mais para a introspecção do que para a socialização (urbanidade) do dia-a-dia, para a dimensão simbólica nacional do que local.</p>
<p style="text-align:justify;">A Praça da Soberania <em>(influência cubana?) abriga</em> o Memorial da República e o Museu do Progresso, de base triangular. O elemento escultórico inclinado causará espanto pela dimensão, pelo caráter fálico e pelo irracionalismo (do qual sou favorável); enfim, pela força de expressão. Vai eletrizar a Esplanada Monumental. Vale lembrar que essas formas dialogam com o lema de Brasília “Venturis Ventis”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos anos 1990 Moacyr Góes montou a eletrizante peça “Escola de Bufões”, do belga Michel de Ghelderode. Destacava-se no cenário o enorme mastro inclinado da proa de uma embarcação (gurupés), que ameaçadoramente avançava sobre a platéia. Esteticamente Niemeyer, com seu “unicórnio”, está mais para esse desconcertante cenário (de Hélio Eichbauer) do que para a tradição histórica e solene, de um obelisco. Esse elemento, o “unicórnio”, não bloqueia a vista da esplanada, só pontualmente. O novo projeto não adultera o conjunto da Esplanada e do Congresso Nacional (locado assimetricamente a 1,6 Km). Interfere positivamente. O equilíbrio entre os aspectos universais e particulares do “projeto original” serão valorizados. Niemeyer não está ocupando todo o gramado da esplanada, como afirmaram. A rigor ele não está na Esplanada dos Ministérios, está no canteiro central junto à Rodoviária.</p>
<p style="text-align:justify;">As formas da natureza nos projetos de Niemeyer revelam a forte presença do mundo antigo (normativo). Daí a sempiterna proximidade de Niemeyer com o poder, como diria o professor Theobaldo da nossa pequena escola de arquitetura e urbanismo. Como um ateu amigo de Deus, Niemeyer transita entre a cópia deliberada das “formas naturais” (com objetividade), e a invenção sutil da modernidade (mais subjetiva e particular).</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao Memorial dos Presidentes, que presidentes? Um, dois, dois e meio; prefiro Oito e Meio de Fellini. Melhor fundir o Memorial com o Museu do Progresso, afinal nossa república é pretensamente positivista. Caberia até considerar o Memorial Auguste Glaziou, nosso profeta desconhecido que em 1895 indicou com precisão o local da futura capital, além de “inventar” o Lago.</p>
<p style="text-align:justify;">Schiller, o filósofo alemão da educação artística, nos diz que é a vontade, e não a razão, que define o ser humano. Niemeyer tem a vontade de propor novos projetos para a área tombada. Ele é o cara! Ele não é VIP, é um monstro sagrado. Esse poder, já que não é meu, é preferível com ele. Para Fela Kuti, um músico genial da Nigéria, VIP é “Vagabond in Power”, e Brasília já tem muitos VIPs. O conceito estético em Niemeyer, com referência em Schiller, pressupõe um estado de liberdade para toda a sociedade, onde o homem simples e o melhor preparado são cidadãos com os mesmos direitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, a grande discussão que interessa: Determinados espaços de Brasília merecem melhor atenção e providências imediatas. Será que os arquitetos urbanistas e a sociedade estão preparados para esse debate? Ou é melhor chamar o Ministério Público? O espaço brasiliense pode ser revisto, sobretudo, se o tombamento não vestir a cidade com uma camisa-de-força.</p>
<p style="text-align:justify;">O arquiteto Gladson da Rocha, de viva lembrança, sempre dizia que Brasília era uma nova acrópole, dado o número de obras primas arquitetônicas, além da beleza da cidade. Pela genialidade de sua obra, Niemeyer tem o direito de propor, mesmo agora quando sua criatividade é questionada. Hoje Niemeyer é criticado quando simplifica ou quando <em>complexifica</em>; ou até, como disse o Briquet que lemos, de autoplágio.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos anos a grande Brasília tem a cara da especulação imobiliária formal com o Sudoeste e, sobretudo, com Águas “Turvas” (“o paliteiro”, segundo Paviani). A especulação informal (cancerígena) nos condomínios ainda sobrevive. Graças à vontade de Oscar Niemeyer e de alguns poucos arquitetos temos minimizado esse quadro, sobretudo no Plano Piloto. A propósito, porque não fechamos um acordo (idôneo) com a UnB para tornar a futura SQN 207 um projeto de arquitetos, desígnio de Brasília, e não da especulação imobiliária? Brasília não está engessada, mesmo sendo merecidamente Patrimônio Moderno/Pós-Moderno Cultural da Humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<hr size="1" />
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">_</span></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Marcelo Montiel</strong><br />
Coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo FACIPLAC / UNIPLAC<a title="Leia mais" href="http://mdc.arq.br/tag/praca-da-soberania/" target="_blank"><br />
Leia mais sobre a Praça da Soberania em <strong>mdc.</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />Publicado emMarcelo Montiel, Opinião  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3245/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3245&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Aeroporto de Brasília merece respeito</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/09/10/o-aeroporto-de-brasilia-merece-respeito/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 00:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editores mdc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igor Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroporto de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Infraero]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Roberto Parada]]></category>

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		<description><![CDATA[Igor Soares Campos A sociedade brasileira é refém de uma cultura nada democrática. Vivemos um período em que nunca, na história desse País, se presenciou tamanho desprezo às relações profissionais, éticas e morais. Acompanhamos atentos as denúncias e os escândalos freqüentes que se instalaram em nossos órgãos públicos. No Brasil, é possível afirmar que os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3236&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:110px;">
<p style="text-align:right;"><img class="alignleft size-full wp-image-3237" style="border:0 none;" title="AIB-THUMB" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/aib-thumb.jpg?w=238&#038;h=100" alt="AIB-THUMB" width="238" height="100" />Igor Soares Campos</p>
</div>
<p><span id="more-3236"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A sociedade brasileira é refém de uma cultura nada democrática. Vivemos um período em que nunca, na história desse País, se presenciou tamanho desprezo às relações profissionais, éticas e morais. Acompanhamos atentos as denúncias e os escândalos freqüentes que se instalaram em nossos órgãos públicos.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil, é possível afirmar que os princípios fundamentais que asseguram às sociedades civilizadas a estabilidade de suas instituições, bem como a integridade da convivência humana, estão fragilizados. É clara a instauração gradativa de uma prática nada salutar entre aqueles que conduzem os destinos da nação. Somos surpreendidos, não raro, por decisões pessoais reducionistas, próprias do autoritarismo de épocas nada memoráveis da história do País.  Desmerecem profissionais reconhecidos em suas respectivas áreas de conhecimento. Descartam investimentos substanciais que a sociedade despendeu na formação de técnicos qualificados para enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável. São posturas que atentam contra as maiores riquezas do povo brasileiro, sua criatividade, originalidade e espontaneidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Em recente matéria publicada pelo Correio Braziliense, intitulada <a title="Ler a matéria" href="http://aeroportosnobrasil.blogspot.com/2009/08/conflito-no-ar.html" target="_blank"><em>Conflito no ar</em></a>, é flagrante a superficialidade e, ao mesmo tempo, a inadequação dos argumentos expostos pela Infraero para defender a expansão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek à revelia do bom senso. Sem a necessária fundamentação científica, os responsáveis pela Estatal afirmam que a concepção do Aeroporto de Brasília é antiga e ineficaz. A alegação seria de todo leviana se não fosse completamente infundada. Tenta deslocar para a concepção arquitetônica o que é responsabilidade da gestão de funcionamento do terminal. Os tumultos eventualmente verificados, tanto no presente quanto no passado, como ocorreu no período do chamado apagão aéreo, são conseqüências lamentáveis da falta de planejamento adequado, e não de deficiências do projeto arquitetônico. Sobram imagens dos aglomerados humanos nos terminais aeroportuários que, à época, esgotavam-se à espera de atendimento, desamparados, sem conforto nem segurança. A imprensa mostrou, com riqueza de detalhes, o desrespeito aos direitos mínimos dos cidadãos. Ainda assim, o terminal, cujo projeto original nunca foi concluído, permitiu atravessar a crise, mesmo com todos os transtornos mencionados.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, a desordem do aeroporto não se deve ao insucesso da Arquitetura. O projeto arquitetônico do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek é reconhecido e premiado internacionalmente pela sua qualidade inquestionável. Tentar desqualificá-lo com a pecha de antiquado é interromper, de maneira abrupta, a evolução natural de sua história. Lembra a indução violenta de um aborto, cujos interesses fogem à compreensão. O edifício não foi concluído na sua totalidade. Continua incompleto. Tampouco foi levado a termo o respectivo plano de expansão que previa, já em 1996, dois novos terminais, hotel, mall comercial, edifício garagem, entre outras funções.</p>
<p style="text-align:justify;">Referências internacionais que configuram paradigmas em todas as atividades humanas devem sempre servir de modelos exemplares. Com efeito, experiências bem sucedidas merecem ser também objeto de análise quando da elaboração de projetos arquitetônicos. O primeiro terminal de passageiros do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, foi concebido na década de sessenta pelo arquiteto Paul Andreu. Ainda hoje, mantém-se íntegro, austero, operando dentro da capacidade planejada. A concepção inicial daquele projeto arquitetônico não foi descaracterizada. Ao contrário, o edifício permanece intacto, testemunho vivo de um período na história da construção de aeroportos. O referido complexo aeroportuário francês possui atualmente cerca de nove terminais, concebidos em épocas distintas. Todos, projetados pelo mesmo arquiteto, refletem o compromisso com a arquitetura de seu tempo, sem qualquer prejuízo para os usuários. Exemplo claro e incontestável de planejamento eficiente e adequado.</p>
<p style="text-align:justify;">A arquitetura como bem cultural é consenso universal. Sem ela seria impossível conhecer a própria história da humanidade. Respeitá-la, na inteireza de seus projetos, é marco civilizatório insubstituível. Por isso, modificar o projeto arquitetônico do Aeroporto de Brasília sem consultar o seu autor, como pretende a Infraero, é desrespeitar a legislação vigente para modificar o valioso patrimônio cultural e artístico da capital da República.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/aib_plano-de-expansao-2008.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3241" style="border:0 none;" title="CNC_plano de massa memoria_20..." src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/09/aib_plano-de-expansao-2008.jpg?w=700&#038;h=455" alt="CNC_plano de massa memoria_20..." width="700" height="455" /></a></p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:right;"><strong>Igor Soares Campos</strong></p>
<p style="text-align:right;">Arquiteto Urbanista,  Mestre em Revitalização Urbana pela Universidade Livre de Bruxelas,  Professor do Centro Universitário de Brasília – Uniceub,  Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil &#8211; Departamento do Distrito Federal – IAB/DF.<a href="mailto:igorcampos@yahoo.fr" target="_blank"><br />
igorcampos@yahoo.fr</a></p>
<br />Publicado emIgor Campos, Opinião  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3236&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">editores mdc</media:title>
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			<media:title type="html">AIB-THUMB</media:title>
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			<media:title type="html">CNC_plano de massa memoria_20...</media:title>
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		<title>Concurso Internacional &#8211; Centro de Música Pop de Taipei &#8211; Taiwan</title>
		<link>http://mdc.arq.br/2009/08/20/concurso-internacional-centro-de-musica-pop-de-taipei-taiwan/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Música Pop de Taipei]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Internacionais: editais]]></category>
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		<category><![CDATA[Taipei]]></category>
		<category><![CDATA[Taipei Pop Music Center]]></category>
		<category><![CDATA[Taiwan]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrega dos trabalhos até: 19.10.2009 Concurso Internacional  – Taipei Pop Music Center – Taiwan Objeto: Equipamento cultural dedicado à música pop, a ser construído em Taipei, região norte de Taiwan. O programa inclui uma grande sala de espetáculos musicais, com capacidade entre 4500 e 6000 espectadores, além de uma área aberta para apresentações com capacidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3231&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:100px;"><a href="http://www.tpmc.com.tw/" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-3232 alignleft" style="border:0 none;" title="Taipei" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/08/taipei.jpg?w=300&#038;h=87" alt="Taipei" width="300" height="87" /></a></p>
<p style="text-align:right;">Entrega dos trabalhos até: 19.10.2009</p>
</div>
<p><span id="more-3231"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Concurso Internacional  – </strong><strong>Taipei Pop Music Center</strong><strong> – Taiwan<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong><strong> </strong> <strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Objeto:</strong> Equipamento cultural dedicado à música pop, a ser construído em Taipei, região norte de Taiwan. O programa inclui uma grande sala de espetáculos musicais, com capacidade entre 4500 e 6000 espectadores, além de uma área aberta para apresentações com capacidade de até 15.000 pessoas. O programa inclui ainda espaços de exposição, biblioteca digital, pequenos espaços de exposição e exibição, espaços para incubadoras e projetos comunitários na área musical.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Local:</strong> Taipei – Taiwan<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tipo de Concurso: </strong>aberto, internacional, em 02 etapas<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Promoção: </strong>Governo de Taipei<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quem pode participar:</strong> profissionais (arquitetos e urbanistas)<strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cronograma:<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Lançamento oficial do concurso: 23.julho.2009</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Entrega dos trabalhos – etapa 1:</strong> até 19.outubro.2009</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><strong>Resultado – etapa 1 – </strong></strong>23.outubro.2009</p>
<p style="text-align:justify;">Resultado final do concurso – 29.janeiro.2010</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Prêmios:</strong></p>
<p><strong>Finalistas</strong> (até 03 projetos)– US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares) cada</p>
<p><strong>1° lugar</strong> – prêmio finalista + contrato para o projeto executivo</p>
<p>menção honrosa -  US$ 20.000,00 (vinte mil dólares) cada</p>
<p><strong>Orçamento estimado do empreendimento:</strong> US$ 106.000.000 (cento e seis milhões de dólares).</p>
<p>Valor estimado do contrato: US$ 11.500.000,00</p>
<p><strong>Para mais informações <a href="http://www.tpmc.com.tw/html/main_e.html" target="_blank">acesse aqui a página oficial do concurso</a>.</strong></p>
<p>[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/taipei-pop-music-center/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>, onde você encontra mais informações]</p>
<br />Publicado emNotícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/revistamdc.wordpress.com/3231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/revistamdc.wordpress.com/3231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/revistamdc.wordpress.com/3231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/revistamdc.wordpress.com/3231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/revistamdc.wordpress.com/3231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/revistamdc.wordpress.com/3231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/revistamdc.wordpress.com/3231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/revistamdc.wordpress.com/3231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/revistamdc.wordpress.com/3231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/revistamdc.wordpress.com/3231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3231&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">danilo</media:title>
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			<media:title type="html">Taipei</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Concurso Internacional – Museu Exploratório de Ciências – Unicamp – resultado</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Matoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alessandro Moreno Muzi]]></category>
		<category><![CDATA[Anselmo Oliveira dos Santos Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos de Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Internacionais: resultados]]></category>
		<category><![CDATA[concursosdeprojeto.org]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Hirano]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Corsi da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Erik Warren Lewitt]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcelo Cusano Lindgren]]></category>
		<category><![CDATA[museu exploratório de ciências]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Kipnis]]></category>
		<category><![CDATA[Tomohiko Amemiya]]></category>
		<category><![CDATA[unicamp]]></category>

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		<description><![CDATA[Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura formam a equipe vencedora A UNICAMP anunciou o resultado do Concurso Internacional para o Museu Exploratório de Ciências. O projeto vencedor é de autoria da equipe composta pelos arquitetos Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura. “Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura, integram a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mdc.arq.br&blog=5128755&post=3223&subd=revistamdc&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:80px;">
<h4 style="text-align:right;"><a href="http://www.mc.unicamp.br/" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-1037" style="border:0 none;" title="museu-unicamp1" src="http://revistamdc.files.wordpress.com/2009/01/museu-unicamp1.jpg?w=420&#038;h=69" alt="museu-unicamp1" width="420" height="69" /></a>Daniel Corsi, Dani Hirano<br />
e Reinaldo S. Nishimura<br />
formam a equipe vencedora</h4>
</div>
<p><span id="more-3223"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A UNICAMP anunciou o resultado do <strong>Concurso Internacional</strong> para o <strong>Museu Exploratório de Ciências</strong>. O projeto vencedor é de autoria da equipe composta pelos arquitetos <strong>Daniel Corsi, Dani Hirano </strong>e<strong> Reinaldo S. Nishimura</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura, integram a equipe vencedora do Concurso Público Internacional de Arquitetura, do Museu Exploratório de Ciências, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Com o tema “Museu como fenômeno e fenômeno como paisagem”, a equipe fica em primeiro lugar na competição que envolveu arquitetos de diversos países durante cerca de seis meses. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de sexta-feira, após a Defesa Pública dos projetos arquitetônicos, no Centro de Convenções da Universidade.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O segundo lugar ficou para o projeto intitulado Necklace, da equipe dos arquitetos japoneses Tomohiko Amemiya, Mitsuru Hamada, Hiroki Inutsuka e Akira Suzuki. Os americanos Erik Warren Lewitt e Jordan Williams ficaram com a terceira colocação. A equipe campineira dos arquitetos Fábio Boretti Araújo, Bernardo Telles e Luis Amaral Pereira Pinto e a equipe paulistana de Alessandro Moreno Muzi, Hernani Carvalho Paiva e Luiz Marino Küller receberam Menções Honrosas da Organização do Concurso.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A alta qualidade dos cinco projetos finalistas dificultou o trabalho da Comissão Julgadora, que se estendeu duas horas além do previsto no cronograma do evento. A decisão final coube ao Diretor do Museu Exploratório de Ciências, Professor Marcelo Firer, decidindo o empasse entre o projeto do brasileiro Daniel Corsi e do japonês Tomohiko Amemiya.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Para o público presente, independente da equipe vencedora, a experiência de apresentar os finalistas em audiência aberta ao público foi enriquecedora. Para o Arquiteto Luis Paulo Cobra Monteiro, Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) o nível dos trabalhos era muito bom. “Eu nunca participei de concursos nesse formato, onde os trabalhos dos finalistas fossem discutidos com o público.Isso é muito inovador”, disse o Professor Monteiro. “Achei que eles conseguiram expor muito bem os trabalhos”, comentou a estudante do 5º ano de arquitetura da Unicamp, Paula Takahasi. “A diferença entre países não foi determinante”, acrescentou a estudante de arquitetura do 6º ano, Giulia Bertazzolo, também da Unicamp.” </em><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-5586"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em>(<a href="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/ata-da-comissao-julgadora_segunda-fase.pdf" target="_blank">leia aqui a ata da comissão julgadora</a>)<em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Veja abaixo os projetos premiados:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">(clique nos links e imagens para mais detalhes sobre cada projeto)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">1° lugar – </span></span></span><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-01-chn/" target="_blank">Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-01-chn/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/corsi-04.jpg?w=420&amp;h=206&#038;h=206" alt="" width="420" height="206" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2° lugar – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-02-tomohiko-amemiya/" target="_blank">Tomohiko Amemiya, Mitsuru Hamada, Hiroki Inutsuka e Akira Suzuki</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-02-tomohiko-amemiya/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/amemiya-01.jpg?w=420&amp;h=422&#038;h=422" alt="" width="420" height="422" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>3° lugar – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-03-lewitt/" target="_blank">Erik Warren Lewitt</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-03-lewitt/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="Lewitt-01" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/lewitt-01.jpg?w=420&amp;h=252&#038;h=252" alt="Lewitt-01" width="420" height="252" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Finalista – Menção Honrosa – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-muzi/" target="_blank">Alessandro Moreno Muzi, Hernani Carvalho Paiva e Luiz Marino Küller</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-muzi/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/muzi-02.jpg?w=420&amp;h=271&#038;h=271" alt="" width="420" height="271" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong>Finalista – Menção Honrosa – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-boretti/" target="_blank">Fábio Boretti Araújo, Bernardo Telles e Luis Amaral Pereira Pinto</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-boretti/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="MUSEU vista NO" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/museu-vista-no.jpg?w=420&amp;h=210&#038;h=210" alt="MUSEU vista NO" width="420" height="210" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span>Anselmo Oliveira dos Santos Júnior</strong></p>
<p><span style="color:#999999;">(projeto ainda não disponibilizado)</span></p>
<p><span style="color:#999999;"><img class="alignnone size-full wp-image-5641" style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/prancha1-aj3.jpg?w=420&amp;h=263&#038;h=263" alt="" width="420" height="263" /><br />
</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/useu-unicamp-dest-lindgren/" target="_blank">Marcelo Lindgren</a></strong></p>
<p><span style="color:#999999;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/useu-unicamp-dest-lindgren/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/lindgren-im-01.jpg?w=420&amp;h=216&#038;h=216" alt="" width="420" height="216" /></a></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span>Sérgio Kpinis</strong></p>
<p><span style="color:#999999;">(projeto ainda não disponibilizado)</span></p>
<p><span style="color:#999999;"><img class="alignnone size-full wp-image-5642" style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/prancha1-sk3.jpg?w=420&amp;h=271&#038;h=271" alt="" width="420" height="271" /><br />
</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">_______________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;">Veja aqui as informações já publicadas na revista <strong>mdc</strong> sobre o <a href="http://mdc.arq.br/tag/museu-exploratorio-de-ciencias/" target="_blank">Concurso Internacional para o Museu  Exploratório de Ciências da UNICAMP</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">[Esta notícia é uma parceria com o <a title="Ir para o portal" href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-projetospremiados/" target="_blank"><strong>portal concursos<span style="color:#888888;">de</span>projeto<span style="color:#888888;">.org</span></strong></a>, onde você encontra mais informações]</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:114px;width:1px;height:1px;">
<p style="text-align:justify;">Publicamos os projetos premiados, menções e destaques do <strong>Concurso Público Internacional de Arquitetura</strong> para o <strong>Museu Exploratório de Ciências</strong>, da Universidade Estadual de Campinas (<strong>UNICAMP</strong>). A cerimônia de premiação aconteceu na noite do dia 07.agosto.2009, após a Defesa Pública dos projetos arquitetônicos, no Centro de Convenções da Universidade (<a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/10/unicamp-noticias-vencedor-museuexploratorio/" target="_blank">conforme anunciado aqui no portal</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a assessoria de imprensa da UNICAMP: <em>“A alta qualidade dos cinco projetos finalistas dificultou o trabalho da Comissão Julgadora, que se estendeu duas horas além do previsto no cronograma do evento. A decisão final coube ao Diretor do Museu Exploratório de Ciências, Professor Marcelo Firer, decidindo o empasse entre o projeto do brasileiro Daniel Corsi e do japonês Tomohiko Amemiya.” </em>(<a href="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/ata-da-comissao-julgadora_segunda-fase.pdf" target="_blank">veja aqui a ata da comissão julgadora</a>)<em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Veja abaixo os projetos:</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">(clique nos links e imagens para mais detalhes sobre cada projeto)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">1° lugar – </span></span></span><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-01-chn/" target="_blank">Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-01-chn/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/corsi-04.jpg?w=420&amp;h=206&#038;h=206" alt="" width="420" height="206" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2° lugar – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-02-tomohiko-amemiya/" target="_blank">Tomohiko Amemiya, Mitsuru Hamada, Hiroki Inutsuka e Akira Suzuki</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-02-tomohiko-amemiya/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/amemiya-01.jpg?w=420&amp;h=422&#038;h=422" alt="" width="420" height="422" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>3° lugar – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-03-lewitt/" target="_blank">Erik Warren Lewitt</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-03-lewitt/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="Lewitt-01" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/lewitt-01.jpg?w=420&amp;h=252&#038;h=252" alt="Lewitt-01" width="420" height="252" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Finalista – Menção Honrosa – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-muzi/" target="_blank">Alessandro Moreno Muzi, Hernani Carvalho Paiva e Luiz Marino Küller</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-muzi/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/muzi-02.jpg?w=420&amp;h=271&#038;h=271" alt="" width="420" height="271" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong>Finalista – Menção Honrosa – <a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-boretti/" target="_blank">Fábio Boretti Araújo, Bernardo Telles e Luis Amaral Pereira Pinto</a></strong></p>
<p><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/museu-unicamp-mh-boretti/" target="_blank"><img style="border:0 none;" title="MUSEU vista NO" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/museu-vista-no.jpg?w=420&amp;h=210&#038;h=210" alt="MUSEU vista NO" width="420" height="210" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span>Anselmo Oliveira dos Santos Júnior</strong></p>
<p><span style="color:#999999;">(projeto ainda não disponibilizado)</span></p>
<p><span style="color:#999999;"><img class="alignnone size-full wp-image-5641" style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/prancha1-aj3.jpg?w=420&amp;h=263&#038;h=263" alt="" width="420" height="263" /><br />
</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/useu-unicamp-dest-lindgren/" target="_blank">Marcelo Lindgren</a></strong></p>
<p><span style="color:#999999;"><a href="http://concursosdeprojeto.org/2009/08/17/useu-unicamp-dest-lindgren/" target="_blank"><img style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/lindgren-im-01.jpg?w=420&amp;h=216&#038;h=216" alt="" width="420" height="216" /></a></span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">____________________________________________________________________________</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;"><span style="color:#000000;">Menção de Destaque – </span></span></span>Sérgio Kpinis</strong></p>
<p><span style="color:#999999;">(projeto ainda não disponibilizado)</span></p>
<p><span style="color:#999999;"><img class="alignnone size-full wp-image-5642" style="border:0 none;" src="http://concursosdeprojeto.files.wordpress.com/2009/08/prancha1-sk3.jpg?w=420&amp;h=271&#038;h=271" alt="" width="420" height="271" /><br />
</span></p>
<p><span style="color:#888888;"><span style="color:#999999;">_______________________________________________________________________</span></span></div>
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			<media:title type="html">museu-unicamp1</media:title>
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